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Claudio Haddad falando sobre a crise financeira hoje no Valor: depois de apontar o dedo acusador para um problema agente-principal dentro dos bancos, ou seja, para os seus empregados, a matraca do IBMEC metralha:

Será que nesse contexto mais regulamentação e controle governamental seriam a solução? Não necessariamente. Uma regulamentação mais inteligente poderia ter evitado um otimismo exagerado quanto ao grau de risco de operações estruturadas, classificadas como AAA, mas que se provaram ser de péssima qualidade na hora da crise. Entretanto, a análise tende a ser pelo espelho retrovisor, nada garantindo que a próxima crise não vá ocorrer com outro tipo de ativo, considerado mais seguro pelo regulador. Inibir a inovação financeira e controlar o sistema de forma rígida tampouco resolve. O Crédit Lyonnais era um banco estatal operando em um sistema financeiro pouco sofisticado e altamente regulado, o que não o impediu de ter de ser capitalizado pelo governo para não quebrar. O mesmo acontece hoje com os bancos estatais chineses.

O problema não é trivial e não há soluções fáceis. Excesso de regulação inibe a concorrência, restringe a oferta de crédito e dificulta a diluição de risco, sendo prejudicial à economia. O fundamental é ter muito cuidado para não passar do ponto.

Coitado, não passa no teste de Turing.

(*) Qualquer que seja o desastre, um robô não pode pôr em dúvida o livre mercado ou, por omissão, permitir que o livre mercado seja contrariado.

A Gol diminuiu o tamanho da barrinha de cereal.

Reportagem no Valor sobre o mercado de música religiosa no Brasil.

Um fato curioso:

O mercado de música religiosa desafia a crise da indústria fonográfica. Puxado pelas gravadoras evangélicas, o segmento está conseguindo o milagre de crescer quando quase tudo ao redor está em queda acelerada. No ano passado, as vendas gerais de CDs e DVDs caíram 31%. Não há dados consolidados sobre a música religiosa, mas as avaliações no setor são positivas. Gravadoras especializadas como a MK Music e a Unirecords afirmam ter crescimento expressivo. No mercado, a projeção é de que as vendas de CDs religiosos chegam a cerca de 25 milhões de unidades.

Um motivo razoável:

O rápido crescimento dos evangélicos tem impulsionado os negócios em torno da música religiosa, mas há outro ponto importante: a pirataria - tanto física como na internet - é menor que no resto da indústria. A explicação está ligada às próprias convicções religiosas do consumidor. “Pirataria é pecado”, diz Milena Pinho, da gravadora MK.

Por causa dessa pirataria branda, o Carrefour tem olhado com mais atenção para o segmento. “Não temos problemas com a concorrência dos CDs piratas, o que nos garante maior rentabilidade”, diz Anderson Paiva, diretor de desenvolvimento de vendas de bazar (área que inclui discos) da rede.

Uma ameaça latente:

Uma das prioridades é levar a música religiosa para o celular, já que parte dos evangélicos no Brasil estão em classes mais populares. “O celular é o lugar para esse tipo de consumo; 2009 será o ano da música gospel no aparelho”, afirma Llerena. ” [grifos meus]

Matéria interessante no Estadão de hoje sobre Brasília, intitulada “O Sonho Acabou”.  Vão lá e leiam.  Só vou transcrever um trecho:

Quando venceu o concurso para planejar Brasília, o urbanista Lúcio Costa pensou numa cidade de tamanho limitado, muito sossegada. A inovação introduzida pelas superquadras (conjuntos residenciais com mais de 50 mil metros quadrados) e entrequadras (espaço para estabelecimentos comerciais) permitiria a integração entre homem e arquitetura, comércio local sem atropelos, largas avenidas sem semáforos e trânsito tranqüilo. “Juscelino Kubitschek pensou uma coisa muito modesta, com poucos prédios, pouca população, pouca burocracia”, conta o arquiteto Oscar Niemeyer que, com Lúcio Costa, desenhou a capital federal. “Quando fiz o Congresso, havia 80 deputados. Previ o dobro e, hoje, são 513. Quando fiz o Palácio do Planalto, era para 200 funcionários. E está com 700.”

