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O Arranhaponte Matamoros comunica, em post, algumas mudanças no Apostos, como a nova página inicial e novas aquisições.

Entre elas desponta a entrada de Filthy McNasty na embarcação aposta _ nem tanto porque eu esteja a afirmar que ele representa uma aquisição de maior qualidade do que as outras, já que não fiz essa comparação, embora o ache ótimo _ quanto pelo fato dele ter saído daquele portal que não ousa dizer seu nome.

Fica a curiosidade de saber se já está rolando a “lei do passe” entre portais de blogs, e se já tá rolando “bicho” no Apostos… 🙂

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Post da Nariz Gelado hoje:

Tenham dó.

Proibir que embriões, que iriam para o lixo de qualquer maneira, sejam doados para a pesquisa científica, com a devida autorização dos pais?
Pensei que já tínhamos resolvido esta questão no século passado.
Afinal de contas, basta a autorização da família para que órgãos vitais, que seriam enterrados de qualquer maneira, sejam doados.

Assino embaixo.

Tio Rei hoje:

Senador fala em venda secreta de armas a Chávez

Leitores me cobram que noticie a afirmação feita há pouco pelo senador Arthur Virgílio (PSDB-AM). Ele diz ter recebido documentos dando conta de que aviões da TAM estariam envolvidos numa operação secreta de venda de armas brasileiras à Venezuela.Essa história apareceu primeiro no site World-Check. Segundo se lê, quatro vôos levariam diretamente a Chávez 31,5 toneladas de armamentos. O primeiro já teria chegado, com 1,5 tonelada. Três outros, com 10 toneladas cada um, estariam programados.

A acusação é grave, e todo cuidado é pouco.

Aproximadamente duas horas depois ele se redimiu publicando a nota da TAM sobre o assunto.

O problema é o seguinte: Tio Rei deveria ter mais cuidado. Eis um trecho do discurso de Arthur Virgílio sobre a história:

“Num país onde as forças armadas e a polícia já estão bem equipadas, essas armas só podem ter um uso: armar defensores civis do regime vigente na Venezuela, que usarão essas armas contra a oposição, o que poderia degenerar numa guerra civil espanhola.”

O diabo é que invocar o fantasma da guerra civil espanhola, neste imbroglio, pode dar xabú. Afinal, quem estudou o conflito sabe que ele foi um campo de provas da tecnologia militar nazista, onde brilhou o bombardeiro Stuka, aquele desenhado para, ao mergulhar para soltar suas bombas, fazer aquele barulho horrível que todo mundo que já viu um filme de Segunda Guerra conhece.

Ocorre que se dá pra fazer um paralelo, é com o ataque colombiano ao acampamento das FARC no Equador, que utilizou aviões Supertucano da Força Aérea Colombiana comprados à…Embraer. Vendidos, aliás, em 2006, sob o beneplácito deste mesmo governo dominado pelo Foro de São Paulo que está aí.

***

Mas não são apenas os poderes analíticos de Tio Rei quanto aos assuntos militares que vão mal. Os políticos também andam de mal a pior: Reinaldo Azevedo fez Gerald Thomas mas, por outro lado, decepcionou-se amargamente com um seu herói de outrora:

Já fiz esta observação sobre Nicolas Sarkozy, presidente francês, e farei de novo: quando ele era ministro do Interior, jamais negociou com os seus bandoleiros. Os franceses estão, para variar, jogando um triste papel no cenário internacional. Fica evidente que, pouco importa o presidente, o país não consegue ir muito além do seu antiamericanismo sem imaginação. Sim, é só de “antiamericanismo” que se trata. Não me venham dizer que o país que fez a Guerra da Argélia é, assim, um exemplo de temperança…

O desempenho de Sarkozy, nessa questão, tem sido lamentável — aliás, não tem sido lá grande coisa no resto também. Sim, eu o apoiei, com o meu apoio inútil, porque não voto nas esquerdas. Até agora, só não é uma decepção maior porque é baixinho. Afinal, qual é o ponto de vista da França? A Colômbia deve se vergar a todas chantagens dos guerrilheiros porque eles têm os reféns? Então é assim? Basta aprisionar pessoas e sentar para negociar?

