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The Thunder, Perfect Mind

(…)But I am she who exists in all fears
and strength in trembling.
I am she who is weak,
and I am well in a pleasant place.
I am senseless and I am wise.(…)

*

(inteiro, abaixo do fold)

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<abril de 2005>

Contrariamente ao que pensa o vulgo, o Almirante Nelson, gênio da batalha naval e da blogagem, não morreu na batalha de Trafalgar. Sua nau extraviou-se, bateu em um recife e ele foi parar, sozinho, em uma ilha não cartografada no meio do Atlântico, apenas com seu laptop e uma versão antiga do Movable Type. Como a ilha não dispunha de uma conexão Wi-Fi, Lord Nelson foi obrigado a ficar blogando sozinho.

Um belo dia, porém, aparece na praia, com pouca roupa, ninguém menos que a Vera Fischer, cuja carreira havia naufragado ali perto.

Lord Nelson ficou feliz da vida, porque agora ele não precisava mais comentar seus próprios posts: Vera Fischer se encarregava disso. E assim se passaram anos felizes, alternando a blogagem com o jogo de batalha naval (uma mania de Nelson) graças às cartelinhas que Vera havia trazido no seu farto sutiã. Mas com o tempo ele começou a achar que não era o suficiente.

Um dia, ele se aproxima de Vera Fischer e cochicha:

_ Posso te pedir uma coisa ?

E ela, toda alegrinha:

_ Claaaaro !

_ É o seguinte: você podia vestir aquela roupa ali, que pertenceu ao meu bom e finado piloto, o marujo Stubb ?

Ela estranhou, mas vestiu. Ele também pediu que ela cortasse o cabelo estilo joãozinho e pintasse um bigode, ao que ela assentiu, antevendo ser isso apenas um fetiche do velho lobo do mar. Então ele se aproximou dela e disse, com aquele ar de cumplicidade entre dois pegadores:

_ Véio, você não imagina quem está comentando no meu blog !

1. It’s an incentive to show up.
2. It leads to more honest communications.
3. It reduces complaints about low pay.
4. Employees tell management what they think, not what they want to hear.
5. It encourages car pooling.
6. Increase job satisfaction because if you have a bad job, you don’t care.
7. It eliminates vacations because people would rather come to work.
8. It makes fellow employees look better.
9. It makes the cafeteria food taste better.
10. Bosses are more likely to hand out raises when they are wasted.
11. Salary negotiations are a lot more profitable.
12. Employees work later since there’s no longer a need to relax at the bar.
13. It makes everyone more open with their ideas.
14. Eliminates the need for employees to get drunk on their lunch break.
15. Employees no longer need coffee to sober up

<fevereiro de 2005>
Algumas pessoas que se acreditam muito interessantes às vezes até conseguem ser verdadeiramente interessantes, ainda que por diferentes motivos.  

<março de 2005>

Um rio nunca banha duas vezes a mesma pessoa.

<janeiro de 2004>

Meu sonho é construir o blog definitivo.

Ele teria um só post, que seria o Verbo.

Depois viriam os comentários. Infinitos, uma torrente de comentários infinitos, sobre um post que abarca o Universo.

No final, eu selecionaria os comentários. Muitos seriam os eleitos, poucos os escolhidos. Os escolhidos virariam posts, sentados à direita do post original. Seria um blog feliz para sempre.

<janeiro 2005>

Our life is bounded by two silences
the silence of stars and that of graves

_ Thomas Carlyle

Hoje me disseram que Deus existe porque todo homem dele se aproxima ao morrer. Tomam assim um efeito como causa. Pergunto-me se não está mais que claro que é totalmente racional que uma pessoa, ao ver chegar sua hora final, aferre-se a qualquer chance de prolongar a vida, que dirá de ver a luz de uma vida eterna.

Bem, isso é medo. Puro medo, e medo incutido em nós pelo processo da seleção natural _ porque obviamente todos os seres que não tinham medo da morte provavelmente se expunham a riscos excessivos e morreram antes de deixar descendência, aniquilando este trato comportamental muito rapidamente.

E mesmo eu que sou ateu posso muito bem, no fim da vida, atirar-me abjetamente aos pés de alguma divindade que me pareça oferecer uma perspectiva minimamente crível de continuar vivendo. Entretanto eu gosto de me propor um experimento mental que me tranquilize e me livre, no futuro, de situação tão desmoralizante.

Ora, a religião fala muito da nossa futura vida após a morte, mas poucas nos falam da vida antes da morte. Aliás para o católico ela não existe. Está posta então a condição para algum alívio:  a maioria das pessoas só consegue se lembrar de eventos acontecidos até os cinco, seis anos de vida. Alguns poucos têm acesso a memórias mais antigas, e há quem diga ter reminiscências da vida intra-uterina. Mas, além daqueles que se entregam ao delírios hipnóticos da regressão, não há ninguém que se lembre do que andava fazendo antes de nascer.

