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No mesmo Bom Dia Brasil que falou do problema dos turistas deportados, veio uma matéria sobre o trânsito de Brasília.

Por coincidência _ ou não _ o Guardian de hoje também tem uma reportagem sobre a capital brasileira:

Trouble in utopia as the real Brazil spills into Niemeyer’s masterpiece

Overcrowding, traffic and crime blight futurist capital, admits legendary architect

The Museum of the Republic in Brasilia, designed by the architect Oscar Niemeyer

The Museum of the Republic in Brasilia, designed by the architect Oscar Niemeyer. Photograph: Corbis

It was the spectacular creation of a modern utopia: in the heart of a continent, built from scratch with daring architecture and urban planning, arose a city like no other.

Unveiled almost half a century ago, Brasilia astonished the world. Brazil’s purpose-built capital of perfect grids and avant garde buildings exuded wonder and optimism, control and beauty.

The then president, Juscelino Kubitschek, hailed a new dawn for his country and the United Nations designated the city a world heritage site. It was a living, futurist museum.

As the 50th anniversary approaches, however, the future seems to have ambushed Brasilia. What was supposed to be a shiny citadel with huge attention to detail and organisation has in places degraded into a violent, crime-ridden sprawl of cacophonous traffic jams. The real Brazil has spilled into its utopian vision.

That is the bittersweet verdict of Oscar Niemeyer, the legendary architect who designed many of the city’s civic monuments and is a keeper of its original flame. In a rare interview Niemeyer, now 100 and still professionally active, told the Guardian that his masterpiece was out of control.

“The way Brasilia has evolved, it has problems. It should have stopped growing some time ago. Traffic is becoming more difficult, the number of inhabitants has surpassed the target, limits are being exceeded.”

Instead of 500,000 people as planners envisaged, the population has ballooned to 2.2 million, choking infrastructure and, in the rundown outskirts, ushering in scenes of gang violence more commonly associated with the favelas of Rio de Janeiro. Some areas have been nicknamed the baixada federal, invoking the baixada fluminese, Rio’s most homicidal region.

Niemeyer, considered by many the world’s greatest living architect, defends the city’s conception and his designs for landmarks such as the cathedral, national congress and palace of justice. “There is no other place like Brasilia.” But he laments the unplanned growth. “The city should call a halt.”

It is an ironic appeal given that Brasilia was built at breakneck speed. The dream of moving the capital from Rio on the Atlantic coast to the centre of the country had existed for over a century but Kubitschek pursued it with urgency. Building started in 1956 and the new capital, along with a surrounding area known as the federal district, was inaugurated just 41 months later, in April 1960.

Commercial and residential zones were meticulously demarcated. Cars zipped along wide highways past buildings that projected simplicity and modernity with fine lines and waves.

Less fine were the subsequent waves of migration and lines of jobless people. The population surge aggravated problems of access to healthcare and education.

A recent study by the University of Brasilia found that unemployment among the city’s youth had jumped from 21% in 1992 to around 40% in 2003.

Even more dramatic has been the rise in crime, especially on the outskirts.

Plinio Araujo, the mayor of Cidade Ocidental, an impoverished and gritty town in neighbouring Goias state, described the suburbs of the federal district as a “pressure cooker” which, if action was not taken, would “explode over the Alvorada Palace”, the presidential residence which is the centrepiece of Niemeyer’s creation.

Over 100 members of an elite security force were recently dispatched to the outskirts of the federal district and Goias to try to control the violence.

The country was especially shaken by the shooting of Amaury Ribeiro Junior, an investigative journalist from the Estado de Minas newspaper. He had just published a series of articles called Trafficking, Extermination and Fear, based on undercover work in violent neighbourhoods just outside the federal district in Goias. He had returned to the area to research a follow-up story on sexual violence in the so-called Entorno, an impoverished belt of around 30 towns that flanks Brazil’s capital.

A teenager with a 38mm revolver fired three shots at the 44-year-old reporter as he sat in a bar waiting for a contact, hitting him once. It was never clear whether Ribeiro, who survived, was targeted because of his work or if he was the victim or a hold-up gone wrong.

