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Mais de 60 anos depois, a Alemanha ainda assombra o litoral da Inglaterra

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A nova pesquisa Census deixou Tio Rei mais perdido que cachorro que caiu da mudança. Diz ele:

Dilma, Ciro, Aécio
Também dentro da margem de erro, a ministra teve uma pequena oscilação para cima. Aquela famosa tese petista de que o dossiê ajudou a elevar as intenções de voto na ministra é cascata da grossa. É bom lembrar que ela está ao lado de Lula em todas as solenidades do PAC. Algum benefício haveria de obter com essa proximidade. Afirmar que as denúncias colaboraram para elevar sua popularidade tem tanta validade científica quanto afirmar que ela poderia estar melhor não fosse o dossiê.

Matéria do Correio Braziliense, transcrita no blog do João Antônio:

A sensação de que Dilma — como Lula no primeiro mandato — “mais cresce quanto mais apanha” ainda carece de comprovação de pesquisas de âmbito nacional. Mas já está retratada em sondagens regionais realizadas, por exemplo, pelo PSDB.
Nós estamos errando muito. Dilma está se beneficiando da crise ao ficar permanentemente na mídia”, argumenta o tucano Jutahy Magalhães Júnior (BA)
.”

Pô, Tio Rei, se até os tucanos estão dizendo…

Ele continua:

O futuro
Dados os números, Lula vai tentar a (re)reeleição? É claro que setores do petismo tentarão botar o bloco na rua — e ele próprio manterá aquela ambigüidade conhecida em relação ao assunto. Mas, sinceramente, não creio que o faça. A democracia comporta algumas outras instância, que não apenas a chamada “vontade das ruas”, e acho que Lula não compra essa briga.

Lula quer ser, aí sim, um eleitor poderoso. Se, em 2010, sua popularidade estiver nas alturas, qualquer candidato que tenha o seu apoio chega, com razoável facilidade, a 30% dos votos — e, é claro, SERÁ UM NOME DO PT.

Como Tio Rei muda de idéia rápido. Até outro dia, para ele, o Eneadáctilo era a reencarnação de Hugo Chavez, e agora está mais comportado que o Álvaro Uribe?

Tal pai, tal filha

Não, não vou falar do galo. Essa pedreira eu vou deixar para o Idelber

Mas vou falar dessa notícia aqui.

Na minha infância eu era um grande observador da natureza. Aliás eu acho que teria dado um bom naturalista do séc. XIX. Uma das minhas diversões era observar as formigas (confesso que eu fazia algumas crueldades com elas, tais como colocá-las para brigar com aranhas, ou formigas de outras espécies) e insetos em geral. Por conta disso também observava de perto pássaros, vorazes consumidores de insetos. Quem já se dedicou a observar atentamente um pássaro caçando insetos em um gramado sabe muito bem que essa vinculação entre dinossauros e aves não tem nada de exótica _ eu mesmo em minha infância me divertia imaginando que os pássaros no gramado eram enormes dinossauros, sem ter, obviamente, a menor idéia de que um dia essa minha fantasia teria corroboração científica.

O grande lance da notícia, porém, é que pela primeira vez paleontólogos foram capazes de extrair tecidos moles de dentro de um osso fossilizado há mais de sessenta milhões de anos:

“De acordo com as teorias sobre o processo de fossilização, não se espera que material orgânico original seja capaz de subsistir por tanto tempo, por isso encontrar este material em um fóssil tão antigo é uma verdadeira surpresa. Eles são, de longe, a mais antiga dessas moléculas extraídas de fósseis.

“Sempre se acreditou que a preservação de [ossos de dinossauro] não se estenderia ao nível molecular e celular”, disse a co-autora Mary Schweitzer, da North Carolina State University em Raleigh, E.U..

“Os percursos de decaimento celulares são bem conhecidos para os organismos modernos. E extrapolações nos fazem prever que todas as matérias orgânicas em um fóssil vão desaparer completamente em 100.000 anos, no máximo.”

