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O Cato Institute ofereceu o seu Prêmio Milton Friedman a Yon Goicoechea, jovem estudante venezuelano que, diz o site da Cato, liderou o movimento que  acabou tendo sucesso em  evitar que Chávez  se transformasse em presidente perpétuo da Venezuela.  Ainda segundo o site, o prêmio, criado em 2002 (cujo nome inteiro é The Milton Friedman Prize for Advancing Liberty) premia a cada dois anos um indivíduo que tenha feito uma contribuição relevante pelo avanço da liberdade.  A estátua do prêmio é claramente inspirada em um coquetel molotov.

Duas coisas curiosas a notar:

a) Goicoechea é um sobrenome basco.  Provavelmente foi o único “basco” a quem já ocorreu ao Cato agraciar com um prêmio pela busca da liberdade.

b) Goicoechea é um estudante universitário que na verdade é um agitador de um movimento estudantil.  Não sei se 1968 já terminou lá na 1000 Massachusetts Avenue, mas deve ser também a primeira vez que o Cato chega perto desse tipo de gente.

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Eleições 2010

Em fevereiro de 2007, pescadores capturaram um espécime de lula gigante ao largo da Nova Zelândia.  O animal estava em condições incrivelmente boas de preservação.  O animal foi congelado, para ser melhor estudado por uma equipe gabaritada.

Agora os pesquisadores estão descongelando e dissecando o animal, e montaram um blog para compartilhar suas descobertas.

A lula gigante é um animal misterioso _ apenas 6 foram encontradas à tona até hoje.  O conhecimento que se tem delas, em sua maior parte, advém dos restos semidigeridos encontrados no estômago de cachalotes, mamíferos marinhos que mergulham bem fundo a fim de capturar aquilo que para eles parece ser uma grande iguaria.

***

Agora, se o bicho já está assim congelado, imagina descongelando.

Deu no Globo:

Cientistas afirmam ter encontrado um lagarto sem patas, uma tartaruga e um pica-pau anão, entre 14 espécies que se acredita serem novidades para a ciência no cerrado brasileiro. A divulgação é de uma ONG internacional de conservação.

***

De fato, o cerrado brasileiro vem abrigando todo tipo de bicho estranho. Inclusive jabutis arborícolas.

“Põe o dedinho” aqui uma ova

O The Scientific Activist, do Science Blogs, nos informa que o Senado americano aprovou, na última terça feira, por 95-0 votos, um projeto de lei (o Genetic Information Nondiscrimination Act, carinhosamente apelidado GINA) proibindo a discriminação com base na análise de dados genéticos para fins de admissão no emprego ou em planos de saúde.   Surpreendentemente, na Câmara a votação tinha sido 420-3, esses 3 que votaram contra eram republicanos, e um dos três era, de todos os políticos norte-americanos _ Ron Paul.

Acho que é hora de discutir as relações entre genética, libertarianismo e livre-mercado, pois não?

Confesso que não conheço muito Ron Paul, mas sei que ele era o preferido na corrida presidencial norte-americana por 10 entre 10 libertários (no sentido americano do termo).  Me é difícil entender como uma plataforma política libertária pode se coadunar com o screening genético.  Do ponto de vista puramente filosófico, o primado da liberdade individual deveria incluir a liberdade de não ser discriminado, penso eu.  Há aí um sério problema de emprego de palavras, porém.  Porque “não ser discriminado” é mais um “direito’ que uma “liberdade”.  Qual é a diferença?

Se a lei previsse apenas a liberdade de não ser discriminado, penso que ela estaria apenas garantindo o direito do indivíduo não submeter-se ao screening genético _ mantida, porém, a liberdade do empregador (ou do plano de saúde) de propor o teste.  Do ponto de vista do empregador, ele poderia, em um check-list, dar menos pontos a quem não concorda em submeter-se ao screening.  E o plano de saúde poderia incluir esta informação em sua previsão atuarial, cobrando mensalidades maiores dos que não aceitam submeter-se ao teste.

Já o direito de não se discriminado simplesmente eliminaria o teste, proibindo-o.  Neste caso nem o empregador nem o plano de saúde disporão de alguma informação a ser fatorada em seus procedimentos de admissão.

