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Deu no Estadão:

Berlusconi aconselha jovem a casar com rico para fugir da pobreza

Comentário provocou críticas ao ex-premiê da Itália, que tenta voltar ao poder.

 O ex-primeiro-ministro da Itália Silvio Berlusconi cometeu uma gafe em um programa de TV exibido nesta semana, quando aconselhou uma jovem a se casar com alguém rico para escapar da pobreza.

No programa italiano Tg2 Punto de Vista, Berlusconi – um dos homens mais ricos da Itália – não resistiu à piada quando ela perguntou a ele, diante das câmeras, como um jovem, com trabalho precário, poderia formar uma família.

“Como pai, eu aconselharia a você se casar com o filho de Berlusconi ou com algum outro que não tenha este problema… com este sorriso, você poderia”, disse Berlusconi, arrancando gargalhadas da platéia e da própria entrevistada.

Mas com as eleições gerais marcadas para os próximos dias 13 e 14 de abril, o comentário gerou uma onda de críticas a Berlusconi, que pode ser reconduzido ao poder.

***

Pronto.  Com uma tirada dessas, Tio Rei, que, decepcionado, anda à procura de novos estadistas-modelo, já pode adotar Berlusconi como novo protótipo do seu Príncipe predileto.  Inclusive parece que esse já vem com o próprio fascio.

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Navegar na Internet é coisa para corações fortes.

Eis que achei, por acaso, o site da ANPAC – a Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos.

Diz o anúncio da carteirinha que a ANPAC “continua firme na sua política de fortalecer o setor no país“. Ou seja, os concursos públicos geraram uma indústria que se candidata a ser “um setor” da economia do país, como qualquer outro. Provavelmente daqui a pouco vão pedir uma linha de financiamento no BNDES, como sói acontecer a “setores” da economia. Aliás, não por acaso, seus associados são em sua grande maioria cursinhos para concursos.

A ANPAC tem um estatuto que contém, além daquelas coisas todas que estatutos costumam conter, os objetivos da ANPAC:

Art. 3º

A Associação tem por objetivo:
a – coordenar e divulgar projetos de interesse dos concursos públicos e privados em todo o território nacional, podendo firmar convênios e promover publicações;

b – defender maior moralidade, transparência e ampla acessibilidade nos concursos públicos e privados;

c – propor regulamentação legal específica para os concursos públicos e fomentar a prática de concursos na iniciativa privada;

d – promover a divulgação dos concursos públicos em todo o território nacional;

e – propugnar pela participação da entidade na elaboração dos editais dos concursos;

f – zelar pela adequação dos processos seletivos aos princípios constitucionais e éticos;

g – prestar consultoria às bancas examinadoras, fornecendo selo de garantia ao processo seletivo;

h – prestar assistência jurídica em ações coletivas e individuais, visando à legalidade e o interesse dos concursandos nas flagrantes desigualdades de tratamento, de critérios e de pré-requisitos restritivos;

i – proporcionar ou facilitar o acesso às informações sobre concursos públicos;

j – constituir-se em foro de discussão de assuntos relativos às questões de concursos públicos e privados;

k – propor a formação de banco de dados em relação a salas, fornecedores e outros serviços afins aos associados;

l – estabelecer convênios com instituições públicas ou privadas, nacionais ou estrangeiras, para a consecução de seus objetivos.

OK, ok, não vamos exagerar na crítica: alguns desses objetivos são bastante defensáveis, como a exigência de ampla publicidade, transparência, etc. Mas algumas delas _ principalmente as que grafei em vermelho _ são bastante curiosas.

***

E depois, não é “Fulanda de Tal“, é “Fulana de Tal“, raios.

***

Falando nessas coisas, parece que a “cadeia produtiva” do setor só faz aumentar.

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Como muitos dos meus 4,5 leitores já devem estar sabendo (talvez 3,7 deles já saibam!), parece que tinha uma brasileira envolvida no caso da queda do ex-governador de New York, Eliot Sptizer. Aparentemente ela foi peça fundamental na acusação ao governador, delatando-o em troca de uma pena mais branda:

Apontada como a “fonte confidencial” dos investigadores americanos que apuravam a rede de prostituição em Nova Iorque, na qual o governador nova-iorquino Eliot Spitzer esteve envolvido, a capixaba Andréia Schwartz deve desembarcar em São Paulo na manhã deste sábado.

Andréia Schwartz, que está presa desde 2006 nos Estados Unidos, foi uma das informantes do FBI na investigação do escândalo sexual que envolveu o ex-governador de Nova York Eliot Spitzer. As informações foram repassadas à polícia federal americana em troca de uma pena mais branda.

A moça é do barulho:

Andréia Schwartz foi presa em junho de 2006 em Nova Iorque sob acusação de exploração da prostituição, posse de drogas e lavagem de dinheiro numa suposta rede de prostituição de luxo. De acordo com registros do depoimento, Andréia teria dito à polícia que liderava a rede de prostituição havia um ano e meio, mas teria lucrado US$ 1,5 milhão (R$ 3,42 milhões) desde 2001. O valor do programa com as garotas variava de US$ 700 (R$ 1.600) a US$ 1.500 (R$ 3.420). Ou US$ 2.000 (R$ 4.560), se fosse realizado com duas garotas.

Ela ainda é acusada pela promotoria de tentar comprar, com suposto dinheiro ilegal que pertenceria a um grupo de investidores italianos, um andar inteiro no hotel Plaza (localizado na Quinta Avenida com a rua 59).

Agora, imaginem se ela morasse na Espanha.

***

Mas o que eu queria comentar era outra coisa. É que no tempo em que eu via as novelas da Globo as cafetinas em geral eram velhas senhoras lascivas e alcoviteiras (quem não lembra da célebre Maria Machadão?) dispostas a faturar em cima de pobres meninas ingênuas. Vejo agora que os tempos mudaram, e as cafetinas não apenas têm o physique du rôle para fazer concorrência às suas meninas como também exploram, além de jovenzinhas sonhadoras desavisadas, investidores italianos bobocas e governadores democratas ingênuos. Que mundo é esse, gentem.

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A tabela acima mostra o crescimento médio do PIB durante o mandato de cada Presidente da República desde Sarney.

Vemos que o Eneadáctilo já superou confortavelmente todos os presidentes eleitos da Nova República, com a notável exceção de Itamar Franco (que aliás não foi eleito, como lembra o Diego _ o que o torna mais excepcional ainda _ não bastasse o fato de ter posado para uma foto ao lado de uma mulher sem calcinha, é claro). Itamar governou por dois anos, com um crescimento bastante alto tanto em 93 quanto em 94.

Para superá-lo, o Eneadáctilo teria que entregar um crescimento maior que 9% em cada um dos dois anos que lhe restam de mandato. Acho que babau, essa corrida ele não vai ganhar.

(mesmo se considerássemos o crescimento do último ano de Itamar como sendo devido a FHC, já que ele era o Ministro da Fazenda, ele chegaria a apenas 2,7% de crescimento médio)

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