Quer dizer,  quando um comunista reclama da expansão do Estado, é porque a coisa está feia.   :)

Tell me about scaremongering

Deu no Estadão:

EUA podem apreender laptops de turistas, diz jornal

‘Post’ diz que conteúdo de equipamentos pode ser compartilhado com agências e entidades privadas

Equipamentos pode ser apreendidos por agentes federais por tempo indeterminado
WASHINGTON - Os agentes federais dos Estados Unidos poderão apreender laptops e outros aparelhos eletrônicos em suas fronteiras, mantendo-os em seu poder por período indeterminado, informou o jornal Washington Post na edição desta sexta-feira, 1.

Segundo o Departamento de Segurança Interna, a apreensão pode ser feita mesmo que não haja suspeita de crime, segundo o jornal, que diz ter consultado as políticas oficializadas em 16 de julho por duas agências do órgão. Os agentes podem compartilhar o conteúdo dos computadores apreendidos com outras agências e entidades privadas para descrever os arquivos e por outras razões.

As autoridades do Departamento de Segurança Interna disseram que as políticas se aplicam a qualquer pessoa que entrar no país, inclusive cidadãos americanos, e servem para prevenir o terrorismo. As medidas já são implementadas há algum tempo, mas somente foram oficializadas em julho, apesar da pressão de grupos em defesa das liberdades civis e relacionados com viagens de negócios. Os grupos criticam o número crescente de laptops, celulares e outros aparelhos digitais tomados de turistas estrangeiros.

A política se aplica a discos rígidos, pen drives, celulares, iPods, pagers e fitas de vídeo e áudio - assim como livros, panfletos e outros materiais impressos, segundo a reportagem. As políticas exigem que os agentes federais tomem medidas para proteger informações e material sigiloso de advogados e seus clientes. E estipulam que qualquer cópia dos dados devem ser destruídas assim que a análise for concluída, já que não há razão para manter os arquivos.

Aí pensará uma pessoa ingênua: ué, mas qualquer informação que alguém levar para os EUA em um pendrive ou laptop pode ser enviada pela internet, não é?

É. Mas esse caminho JÁ está vigiado. Em outras palavras, todas as comunicações com os EUA JÁ são suscetíveis de bisbilhotagemmesmo que não haja suspeita de crime” e certamente o seu conteúdo JÁ pode ser compartilhado “com outras agências e entidades privadas para descrever os arquivos e por outras razões”.

Já ouviram falar em “rasgar a Constituição”? Pois é.

“Dá pra deixar a luz acesa quando fechar a porta?”

Do G1:

Aquecimento global faz pingüins chegarem até Salvador (BA)

O número de pingüins que chegam às praias brasileiras tem aumentado este ano, fenômeno que causa preocupação nos cientistas.

Apesar de gostarem do frio, os pingüins deixam a gélida região da patagônia argentina e sobem o Atlântico em busca de comida. Nessa época do ano, são comuns nas praias do sul e sudeste. Só que uma mudança intriga os biólogos.

Os pingüins nunca foram tão longe. Em Salvador (BA), foram encontrados 200 em apenas duas semanas. Para chegar lá, foi um longo caminho - nadaram quase dez mil quilômetros.

No litoral norte do Rio de Janeiro, de janeiro até agora, foram encontrados 261 pingüins. É um número maior que a soma dos últimos dois anos.

Quando são resgatadas, as aves exaustas e famintas são levadas para o zoológico de Niterói. O trabalho de reabilitação é lento, já que muitos chegam com a metade do peso que deveriam ter. De tão fracos, precisam de ajuda até para comer. Até estarem com fôlego para nadar de novo, precisam de 45 dias de tratamento.

Especialistas acreditam que o aquecimento global está alterando as correntes oceânicas. Como elas estão ficando mais fortes, levam os pingüins para mais longe.

Os animais recuperados no litoral brasileiro são levados por aviões da Força Aérea para o Centro de Reabilitação de Animais Marinhos da Universidade do Rio Grande do Sul, de onde vão para o mar na esperança de voltar para casa.

***

É isso aí: o Brasil tem o primeiro programa de proteção das testemunhas do aquecimento global do mundo!

No mundo inteiro, governos buscam formas de ampliar o acesso à banda larga, seja via intervenção direta, como no modelo coreano, seja via incentivos regulatórios que estimulem soluções de mercado, como na maioria dos países da OCDE.    Embora a mensuração direta dos benefícios da expansão desse acesso seja um tanto complexa (já que é difícil separar as contribuições dos vários fatores intervenientes e atribuir inequivocamente a parcela que cabe ao aumento do acesso), não resta muita dúvida de que ela colabora sim para o incremento do PIB e possivelmente para outros indicadores de bem estar (aliás, o repentino apagão da banda larga da Telefônica algumas semanas atrás não deixa restar muita dúvida quanto ao seu impacto econômico).