É, é triste quando o amor acaba.

Via Slashdot:

“Four hundred years after it put Galileo on trial for heresy the Vatican is to complete its rehabilitation of the scientist by erecting a statue of him inside Vatican walls. The planned statue is to stand in the Vatican gardens near the apartment in which Galileo was incarcerated. He was held there while awaiting trial in 1633 for advocating heliocentrism, the Copernican doctrine that the Earth revolves around the Sun. The move coincides with a series of celebrations in the run-up to next year’s 400th anniversary of Galileo’s development of the telescope. In January Pope Benedict XVI called off a visit to Sapienza University, Rome, after staff and students accused him of defending the Inquisition’s condemnation of Galileo. The Vatican said that the Pope had been misquoted and since the episode, several of the professors have retracted their protest.

No Huffington Post:

After the confetti is swept and the champagne bottles are tossed a more sober reality will take hold. Not just that her net gain of delegates this week will be, at most, in the single digits. But worse. There is no plausible scenario in which Clinton can win the nomination. At least not democratically.

Seven more weeks of campaign slog through Wyoming, Mississippi and into Pennsylvania. And then maybe tack on six more weeks, if you can believe it, into Indiana , West Virginia, and a handful of other states and into Puerto Rico on the 7th of June, quite literally into D-Day. Whatever the outcome, even if Clinton wins all 16 remaining contests -and some of them by veritable landslides, she will still be dozens of elected delegates behind Barack Obama.

She will not be the winner because she will have not won the majority of elected Democratic delegates. Clinton will be exactly where she was the night before Ohio and Texas: in second place and with no way to become the nominee unless enough unelected Superdelegates defy the popular will of the electorate and throw her the nomination (or unless you somehow believe that she can every coming primary with a 20 point margin).

Kevin Drum contra o voto útil (comentando a fratricida campanha democrata de 1968):

In other words, this was the mother of all ugly, party-destroying campaigns. No other primary campaign in recent memory from either party has come within a million light years of being as fratricidal and ruinous. But what happened? In the end, Humphrey (N.H. – candidato democrata) lost the popular vote to Nixon (N.H. – candidato republicano) by less than 1%. A swing of about a hundred thousand votes in California would have thrown the election into the House of Representatives.

If long, bitter, primary campaigns really destroy parties, then Humphrey should have lost the 1968 election by about 50 points. “Bitter” isn’t even within an order of magnitude of describing what happened that year. And yet, even against that blood-soaked background, Humphrey barely lost.

Daniel Drezner tem uma peça acachapante sobre como a “identity politics” que grassa sobre a disputa democrata pode levar água ao moinho republicano:

This leads to a central irony about this campaign. I don’t doubt that Barack Obama and Hillary Clinton have suffered a multitude of small slights in their professional and personal lives because of their gender or race. However, if you think about this as a contest to see who has suffered the greatest because of their identity, it’s not even close. The candidate who has suffered the most in his lifetime is…. John McCain. As an individual, he has paid a much higher price for his identity as an officer in the United States military than Obama or Cinton has individually paid for their race or gender. And there’s simply no way to spin it otherwise. (grifo meu)

As a collective entity, of course, African-Americans and women have white males beat on the suffering front. It is interesting, however, that the avatars of identity get all jumbled up once we look at the candidates’ individual biographies.

O Idelber, na sua excelente cobertura da eleição lá no Biscoito, informa sobre um golpe baixíssimo da campanha de Clinton que também carrega água para o moinho republicano:

4.Obama tem que aprender a dar umas caneladas. Não precisa abdicar de seus princípios éticos, mas algum tipo de reação mais dura aos ataques negativos ele terá que elaborar. Nesta semana, Hillary chegou a declarar: eu trago uma experiência de vida; John McCain traz uma experiência de vida; Barack Obama faz discursos. Imagine quantas vezes os republicanos vão tocar esse clip na eleição geral, caso se confirme a candidatura de Obama.

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First prize 

Eu ia escrever mais extensamente sobre isto, mas acho que os Torreões já falaram sobre quase tudo que havia para ser dito a respeito.  O texto do Kamel pode ser encontrado, é óbvio, no blog do Tio Rei.

