Eu não costumo ter pesadelos.  Mas tenho uma experiência mais ou menos frequente que pode passar por um pesadelo: a de acordar e ver o mundo com novos olhos _ como se tivesse passado a noite passeando em territórios inefáveis, não-humanos, experimentando sensações indescritíveis em palavras.  Nessas manhãs acordo entendendo aquela frase do Millôr segundo a qual “é melhor ter mau hálito do que hálito algum” em toda a sua terrível ambiguidade, porque é como se eu tivesse estado morto _ ou menos que isso: perdido para este mundo.

Ontem à noite, porém, tive daqueles momentos que são antípodas do que descrevi acima _ aquele tipo de ocasião capaz de provar que apesar de todas as divergências e multiplicidades, nós humanos somos mesmo uma imensa fraternidade.  Obrigado, blogueiros amigos.

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PS: teve uma turma que ficou preocupada com este post, achando que havia me acontecido alguma coisa.  Explico: ontem à noite estive em São Paulo e participei de um encontro de blogueiros organizado (ao que tudo indica) pela Lucia Malla.  Daí o estilo neofofo do post, que é, confesso, inabitual neste blog.  Eu tenho outro blog com motivos de Hello Kitty que uso para descarregar estes momentos, mas hoje eu não aguentei.  🙂

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