O Brasil, como outros países, está caindo de boca nessa tendência.  Há poucos meses, o governo negociou uma troca das metas de universalização das telecomunicações, trocando a exigência das empresas telefônicas criarem postos de atendimento para acesso à internet por acesso gratuito a um certo número de escolas até o prazo do fim da concessão, em 2025.  E tanto o Ministério das Comunicações quanto a Anatel anunciaram que a prioridade governamental é a massificação do acesso à banda larga.

E isso sem dúvida é bom.  Ou não.

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Um problema no otimismo com a expansão da banda larga é que muitos de nós, macacos velhos, tendemos a avaliar seus benefícios com os olhos de quem nasceu no tempo da enciclopédia.  Para nós, a internet é o paraíso em matéria de busca e acesso à informação.  E conquanto saibamos que é possível achar muito lixo, a maioria de nós tem capacidade crítica suficiente para achar o que realmente quer.

Outro problema:  também tendemos a avaliar a internet com os hábitos de quem nasceu no tempo da biblioteca.  E conquanto saibamos que é possível achar muito lixo, a maioria de nós continua mantendo a capacidade crítica suficiente para achar o que realmente precisa.

Ambos os pressupostos, infelizmente, estão errados quando falamos das novas gerações _ especialmente da geração que já conheceu um mundo com internet.

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Para começar, estudos de usabilidade indicam que as pessoas lêem, em média, 20% das palavras em uma dada página da internet.  Isso pode, é claro, significar muitas coisas, inclusive que as pessoas estão ficando mais inteligentes ou capazes de leitura dinâmica.  De fato a proliferação exponencial de texto devido à internet praticamente assegura que as pessoas tenderão a desenvolver capacidades de leitura dinâmica.

O problema é que a linha de tendência dos testes de leitura e compreensão de texto, nos EUA, é declinante, como informa este artigo do NYT de hoje.  E este dado é especialmente preocupante:

Literacy specialists are just beginning to investigate how reading on the Internet affects reading skills.

O que não é especialmente reconfortante.  E mais:

Neurological studies show that learning to read changes the brain’s circuitry. Scientists speculate that reading on the Internet may also affect the brain’s hard wiring in a way that is different from book reading.

“The question is, does it change your brain in some beneficial way?” said Guinevere F. Eden, director of the Center for the Study of Learning at Georgetown University. “The brain is malleable and adapts to its environment. Whatever the pressures are on us to succeed, our brain will try and deal with it.”

Some scientists worry that the fractured experience typical of the Internet could rob developing readers of crucial skills. “Reading a book, and taking the time to ruminate and make inferences and engage the imaginational processing, is more cognitively enriching, without doubt, than the short little bits that you might get if you’re into the 30-second digital mode,” said Ken Pugh, a cognitive neuroscientist at Yale who has studied brain scans of children reading.

Isto se conecta prontamente com um assunto do qual já falei aqui neste blog e está especialmente bem tratado neste artigo do Nick Carr na The Atlantic de julho, “Is Google Making Us Stupid?”  Ali ele narra sua própria experiência com o nascimento da desordem do déficit de atenção - teoricamente, induzido pela internet:

Over the past few years I’ve had an uncomfortable sense that someone, or something, has been tinkering with my brain, remapping the neural circuitry, reprogramming the memory. My mind isn’t going—so far as I can tell—but it’s changing. I’m not thinking the way I used to think. I can feel it most strongly when I’m reading. Immersing myself in a book or a lengthy article used to be easy. My mind would get caught up in the narrative or the turns of the argument, and I’d spend hours strolling through long stretches of prose. That’s rarely the case anymore. Now my concentration often starts to drift after two or three pages. I get fidgety, lose the thread, begin looking for something else to do. I feel as if I’m always dragging my wayward brain back to the text. The deep reading that used to come naturally has become a struggle.”

De fato, o maior problema com as novas mídias certamente vem do front cognitivo:

Web readers are persistently weak at judging whether information is trustworthy. In one study, Donald J. Leu, who researches literacy and technology at the University of Connecticut, asked 48 students to look at a spoof Web site (http://zapatopi.net/treeoctopus/) about a mythical species known as the “Pacific Northwest tree octopus.” Nearly 90 percent of them missed the joke and deemed the site a reliable source.