O que me inspirou uma forma realmente revolucionária de reconciliar religião e ciência, que é proclamar o dino aí como santo e acondicionar sua ossada relíquia em alguma igreja.

Matéria da Folha de hoje:

África sofre com alimentos mais caros

Elevação dos preços ameaça trazer mais pobreza, mas também se apresenta como oportunidade para a agricultura

O problema é que o risco é imediato e as possibilidades são de longo prazo, mas leva tempo ensinar agricultores a usar técnicas modernas

***

Gostaria de saber se para os entusiastas da “mão visível” a solução para essa inflação seria aumentar os juros africanos.

***

Tudo a ver com o debate que está havendo entre o Tyler Cowen do Marginal Revolution e o Dani Rodrik sobre o efeito da liberalização do comércio mundial dos produtos agrícolas. O debate é interessante, e claramente há um problema intertemporal aí.

Diz Cowen:

O comércio mais livre poderá encher a tigela de arroz do mundo

A alta nos preços dos alimentos representa a fome para milhões de pessoas e também a instabilidade política, como já se viu no Haiti, Egito e Costa do Marfim. Sim, a energia mais cara e o mau tempo devem ser considerados culpados em parte, mas a verdadeira questão é saber por que o ajuste não está sendo mais simples. Um grande problema é que o mundo não tem um comércio que baste em matérias-primas para alimentação.

O dano causado pelas restrições ao comércio é provavelmente mais evidente no caso do arroz. Embora o arroz seja a principal matéria-prima para metade do mundo, é altamente protegido e submetido à regulamentação. Apenas entre 5% a 7% da produção de arroz do mundo é negociada entre países; isso é extraordinariamente pouco para uma commodity agrícola.

Então, quando o preço sobe – na verdade, muitas variedades de arroz praticamente dobraram de preço desde 2007 – esse mercado bastante segmentado indica que o comércio com arroz não flui nos locais de demanda mais elevada.

O baixo rendimento com o arroz não é o principal problema. A Organização para Alimentos e Agricultura da ONU calcula que a produção global de arroz tenha aumentado em 1% no ano passado e diz que deve aumentar 1,8% este ano. Isso não é impressionante, mas não deveria provocar mortes pela fome.

O dado mais significativo é que durante o próximo ano o comércio internacional de arroz deve declinar em mais de 3%, quando deveria estar-se expandindo. O declínio é atribuído principalmente às recentes restrições sobre a exportação de arroz nos países produtores de arroz, como Índia, Indonésia, Vietnã, China, Camboja e Egito.

À primeira vista, parece compreensível, porque um país pode não querer enviar valiosas matérias primas para o exterior em uma época de necessidade. Apesar disso, os incentivos de prazo mais longo são contraproducentes.

Tais restrições à exportação indicam aos produtores agrícolas que suas safras são menos rentáveis exatamente quando são mais necessárias. Existe pouco incentivo ao plantio, colheita ou armazenagem de arroz suficiente – ou de qualquer outro plantio, por essa razão – como uma proteção contra os maus tempos.

Essa tendência de desvio das leis da oferta e procura também é aparente nas Filipinas, onde o governo está perseguindo e prendendo açambarcadores de arroz que, é claro, estão simplesmente armazenando arroz ante a possibilidade de chegarem tempos ainda mais difíceis.

Nos mercados de commodities não é raro que a elevada demanda cause acentuados aumentos de preços; no curto prazo, em geral, é difícil conciliar a nova demanda com os novos fornecimentos. A questão é saber se o suprimento e o comércio podem aumentar para compensar o aperto no mercado.

As restrições sobre o comércio de arroz trazem o risco de tornar permanentes a escassez e os preços elevados. As restrições às exportações ameaçam tornar o comércio e a produção de arroz em um jogo de compensações onde os ganhos de um país são conquistados à custa de outro. Isso dificilmente seria a melhor forma de se progredir em uma economia mundial que cresce rapidamente.

