“Shit, Piss, Fuck, Cunt, CockSucker, MotherFucker, Tits”

Estas são as “sete palavras que não podem ser ditas em um programa de TV” nos EUA e que, ao contrário do que muita gente parece pensar, subsidia a ação da regulação federal em cima da TV aberta norte-americana.

A coisa hoje é tão séria que veículos liberais como o Reason já começam a se insurgir contra a epidemia de decência na mídia norte-americana, que já fez surgir até mesmo um prêmio para filmecos bem-comportados, o CAMIE – Character and Morality in Entertainment, criado pelo Dr. Glen Griffin, um médico pediatra de Salt Lake City que era também um entusiasta da abstinência sexual (dá pra notar).  Deve ser por isso que a imagem plasmada na pequena estátua do prêmio tem um certo ar virginal, em contraste com o priápico Oscar.

Pois George Carlin, o sujeito que foi o pivô da ação judicial que culminou na regulamentação do palavreado indecente na TV dos EUA, morreu esses dias, de infarte, aos 71 anos. Pra quem não sabe, ele foi o primeiro apresentador do “Saturday Night Live”, em 1975.

Carlin era uma estrela da contracultura e entre suas várias cruzadas estava o combate aos eufemismos na mídia norte americana. Ele notou, aliás, que a cultura do eufemismo estava tão difundida no noticiário que ninguém mais podia simplesmente “morrer”. Deve ser por isso que a msnbc noticiou seu passamento simplesmente assim: “Comedian George Carlin dies at 71“. Vai com fé, Carlin.

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Não deixa de ser um tributo ao diuturno trabalho das esquerdas gramscianas para solapar a fibra do mundo ocidental que ao buscar “CAMIE Awards” no modo imagem no Google acabamos recebendo a seguinte sugestão:

Você quis dizer: COMMIE Awards

Esse mundo tá perdido.

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