É claro que também existe um ponto de vista contrário:

Web proponents believe that strong readers on the Web may eventually surpass those who rely on books. Reading five Web sites, an op-ed article and a blog post or two, experts say, can be more enriching than reading one book.

“It takes a long time to read a 400-page book,” said Mr. Spiro of Michigan State. “In a tenth of the time,” he said, the Internet allows a reader to “cover a lot more of the topic from different points of view.

O que, a rigor, me parece bastante verdadeiro.

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Muito provavelmente a resposta é que embora seja verdade que os hábitos de leitura criados pela internet sejam inadequados para desenvolver as características de leitura e de forma de pensar ciosamente defendidas pelas gerações pré-internet, a verdade é que a própria internet está se encarregando de criar um mundo onde estes hábitos de leitura e de pensamento antigos estarão obsoletos.   Isso provavelmente implica em que o “generation gap” tenderá a se aprofundar rapidamente, até o momento em que a antiga geração deixar de existir ou for irrelevante.  O mundo novo será certamente bem diferente _ um mundo de pessoas com muita informação e capacidade de decisão rápida mas sem grande profundidade ou reflexão.  Nada impede que este mundo funcione tão bem (ou tão mal…) quanto o que lhe antecedeu, embora certamente ele possa ser um lugar irreconhecível para nós (ou melhor dizendo, para mim e outros dinossauros).

Ainda na seção PETA:

Para se defender, criança morde pitbull e perde o dente em MG

Um menino de 11 anos foi surpreendido por um cachorro da raça pitbull quando brincava no quintal da casa do tio no bairro Vila Nova Vista, em Sabará, na região metropolitana de Belo Horizonte (MG), na tarde de ontem. Para se defender do ataque, o garoto mordeu o animal e acabou perdendo um dos dentes. A informação é do jornal ‘Super Notícia’.

Segundo relato do Corpo de Bombeiros, Gabriel Alexandre da Silva teria provocado o cachorro, que se chama Titan e tem seis anos de idade.

Ao ser atacado, o garoto teria gritado por socorro, mas como a ajuda demorou a aparecer, ele tentou se desvencilhar do pitbull usando os próprios dentes. Com o impacto da mordida, Gabriel perdeu um dos dentes, que ficou preso à pele do animal.

Testemunhas relataram que o cachorro era manso e estava preso a uma corrente, de acordo com o jornal. Pedreiros que trabalhavam em uma casa vizinha ajudaram a conter o pitbull, que mordeu o braço do menino.

O cachorro foi levado ao Centro de Controle de Zoonoses de Sabará, onde ficará em observação por dez dias. O garoto foi levado para o hospital e levou seis pontos no braço.

Quero ver alguém propor a castração e a proibição do porte de crianças mineiras sem corrente e mordaça, agora.

Se há uma hipocrisia que me deixa fora do sério, é essa que fala que afinal os países em desenvolvimento são tão culpados quanto os desenvolvidos pelas emissões de carbono, por causa do desmatamento.

Sem dúvida não dá pra ser a favor do desmatamento indiscriminado.  Porém, o fato é que os países desenvolvidos não podem se safar dessa tão fácil.  O motivo: é que além de estarem contribuindo para o efeito estufa hoje, com as emissões industriais e de veículos, eles JÁ contribuiram para o efeito estufa lá atrás, desmatando as suas próprias florestas.

Exemplo: a site Globalchange, da Universidade de Michigan, mostra a expansão da área desmatada nos EUA nos últimos 3 séculos (clique para ampliar):

Na Europa, o quadro não é nada diferente.  Assim sendo, é melhor dobrarem a língua antes de falar do desamatamento alheio.

Na Folha Online de hoje, uma noticiazinha interessante sobre as artes do baiano Daniel Dantas:

BrT tinha “sala de escuta” durante a gestão de Dantas

Alvo de interceptação de telefones e e-mails, feita com ordem judicial na Operação Satiagraha da Polícia Federal, o banqueiro Daniel Dantas montou uma “sala de escuta” durante sua passagem pela companhia telefônica Brasil Telecom, controlada pelo banco Opportunity até 2005, informa nesta segunda-feira reportagem de Rubens Valente, publicada pela Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL e do jornal).

(…)

A Folha informa que, no teto da sala, os auditores encontraram cabos para “monitorar outros ambientes”. O local seria freqüentado por fornecedores da empresa, jornalistas e outros visitantes.

