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Interessante.

O Paulo do FYI tem um post dizendo, essencialmente, que McCain é o candidato dos desvalidos da América, enquanto o grande capital está com os democratas:

Follow the money

McCain Far Behind Democrats in Fundraising

McCain, a champion of campaign finance reform, has just $7.9 million cash on hand compared to $33.1 million for Hillary Clinton and $38.8 million for Barack Obama, according to Federal Election Commission filings through Feb. 29.

Overall, the senator has earned $64 million or one-third of Obama’s staggering $193 million so far this election season. Clinton has raised $169 million overall so far.

I wonder how the Dems will play this. Where is the party of the rich and powerful?

Oh, maybe Bush was sooo bad that now even the rich and powerful are against the Republicans!

Wait: I thought Bush was bad because it favored the rich and powerful.

I am confused.

Bom, é até possível que até mesmo os ricos e poderosos já estejam um pouco cansados do GOP, embora este esteja fazendo de tudo para agradá-los. Mas Paulo se esqueceu de uma coisa: “follow the people“. Quantas pessoas, afinal, estão colaborando em recursos para cada candidato?

A página da Federal Election Comission mostra o número de doadores indiividuais de Obama, Clinton e McCain:

Obama: 168.627

Clinton: 119.254

McCain: 87.707

OK, isto pode não explicar tudo. Mas explica boa parte. Afinal, se a base republicana não está assim tão entusiasmada com seu candidato, o travesseiro está aí mesmo para absorver as lágrimas…

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“Star-crossed lovers”

Trata-se de um novo filme nacional que foi objeto de jabá no Estadão de hoje. A trama:

Argumento
Este filme é um musical brasileiro a partir da história de dois jovens numa favela carioca. Livremente inspirada em Romeu e Julieta, é um resgate da nossa extrema musicalidade, da atualidade da nossa dança contemporânea e dessa estranha mistura que encontramos hoje nas favelas, onde a violência convive com possibilidades artísticas trazidas por projetos sociais.
“Maré, Nossa História de Amor” conta a história de Analídia e Jonatha, dois jovens moradores da Maré, favela carioca que das palafitas dos anos 60 passou por diversos planos de urbanização chegando hoje a uma população de cerca de 140 mil pessoas. A Maré é dividida hoje entre dois grupos que dominam o tráfico de drogas e que talvez se odeiem mais do que à própria polícia. Quem mora num lado da comunidade não pode ter contato com o outro, sob pena de punição.
Analídia é prima do chefe do tráfico de um dos lados e Jonatha é amigo de infância do chefe do outro lado. Ambos estudam num grupo de dança patrocinado por uma ONG, que fica exatamente no meio dos dois grupos e é dirigido pela ex-bailarina Fernanda (Marisa Orth),
Os absurdos decorrentes de toda essa situação fazem parte desse filme. Como também faz a nossa riquíssima tradição em música e dança. Na proposta de “Maré, Nossa História de Amor” a contribuição milionária de muitos gêneros, numa tentativa de se chegar a uma maneira nossa e contemporânea de trabalhar um musical.

E mira, com direito a “soviético” e tudo.

A princípio, nada contra a adaptação de peças saxônicas que galgaram o status de canône universal. Kurosawa fez isso, e pedindo vosso perdão por citar tais coisas na mesma frase, afinal já tivemos que aguentar DiCaprio e JetLi no papel de Romeu, puxa vida.

Minha grande expectativa é o que vai acontecer quando resolverem filmar “O Mercador de Veneza” nesse contexto aê, PCC style.

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June 30, 1922. Washington policeman Bill Norton measuring the distance between knee and suit at the Tidal Basin bathing beach after Col. Sherrell, Superintendent of Public Buildings and Grounds, issued an order that suits not be over six inches above the knee.

Ele hoje ia ter trabalho.

E não percam o Shorpy, blog especializado em fotos antigas.

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…os japoneses procuram ser criativos em matéria de código de barras.

Mais aqui.

(via Reddit)

Matéria recente (26/02) da Folha de São Paulo:

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministro Marco Aurélio Mello, disse ontem que o lançamento do Territórios da Cidadania em ano eleitoral poderá ser contestado judicialmente. “Temos de aguardar que os que se sintam prejudicados recorram ao Poder Judiciário. Em tese fica muito difícil eu me pronunciar.”
DEM e PSDB estudam ir ao Supremo Tribunal Federal contra o projeto.
O DEM solicitou ontem à sua assessoria técnica estudo com detalhes do programa e aguarda sua publicação oficial para verificar se a maioria dos potenciais favorecidos está em Estados governados pela base, para então ingressar com recurso no STF.
“Queremos saber quais são os critérios adotados para definir as áreas beneficiadas e, se verificarmos o caráter eleitoreiro, claro que vamos ao Supremo”, disse o líder do DEM na Câmara, ACM Neto (BA).
Para o presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (CE), o Territórios da Cidadania foi lançado para conquistar votos em algumas regiões. “É um projeto 100% eleitoreiro.”

