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Nariz Gelado me impressiona.

Reinaldo Azevedo, sabemos, é reservoir dog dos Civita. Um jornalista de aluguel a soldo de uma causa. A ele, podemos permitir licenças, se não propriamente poéticas, patéticas.

Já a Nariz me dá a impressão de que realmente acredita no que escreve. A última, sobre os petistas que estão rejubilando-se com os índices de popularidade do eneadáctilo:

Todo mundo sabe que eles só estão ganhando o jogo porque sempre burlam – pra ficar num termo suave – as regras.

Ora, Nariz, se e quando o Eneadáctilo fizer aportar no Congresso uma proposta de emenda constitucional autorizando um terceiro mandato, lembre-se de que só aí ele estará empatando com o Príncipe dos Sociólogos…vê se pega mais leve!

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O governo FHC acabou há mais de 5 anos, mas há quem esteja forçando a barra para lhe atribuir a conquista do “investment grade” pelo Brasil. Parece que um “legítimo” governo Lula seria, por definição, apenas aquele que levasse o país ao abismo (apesar de que, para fazermos justiça, FHC também soube nos levar à sua borda).

Porque é que nessa hora ninguém atribui o “investment grade” à “bonança internacional”, à “conjuntura sem igual do comércio internacional” ou à “maré alta que faz subir todos os barcos”?

Dor de cotovelo é fogo. 🙂

Deu no Valor:

Standard & Poor`s eleva Brasil a categoria de grau de investimento
Valor Online
30/04/2008 15:55

SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Standard & Poor`s elevou há pouco a nota de crédito (rating) da dívida externa e de longo prazo do Brasil de BB+ para BBB-. Com a elevação, o país entra para o grupo de países considerados de baixo risco, chamado de grau de investimento, ou investment grade.

Aguardada há alguns anos pelo governo e por agentes do mercado financeiro, a notícia foi vista com surpresa pelo mercado, já que não era esperada ainda neste primeiro semestre.

O principal benefício de o país se tornar investment grade é atrair grandes investidores institucionais de países desenvolvidos que, por regras dos seus estatutos, só podem investir em ativos considerados de baixo risco.

Também, com um superavit desses

Tio Rei sobre as críticas de Lula ao subsídio norte-americano ao etanol de milho, em 23 de abril:

O discurso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a crise mundial de alimentos e os biocombustíveis começa a rodar em falso. Ele não precisa de estímulos, como se sabe, para falar besteira. Com o apoio de setores da imprensa que decidiram endossar as suas diatribes antiimperialistas, ele vai longe. E vai acabar desmoralizando o país. (…)

Pensemos, agora, a crítica ao subsídio dos ricos. É pertinente o que diz o Brasil sobre, vá lá, a injustiça do procedimento? É, sim. Mas em que o fim dos subsídios elevaria a produção de alimentos, hein?, ao menos no curto prazo? Em nada. E é duvidoso que a eleve também no médio e no longo.

Pergunto: qual é a tese? Até agora, não entendi. E alguns apenas julgam ter entendido. Se a Europa e os EUA pararem de dar papinha a seus agricultores, o pressuposto, suponho, é que isso estimularia a agricultura em países como o Brasil, que então produziriam mais e exportariam mais, eventualmente a preços mais baixos. Mas há uma falha lógica aí: nós produziríamos mais, e eles, menos. Resolve a crise de alimentos? Acho que não. Ademais, há outra realidade que não pode ser ignorada. Se houver demanda mundial, não duvidem que é muito menos arriscado plantar cana para fazer etanol do que grãos para comida. Das pragas às intempéries, os riscos são bem menores.

Tio Rei, transcrevendo um artigo de Serra na seção Tendências e Debates da Folha, em 9 de março:

Os Estados Unidos, contrariando sua tradicional retórica pró livre-comércio, estão ingressando na era do etanol amparados em regras que obstruem a formação de um mercado mundial de biocombustíveis. A barreira norte-americana ao nosso etanol vai além da tarifa de 14 centavos de dólar/litro; outro tanto é entregue aos produtores, sob a forma de subsídio. Logo, o tamanho da barreira final é da ordem de 30 centavos de dólar/litro, montante próximo ao custo de um litro do álcool brasileiro. Ou seja, proteção de 100%! A razão é óbvia: a produção norte-americana de etanol, baseada no milho, é muito mais custosa que a nossa, baseada na cana-de-açúcar. Isso ocorre apesar da supervalorização cambial brasileira, que encarece muito as exportações. Assim, mesmo como gentis anfitriões do chefe de Estado de um país amigo, cabe mencionar ao presidente Bush que a melhor contribuição para o impulso do etanol no seu país e no mundo será derrubar essa barreira, mesmo gradualmente. Claro que há resistências domésticas de produtores e políticos de lá, mas em que país do mundo não as há?