“The place where I was shot is 15km from where the president sits in his palace,” said Ribeiro. “It really is like the wild west; and what shocked me most was that so close to the capital you have such barbarity.”

He said the high levels of violence were the result of huge migration to the region and an almost total absence of social services or policing. “The parents go to work in the capital and their kids are abandoned and end up being co-opted by drug traffickers.”

But despite the disappointments, Brasilia’s utopian dream is not completely dead. Residents say they never tire of gazing at the city centre’s sublime, otherworldly architecture. Parents say it remains a better, safer place for children than Rio or Sao Paulo.

And Niemeyer, the man who made the dream concrete, speaks of the city like the proud father of a wayward but cherished offspring. In his Rio studio overlooking Ipanema beach he displays the design of a tower with two viewing platforms which he has been commissioned to build in Brasilia.

He grows animated as he describes it soaring over the skyline, the skyline he built half a lifetime ago and still adores.

“There is no other place like it. It is monumental. The curves of those buildings are those of a beautiful woman.”

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Prezados 4,5 leitores, hoje eu realmente terei que dar a mão à palmatória. Tive a prova cabal de que os órgãos de mídia brasileiros foram dominados pelo Foro de São Paulo _ a começar pela própria Rede Globo, o maior e mais popular de todos eles.

Hoje de manhã eu via o Bom Dia Brasil quando apareceu o Alexandre Garcia em uma reportagem sobre a questão da crise entre Brasil e Espanha no tocante à deportação de turistas. Eis a transcrição do texto narrado por Garcia:

Nitidamente, o que se vê no caso dos turistas espanhóis deportados é uma represália, a aplicação do princípio da reciprocidade. Mas há outras saídas para o mal-estar.

O interessante é que isso não acontece com a Inglaterra, que no ano passado deportou cinco mil brasileiros, dois mil paquistaneses e dois mil nigerianos. Nós somos campeões, embora sejamos uma das comunidades minoritárias na Inglaterra.

A Espanha deportou três mil. No entanto, a reação não é a mesma. Certamente, não é porque não foi a rainha da Inglaterra que mandou Chávez se calar. Deve ter outros motivos. É preciso enfrentar os motivos da sua base.

Por exemplo, já estão mudando a rota da prostituição. Outro dia, em um avião para Paris, havia quase duas dúzias de mulheres brasileiras que explicaram que, como as autoridades estão sendo mais rígidas em Madri, elas estão indo agora para o Aeroporto Charles de Gaulles, em Paris, onde um microônibus as aguarda para entrarem na Espanha via terrestre, já tendo ingressado na União Européia.

O Jornal Nacional mostrou a condenação de um agenciador de mulheres espanhol em Goiás. E mostrou na semana passada a prisão de outro espanhol, também em Goiás, levando três mulheres para o avião. E sabe-se que algumas casas noturnas do Nordeste, na verdade, são centros de recrutamento de mulheres.

Talvez se o Brasil combater esse tipo de rota, combater o tráfico aqui dentro, prendendo essas pessoas e também impedindo a entrada de turistas sexuais, isso vai tornar a vida mais fácil de turistas estudantes que chegam ao exterior, já que vai melhorar o nome do Brasil.

Então vamos lá.

Garcia parte do pressuposto que a ação espanhola é justificada, já que nós não seguramos nossas prostitutas aqui no Brasil. Então sugere que ao invés de bloquearmos a entrada de inocentes turistas espanhóis, transportemos o custo da empreitada para dentro de nossas fronteiras, fiscalizando a saída de nossas prostitutas e prendendo os empresários do sexo que fazem a negociação.

Mas:

a) os empresários do sexo, como ele mesmo disse, são afinal espanhóis que entraram no Brasil. Portanto, a idéia de combater o negócio “na base”, bloqueando a entrada deles aqui em primeiro lugar, não parece tão idiota assim;

b) consigo imaginar alguns países que conseguiriam implementar uma política exitosa de impedir a saída de prostitutas e a entrada de turistas sexuais. Seus nomes são Cuba e Coréia do Norte. OK, todos nós conhecemos o formulário de entrada no país adotado pelos EUA, que pergunta se você está a fim de praticar um genocídio básico na América (o onze de setembro mostrou que o questionário é relativamente ineficaz). Suspeito que perguntar a todas as milhares de moças que saem todo dia do Brasil se elas são prostitutas, ou aos milhares de rapazes que entram todo dia no Brasil se eles pretendem fazer turismo sexual, seria uma estratégia pouco exitosa _ portanto a única maneira de implementar a idéia com 100% de sucesso seria proibir todo mundo de sair e todo mundo de entrar.