O que me preocupa não é bem isso. O que me preocupa é que se trata, afinal, de uma empresa telefônica _ a empresa telefônica que presta serviços à capital federal, diga-se de passagem.

E se a BrT se “autogrampeou” sob a gestão Dantas?

Sim, porque depois do fim de semana chegam as segundas-feiras.

E nesta próxima segunda feira eu tenho a suspeita de que o setor de fiscalização do Banco Central terá grandes problemas.

(hat tip: Samurai no Outono, e a sacada do PSB foi simplesmente genial)

Já vi brigas assim na 315 norte

Não se fala em outra coisa nos jardins de infância:

Barbie vence disputa judicial contra as bonecas Bratz

Designer das Bratz projetou o novo brinquedo quando ainda tinha contrato com a Mattel

WASHINGTON - O design das bonecas Bratz, fabricadas pela empresa MGA, saiu em parte das dependências da concorrente Mattel, fabricante da Barbie, segundo a decisão da quinta-feira de um júri federal na Califórnia, divulgada nesta sexta-feira, 18, pela imprensa americana.

O argumento da Mattel, aceito pelo júri, era que o designer das Bratz, Carter Bryant, projetou as novas bonecas quando ainda tinha contrato com a empresa e não havia sido contratado pela MGA. No entanto, a MGA afirmou que o design das Bratz foi elaborado por Carter em 1998, período em que não estava entre os funcionários da Mattel.

A decisão abre as portas para uma nova reivindicação da Mattel contra a MGA, na qual a primeira provavelmente pedirá uma indenização.

A Mattel avaliou em US$ 500 milhões por ano o lucro obtido pela MGA com as bonecas Bratz, que foram lançadas em 2001. No entanto, segundo o jornal Los Angeles Times alguns analistas avaliam o lucro anual em até US$ 2 bilhões.

As Bratz, com apenas sete anos de existência, buscam ser mais sofisticadas e “sexys” que as Barbie, que se aproximam dos 50 anos com poucas mudanças na imagem de boas meninas e figura muito estilizada.

As Bratz causaram polêmica em alguns países, acusadas de propiciar uma supersexualização das meninas. Na Austrália, por exemplo, o Professor Frank Oberklaid, diretor do Centre for Community Child Health no Royal Children’s Hospital disse que

“It’s all there, the excessive make-up and pouty lips and the impossible features. It stresses me to see little girls wearing make-up. Exposure to it over a long period of time without context could be harmful and we need to ask ourselves is that what we want for our community?”

Deveras:

“Bratz Dolls are the rage with young girls these days, I thought this was a simple yet great face painting example for face painters, looking to paint young girls. Forget Barbie, Bratz are cool.

Em 2007, a American Psychological Association criou uma força tarefa para estudar a sexualização das meninas, concluindo que

Bratz dolls come dressed in sexualized clothing such as miniskirts, fishnet stockings, and feather boas. Although these dolls may present no more sexualization of girls or women than is seen in MTV videos, it is worrisome when dolls designed specifically for 4- to 8-year-olds are associated with an objectified adult sexuality.

O relatório também fala da Barbie, e de um certo número de outras bonecas.

Enquanto isso, Lynne Wannan, chairwoman do Victorian Children’s Council, na Austrália, sensatamente observa que

The two dolls are similar to what has been visible, and apparently acceptable to the community, for decades. The dolls are not very different to Barbie who, while not presenting children with a normal attainable body image and lifestyle, seems to have been accepted by parents and child experts for many years.

Tudo isso me lembra muito Philippe Ariès e sua obra “História Social da Infância e da Família“. Para resumir, sua tese central era a de que o conceito de infância como um período peculiar da vida humana é socialmente construído, e não algo inerente à condição humana. Segundo Ariès, essa concepção diferenciada, a infância, teria começado a se formar a partir do final da Idade Média.

Estudos e análises mais detalhadas e nuançadas sobre a representação de crianças nas artes visuais romanas indicam que podem ter havido variações sobre esse tema na curta duração, em períodos mesmo anteriores à Idade Média, mas acho que continua válida a idéia de que a concepção de infância varia de acordo com a época.

A questão é saber se estamos mesmo migrando de uma concepção ainda vitoriana da infância para alguma coisa diferente, onde as crianças significam alguma outra coisa além de seres humanos imaturos a serem protegidos e ensinados. Acho que este post do Idelber dá uma dica do tipo de debate com que podemos nos defrontar nos próximos anos.

