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O “Le Terrible“, quarto submarino nuclear francês e o primeiro a dispor de 16 dos novos mísseis balísticos mar-terra M-51, une-se aos já existentes “Le Triomphant” (1997), “Le Téméraire” (1999)  e “Le Vigilant” (2004) para compor a FOST (Force océanique stratégique).

Deu no Estadão:

Sarkozy anuncia que reduzirá arsenal nuclear aéreo da França

Em discurso em Cherbourg, presidente lança à comunidade internacional propostas de desarmamento

PARIS – O presidente francês, Nicolas Sarkozy, anunciou nesta sexta-feira, 21, a redução em um terço do componente aéreo do arsenal nuclear da França, e lançou à comunidade internacional propostas de desarmamento, como a abertura de negociações para proibir os mísseis terra-terra de curto e médio alcances com ogivas atômicas. Em discurso em Cherbourg, no noroeste da França, por causa do lançamento de um novo submarino nuclear lança-mísseis, Sarkozy também pediu uma moratória “imediata” sobre a produção de materiais atômicos militares.

O presidente francês também defendeu que todos os países ratifiquem o tratado de proibição dos testes nucleares, e que as potências atômicas desmantelem todas suas instalações de provas deste tipo.

Espertinho, o Sarko.

Ele pede a redução do armamento alheio enquanto lança um submarino nuclear lança mísseis.

De toda forma a oferta francesa não é tão generosa.  A França está encapsulada dentro do dispositivo de defesa da OTAN e só não está mais distante da fronteira russa do que a Inglaterra e a península ibérica.   Armamento nuclear aéreo, isto é, mísseis baseados em solo e armamento nuclear transportado por aviões, não é de qualquer forma um componente muito importante para a estratégia militar francesa, dado que as defesas da OTAN seriam acionadas muito antes delas precisarem ser usadas.

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O Banco Central encomendou ao DataFolha uma pesquisa sobre os hábitos de uso do dinheiro pelo brasileiro. Eis algumas das descobertas:

A maioria da população brasileira recebe salário e paga suas contas em dinheiro. Isso é o que comprova pesquisa realizada por solicitação do Departamento do Meio Circulante (Mecir) do Banco Central do Brasil. Pelos dados obtidos, 55% da população brasileira recebe seu salário em espécie. Esse percentual sobe para 70% na região nordeste.

No pagamento de dívidas e nas compras é também o dinheiro o principal meio utilizado. Entre os entrevistados, 77% declararam usar o dinheiro nessas transações. O dinheiro em espécie é mais usado para o pagamento de compras de baixo valor, tais como os gastos em padarias e mercadinhos. Na medida em que o gasto vai ficando mais elevado, como a compra de eletrodomésticos ou roupas e calçados, diminui o percentual da população que usa o dinheiro como forma de pagamento.

(…)

A pesquisa indica que a maioria da população brasileira guarda o dinheiro em local adequado. A carteira é usada para guardar o dinheiro por 63% dos entrevistados. Esse percentual era de 61% na pesquisa anterior. Outras formas declaradas de guardar as cédulas são solto na bolsa (10%), em compartimentos dentro da bolsa (7%), em carteirinhas dentro da bolsa (5%) ou em porta níqueis (2%).

Em relação à moeda, 30% dos entrevistadas disseram que guardam as moedinhas no bolso. Outros 26% na carteira e 29% em porta níqueis. Na pesquisa anterior 29% guardavam as moedinhas no bolso, 23% na carteira e 35% em porta níqueis.

(…)

A maioria dos entrevistados costuma levar, diariamente valores médios de até R$ 20 reais, elegendo as notas de R$10 e R$5 como suas preferidas (mais de 50%). Essa preferência contrasta com a disponibilidade de notas em ATM, onde as notas de R$ 5 são encontradas em apenas 11% dos terminais disponibilizados pelos bancos.

Entre as moedas, a faixa de maior concentração de uso está entre R$ 1,00 e R$ 2,00. Cerca de 28% dos entrevistados declararam levar esse valor em moedas diariamente. Chama a atenção o crescimento do valor médio de moedas portadas diariamente que, em 2005, foi de R$ 3,18 e passou para R$ 3,64 em 2007. Os entrevistados declararam que de cada 10 moedas que recebem, usam 75% delas no dia-a-dia. As moedas ficam guardadas em casa por no máximo uma semana, disseram 54% dos entrevistados.