O mais engraçado mesmo é que o Alexandre Garcia foi porta voz da Presidência da República entre 1979 e 1980. Nada mais nada menos do que do Presidente Figueiredo. E foi demitido após 18 meses no cargo. O motivo? Diz a Wikipedia:

Foi demitido a bem da moral, depois de posar nu para a revista, “Ele e Ela,” deitado placidamente em uma cama, onde dizia, candidamente, ser ali o lugar em que “abateria” suas “lebres.

Em uma entrevista de agosto de 2006, ele confirma, é claro que culpando as “forças ocultas” da intriga palaciana:

Marcone Formiga – Conta-se que o Said Farhat tinha ciúme de você e por isso provocou a sua demissão. Como foi esse episódio?
Alexandre Garcia – Eu havia sido entrevistado para a “Playboy” e aí o Flavinho Cavalcante, na época da Bloch, disse que a “Ele & Ela” também queria uma entrevista. Só que maior, com fotos. Fui perguntar para o meu guru, o ministro Golbery, que respondeu: “Pode, sim. Vamos, em breve, tirar o Farhat. Vamos extinguir a Secretaria de Comunicação Social e queremos que você fique como secretário de Imprensa. Nada como dar uma entrevista para uma revista masculina para projetar mais o seu nome, para virar depois secretário de Imprensa”. Dei a entrevista, revisei, praticamente copidesquei. Então aquilo que está lá é meu mesmo. O Flavinho me trouxe o primeiro exemplar que entreguei para o Figueiredo ler. O Figueiredo leu a bordo de um Búfalo em uma viagem a Pindamonhangaba. Até aconteceu uma coisa engraçada…

Marcone Formiga – O que foi? Ah, conta…
Alexandre Garcia – Estourou um cano do sistema hidráulico do avião sujando as calças do presidente… Quando ele foi trocar as calças olhou para mim e disse: “É perigoso tirar as calças na sua frente”! (risos) Foi a única observação que ele me fez a respeito da entrevista.

Marcone Formiga – Mas, voltando ao Farhat, seu algoz…
Alexandre Garcia – O Farhat tinha respondido uma carta da mulher de um goleiro do Atlético, que usou palavras de baixo calão para se referir ao presidente. Respondeu devolvendo as palavras de baixo calão. Aí a revista “Veja” pegou essa carta do Farhat e uma foto minha na entrevista, em que eu estava na cama, de bermuda. O fotógrafo me cobriu com o lençol até o tórax e tirou as fotos. A “Veja” pegou essa foto e a carta e lançou na capa: “Vulgaridade palaciana: enquanto o ministro da Comunicação Social usa palavras de baixo calão em carta, o sub-secretário de Imprensa nacional se deixa fotografar sob os lençóis em uma revista masculina”. O Farhat pegou aquilo e deve ter pensado: “Para tirar do meu eu vou botar no dele”. Então me chamou – e fiquei sabendo anos depois que ele foi pegar o sinal verde com o Medeiros e não com o Figueiredo ou Golbery – e veio, com toda força, com uma carta na mão para que eu assinasse pedindo minha demissão. O Golbery não foi porque estava em casa doente, mas me ligou uma hora depois: “Volta que vamos demitir esse turquinho agora!”. Eu respondi: “Desculpe, ministro. Eu não vou voltar porque não quero criar crise no governo”. O Farhat saiu uns 20, 30 dias depois…

Pois é, é o antigo “abatedor de lebres” que agora dá conselhos ao governo sobre como tratar os problemas do turismo sexual (“receptivo” e “para exportação”) na “sua base”. Acho sintomático que “a base” com que ele se preocupe seja a da repressão pura e simples, sem sequer se perguntar porque será que o Brasil se tornou um exportador líquido de prostitutas, e o que poderia ser feito para minorar este problema, “na base”.

