You are currently browsing the daily archive for março 19, 2008.

starchild2001.jpg

“Reclamei” lá no Ina contra essa mania dele de ser do contra, pois afinal, com o Arthur Clarke ainda quentinho no caixão, o japablogueiro me faz um post para falar de…Carl Sagan. Pois é: por coincidência, encontrei um panegírico de Clarke da autoria de…Sagan, o que amarra as pontas. Aí vai:

In Praise of Arthur C. Clarke

by Carl SaganWhen I was in high school I knew I was interested in the other planets and I knew that rockets had something to do with getting there. But I had not the foggiest notion about how rockets worked or how their trajectories were determined. Then I came upon an advertisement for a book called Interplanetary Flight by one Arthur C. Clarke. You must remember that at this time there was hardly any respectable non-fiction literature on the subject. I sent away my money and breathlessly awaited the arrival of Interplanetary Flight. It was a modest-looking book, beautifully written, its stirring last two paragraphs still of great relevance today. But the part about it that was most striking for me was the discussion of the gravitational potential wells of planets and the appendices which used differential and integral calculus to discuss propulsion mechanisms and staging and interplanetary trajectories. The calculus, it slowly dawned on me, was actually useful for something important, and not just to intimidate high school students. (In New Jersey high schools, around 1950 at any rate, integrals were considered no so much mathematical conveniences as objects of religious awe.)

The flyleaf informed me that Mr. Clarke was connected with something called the British Interplanetary Society. The very existence of a British Interplanetary Society helped to convince me that the subject was not entirely disreputable, as almost all my friends and acquaintances were fond of suggesting. Back copies of the Journal of the BIS were stocked in the rundown Manhattan offices of the still fledgling American Rocket Society (later the American Institute of Aeronautics and Astronautics), and through the kindness of Billy Slade, the Society’s secretary, I was able to make off with some back numbers filled with marvelous ideas—including an electrical propulsion scheme by Clarke, very similar to Gerard O’Neil’s “mass driver.” As I look back on it, Interplanetary Flight was a turning point in my scientific development and I would like to take this opportunity to thank Arthur publicly for this splendid book.

Since then I’ve had many opportunities of meeting with him. Arthur has introduced me to both the composer of “Tubby the Tuba” and the producer of “2001: A Space Odyssey.” We attended the New York World’s Fair of 1964 together. I can remember being very annoyed at a free film offered by the Moody Bible Institute claiming that the reproductive behavior of the California grunion was proof of divine intervention, when it could so easily be understood in terms of natural selection. I complained to a cherubic usher who undoubtedly had limited responsibility for the film’s mystical orientation, but Arthur chided me gently: “It’s not as if we had paid admission,” he reminded me.

I may have been of some little help to Arthur over the years, for example, with the end of the movie “2001”; and the ideas in such stories as “A Meeting with Medusa.” But what Arthur has done for me is vastly greater. Through his non-fiction books and his science fiction stories and novels, his invention of the communications satellite, his defense of reason against the clamors of superstition, his work in more finely honing the British Interplanetary Society, and through his classic motion picture, Arthur has done an enormous global service in preparing the climate for a serious presence beyond the Earth. I hope that the governments of our epoch will have the sense to continue making Arthur’s dream—shared by so many of us—a reality.

Como eu disse lá no Inagaki, a minha geração foi muito mais afetada por Isaac Asimov do que por Sagan (que veio bem depois).  Asimov escreveu várias obras de divulgação além de ficção científica, e por muito tempo seus livros foram praticamente a única fonte disponível para jovens sedentos de ciência como eu e os nerds de meus amigos.

Mas eu acabei me lembrando que escrevi neste blog um post _ aliás, em resposta a um meme repassado pelo Inagaki _ falando de outro autor que me influenciou muito, e este, não na infância e sim na juventude:

Livros. Infância. Vocação

O Inagaki fez uma promoção (só vi agora..) perguntando qual o livro que mais marcou a infância dos seus leitores.

O meu é Vinte Mil Léguas Submarinas, o primeiro livro que li, em uma edição de bolso da Ediouro que meu pai me deu. Meu pai morreu e até hoje eu não sei porque ele me deu esse livro. Eu fantasio que devia ter uns 8 anos. Mas pode ter sido aí pelos 10, 11. Eu fui um leitor voraz desde que aprendi a ler _ e, detalhe, não me lembro do processo de aprendizado, ele foi apagado da minha memória. Só me lembro de ver figurinhas e de “de repente” ser capaz de ler o que estava escrito nelas.

Muitos e muitos anos depois, lendo a série sobre a ditadura militar do Elio Gaspari, fui descobrir que os livros prediletos do pequeno Geisel eram as obras de Júlio Verne _ em sua pobreza riograndense da colônia, que não tem nada a ver com a miséria dos grandes centros de hoje, ele tinha a coleção completa em casa. E parece que Geisel atribuía a isso o seu pendor pela tecnologia e pelo desenvolvimento.