Só um detalhe do texto do Kamel que lhes passou despercebido:

Na realidade, o programa transfere, mas não gera renda: o consumo só aumentaria se a propensão de consumir dos beneficiários do Bolsa-Família fosse maior do que a propensão dos que pagam o imposto que torna o programa possível, o que é improvável. O contribuinte, sem o imposto, gastaria o dinheiro em alguma coisa. Assim, trata-se de uma soma de resultado zero, não havendo aumento de produção.

Tenho um saco de balas juquinha para quem apontar qual erro crasso de análise econômica o jornalista comete neste trecho.

Enfim, continua sendo mais difícil um Kamel passar por uma faculdade de economia do que um rico subir ao reino dos céus.

(hat tip: Dayvan Cowboy, aka uberspazzen, aka Eigenmacx)

(e pra quem curte essas coisas, recomendo: Braindance)

Deu no Globo:

Teoria de que Moisés tomou chá do Daime cria polêmica em Israel

O especialista em psicologia cognitiva Benny Shanon, da Universidade hebraica de Jerusalém, afirma que Moisés, considerado o principal profeta da religião judaica, pode ter ingerido a substância ayhuasca, conhecida no Brasil como chá do Daime.A afirmação foi publicada nesta semana em um artigo na revista de filosofia Time and Mind e causou polêmica em Israel.

A idéia de que Moisés poderia estar sob a influência de “drogas” provocou a indignação de líderes religiosos em Israel e, segundo os críticos, a teoria de Shanon “é uma ofensa ao maior profeta do povo judeu”.

O rabino Yuval Sherlo disse à Radio Pública de Israel que “a teoria é absurda e nem merece uma resposta séria”. De acordo com o rabino, a publicação da teoria de Shanon “põe em dúvida a seriedade tanto da ciência como da mídia”.

Uma das obras de Benny Shanon, o livro Antipodes of the Mind, que analisa a relação entre a planta ayhuasca e a criação das religiões, foi publicado em 2003 pela Oxford University Press, uma das editoras acadêmicas mais renomadas do mundo.

Em entrevista à BBC Brasil, Shanon contou que começou a pesquisar a relação entre os efeitos da planta e a criação das grandes religiões, quando ele próprio experimentou o chá do Daime no Brasil.

De acordo com o pesquisador, a criação dos Dez Mandamentos poderia ser conseqüência de uma experiência com substâncias psicotrópicas, que alteram o estado cognitivo do indivíduo, e se encontram em plantas existentes inclusive no deserto do Sinai.

Foi no deserto do Sinai que, segundo a tradição, Moisés teria recebido as Tábuas da Lei, consideradas a base da civilização judaico-cristã.

Brasil

“Tudo começou quando estive no Brasil em 1991, a convite da Unicamp, para dar uma palestra sobre linguagem e pensamento”, afirma Shanon.

“Depois da palestra, viajei pelo Brasil por dois meses e experimentei pela primeira vez o chá do Daime em Rio Branco, no Acre.”

“Também participei de rituais religiosos e espirituais do Santo Daime, apesar do fato de que não sou adepto de nenhuma religião”, acrescenta o pesquisador.

“Tinha 42 anos naquela época, e a experiência mudou a minha visão do mundo”, afirma. Comecei, então, a pesquisar os efeitos dessa planta sob o aspecto da minha área, a psicologia cognitiva.”

“Muitas pesquisas já foram feitas sobre os efeitos da planta, mas principalmente na área da antropologia, e não da psicologia”, diz Shanon.

“Os antropólogos geralmente escrevem apenas por meio da observação, mas sem experimentar, eles próprios, a substância”, avalia o professor titular da Universidade Hebraica. “Acho que é como escrever um livro sobre música sem ouvir música.”

Desde 1991, Shanon diz ter visitado o Brasil dezenas de vezes e afirma que já ingeriu o chá do Daime mais de 100 vezes.

Experiência

“A substância abriu para mim uma dimensão do sagrado que nunca tinha vivenciado antes, tive visões muito fortes, inclusive de cantar junto com milhares de anjos”, descreve o pesquisador israelense. “A experiência foi tão forte que me levou a querer integrá-la no estudo da fenomenologia da consciência humana.”