E é exatamente essa a fonte da tranquilidade. Pois já estávamos mortos antes de nascer. E mortos estaremos novamente quando deixarmos de viver. Assim, apenas recuperaremos uma condição na qual já havíamos estado. E na qual passaremos, aliás, a maior parte da existência do Universo. Assim é, assim será, assim tem que ser.

Olha, tenho a impressão de que encontrei mais uma incoerência em Reinaldo Azevedo. Não que isso seja grande mérito, mas é que essa é das boas. Comentando o voto do Ministro Ayres Britto no julgamento referente à ADIn contra a Lei de Biossegurança, Tio Rei disse:

Mantenho o que escrevi há dias, pois. O clima no Supremo é de aprovação das pesquisas, com as restrições que já estão postas, para as quais colaborou, diga-se, a boa militância da Igreja Católica. Se a vida cessa com a morte cerebral, e não me consta que a Igreja Católica seja contrária a transplantes, então ela tem início com as primeiras atividades cerebrais também. O argumento é forte.

Mais: reitero que os católicos estão perdendo uma oportunidade histórica de proclamar uma vitória na sua posição sobre o aborto — e agora referendada pela ciência. Já não dá mais para dizer que é apenas uma questão de fé. Nesse caso, algumas “católicas” poderão até reivindicar o direito de “decidir”, mas jamais como católicas — e, a prevalecer o entendimento em curso, a Justiça lhes dirá: não lhes cabe decidir. Pensem nisso.

Realmente parece não restar dúvidas de que o relacionamento com Gerald Thomas está fazendo Tio Rei, sei lá, rever seus conceitos e ver as coisas, digamos, sob um novo ângulo. Afinal, há quase três anos atrás ele escreveu no finado “Primeira Leitura” um texto que rodou a blogoseira chamado “O assassinato de Terri Schiavo e o direito de regar gerânios“. Nele, Tio Rei afirma o seguinte:

Sou evidentemente contrário, e já se percebeu, creio, a isso que chamam eutanásia. Não aceito, em princípio, que se estabeleçam precondições para definir vidas que mereçam ser vividas ou interrompidas. Será isso tão reacionário quanto alguns fazem crer?

Êpa. Ôpa. Ou bem uma coisa, ou bem outra; ou estarei errado em entender que dizer que “a vida cessa com a morte cerebral” já é “estabelecer precondições para definir vidas que mereçam ser vividas ou interrompidas“?

Mais curiosamente, o fato é que desde aquele tempo a posição deste Hermenauta tem sido precisamente esta: o que define a vida humana é o funcionamento do cérebro. Aliás, é esta convicção que também me faz defender o aborto de embriões em que ainda não existe atividade cerebral, e por conseguinte, é claro, também a pílula do dia seguinte, que Tio Rei também já vituperou.

Tio Rei falando de Diogo Mainardi:

O que importa aqui é outra coisa. Alguns ratos são uma referência para os terroristas da Al Qaeda eletrônica, em sua loucura obcecada e minoritária. Outros, como Diogo, ajudam a dar respostas aos verdadeiros dilemas de nosso tempo.

Concordamos em parte.

kenji.jpg

André Kenji foi citado no blog do Tio Rei pelo Nelson Ascher!  Parabéns!  🙂

É hoje que a Nariz Gelado tem um treco:

– Podem buscar outro parceiro?

Por que não podemos caminhar com uma candidatura do chamado bloquinho PSB, PDT e PC do B?

– O candidato desse bloco é o Ciro Gomes. Tem jogo?

Por que não? Nós não apoiamos a candidatura do Aldo Rebelo [PCdoB-SP] para a presidência da Câmara? Se o PSDB se reserva o direito de sentar na mesa com o PT, em Belo Horizonte; com o PV, no Rio, por que não posso me sentar para conversar com o Aldo e o pessoal desse bloco? A nossa origem, do meu pai [César Maia] e minha, é o PDT. Eu tinha uma foto do Brizola no meu quarto. Alguns dos nossos já apoiaram o Ciro na penúltima eleição. Quando ele briga, é uma preocupação. Mas não se pode desconhecer que é um quadro respeitável. Foi ministro da Fazenda, foi governador de Estado, tem uma história que caminha da direita para a esquerda. Certamente tem algumas posições que convergem com as nossas.

– Há algo concreto?

Tenho uma conversa permanente com o Aldo. Mas é um diálogo parlamentar, não eleitoral. Ele reconhece que o DEM lhe deu suporte na Câmara. Se fizemos essa aliança parlamentar e se tivemos da parte dele um respeito que, em certos momentos, não temos do PSDB, pergunto: por que me recusaria a sentar nessa mesa?

– Qual é a probabilidade de uma coisa dessas acontecer?

Hoje, há 70% de probabilidade de termos uma candidatura própria à presidência; 20% de apoiarmos um candidato do PSDB; e 10% de chances de fazermos uma composição com o Ciro.

 

Quem é esse aí?  É o Rodrigo Maia, falando sobre as opções…do DEM!

***

Esse negócio aí do DEM “procurar outro parceiro” jogou novas luzes sobre o affair Tio Rei vs. Gerald Thomas.

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