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Chimeroptera Lamarckensis Sp. no fundo do lago Vitória, África

Talvez meus 4,5 leitores não estejam sabendo, mas duas descobertas recentes puseram a comunidade científica em polvorosa nos últimos dias.

A primeira foi a descoberta de uma nova espécie por uma expedição da Universidade do Alabama ao Lago Vitória, na África, onde uma equipe de biólogos chefiada pelo Prof. Leo Carrara conseguiu fotografar e capturar o estranho animal acima.

Aparentemente, dizem os biólogos, trata-se de um tipo de borboleta que desenvolveu a capacidade de viver dentro das tépidas águas do lago Vitória, alimentando-se de pólen e outros pequenos detritos que se acumulam no fundo. Mas o mais chocante, e que está pondo em risco os fundamentos onde se apóia o edifício do saber biológico atual, é que datações de DNA mostram que a espécie não tem mais que alguns milhares de anos _ o que contraria tudo o que se conhece sobre a teoria da evolução e da seleção natural.

“A descoberta é surpreendente e pode mudar o rumo da Biologia como a conhecemos”, diz o Professor Carrara. “Há uma chance razoável de que tenhamos que repensar profundamente a teoria da evolução natural, e, mais surpreendentemente, ressuscitar teses que imaginávamos mortas, como a herança de caracteres adquiridos, de Lamarck”.

Segundo estudiosos, a teoria darwinista de seleção natural não consegue dar conta do período extremamente rápido em que a Chimeroptera Lamarckensis evoluiu. No entanto, a teoria de Lamarck da herança de caracteres adquiridos é compatível com períodos evolucionários mais curtos.

“De fato, existem algumas espécies de arraias no Lago Vitória”, diz Janet Dawkinson, estudiosa de evolução na Universidade de Nebraska. “Não é impossível que as borboletas tenham absorvido, de alguma forma, esse novo plano corporal através ou da mera observação, ou de algum outro tipo de interação ainda desconhecido, com as arraias”.

Consultado, o prof. Richard Dawkins, famoso no mundo inteiro pela sua militância darwinista, preferiu não se manifestar enquanto maiores informações não estiverem disponíveis. O magnata do projeto genoma, Craig Venter, pediu à Universidade do Alabama amostras da Chimeroptera para iniciar imediatamente o sequenciamento do DNA da nova espécie.

(continua)

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Delicioso post no Crooked Timber sobre as similaridades entre Justus Möser, pensador alemão conservador e anti-iluminista do séc. XVII, e os blogueiros anaeróbicos de hoje em dia. Constatem, por exemplo, as qualidades anaeróbicas dessa invectiva de Justus contra reformas que buscavam conferir a filhos bastardos os mesmos direitos que filhos legítimos:

In some states more has been done for whores and their children in recent decades than for wives in the last millenium. Every enlightened intellectual set out as soon as possible to free illegitimate children and their mothers from all possible shame, and thought he deserved the praise of the entire human race for having freed from all reproach the poor, innocent offspring of a love that was forbidden, but all too tempting. These measures were noble motivated: nature, humanity, and humanitarianism clearly favored them. Yet they ultimately demonstrate the power of the unpolitical philosophy of our century. Once again fashionable humanitarianism triumphed over civic sense. It was at best the application to political institutions of Christian charity, which ought to be voluntary. When it comes to civic rights, one cannot move directly from the voice of nature or abstract rights. For in the state of nature there is no institution of marriage, and as soon as one transers concepts from the state of nature to the state of civil association, one falls prey to a dangerous confusion, whose actual results are more detrimental than are at first imagined.

E aqui, Justus sobre a meritocracia no serviço público:

While it touches me, dear friend, that your merit is so little recognized, still, your demand that the State should solely look to true merit is, if I may have your kind permission to say so, the strangest product of an hour’s idle contemplation. I, for one, should – paid or not – never remain within a State in which it is a rule to award all honors solely on the basis of merit. Rewarded, I should not have the heart to appear before a friend for fear of humiliating him; and unrewarded, I should live under somne sort of public calumny, because everybody would say of me, That man has no merits. … public service could not even exist if every promotion were based solely on merit …

[snip several paragraphs about how awarding promotion on the basis of social status and seniority alone can keep us off the road of meritocracy, “a clear path to most extreme slavery.”]