Tio Rei, transcrevendo um artigo da France Presse, hoje:

O diretor-geral do International Food Policy Research Institute dos Estados Unidos, Joachim von Braun, fez referência a “importantes fracassos nas decisões políticas”, no centro da crise.
Um dos maiores problemas foi a equivocada resposta aos altos preços da energia com a promoção de biocombustíveis à base de grãos, disseram os especialistas consultados pela AFP.
“Todos conhecemos o frenesi de biocombustíveis que distorceram os mercados de grãos”, comentou Zeigler.
Ele e Von Braun apóiam uma moratória sobre a produção de combustíveis à base de grãos, ou derivados de oleaginosas, mas não para os produzidos a partir da cana-de-açúcar.
“Nossos modelos de análise sugerem que, se for determinada uma moratória sobre biocombustíveis em 2008, pode-se esperar uma redução de preços do milho de cerca de 20% e do trigo, de 10%, em 2009 e em 2010”, afirmou Von Braun.

Como ele não “volta” para comentar nem o artigo de Serra, nem o da France Presse, suponho que apóie o ponto de vista ali esboçado. Que, aliás, é o mesmo de Lula. Chegamos então à uma conclusão algo chocante: a de que a opinião de Reinaldo Azevedo sobre determinado assunto depende fortemente de quem o está defendendo. O que aliás já sabíamos.

Entre outras variações possíveis, uma paráfrase de Mussolini: “governar com o PMDB é fácil, mas é inútil”.  Editorial do Valor de hoje:

Não se governa sem PMDB, e menos ainda com ele

De fato, como diz o deputado Michel Temer (PMDB-SP), “ninguém governa sem o PMDB”. Mas é igualmente verdadeiro dizer que, com o PMDB, ninguém governa. Essa federação de partidos estaduais, que consegue se manter como uma das maiores legendas do país sem ser diretamente uma alternativa de poder, já que não dispõe de lideranças nacionais competitivas para disputar a Presidência, tem desempenhado ao longo do tempo o papel de aliado fundamental de qualquer governo num cenário partidário pulverizado.

Como é na sua grande bancada que reside a sua força, e também na habilidade de seus líderes (ou na força bruta, dependendo do momento) de usá-la para distribuir poder a lideranças regionais guindadas ao cenário nacional, é fundamental para o PMDB antecipar-se aos movimentos dos eleitores e saber de que lado deve estar para continuar governo. A espetacular virada que o ex-governador Orestes Quércia, cacique do PMDB de São Paulo, deu no quadro eleitoral paulistano, foi, sem dúvida, uma antecipação de 2010. E se num primeiro momento parece apenas mirar o prefeito Gilberto Kassab (DEM), em detrimento do tucano Geraldo Alckmin, na verdade rearruma as forças políticas para as eleições presidenciais, favorecendo a candidatura do governador José Serra e trazendo o epicentro das negociações para o Estado mais rico da Federação, quando elas já haviam se expandido para além das “elites brancas” paulistas (na designação do ex-governador Cláudio Lembro) e ganhado as terras mineiras, atraídas pelas negociações entre o governador tucano Aécio Neves e o prefeito de Belo Horizonte, o petista Fernando Pimentel.

