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Eu não costumo ter pesadelos.  Mas tenho uma experiência mais ou menos frequente que pode passar por um pesadelo: a de acordar e ver o mundo com novos olhos _ como se tivesse passado a noite passeando em territórios inefáveis, não-humanos, experimentando sensações indescritíveis em palavras.  Nessas manhãs acordo entendendo aquela frase do Millôr segundo a qual “é melhor ter mau hálito do que hálito algum” em toda a sua terrível ambiguidade, porque é como se eu tivesse estado morto _ ou menos que isso: perdido para este mundo.

Ontem à noite, porém, tive daqueles momentos que são antípodas do que descrevi acima _ aquele tipo de ocasião capaz de provar que apesar de todas as divergências e multiplicidades, nós humanos somos mesmo uma imensa fraternidade.  Obrigado, blogueiros amigos.

***

PS: teve uma turma que ficou preocupada com este post, achando que havia me acontecido alguma coisa.  Explico: ontem à noite estive em São Paulo e participei de um encontro de blogueiros organizado (ao que tudo indica) pela Lucia Malla.  Daí o estilo neofofo do post, que é, confesso, inabitual neste blog.  Eu tenho outro blog com motivos de Hello Kitty que uso para descarregar estes momentos, mas hoje eu não aguentei.  🙂

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Um artigo no NYT de hoje  fala das diferenças entre as culturas de negócios do Vale do Silício e de Hollywood.  Este trecho sumariza a questão, eu acho:

““If a successful director has a flop, his peers and colleagues question whether he has lost his touch,” Mr. Kvamme said. “By contrast, in the Valley, if you have a failure, that usually means that you have learned something. There are very few successful serial entrepreneurs. Failure is almost a rite of passage.”

Acho bem possível que isso aconteça em outras instâncias também.

Um argumento muito comum em discussões com anaeróbicos é o argumento da desimportância, ou seja, de que nossas teorias conspiratórias não se justificam já que os EUA não têm o menor interesse no Brasil.  Matéria no Valor de hoje, porém, mostra que não é bem assim:

Numa reunião no dia 26 de junho de 2002, quatro meses antes do primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras, o então presidente do Fed, Alan Greenspan, manifestou preocupação com o avanço da esquerda na América Latina e os riscos que ela poderia criar na região.

O então presidente do Fed regional de Nova York, William McDonough, que também participou dessa reunião, era o mais assustado com o que estava acontecendo. Ele classificou a situação do Brasil como um “perigo sempre crescente” e disse que o avanço de Lula nas pesquisas eleitorais criava o risco de uma “fuga maciça de capitais”.

(…)

As transcrições das reuniões mostram que as autoridades americanas temiam que o medo que os investidores tinham de Lula deflagrasse uma crise financeira internacional, atingindo outros países emergentes e alimentando pressões sobre o dólar e a economia americana, que ainda parecia estar se recuperando dos efeitos dos atentados terroristas de setembro de 2001.”

Transcrevo na íntegra, abaixo, para os sem-Valor.

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