Therefore, dear friend, give up your romantic thoughts of the happiness of a State where everything goes according to merit. When men rule and where men serve, birth and age, or seniority of service, are still the safest and least offensive rules for promotion. The creative genius, or the man of real virtue, will not be harmed by this rule; but an exception of this kind is very rare and will also only give offense to evil souls.

Comentário do timberita:

The thing that’s fascinating about it is that, a decade before Burke inaugurated modern conservatism as a political philosophy, all the stock rhetorical moves of the wingnut op-ed are already up and running. The anti-PC grumbling plus moral panic wires crossed with perverse incentive structures wires. There’s liberal-bashing, minus any hint of liberalism. Classical liberalism, that is. Burke is, obviously, Möser plus the ability to agree with Adam Smith about most things. Which is why Möser was born a pitch-perfect parody of modern conservatism, avant la lettre. He is a parody expressing the doubt that grafting individualism and laissez faire onto traditionalism makes sense.

De fato. Dá ou não dá pra imaginar o sujeito vituperando contra máquinas de camisinhas nas escolas? O mais gozado é que os filhos bastardos foram adiante, e por mérito próprio _ consta que vários deles até mesmo compõem a fina flor da blogoseira anaeróbica hoje em dia _ e nem por isso o mundo acabou…

warsouthamerica.jpg

Colômbia e Venezuela, de onde nunca deveriam ter saído

Envolvi-me em um debate lá no Torre de Marfim sobre Colômbia,  FARC, etc.  Eis aí um debate que anda adquirindo uma tonalidade parecida com a da questão israelo-palestina, o que seria suficiente para que eu não quisesse me aproximar dela.  Como não só me aproximei como me atirei de cabeça, transcrevo aqui minha última contribuição lá na caixa de comentários dos torreões, que acho que sintetiza bem o que penso a respeito dessa história:

Arranhaponte,

Desculpe, mas esse é um argumento pobre [N. H.: o argumento pobre a que me refiro foi a afirmação feita por Arranhaponte de que faço qualificações demais ao debate]. Se o que você quer é simplesmente atingir a grande satisfação do juízo vulgar, preguiçoso, “uma coisa simples” e sem “qualificações”, bota logo aí uma foto da Ingrid Bettancourt com sua cara triste e pronto, ué.

Eu estou menos interessado em fazer uma “defesa” das FARC do que entender suas motivações e objetivos políticos, bem como o da parcela da população que os apóia. É mais que evidente _ até para eles mesmos _ que as FARC não tem nenhuma capacidade de derrubar o poder central na Colômbia. Por outro lado, dificilmente eles seriam capazes de sobreviver sem algum apoio das populações da região onde são hegemônicos. Esse é um problema político da Colômbia que tem que ser resolvido. Eu não sou ingênuo a ponto de desconsiderar soluções de força _ e acho que um governo democraticamente eleito poderia ter legitimidade, sim, para esmagar um movimento armado radical para depois tentar sanar as feridas. Só acho, pessoalmente, que com seu passado Uribe dificilmente será o homem capaz disso. Como eu já disse, e você poderá confirmar facilmente no Google, as FARC já tentaram participar do processo político formal só para terem seus candidatos assassinados pelos para. Acho que isso revela um pouco sobre com quem se está lidando ali.

E é isso aí.  Apesar de que certas notícias quase me fazem querer que o povo colombiano se dane.

O Guardian editou uma lista dos 50 blogs mais poderosos.

O primeiro é o Huffington Post. OK.

O segundo é o Boing Boing.  OK também.

Daí em diante aparecem vários outros blogs dos quais eu nunca tinha ouvido falar. Weird.

O sétimo é o TPM. Bom.

O oitavo é o Icanhazcheezburger.  Ops.

O vigésimo oitavo é a Michele Malking.  Urp.

O trigésimo terceiro é o Crooked Timber.  Palmas.

E é isso.  Nenhum brasilêro.  Nem o Tio Rei, puxa.   🙂

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