Matéria da IstoÉ de 7 de agosto de 1996:

Pressionado pelo fraco desempenho da candidatura de José Serra à Prefeitura de São Paulo, o Palácio do Planalto decidiu agir. O objetivo é tentar evitar o fracasso eleitoral do PSDB nas principais cidades do País e ainda assegurar o projeto de reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso. Parte da estratégia é o anúncio de um ambicioso e pomposo Plano de Metas. Trata-se nada mais nada menos do que um pacote contendo 44 grandes obras espalhadas por todo o País. Uma iniciativa tão nova quanto a calvície de José Serra. O governo também estuda a possibilidade de tomar uma série de medidas para reativar a indústria e reduzir o desemprego, principalmente em São Paulo. Com essas providências e o início, na sexta-feira 2, da propaganda eleitoral no rádio e na televisão, FHC aposta numa virada eleitoral na capital paulista. “O presidente e nós todos temos que fazer o possível e o impossível para ajudar a eleger Serra”, justifica o presidente do PSDB, senador Teotônio Vilela Filho (AL). 

(…)

Mesmo com as dificuldades enfrentadas nas duas direções em que o Planalto aposta para viabilizar a reeleição de FHC, o PSDB não se dá por vencido. Há duas semanas, o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, José Roberto Mendonça de Barros, fez a líderes partidários governistas uma exposição na qual previa que a economia estará reativada no final de setembro. “Sem dúvida, isso ajudará nossos candidatos”, diz o líder do governo no Congresso, senador José Roberto Arruda (PSDB-DF). Nesta terça-feira 6, a direção nacional do PSDB se reúne em Brasília para avaliar o que pode ser feito para ajudar os candidatos do partido em todo o País. Além de São Paulo, a nobre tucanagem tem uma preocupação especial com as eleições no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte, que compõem o chamado “Triângulo das Bermudas” da política nacional.

Além de distribuir vasto material de propaganda com vinhentas e peças publicitárias que vinculam o partido ao Plano Real, o comando do PSDB tem preocupações mais concretas para ajudar seus candidatos. A idéia é influir ao máximo no Plano de Metas e nas próximas decisões da política econômica para tentar faturar eleitoralmente com medidas como o estímulo às exportações. “Esses projetos serão uma prova de que a melhor candidatura em São Paulo é a de José Serra, porque mostrarão que as coisas boas para a indústria paulista estão ligadas a ele”, afirma o secretário-geral do PSDB, deputado Arthur Virgílio Neto (AM). “Se o governo federal fizer isso, vai estar usando dinheiro público para fazer política. Até agora, só fizeram marketing”, responde o presidente nacional do PT, José Dirceu. Para alavancar a candidatura do deputado estadual Sérgio Cabral Filho (PSDB) à Prefeitura do Rio de Janeiro, pelo menos os recursos para a ampliação do Porto de Sepetiba estarão previstos no Plano de Metas. “Quando o governo, às vésperas das eleições, começa a anunciar a contratação de obras milionárias é porque bateu desespero e já não consegue mais recuperar a credibilidade perdida”, critica Brizola. “O que ocorrerá em outubro nos grandes centros urbanos será um julgamento do governo Fernando Henrique. E não vai adiantar a apelação para o Plano Real, pois essa bananeira já deu cacho”, acrescenta o ex-governador carioca.

***

Pois é.

Na Folha de São Paulo, os pensamentos e reflexões de José Serra:

O governador de São Paulo, José Serra, chamou ontem de casuísta a proposta do vice-presidente da República, José Alencar, de permitir um terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

(…)

A tese é um casuísmo que, ao meu ver, não vai prosperar. Mas a simples enunciação já contribui para esquentar os ritmos de campanha que não deveriam estar existindo agora”, afirmou ele.
Apostando suas fichas na administração de São Paulo, Serra disse que faz “o impossível” para não passar a idéia de campanha em 2010. Disse que o papel da imprensa é especular. Mas “o papel dos políticos não é esquentar essa campanha de maneira tão prematura. Tem muita coisa para fazer pela frente”.