Essa falta de apoio ao comércio reflete uma tendência mais ampla e perturbadora. Uma crescente porcentagem da produção mundial, incluindo aquela para a agricultura, vem dos países pobres. No geral, isso é bom para os países ricos, que podem se concentrar na criação de outros bens e serviços, e para os países pobres, que estão produzindo mais riqueza. Mas pode desacelerar a velocidade do ajuste para as condições globais em transição.

Por exemplo, se cresce a demanda pelo arroz, os produtores agrícolas vietnamitas – que continuam cativos das duradouras regulamentações do comunismo – nem sempre têm condições de dar uma resposta rápida.

Eles não têm nem mesmo a liberdade completa de embarcar e comercializar o arroz dentro de seu próprio país.

Os países mais pobres também tendem a ser os mais protecionistas. Para piorar as coisas, cerca de metade do comércio global de arroz é controlado por conselhos estatais de caráter político.

A realidade é que grande parte da escassez atual em commodities, incluindo a que existe pelo petróleo, acontece porque cada vez mais a produção e o comércio ocorrem em países relativamente pouco eficientes e sem flexibilidade. Estamos acostumados ao tempo de resposta do Vale do Silício, mas quando se trata da produção de commodities, muitas das mais importantes instituições do exterior têm apenas um pé na era moderna. Em outras palavras, a mesa das commodities do mundo está longe de ser plana.

Muitos países pobres, incluindo alguns da África, poderiam estar produzindo muito mais arroz do que produzem agora. Os principais culpados por isso incluem a corrupção na cadeia de abastecimento de arroz, sistemas de irrigação mal planejados, estradas terríveis ou não existentes, instáveis direitos de propriedade, reformas agrícolas mal avaliadas e controles de preço sobre o arroz.

A capacidade de produção de arroz de um país depende não só de seu clima, mas também de suas instituições. Burma, agora Mianmar, já foi o principal exportador de arroz do mundo, mas agora é um país mal administrado e grande parte de sua população passa fome.

Claro, os países ricos são parcialmente culpados também. Japão, Coréia do Sul e Taiwan protegem os produtores nativos de arroz; também se verá o arroz sendo produzido na Espanha e na Itália, com a ajuda dos subsídios da União Européia e do protecionismo. Os Estados Unidos gastam bilhões em subsídios aos produtores domésticos de arroz.

No curto prazo, a existência desses produtores domésticos de arroz aponta para menos pressões sobre a demanda no mercado mundial, o que pode ser uma boa coisa. Mas de novo, os efeitos no longo prazo, são perniciosos.

A produção de arroz de baixo custo em países como a Tailândia não é voltada para o atendimento a uma demanda estrangeira mais elevada, como o seria em um mercado mais livre. Quando se precisa de mais arroz, a capacidade é limitada e é lento o fornecimento dos grãos. E o arroz protegido dos países ricos é simplesmente caro demais para aliviar a fome nos países muito pobres.

Recentemente tornou-se moda afirmar que, nessa época de turbulência nos mercados financeiros, os ensinamentos de Milton Friedman, voltados para o mercado, pertencem mais ao passado que ao futuro. A triste realidade é que quando se trata da produção de alimentos – sem dúvida a mais importante de todas as atividades humanas – as idéias de livre comércio de Friedman ainda não viram a luz do dia.

Ao que Rodrik retruca:

A falácia “livre comércio reduz preços”, mais uma vez

Desta vez, o culpado é Tyler Cowen. Em sua coluna para o New York Times de hoje, Cowen argumenta que o livre comércio de produtos alimentares como arroz seria benéfico para o abastecimento global e ajudaria a reduzir os preços. Ele está provavelmente certo sobre o primeiro efeito, mas não sobre o segundo. O efeito de livre comércio sobre os preços domésticos dos alimentos depende de saber se um país é importador ou exportador de alimentos. O livre comércio pode reduzir os preços dos alimentos (em relação a outros preços) só nos países que são importadores de alimentos. Os países exportadores experimentariam um aumento do preço relativo dos alimentos, e simplesmente não há maneira de escapar dessa realidade.