Mesmo de um ponto de vista pró-mercado mas mitigado do libertarianismo mais convicto, há algumas questões interessantes sobre as quais se pode refletir.   Do ponto de vista da pura eficiência, sem considerações de justiça, acho que não há dúvida de que o screening seria interessante.  Por outro lado, de um ponto de vista mais “voltado a incentivos”, o screening é inútil, já que as pessoas não têm como alterar sua carga genética.  Neste caso não há como escapar do fato de que a ótica pró-mercado embutiria, em sua própria lógica, uma justificativa para a eugenia.

A única forma de escapulir dessa armadilha é apelar para a justiça de tipo rawlsiano, onde um véu de ignorância cobre a situação ex-ante e os cidadãos têm que criar as regras do contrato social imaginando que podem estar na pior das situações.

Tudo isto, é claro, considerando que o screening genético realmente produz informações relevantes, o que possivelmente ainda não é algo totalmente correto.

Fred Buenrostro, CEO do Calpers, o maior fundo de pensão dos EUA (responsável pelas aposentadorias dos funcionários públicos da Califórnia, principalmente professores), pediu demissão.  Disse que vai buscar novas oportunidades no setor privado.

Uma semana atrás, Russell Read, o principal executivo da área de investimentos do Calpers, pediu demissão.  Disse que ia buscar novas oportunidades no setor de investimentos ambientais.

E em janeiro, já havia pedido demissão do Calpers a analista sênior de investimentos Christianna Wood, também perseguindo novas oportunidades no setor privado.

Claro que pode ser mera coincidência.  Porém, diz a matéria do Financial Times que desde a chegada de Read, em 2006, o Calpers perseguiu uma política “mais agressiva” de investimentos _ em relação ao histórico do próprio Calpers _ na área de infraestrutura.  Segundo o analista James Hawley, diretor do The Elfenworks Center for the Study of Fiduciary Capitalism, nos últimos anos o Calpers seguiu a mesma política que outros grandes investidores institucionais _ o que, para alguém que já ouviu falar de “efeito-manada”, não é exatamente uma notícia extremamente reconfortante.

***

Bem, só a menina Christianna manejava fundos de 150 bilhões de dólares.  Se algo de podre estiver acontecendo no Calpers, e em outros investidores institucionais de porte semelhante _ aí a casa cai.  Principalmente porque os grandes investidores institucionais são vistos como o último baluarte da boa governança corporativa, como se vê nesse abstract de um texto do próprio James Hawley (Shifting Ground: Emerging Global Corporate Governance Standards and the Rise of Fiduciary Capitalism):

This paper examines the long-term interests that large institutional owners (e.g. CalPERS, Hermes, USS) have in the development of global corporate governance standards, especially as governance standards increasingly become intertwined with other standards and regime parameters involved in the globalization debates. It argues that institutional owners have a unique perspective and voice to contribute to the formulation of global standards in a variety of areas based on their long-term financial interests. This conclusion is supported by an analytic review of the current state of global corporate governance, including multilateral initiatives (e.g. OECD, World Bank); an analysis of significant institutional investors, the role of various rating agencies (e.g. Fitch, Moody’s), the International Corporate Governance Network and the growing role of various NGO’s (e.g. CERES, Carbon Disclosure Project) in relation to corporate governance. Finally, the paper examines the strengths and limitations of the authors’ previously developed arguments about institutional owners as universal owners and the fiduciary capitalism perspective in the context of emerging global corporate governance standards as modified by varying national/regional forms of ownership.” (grifo meu)

From here to eternity.

…a versão online do Guardian anuncia a nova versão do Grand Theft Auto.

Churchsigngenerator.

(hat tip: Cosma Shalizi)

Eu aderi à campanha da Maristela, do Clínica da Palavra:

Apresente Ronaldo Nazário a um oftalmologista.

Três notícias no site do Estadão:

RONALDO

Jogador é envolvido em incidente com travestis

LÍDER DO TRÁFICO DO PAVÃO-PAVÃOZINHO TRABALHAVA NO PAC

‘Pit bull’ era vigia; para a polícia, traficantes tentam se infiltrar nas obras

APAIXONADO

Subcomandante Marcos declara paixão por Angelina Jolie

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