“Estudei, então, todos os contextos culturais e religiosos ligados à ingestão da ayhuasca”, conta Shanon.

“Cheguei à conclusão de que, nas religiões mais antigas, como a zoroastra e a hinduísta, também houve rituais ligados à ingestão de substâncias que levam a alterações cognitivas, nos quais os participantes ‘viram Deus’ ou ‘viram vozes’.”

O professor de psicologia cognitiva cita o fenômeno da sinestesia, em que se cria uma relação entre planos sensoriais diferentes e o indivíduo se encontra em um estado neurológico que possibilita que ele “veja sons”.

“Na Bíblia, há frases como ‘o povo viu as vozes’, que me chamaram a atenção, pois descrevem exatamente a sinestesia que ocorre com a ingestão da ayhuasca”, afirma Shanon. “Encontrei frases semelhantes em textos e cânticos de outras religiões.”

Críticas

O pesquisador, que já recebeu críticas negativas de religiosos em Israel, diz que sua tese não constitui um desrespeito à religião, mas sim “uma tentativa de entender momentos tão importantes para toda a humanidade”.

“Não acredito na visão ontológica, segundo a qual a história de Moisés e os Dez Mandamentos teria sido um evento cósmico extraordinário”, afirma. “Mas também não acho que um momento tão importante possa ser considerado como uma simples lenda.”

“A minha tese, segundo a qual as substâncias ingeridas por Moisés teriam gerado uma abertura cognitiva que possibilitou um contato com o sagrado, pode ser uma explicação razoável e também respeitosa de como a religião judaica nasceu”, diz Shanon.

“Mas não é qualquer pessoa que ao ingerir a substância é capaz de criar os Dez Mandamentos, é necessário ser um Moisés para isso”, acrescenta. “Ao meu ver, a ayhuasca libera uma criatividade interna, como a arte.”

Tendo em vista o fato de que cada vez mais o julgamento do STF acerca da constitucionalidade da Lei de Biossegurança reveste-se de um caráter épico, definindo até onde vai a separação entre Igreja e Estado no Brasil, este editorial do Valor de hoje é sob todos os aspectos admirável:

Pesquisa com embriões tornou-se questão de fé

O Supremo Tribunal Federal (STF) será hoje o palco do segundo round entre a Igreja Católica e cientistas em torno de pesquisas com células-tronco extraídas de embriões humanos. Durante todos os anos de tramitação da Lei de Biossegurança aprovada em 2005, a Igreja desempenhou um papel ativo para impedir o estudo de células-tronco (pluripotentes), que têm a propriedade de se transformar em células capazes de substituir outras que perderam a capacidade ou nunca funcionaram – uma esperança de cura para doenças degenerativas.

Os católicos conseguiram em 2005 uma meia vitória – ou evitar a derrota total – ao transformarem um projeto que resultaria em uma maior liberdade às pesquisas terapêuticas com células-tronco em uma lei com regras estritas para o uso de embriões. Segundo a lei aprovada, as pesquisas só podem ser feitas com embriões descartados (isto é, aqueles que não servem para ser implantados em ovários) por clínicas de reprodução humana e naqueles congelados há mais de três anos, e desde que com autorização dos pais. É essa a realidade com que trabalham hoje os cientistas brasileiros.

É dessa lei, já restritiva, que Cláudio Fonteles, na qualidade de procurador-geral da República, questionou a constitucionalidade, logo após a promulgação. O argumento jurídico é o de que, como os embriões têm que ser destruídos para a retirada das células-tronco, esse procedimento científico atentaria contra o preceito constitucional de garantia à vida. Seria uma espécie de aborto – de uma vida que jamais iria existir, já que a lei permite o uso científico apenas dos embriões cujo destino seria o lixo. Fonteles leu a lei e julgou-a com os olhos da Igreja Católica – a única no Brasil que se opõe às pesquisas com células-tronco – quando era o procurador-geral de um Estado laico, onde convivem várias religiões e nunca prosperou o fundamentalismo religioso. A parte “ofendida” que questiona o artigo 5º da Lei de Biossegurança continua sendo a procuradoria-geral, cujo titular, hoje, é Antonio Fernando de Souza.