O comércio internacional funciona aliviando a escassez relativa de bens. A chave aqui é o termo “relativa”. Nos países importadores são os alimentos que são escassos, e à medida que há abertura do comércio, o preço relativo dos alimentos cai. Mas se você for a Tailândia ou a Argentina, onde outros bens são escassos em relação aos alimentos, livre comércio significa preços relativos dos alimentos mais elevados, e não menos. E todas as vantagens induzidas na eficiência de curto versus longo prazo que sobre as quais fala Cowen não têm qualquer influência sobre esta conclusão: no fim alguns países tem de ser importadores líquidos, e outros, exportadores líquidos.”

***

Alguns pitacos:

Evidentemente o problema é que a escala de tempo considerada por um e por outro não é a mesma. Na tréplica dada por Cowen no Marginal Revolution, este comentário do Rodrik deixa isso claro:

Talvez queiramos mesmo o livre comércio de arroz, mas duvido que pelas razões apresentadas por Cowen em sua peça no NYT. O livre comércio de arroz faria pouco para atenuar a crise alimentar que estamos a enfrentar, e, na realidade, iria provavelmente torná-la pior, no curto prazo, uma vez que daria origem a um novo aumento do preço real do arroz no mercado mundial (de acordo com o Banco Mundial e outras estimativas). Pode-se contar obviamente todo o tipo de fábulas sobre efeitos dinâmicos relacionadas com a dimensão e os efeitos no investimento de longo prazo que possam reverter os efeitos do impacto. Mas sugiro que se comece com aquilo que sabemos razoavelmente bem antes de se especular.

Um comentador lá na tréplica do Cowen faz um comentário interessante que ilumina o real problema:

Se o comércio de arroz for liberalizado, como defende Cowen, o preço do arroz subiria nos países pobres que têm um déficit na produção de arroz? A curto prazo (digamos que o curto prazo é de um ano), haveriam mais pessoas com fome, ou haveriam menos pessoas fome?

Quem produz arroz no mundo? Eis um quadro com dados de até 2003 que achei aqui:

(clique para ampliar)

E quem são os grandes importadores de arroz? Achei esta lista:

  1. Nigeria … 1.4 million tons (4.8% of global rice imports)
  2. Saudi Arabia … 1.2 million tons (4.2%)
  3. Philippines … 1 million tons (3.6%)
  4. Bangladesh … 991,810 tons (3.4%)
  5. Iran … 986,000 tons (3.4%)
  6. China … 928,210 tons (3.2%)
  7. Cote d’Ivoire … 868,320 tons (3.0%)
  8. Brazil … 852,080 tons (2.9%)
  9. Senegal … 822,550 tons (2.8%)
  10. South Africa … 744,840 tons (2.6%)
  11. United Arab Emirates … 717,710 tons (2.5%)
  12. North Korea … 702,000 tons (2.4%)
  13. Japan … 662,020 tons (2.3%)
  14. Russia (Europe) … 618,460 tons (2.1%)
  15. United Kingdom … 569,560 tons (2%)
  16. Malaysia … 523,660 tons (1.8%)
  17. United States … 480,750 tons (1.7%)
  18. Benin … 476,490 tons (1.6%)
  19. France … 474,270 tons (1.6%)
  20. Mexico … 459,210 tons (1.6%)
  21. Russian Federation … 454,710 tons (1.6%)
  22. Indonesia … 390,830 tons (1.3%)
  23. Singapore … 346,700 tons (1.2%)
  24. Canada … 334,320 tons (1.2%)
  25. Hong Kong … 326,230 tons (1.1%)
  26. Yemen … 322,240 tons (1.1%)
  27. Sri Lanka … 240,700 tons (0.8%)
  28. Syria … 236,710 tons (0.8%)
  29. South Korea … 209,320 tons (0.7%)
  30. Kuwait … 150,620 tons (0.5%)
  31. Oman … 149,830 tons (0.5%)
  32. Jordan … 135,890 tons (0.5%).