Assino embaixo.

Anúncios

love_your_job.gif

Daqui:

Push To Classify Internet Addiction As a Mental Disorder

An editorial to be published in the American Journal of Psychiatry argues that Internet addiction is a common compulsive-impulsive disorder that should be added to psychiatry’s official guidebook of mental disorders.

Report author Dr. Block defines Internet addiction as including “excessive gaming, sexual pre-occupations and e-mail/text messaging.” Block says that those suffering internet addiction experience cravings, urges, withdrawal and tolerance, requiring more and better equipment and software, or more and more hours online. Further, internet addicts can lose all track of time or neglect “basic drives,” like eating or sleeping; Relapse rates are high, and some people may need psychoactive medications or hospitalization.(…)

Segundo apurei pelaí, são Mirages F-1 franceses estacionados no Chad.  Ano indeterminado.

Lucia Malla convoca para várias blogagens coletivas, incluindo uma da grife “Faça a Sua Parte” no dia 22 de março, aproveitando o  ensejo do Dia Mundial da Água.  Eu acho que água é um veneno, mas devo participar.  Ainda que da tradicional forma rebelde.

E já que você vai estar lá pelo blog da lindinha, não perca este fantástico post sobre o Arquipélago de São Pedro e São Paulo.

Deu no UOL:

Miss do “Big Brother” faz apologia ao sexo sem camisinha

Surge mais uma pérola do “Big Brother Brasil 8”. A miss gaúcha Natália Casassola, 22, fez apologia ao sexo sem proteção.

Em conversa com o médico Marcelo Arantes, Natália disse que sexo bom é sem camisinha. O psiquiatra tentou convencer a miss de que relações sexuais com preservativo são mais seguras. “Com [camisinha] você pode fazer à vontade.”

Reprodução
Durante festa do “Big Brother”, Natália diz que bom é fazer sexo sem camisinha

“Com [camisinha] é o certo, mas bom é sem”, repetiu a miss.

O médico disse: “Quando aprende a fazer com [camisinha] é uma maravilha.”

A gaúcha tem chocado a casa com suas opiniões liberais. Ela já admitiu ter feito sexo anal e questionou Marcos e Rafinha se eles já tiveram esse tipo de prática com suas namoradas.

O vídeo em que Natália elogia o sexo sem camisinha já está no Youtube, com acesso restrito a usuários cadastrados do site.

No mês passado, o Ministério da Saúde chegou a enviar uma carta de elogio ao “Big Brother” por ter fantasiado participantes de mosquito da dengue, alertando os telespectadores sobre o risco da doença.

A cena em que Natália fala bem do sexo sem proteção não foi exibida pela versão que a Globo põe no ar, após as 22h (horário de Brasília).

Atualmente, autoridades de saúde no mundo inteiro clamam aos jovens que façam sexo com camisinha, a fim de evitar a explosão de casos de Aids e outras doenças sexualmente transmissíveis.

Cumé que é mesmo, Tio Rei?

Voltarei a um tema debatido aqui outras tantas vezes. Respondam:
– Vocês acham que falta informação aos brasileiros?
– Vocês acham que eles não sabem que o risco existe?
– Vocês acham que, a esta altura, alguém ignora como se dá o contágio?
Vá lá. Pode ser que existam um ou outro ignorantes, estatisticamente irrelevante.

“Estatisticamente irrelevante” é o catzo.

Rosângela Bittar no Valor de hoje, sobre a ressurreição da idéia de um terceiro mandato para o Eneadáctilo:

O centro do jogo do presidente Lula

O deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), amigo de fé, aliado incondicional e uma espécie de porta-voz do presidente da República nas questões partidárias voltou esta segunda-feira a defender, em discurso na tribuna da Câmara, a realização de um plebiscito sobre o terceiro mandato consecutivo para Luiz Inácio Lula da Silva. Um plebiscito, por sinal, dada a popularidade imutável do presidente, de resultado previamente conhecido.

O irmão e camarada apenas vocalizou o que, no Congresso, já havia saído da hibernação e estava novamente no centro das conversas de políticos do governo e dos temores da oposição. Lula teria afastado publicamente a hipótese do terceiro mandato, meses atrás, não por convicção, mas por tática. Para não se queimar, para negociar a aprovação de assuntos do governo com a oposição, para esperar melhor momento pois julgava, à época, com a derrota da renovação do imposto do cheque, a CPMF, que não estava forte o suficiente para conduzir sua base de sustentação à aprovação de tão polêmico projeto.

O presidente voltou a acalentar a idéia de permanecer no poder, por eleições evidentemente, a partir da constatação de que sua maioria no Congresso é mesmo folgada – como teria ficado demonstrado na aprovação do Orçamento da União de 2008 e da TV Pública – e bem mobilizada não se furta a atender pedidos do governo. Estas duas votações fizeram com que o presidente voltasse a ter consciência de que é forte no Parlamento.”

