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Très chic!

Me ocorreu que o Eneadáctilo poderia agora, depois de tanto ter ajudado os pobres, dar uma mãozinha às classes mais favorecidas porém insatisfeitas.

Bastaria criar, a par do Territórios da Cidadania, o programa Terroirs da Cidadania, dedicado a distribuir vinhos finos entre lares das classes B e A.

A classe B poderia começar com vinhos chilenos e argentinos, por exemplo. Um Concha e Toro aos domingos faria as delícias de muito emergente. Um e outro vins de table seriam aceitáveis, desde que franceses.

Já as classes A e A+ poderiam entrar direto no Appelation Controleé. A classe A poderia degustar bons Beaujolais e Bordeaux, e um ou outro australiano recomendado pelo Renato Machado. Para a A+ ficariam os vinhos do Robert Parker…

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Do blog do Nassif:

Mário Magalhães deixa cargo de ombudsman da Folha de S. Paulo

Miriam Abreu

O mandato de Mário Magalhães como ombudsman da Folha de S. Paulo se encerrou na sexta-feira (04/04) e o próprio optou por não renová-lo. Motivo: o convite para continuar no cargo estava condicionado a sua aceitação para deixar de escrever a crítica diária na internet. Magalhães não concordou e volta a ser repórter especial na sucursal Rio.

“Considero isso (acabar com a crítica diária na web) um retrocesso na transparência do jornal e do trabalho do ombudsman. Não concordei com a condição, houve um impasse, então deixei o cargo”, contou ele neste sábado (05/04) ao Comunique-se.

Até sexta-feira (11/04), Magalhães continua atendendo os leitores. E neste domingo (06/04), ele se despede dos leitores na coluna publicada no impresso.

A Folha querendo tirar o ombudsman da internet, é?? Pressionante.

***

Tio Rei, comentando o episódio, hoje:

Pedem-me que comente a não-renovação do “mandato” de Mário Magalhães, que era ombudsman da Folha. Comentar o quê? Ele é funcionário do jornal. Dadas as funções próprias de um jornalista, e asseguradas as condições que garantem a dignidade profissional, o jornal paga, e ele executa. É um contrato. Quando um dos lados não está contente, revê-se o que foi pactuado. Acontece isso milhões de vezes mundo afora: pessoas se demitem, outras são demitidas, e algumas mudam de função.

Escrevi “mandato” entre aspas. A direção da Folha “elege”; a direção renova se quiser. O que tenho eu a ver com a forma como as empresas cuidam de sua organização interna? Nada! Não havendo heroísmo nenhum em ser ombudsman, tampouco há em deixar de sê-lo. O caso só desperta algum interesse porque os fãs das críticas de Magalhães, entre os quais, como sabem, não me incluo (e, creio, a esmagadora maioria dos leitores deste blog), tentam transformá-lo em herói da resistência. É mais um ridicularia dos patetas..

(…)

Não conheço nada mais ridículo, bisonho até, do que sapo de fora a dizer como os patrões da mídia devem tocar o seu negócio. Eu não digo. No máximo, escrevo se gostei ou não gostei de uma reportagem, de uma análise ou de um editorial e exponho os meus motivos. Mas não me atrevo a dar “conselhos” aos donos da VEJA, da Folha, da Globo ou do Estadão. Não pago esse mico. Aposto na sua capacidade de manter viáveis as empresas — de preferência, gerando mais empregos. Um funcionário mudar de função é coisa corriqueira.

Tio Rei, comentando a demissão de Salomão Schvartzman da Rádio Cultura, em 30 de junho do ano passado :

É claro que a demissão sumária de Salomão Schvartzman é preocupante. Se foi o primeiro, é sinal de que se entende que ele era o PRINCIPAL PROBLEMA da Rádio Cultura. E eu não acho que fosse. Parece que nem os ouvintes nem os anunciantes. Não sei se foi demitido porque não é de esquerda. O que sei é que ele não é de esquerda e foi o primeiro a ser demitido. Se não há aí relação de causa e efeito, há ao menos uma correlação que mereceria um pouco mais de cuidado.

Eu duvido que a Rádio e a TV Cultura vão virar uma Academia de Atenas. Não vão. Já seria muito bom se não fossem uma madraçal de esquerda. A demissão de Schvartzman não colabora para que venham ser a Academia, mas deixa o sistema com mais cheiro de madraçal.

Um péssimo sinal.

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