Essas outras duas listas mostram os países com o maior incremento e com a maior queda nas importações de arroz (2004):

Maiores incrementos:

  1. Sri Lanka … 240,700 tons (up 597.3% in 2004)
  2. China … 928,210 tons (up 129.4%)
  3. Benin … 476,490 tons (up 124.8%)
  4. Saudi Arabia … 1.2 million tons (up 78%)
  5. Oman … 149,830 tons (up 64.5%)
  6. Kuwait … 150,620 tons (up 54.2%)
  7. South Korea … 209,320 tons (up 46%)
  8. Malaysia … 523,660 tons (up 42.1%)
  9. United Arab Emirates … 717,710 tons (up 28.6%)
  10. Canada … 334,320 tons (up 26.3%).

Maiores quedas:

  1. Indonesia … 390,830 tons (down 76% in 2004)
  2. Bangladesh … 991,810 tons (down 20.7%)
  3. Brazil … 852,080 tons (down 20.1%)
  4. Nigeria … 1.4 million tons (down 12.6%)
  5. North Korea … 702,000 tons (down 12.5%)
  6. Mexico … 459,210 tons (down 8.6%)
  7. Senegal … 822,550 tons (down 7.6%)
  8. Japan … 662,020 tons (down 6.2%)
  9. South Africa …744,840 tons (down 5.8%)
  10. Russia (Europe) … 618,460 tons (down 4.1%).

Do exame das listas fica claro que os países que estão empurrando a demanda por arroz são países ricos, sejam os países petroleiros, seja a China e a Coréia do Sul, cujas fortunas advém da exportação de manufaturados.

Como responder à pergunta lá em cima, do comentador do Cowen?

Com menores barreiras ao comércio, os preços evidentemente subiriam. Pessoas que vivem em países como Arábia Saudita, Kwait, Canadá e Chna poderiam comer mais arroz, pois poderiam pagar por ele. Em outros países os produtores desviariam sua produção para aqueles primeiros, encarecendo ou mesmo desabastecendo o comércio local. Se estamos falando de países pobres, como os da África, possivelmente haverá mais famintos. No caso do Brasil haverá aumento de preços, mas como já estamos vindo em uma trajetória de queda da importação _ provavelmente por expansão da área plantada _ o mais provável é que mais adiante o investimento em expansão da produção compense a maior demanda.

Qual o efeito líquido? Levando em conta que os países onde o consumo está aumentando são países de alta ou média renda, certamente o cerceamento da sua demanda não implicaria em fome naqueles países, e o aumento do consumo reflete a elasticidade-renda do produto. Por outro lado os países pobres realmente sofreriam o impacto do aumento do produto até que produtores como o Brasil e outros expandissem a produção até o preço cair novamente. Os países mais pobres dificilmente veriam alguma vantagem no processo, pois países como o Brasil, com uma agroindústria mais desenvolvida, teriam maior facilidade de expandir a produção rapidamente e aumentar sua participação no mercado mundial de arroz. Então:

_ países mais ricos teriam efeito líquido de aumento no bem estar;

_ países produtores teriam diminuição do bem estar no curto prazo, mas aumento no médio/longo;

_ países pobres teriam diminuição de bem estar no curto prazo, sem benefícios visíveis no médio/longo.

Os senhores leitores estão convidados a fazer seus comentários.