Restante abaixo do fold, para os sem-Valor.

É possível que o Eneadáctilo tenha pensado assim: se o Uribe pode, porque eu não posso?

Sim, sim. O peixe morre pela boca.

Continue lendo »

missonbush.jpg

Bush a bordo do USS Abraham Lincoln discursando aos soldados, 1 de maio de 2003 

Soldados americanos mortos até o dia do discurso: 4% do total

Soldados americanos mortos do dia do discurso até hoje:  96% do total

Nada como uma liderança em que se pode confiar!

Interessante entrevista com o brasileiro que é o rei da soja no Paraguai, no Valor de hoje:

Brasileiro é o rei da soja no Paraguai

O catarinense Tranquilo Favero, 70, radicado há 40 anos para o Paraguai, onde se tornou o maior produtos de soja e um dos maiores proprietários de terra

Com uma calculadora barata, movida a energia solar, Tranquilo Favero, um catarinense odiado e admirado no Paraguai faz as contas de quanto deve faturar este ano só com soja. “De soja, esperamos negociar 480 mil toneladas, o que dá uns US$ 190 milhões. De produção nossa, esperamos ter mais umas 135 mil toneladas, o que dá cerca de US$ 50 milhões.”

Aos 70 anos de idade, Favero se apresenta e é reconhecido no Paraguai, para onde se mudou há 40 anos, como o maior produtor individual de soja do país.

Suas terras para agricultura mecanizada chegam a 45 mil hectares – o que, mesmo para padrões brasileiros, é uma imensidão. Um dos maiores produtores de soja do Brasil, o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi planta 130 mil hectares de soja. Favero ainda tem mais terras onde mantém 45 mil cabeças de gado, mas ele não revela a extensão.

“O Paraguai tem 17 departamentos e em 13 deles eu tenho propriedades com soja, milho, trigo, canola, girassol, sorgo, com gado e com silos, 18 silos no total.” Além de vender o que planta, o Grupo Favero – do qual Tranquilo é presidente e que reúne nove empresas – comercializa soja que compra de outros produtores.

A soja é o principal item da pauta de exportações do Paraguai atualmente. Segundo Favero, este ano o país terá uma produção de 7 milhões de toneladas – o que dá quase 1.000 kg per capita. Com a tonelada a US$ 400, serão US$ 2,8 bilhões em divisas. “Isso representa entre 60% e 70% das divisas que entram no Paraguai”, diz ele.

Ao contrário de muitos outros produtores brasileiros – entre 90% a 95% da soja no país está, segundo ele, nas mãos de brasileiros – Favero fala, critica e faz prognósticos sobre a política paraguaia, sobre eleições presidenciais de abril, a corrupção e as dificuldades de produção no país.

“Fernando Lugo vai ganhar. O atual governo é um desastre. E a Blanca Ovelar não tem moral”, diz ele, criticando o governo e apostando em que muita coisa deve mudar no país. Lugo, o ex-bispo da Igreja Católica que deixou a batina para concorrer, lidera as pequisas de intenção de voto. O único candidato, na avaliação do brasileiro, que seria capaz de ameaçar sua eleição é o general da reserva Lino Oviedo.

Lugo conta com o apoio de uma aliança de partidos e movimentos sociais, muitos deles com orientação de esquerda. E, quando era bispo de San Pedro, cansou de criticar Favero acusando-o de contaminar o meio ambiente com as fumigações de pesticidas nas suas extensas plantações de grãos. Favero nega as contaminações. Ovelar é candidata do governo (Partido Colorado) e afilhada política do atual presidente Nicanor Duarte Frutos – de quem Favero é desafeto.

“O meu medo é o fato que Lugo está cercado de uma esquerda comunista que não respeita direitos estabelecidos, propriedade privada”, avalia ele. “O discurso dele [Lugo] não é tão mau. O entorno dele é o que nos assusta. Mas tem o Partido Liberal [tradicional legenda que tem o vice na chapa de Lugo]. Nossa esperança é que os liberais sirvam de freio.”

O restante da reportagem abaixo do fold, para os sem-Valor.

Chamo a atenção para o último parágrafo:

Casado há 50 anos com a brasileira Verônica Comelli, Favero tem três filhas. E seis netos paraguaios. Apesar de ter constituído família no país e de cantar loas à qualidade da terra paraguaia, Favero muitas vezes projeta uma imagem do estrangeiro que enriqueceu sem dar muita atenção para a cultura e valores locais. Uma imagem antipática para muitos paraguaios. Favero fala espanhol fluentemente, mas nem uma palavra de guarani, a segunda língua oficial do país. “Sou criticado publicamente por não falar guarani, mesmo estando aqui há 40 anos. Falo para os meus netos: aprendam língua de povo desenvolvido.