Apesar da rivalidade histórica entre Quércia, que fez o acordo municipal, e o presidente nacional do PMDB, Michel Temer, o acordo paulistano soa como uma articulação bem ensaiada e um golpe de mestre para recolocar o PMDB no centro do poder – e, pelo visto, o partido aposta que o governador Serra tem chances reais de eleger-se sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010. O efeito visível do acordo DEM-PMDB é desestabilizar as pretensões do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) de disputar as eleições para a prefeitura da capital, mesmo contra Kassab. Mas isso está longe de significar um rompimento entre PSDB e DEM – cuja aliança marcou sucessivos governos tucanos em São Paulo e os dois mandatos presidenciais do também tucano Fernando Henrique Cardoso. Se Alckmin recuar e aceitar o oferecimento de se candidatar a um terceiro mandato no Palácio dos Bandeirantes em 2010, numa eleição que teria Serra na cabeça de chapa como candidato a presidente, a petista Marta Suplicy, se for a candidata do PT à prefeitura da capital, teria contra si não apenas Kassab, mas uma poderosa coligação entre PSDB, PMDB e DEM. Uma derrota de Marta nas eleições municipais a inviabilizaria como candidata a presidente pela legenda do presidente Lula em 2010 – e ela é a liderança petista hoje mais visível nacionalmente e com mais chances de cumprir este papel.

A manobra quercista, portanto, está longe de ser antitucana. Tem o poder de colocar um pé do PMDB no governo Lula e outro num eventual futuro governo tucano. Mas, se a jogada política tem o poder de reafirmar a máxima de que “ninguém governa sem o PMDB”, pode também perpetuar o entendimento de que “ninguém governa com o PMDB”. Os governos pós-redemocratização, todos eles, sofreram graves crises de governabilidade. O PMDB esteve atrás de várias delas. Ao longo da história, o partido tem se firmado, eleição após eleição, como aquele que tem a posição mais consolidada – a sua bancada não sofre grandes variações, mesmo não possuindo candidatos com chances de chegar à Presidência. Em compensação, o fato de ser uma soma de interesses de caciques regionais, e o poder que dispõe no Congresso, torna-o uma legenda com votos negociáveis um a um, sem a garantia de sólido apoio a qualquer governante. É esse mesmo PMDB que, depois de fazer um difícil acordo com o presidente Lula e repetir o seu padrão de comportamento político no Legislativo – jamais unido, nunca fazendo uma negociação coletiva, sempre abrindo espaço para chantagens individuais -, prepara-se para cumprir o mesmo papel em 2011, com o novo governo – que, aposta, será de Serra. Lula teve grandes dificuldades com o partido. Serra, se eleito, vai repeti-las.

***

Gozado mesmo é lembrar que “os tucanos criaram o partido [PSDB] em 1988 para ficar bem longe de Orestes Quércia, considerado um símbolo da degeneração do PMDB“, como diz o artigo de Eliane Catanhêde que motivou um processo da parte de Quércia.  Como é mesmo aquela história de que um erro não justifica o outro, companheiros tucanos?

Deu no Valor, em uma matéria sobre o crescimento do mercado de seguro de crédito e a falta de gente qualificada para operá-lo:

“Não há mais do que 30 profissionais especializados em seguro de crédito no Brasil”, afirma Mariane Guerra, gerente de RH da Marsh. Em meio a essa batalha, a corretora resolveu apostar na formação de profissionais para suprir a escassez de mão-de-obra. Mas enquanto eles não estão prontos, a empresa continua recorrendo a prática de recrutamento no mercado. Recentemente, preencheu duas vagas que estavam em aberto, após meses de procura. Para tanto, chegou a “importar” talentos.”

Aí fica essa meninada aí na rua vendendo bala, quando poderiam estar trabalhando no seguro de crédito.  Ô, raça.

Globalização dá nisso:

Jornais do mundo repercutem confusão com Ronaldo

Os sites dos jornais italianos e espanhóis repercutem o caso do atacante Ronaldo, do Milan, que foi parar em uma delegacia do Rio de Janeiro após confusão com travestis.

– Festas com (má) surpresa para Ronaldo – escreve o La Reppublica.

O italiano La Gazzetta dello Sport também dá grande repercussão para o caso. O site mostra a foto do travesti André Luis Ribeiro Albertino, conhecido como Andréia Albertine, mostrando um documento do carro do jogador.

O espanhol El País também apresenta uma foto de Andréia, com o título “Ronaldo, extorsionado por un travesti “.

***

The bright side: pelo menos espanhóis e italianos vão descobrir que existem travestis brasileiros no Brasil.

Grand Theft Auto IV.

De certa forma, realmente é extraordinariamente educativo.

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