Mejor ir a San Telmo

Matamoros espanta-se com o fato de não ter encontrado muitos brasileiros na belíssima livraria bonairense “El Ateneo”. De fato é lugar que se pode ir nem que seja só para visitar e não comprar nada. Mas acho que ele se esqueceu que brasileiro, que já não gosta muito de ler, gosta muito menos de ler em espanhol. E por um bom motivo:

LA PRESUNTA ABUELITA

Había una vez una niña que fue a pasear al bosque. De repente se acordó de que no le había comprado ningún regalo a su abuelita. Pasó por un parque y arrancó unos lindos pimpollos rojos. Cuando llegó al bosque vio una carpa entre los árboles y alrededor unos cachorros de león comiendo carne. El corazón le empezó a latir muy fuerte. En cuanto pasó, los leones se pararon y empezaron a caminar atrás de ella. Buscó algún sitio para refugiarse y no lo encontró. Eso le pareció espantoso. A lo lejos vio un bulto que se movía y pensó que había alguien que la podría ayudar. Cuando se acercó vio un oso de espalda. Se quedó en silencio un rato hasta que el oso desapareció y luego, como la noche llegaba, se decidió a prender fuego para cocinar un pastel de berro que sacó del bolso. Empezó a preparar el estofado y lavó también unas ciruelas. De repente apareció un hombre pelado con el saco lleno de polvo que le dijo si podía compartir la cena con él. La niña, aunque muy asustada, le preguntó su apellido. Él le respondió que su apellido era Gutiérrez, pero que era más conocido por el sobrenombre Pepe.

El señor le dijo que la salsa del estofado estaba exquisita aunque un poco salada. El hombre le dio un vaso de vino y cuando ella se enderezó se sintió un poco mareada.

El señor Gutiérrez, al verla borracha, se ofreció a llevarla hasta la casa de su abuela. Ella se peinó su largo pelo y, agarrados del brazo, se fueron rumbo a la casita del bosque.

Mientras caminaban vieron unas huellas que parecían de zorro que iban en dirección al sótano de la casa. El olor de una rica salsa llegaba hasta la puerta. Al entrar tuvieron una mala impresión: la abuelita, de espalda, estaba borrando algo en una hoja, sentada frente al escritorio. Con espanto vieron que bajo su saco asomaba una cola peluda. El hombre agarró una escoba y le pegó a la presunta abuela partiéndole una muela. La niña, al verse engañada por el lobo, quiso desquitarse aplicándole distintos golpes.

Entre tanto, la abuela que estaba amordazada, empezó a golpear la tapa del sótano para que la sacaran de allí. Al descubrir de dónde venían los golpes, consiguieron unas tenazas para poder abrir el cerrojo que estaba todo herrumbrado. Cuando la abuela salió, con la ropa toda sucia de polvo, llamaron a los guardas del bosque para contar todo lo que había sucedido.

Deu na Folha Online:

Governo do presidente Lula tem melhor avaliação desde 2003, diz CNT/Sensus

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva registrou a melhor popularidade em abril deste ano desde que o petista assumiu o governo em 2003, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada hoje. Entre os entrevistados, 57,5% avaliaram o governo como positivo. Na pesquisa anterior, realizada em fevereiro passado, 52,7% consideraram o governo do petista positivo. Desta vez, apenas 11,3% dos entrevistados avaliaram o governo como negativo, contra outros 29,6% que o consideram regular.

Em janeiro de 2003, a avaliação do governo chegou a 56,6%, depois registrou queda. Mas voltou a crescer desde o início deste ano, já em seu segundo mandato.

A avaliação pessoal do presidente Lula também subiu de 66,8% para 69,3% de fevereiro a abril deste ano. Somente 26,1% desaprovaram o presidente, enquanto 4,7% não responderam. Os índices de popularidade de Lula só perderam, em abril de 2008, para as avaliações de sua popularidade registradas em 2003 –o ano em que foi empossado no cargo– quando obteve 83% de aprovação.

E isso mesmo com o caso Isabella sugando toda a atenção do público, hein?

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