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Tio Rei em dois posts consecutivos hoje.  Primeiro, às 16:14hs:

Não existe mídia de direita no Brasil. Nem mesmo conservadora

Não existe imprensa de direita no Brasil — infelizmente, não. É pura burrice e depredação da inteligência dizer: “VEJA é de direita”. Ou “a Globo é de direita”. O que elas são, sim, é mais bem feitas dos que as concorrentes — e, por isso, têm, em seu ramo, um público leitor ou telespectador muitas vezes maior do que os competidores. Confundem qualidade com direitismo? Pode ser. É um ato falho da esquerda.

E logo em seguida, às 16:24hs:

A “direita” não tem vez, não, sinhô!!!

Sim, no período em que Primeira Leitura esteve sob o meu comando, foi uma revista conservadora — na Europa ou nos Estados Unidos, teria sido chamada “de direita” sem que isso parecesse uma ofensa. Era a única. Fechou. Tinha uma tiragem de 30 mil exemplares — vendia de 70% a 80% do que imprimia, um resultado e tanto. O site era gigantesco, mas a revista, de fato, era a única “nanica” que defendia a economia de mercado e o primado da lei sobre o supostamente legítimo. Fechou por quê? Porque, como ouvi mais de uma vez em agências, “você sabe, né?, que a sua revista vai na contramão de muita coisa”. De fato, ousava defender o capitalismo, a legalidade, o individualismo, essas bizarrices…

***

Quer dizer, ele confessa que fechou a PL e foi pra Veja porque os Civita sabem fazer uma revista “mais bem feita” e ele não.

A gente já sabia.  Até os Mendonça de Barros sabiam fazer uma “revista mais bem feita”.

Eu resto o meu causo.

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Sociological Images Blog.

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Na The Economist, uma reportagem sobre a possibilidade do “decoupling”, isto é, de que a recessão norte-americana acabe não tendo impacto tão grande sobre a economia dos emergentes:

The popular argument is that business cycles should become more synchronised because in a globalised world everyone is in the same boat. But this rests on an out-dated impression that poor countries mainly export to rich ones. Instead, emerging economies’ trade with each other has risen faster and now accounts for over half of their total exports. Emerging markets as a group now export more to China than to the United States (see chart 2).

Some contend that this mainly reflects imports of intermediate goods into China for assembly; the finished goods are then exported to America and so will be hurt by slower growth. There is some truth to this. However, an analysis by BCA Research, a financial research firm, finds that Asian exports to China are increasingly driven by China’s own domestic demand. A growing share of emerging economies’ exports are also commodities sold to China.

Another reason why globalisation and decoupling can co-exist is that opening up economies has not only boosted poor countries’ trade, it has also spurred their productivity growth and hence domestic incomes and spending. In 2007 emerging economies’ real domestic demand grew by an average of 8%, almost four times as fast as in the developed world.

A severe recession in America could still have a nasty impact on the developing world if commodity prices collapsed and if it caused stockmarkets to fall more steeply, depressing global consumer and business confidence. A sharper fall in the dollar could also further squeeze emerging economies’ exports.

But for perhaps the first time ever, developing countries would be able to make full use of monetary and fiscal policy to cushion their economies. In the past, when they were net foreign borrowers, capital inflows tended to dry up during global downturns as foreign investors shunned risky assets. This forced governments to raise interest rates and tighten fiscal policy. Economies with large external deficits, such as South Africa, Turkey and Hungary, are still vulnerable. But most emerging economies now have a current-account surplus and large foreign reserves; many have a budget surplus or are close to balance, leaving ample room for a fiscal stimulus if necessary.

Nas décadas de 70-80, é verdade que o Japão apareceu como uma alternativa de pólo dinâmico da economia mundial, além dos EUA e Europa.  Mas por mais que a economia japonesa tenha crescido, ela nunca teve como sustentar o crescimento mundial sozinha.

A emergência dos BRICS, em particular China e Índia, que concentram mais que um quarto da população global do planeta,  pode significar que chegamos àquele momento em que o aumento da quantidade impõe mudanças qualitativas.

E há quem esteja dobrando a aposta.  A PriceWaterhouseCoopers foi muito além da ousadia da Goldman Sachs, que “inventou” os BRICS, e atualizou seu relatório “O mundo de 2050” para incluir o texto “Beyound the BRICS”.  Previsões:

  • By 2050, the E7 emerging economies will be around 50% larger than the current G7 (US, Japan, Germany, UK, France, Italy and Canada)
  • China is expected to overtake the US as the largest economy in around 2025
  • India has the potential to nearly catch up with the US by 2050
  • The projected list of fastest growing economies to 2050 is headed by Vietnam, and the top 10 includes Nigeria, Philippines, Egypt and Bangladesh

Tem que saber é se vai haver planeta suficiente para suportar este consumo todo, porém.

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