O meu guia de viagens predileto é o Guia do Mochileiro das Galáxias.

O meu segundo guia predileto é o Let´s Go.

Eu nunca usei, acho, o Lonely Planet, vítima de um escândalo do qual a Lucia Malla fala neste post.

Ela cita um comentário de um tal de Jeffrey White, com o qual ela concorda, e eu também:

Guidebooks are the CliffNotes of travel writing, nothing more than a hand-holding exercise. They’re good for a few names and a few addresses, some initial info, and maybe even the surprising fun fact (but you better verify it). Beyond that, they’re useless. They’re often wrong, more often skewed, and they seek to rob you of the only thing you have as a traveler: your impression.”

Lucia acrescenta ainda que

Uma coisa é você buscar nomes, endereços e afins – para isso, um guia de viagem atualizado funciona maravilhas, você não perde tempo procurando um restaurante que fechou as portas no ano passado. As tecnicalidades e atualidades físicas são a riqueza maior de um bom guia de viagem. Entretanto, me fixar num guia fielmente esperando ter as mesmas emoções ali descritas sobre um destino é de um vazio existencial para a minha pessoa impressionante.

Com o que também concordo em gênero, número e grau.

Não obstante, a vida seria dura sem guias de viagem.  Em 1988 eu desci o Rio São Francisco de barco, em um navio (que não era o gaiola, era um comboio de chatas de carga e navio de passageiro chamado barranqueira) da CODEVASF (me disseram que a empresa já não opera essa embarcação, mas eu achei um treco bem parecido no porto de Pirapora via Google Earth).  Eu sabia que a viagem existia, mas não conseguia obter informação em nenhum lugar (naquele tempo, é claro, via telefone, pois não existia internet…).  Onde é que eu fui obter as informações?  Em um guia americano (não me lembro bem qual, era capaz de ser um Fromerzinho da vida).  E pasmem, até o raio do preço em dólar estava certo!

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