A oposição religiosa quer criminalizar uma questão que é científica e jurídica. Os católicos que se envolveram nesse embate entendem que a vida existe no momento da fecundação. A célula-tronco é extraída do embrião até cinco dias da fertilização do óvulo – e na reprodução natural o embrião tecnicamente existe apenas depois do 6º dia da fecundação. A Igreja, no entanto, equipara a extração das células-tronco ao aborto. Essa é a mesma posição que levou os EUA a proibirem a utilização de verbas públicas em pesquisas com células-tronco, na esteira do fundamentalismo religioso de seu presidente, George W. Bush. Mesmo assim, os adeptos de Bush não foram tão obtusos a ponto de proibir in limine todas as pesquisas com células-tronco. Elas são liberadas, desde que feitas com o dinheiro privado.

A questão agora está nas mãos do Supremo. Se houver contaminação religiosa no julgamento, corre-se o risco de a Igreja conseguir derrubar uma lei que não conseguiu derrotar no Congresso, embora tenha feito todo empenho para isso. Para firmar o Estado laico e liberar a ciência brasileira para aquela que é hoje a mais importante linha de pesquisa para a cura de doenças degenerativas, no entanto, o STF não pode sequer se dar ao luxo de adiar o julgamento. Tem que rejeitar de vez a ação direta de inconstitucionalidade contra a Lei de Biossegurança. Os centros de pesquisa brasileiros estão praticamente parados, esperando uma definição da mais alta Corte do país. Se algum ministro do tribunal pedir vistas, e adiar por mais tempo o julgamento da questão, corre-se o risco de atrasar ainda mais as pesquisas na área. A permissão de uso apenas dos embriões descartáveis já dificulta que o Brasil desenvolva sua própria linhagem de células-tronco, o que daria maior autonomia aos nossos pesquisadores. Mas, mesmo com essa precária permissão, o fato de ela estar subjudice tem retardado o investimento nessas pesquisas. Para começar a tirar o atraso do país naquela que é a atualmente mais promissora pesquisa para se chegar à cura de doenças degenerativas, o Supremo tem que, rapidamente, despir de conteúdo religioso essa questão. Basta ser laico que o bom-senso prevalecerá.”

***

UPDATE:

Uma das coisas de que eu realmente gostei neste editorial foi o fato dele não ter incorrido em um pequeno vício que outros jornais incorreram, qual seja, o de destacar com grande alarde a condição de “católico” da maioria dos juízes do STF.  Primeiro, porque muitos deles podem ter se declarado “católicos” à maneira de grande parte do povo brasileiro, que se declara católico por automatismo mas na prática se comporta como lhe dá na telha. Ou seja, são os famosos “católicos não praticantes”.  Segundo, porque colocar a coisa desta forma me parece já ser uma maneira de encostar o juiz na parede, de forma a que ele termine contaminando seu julgamento pelo rótulo que lhe foi pespegado.  Estarei viajando na maionese?

Alon, impagável:

A direita vive a falar mal dos nossos heróis porque não tem como falar bem dos heróis dela própria. O financista que, graças aos juros escorchantes, remove da formação social as manchas de atraso representadas pela pequena propriedade ineficaz. O grande sonegador de impostos que drena as arcas do Tesouro e, com isso, evita a concentração de recursos da sociedade nas mãos de um estado ineficiente -para que, com mais dinheiro no bolso, a sociedade possa criar ela própria a riqueza que vai proporcionar um mundo melhor para todos. O ricaço dono de imóveis que despeja o modesto inquilino por falta de pagamento e, assim, ajuda a consolidar a regra de que contratos são feitos para serem cumpridos, de que a segurança jurídica é um valor universal. O executivo de sucesso que promove um downsizing capaz de levar a empresa a patamares inimagináveis de produtividade. Quem se candidata a fazer um filme com tais personagens como heróis? Ninguém. Esse pessoal só é herói em revistas de negócios. Em nenhum outro lugar.

O NYT diz que Hillary levou Ohio e possivelmente vai ganhar no Texas também, mas por pequena margem.

Embora analistas andassem dizendo que Hillary teria que ganhar com muita vantagem para se viabilizar, não deixa de ser uma ducha de água fria em Obama.

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