Convenhamos que algumas conclusões do estudo são acacianas. Já outras são interessantes: por exemplo, a informação de que o brasileiro médio anda com R$20,00 no bolso é bem esclarecedora quando se sabe que apenas 41% das pessoas entre 18 e 59 anos têm cartão de crédito no Brasil.

Bem, eu sou mesmo um fã do cartão. Às vezes eu passo semanas sem ver uma cédula. Talvez aqui em Brasília o grau de difusão dos terminais de venda com cartão seja maior do que em outras cidades do País, mas realmente dá pra viver só usando o cartão por aqui.

Mas o mais engraçado é que segundo a pesquisa o brasileiro dá importância ao dinheiro limpo (senão na sua origem, pelo menos na aparência):

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A despeito desse auspicioso resultado, se você acha que “esterilização da moeda” é mero jargão de economista, tome cuidado:

Governo pode esterilizar cédulas do real

Estudo constata que notas carregam várias bactérias e fungos; 74,5% estão contaminadas com causadora de infecções

Rio (AE)

O Banco Central poderá esterilizar, com uso de radiação, as cédulas do real em circulação para tentar reduzir a contaminação das notas com microorganismos. O projeto, proposto ontem pela Universidade Gama Filho, no Rio de Janeiro, está sendo analisado pelo chefe do Departamento do Meio Circulante do BC, José dos Santos Barbosa.

A idéia surgiu depois que um estudo realizado por estudantes do curso de Medicina da universidade constatou que as notas carregam várias bactérias e fungos. A pesquisa analisou notas de R$ 1 e de R$ 10 (de papel e de plástico) e concluiu que a grande maioria (74,5%) estava contaminada pela bactéria Staphylococcus sp, causadora de várias infecções (intestinais, otite, sinusite etc.). A análise detectou ainda a presença de coliformes fecais em 4% do material estudado e outros 11% de fungos e leveduras.”

Resultados de pesquisa médica semelhante e mais recente, aqui.  Volta, Sugismundo!

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Tio Rei hoje, comentando uma fala do Eneadáctilo:

Lula e o discurso delinqüente sobre a delinqüência

Essa meninada que a gente vê na televisão, aos 24, 23, 18 anos, sendo presa porque cometeu barbaridades, são filhos do descaso econômico deste país para com a parte mais pobre da população“.

Huuummm. É o presidente Lula fazendo a conhecida sociologia barata sobre a violência. Ele produziu essa maravilha numa cerimônia de assinatura de contratos do PAC em Foz do Iguaçu. Violência, segundo ele, é resultado da falta de investimentos em educação. Se Lula estivesse certo, téríamos como corolário:

1 – quem teve acesso a educação adequada jamais escolhe o crime;
2 – como a maioria dos pobres teve uma educação deficiente, a maioria dos pobres é, então, potencialmente criminosa;
3 – os programas bem-sucedidos de combate à violência resolveram, antes, os chamados “problemas sociais” da massa potencialmente criminosa.

Hmmm. Não, acho que é um caso de Reinaldo Azevedo praticando lógica (barata? Cara? não sei quanto ele ganha, não sei se sai barato ou caro para os Civita. Provavelmente sai barato) torta:

1 – quem teve acesso a educação adequada jamais escolhe o crime;

Como se vê, se não se consegue nem que uma educação adequada (deve ter tido alguma escolinha boa lá em Dois Córregos) garanta o uso a lógica, que dizer que garanta a escolha de uma vida reta. Bem, é um erro de lógica crasso extrair da frase do Eneadáticlo a proposição “quem teve educação jamais escolhe o crime“, certo?

2 – como a maioria dos pobres teve uma educação deficiente, a maioria dos pobres é, então, potencialmente criminosa;

Er…não. Dizer que há uma maior propensão a ser atraído para a marginalidade entre os pobres NÃO é equivalente a dizer que a maioria dos pobres é [potencialmente] criminosa.

3 – os programas bem-sucedidos de combate à violência resolveram, antes, os chamados “problemas sociais” da massa potencialmente criminosa.

Depende do que você chama de “resolver”. Tio Rei tem, como sabemos, uma definição interessante de como se “resolve” o problema:

os programas bem-sucedidos de combate à violência são aqueles que têm como alvo principal o ataque à impunidade. São Paulo, por exemplo, diminuiu drasticamente o número de homicídios porque prende muito mais do que outros estados.

O que é, justamente, a “resolução” mais próxima de uma “solução final” que pode chegar um católico conservador, mesmo do tipo que acha que existe um modo cristão de matar…

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