Matéria do jornal Vale Paraibano, de 22 de maio de 1997:

Senadores governistas, como José Serra (PSDB-SP), defenderam a aprovação da emenda, alegando que somente a suspeita de participação de algum senador na compra de votos poderia sustar a sua votação. “Se alguém tem elementos contrários que se manifeste agora”, disse. Mais de 20 senadores participaram da discussão. Os da oposição acusaram o governo de impor ao País uma alteração casuística ou “um monstrengo”, como definiu o líder José Eduardo Dutra (PT-SE), ao questionar a inexistência da desincompatibilização.

Não que Serra não entenda de casuísmo, é lógico. Afinal, apesar de ter sido a favor da reeleição em 1997, buscou apoio para uma emenda constitucional acabando com ela em 2005 _ com o objetivo de atrair Aécio para seu lado na guerra que travou contra Alckmin pelo direito de ser candidato contra Lula em 2006. O motivo é óbvio: finda a reeleição, Aécio poderia ter mais confiança na promessa de Serra em apoiá-lo para a Presidência em 2011, segundo o princípio da fila.

Pessoalmente continuo contrário ao projeto da reeleição.  Acho até que todos aprenderíamos muito se Serra continuar favorito para 2010 e for eleito.  Mas cabe ao candidato explicar porque um casuísmo em 2008 não era um casuísmo em 1997…

O UOL traz uma matéria traduzida do Herald Tribune sobre as preocupações e dilemas dos muito ricos.   Transcrevo-a aí embaixo, para os sem UOL, mas ponho aqui um trecho ilustrativo:

(…)”Por que o suficiente não é realmente suficiente?”

Até mesmo detentores de velhas fortunas são atormentados por esta pergunta. Um consultor amigo meu, que antes trabalhava para Nelson Rockefeller, lembra de tê-lo ouvido se queixar de seus ataques recorrentes de insegurança.

A riqueza líquida pessoal de Rockefeller era de cerca de US$ 3 bilhões. Ao ser perguntado quanto precisava para poder relaxar, Rocky fez uma breve pausa e disparou: “Quatro bilhões devem dar”, ele disse.

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Tava tudo planejado! 

O aniversário da Redentora nos dá uma oportunidade de interpretarmos o momento atual sob uma nova ótica.

Apesar do título da obra magna do Elio Gaspari, “A Ditadura Derrotada“,  parece que afinal de contas a ditadura se deu bem. Ela atingiu seu propósito principal, que era derrotar o comunismo no Brasil _ basta olhar para o PPS, coitado.

O próprio Golbery, iminência parda de Geisel, insuflou, segundo dizem por aí, um sindicalismo de resultados que desembocou em Lula, que de líder sindical com mug shot passou a Presidente distribuidor de renda.

Um presidente que com seus programas sociais faz aquilo que a ditadura mais queria, que é roubar a base social da esquerda revolucionária, se é que ela já teve uma.

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Uma imagem vale por mil palavras

Deu no UOL:

MPF pede transmissão de concurso de miss em libras
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O Ministério Público Federal em São Paulo recomendou que a Rede de Televisão Bandeirantes transmita todo o evento “Miss Brasil” com tradução simultânea em Libras, a Língua Brasileira de Sinais, usada na comunicação de e para pessoas que têm deficiência auditiva.O MPF atende representação da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos. No entendimento da ONG, como uma participante representa a comunidade surda no Brasil -que corresponde a cerca de 5,7 milhões de pessoas-, a transmissão do evento em Libras permitiria o tratamento da candidata e dos espectadores surdos de todo o Brasil na perspectiva da inclusão social.”

(…)A procuradora da República Inês Virgínia Prado Soares acredita que a Rede de Televisão Bandeirantes cumprirá a recomendação porque a Constituição Federal prevê que um dos papéis das concessionárias de televisão é promover a inclusão social.”

Olha, acho que está mais do que na hora de pensarmos nos reais custos da regulação, no Brasil.

Por exemplo, eis algumas frases proferidas pela ex-miss Adalgisa Colombo, o Galvão Bueno das passarelas, na cobertura da Band para o concurso de Miss Universo em 2007:

“Essa beleza dela é muito bela”

“A abertura, quando é muito grande, mostra demais as pernas. E as pernas já foram mostradas no desfile de biquínis”

“Ela chega, ela causa impacto”

“Ela realmente está botando pra quebrar”

“ser Miss Universo é realmente um luxo”

“você prefere ter uma relação com um homem espontâneo, selvagem ou prefere algo mais seguro?”

Afinal, se nossa definição de “inclusão social” é elástica o suficiente para exigir o direito dos surdos de serem expostos aos diálogos travados em um concurso de Miss, este mundo está perdido. Além disso, como é que se fala “Saint-Exupéry” em linguagem de sinais??

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