Realmente, o peixe morre pela boca.  🙂

Continue lendo »

Tio Rei revela-se em um post recente, justificando a ação do FED para salvar os bancos:

O esgar de desprezo dos “estatistas” vem na forma de uma sentença moral: “Ah, mas agora que o sistema está em crise, apelam ao estado; vejam lá os EUA queimando US$ 200 bilhões para salvar os bancos”. Para salvar os bancos uma pinóia! Para salvar as pessoas. Se temos de agüentar o estado, é justamente para que ele entre na arbitragem quando o sistema tende a entrar em colapso. A comparação é quase pedestre, mas pretendo ser mesmo didático: a inspetora de alunos deve intervir na brincadeira quando as crianças começam a enfiar o dedo umas nos olhos das outras. No mais, deixa a meninada brincar à vontade, porque assim crescem os infantes.

Queriam o quê? Que o sistema fosse mesmo para a breca só para moralizar a alma dos banqueiros cúpidos, demonstrando que agiram muito mal? Tenham paciência! A crítica é energúmena e remete, de fato, àquela conversa mole do petismo que censurou o Proer no Brasil, o programa de reestruturação dos bancos. Até hoje alguns mequetrefes petralhas dizem que foi dinheiro para ajudar banqueiro. Não foi. Era dinheiro para reestruturar o sistema financeiro, que, sólido, permite hoje ao Brasil enfrentar a crise com razoável galhardia.” (grifo meu)

Em outro post ele transcreve, provavelmente porque aprova, trechos de um podcast de Diogo Mainardi:

Se o jiu-jítsu é de direita, o pilates só pode ser de esquerda. Dilma Rousseff, a Miss Pacderme, emagreceu doze quilos com o pilates. No pilates, você não se esforça – é o aparelho que faz tudo por você. Nada pode ser mais genuinamente esquerdista do que isso. É a idéia de que sempre há uma estrutura capaz de resolver todos os empecilhos.“(grifo meu)

E afinal de contas, já sabemos o que ele pensa do Bolsa-Família:

Conformar-se com o Bolsa Família como motor do desenvolvimento social brasileiro e grande fator da diminuição da desigualdade é renunciar à aspiração de deixar de ser, um dia, um país pobre. O pretexto, como se vê, é meritório: é preciso dar pão a quem tem fome. Vão se catar! É preciso dar esgoto tratado a quem não tem pra que o sujeito não pise no cocô com o pé descalço e não contraia uma diarréia, lotando os hospitais públicos. É preciso dar escola — DECENTE! — a quem não tem. Com inflação sob controle, dadas as raríssimas exceções, não se morre de fome de jeito nenhum. De resto, não estou propondo entesourar os R$ 8 bilhões. Estou cobrando que sejam investidos: sim, no social, em vez de consumidos para a produção de mais cocô sem tratamento.“(grifo RA)

Tio Rei não gosta do “Nanny State” que ajuda os miseráveis.  Claro que isso exige alguma ginástica mental, como a de não ver relação entre miséria e pobreza e o elevado número de pessoas nas prisões paulistas.  Mas aprova sem ressalvas o “Daddy State” que ajuda os banqueiros _ e olhe que nem exige uma “porta de saída”…

Entre a classe dos economistas, a necessidade de salvar instituições financeiras em dificuldades é praticamente um consenso.  Bancos _ principalmente os grandes _ são instituições “grandes demais para falir”: como são eles que guardam os recursos financeiros da maior parte das pessoas, acredita-se que a saúde dos bancos é fundamental para a saúde da economia como um todo, e que a falência de um banco grande pode provocar um efeito-dominó capaz de gerar uma “corrida aos bancos”, e uma quebradeira geral de empresas.  A isso chama-se “risco sistêmico”.

A contrapartida dessa ação estatal, porém, é o perigo do “risco moral”: como os banqueiros sabem que são grandes demais para falir, incorrem em riscos cada vez maiores, em busca de maiores lucros _ e acabam, realmente, falindo.  Mas eles sabem, afinal, que “sempre há uma estrutura capaz de resolver” todos os seus empecilhos _ efetivamente, não há nada de mais direitista do que isso, a privatização do lucro seguida da socialização dos prejuízos.

Mais interessante ainda é o fato de que certo tipo de análise não vê nenhum problema no combate ao risco sistêmico da riqueza, mas é alérgica à idéia do risco sistêmico da pobreza _ que é aquele embutido no ato de sair de casa de manhã sem saber se se volta para casa à noite.  Eis a receita de Daddy State: salvam-se banqueiros, encarceram-se pobres.

Very funny.

(hat tip: Clóvis)

Add to Technorati Favorites

Blog Stats

  • 1.560.790 hits
Anúncios