Cláudio Gonçalves Couto fecha um longo e interessante texto no Valor com um parágrafo sobre um tema que eu andava querendo aprofundar, o apoio dos advogados ao Ministro Gilmar Mendes:

Neste episódio, ironicamente, a advocacia, que normalmente é simpática à manutenção de uma estrutura mais descentralizada de decisão judicial, optou por defender o posicionamento tomado no centro - apontando-o como uma salvaguarda de direitos individuais por meio da concessão do habeas corpus. As críticas que a advocacia tem feito, por exemplo, à simplificação dos processos penais, reduzindo a possibilidade de recursos, vão em sentido contrário a isto, pois apostam na dispersão das decisões judiciais como forma de - alegadamente - garantir os mesmos direitos individuais. Há, contudo, uma diferença importante: na simplificação do processo, encurta-se o julgamento, facilitando a condenação; nos habeas corpus concedidos pelas instâncias superiores, evitam-se punições antecipadas. Isto mostra que a relação entre centralização judicial e defesa de direitos não é tão simples e direta como se supunha. Este caso deixou isto bem claro.

Eu não conheço muito bem a sistemática de honorários pagos a advogados em questões criminais, mas seria capaz de apostar que a frase em negrito poderia terminar na quarta vírgula.

Melhor remediar que prevenir

Paulo do FYI, em comentário aqui no blog, faz uma sábia e ponderada consideração sobre o que devemos fazer quanto ao aquecimento global:

A solucao nao sera unica e nao vira de acordos politicos. O que os governos do mundo todo deveriam fazer eh incentivar a pesquisa de novas tecnologias, e considerar que a unica solucao para certos cenarios eh adaptacao a uma nova realidade.

Indeed.

Reportagem da Globo sobre “cloud computing“.

Falaremos mais sobre este negócio nos próximos dias. Quem quiser, acompanhe.

PS: ando tendo dificuldade em embeber vídeos do YouTube no blog; o que aparece é o código, e não o vídeo. Algum outro usuário WordPress está com o mesmo problema? Ou é alguma coisa entre o teclado e a poltrona? :)

***

PS: Meus sinceros agradecimentos ao comentarista Vinhal pela dica sobre como botar o vídeo do YouTube no blog.

Como eu disse, tenho dúvidas sobre se a severidade das sanções impostas à Telefônica chegará a ser o que a imprensa anda dizendo.   Isto por um motivo simples:  o serviço que foi afetado não foi o de telefonia, também conhecido como STFC - Serviço de Telefonia Fixa Comutada, que é prestado por uma concessionária em regíme público, e sim o SCM - Serviço de Comunicação Multimídia, prestado por uma autorizatária.  Isso faz uma certa diferença, em termos do marco regulatório brasileiro.

O Regulamento de prestação do SCM diz o seguinte, no capítulo sobre sanções administrativas:

Art. 64. A prestadora de SCM fica sujeita à fiscalização da Anatel, observadas as disposições legais e regulamentares pertinentes, devendo, quando lhe for exigido, prestar contas da gestão, permitindo o livre acesso aos seus recursos técnicos e registros contábeis.

Art. 65. O descumprimento de disposições legais e regulamentares, bem como de condições ou de compromissos associados à autorização, sujeitará a prestadora às sanções previstas na regulamentação.

O regulamento do SCM não tem muitos dentes.  Ele diz, apenas:

Art. 54. Em caso de interrupção ou degradação da qualidade do serviço, a prestadora deve descontar da assinatura o valor proporcional ao número de horas ou fração superior a trinta minutos.

§ 1º A necessidade de interrupção ou degradação do serviço por motivo de manutenção, ampliação da rede ou similares deverá ser amplamente comunicada aos assinantes que serão afetados, com antecedência mínima de uma semana, devendo os mesmos terem um desconto na assinatura à razão de 1/30 (um trinta avos) por dia ou fração superior a quatro horas.

§ 2º A interrupção ou degradação do serviço por mais de três dias consecutivos e que atinja mais de dez por cento dos assinantes deverá ser comunicada à Anatel com uma exposição dos motivos que a provocaram e as ações desenvolvidas para a normalização do serviço e para a prevenção de novas interrupções.

§ 3º A prestadora não será obrigada a efetuar o desconto se a interrupção ou degradação do serviço ocorrer por motivos de caso fortuito ou de força maior, cabendo-lhe o ônus da prova.

Além disso, não existe um regulamento específico de sanções para o SCM, o que faz que as sanções a este serviço recaiam no âmbito do regulamento geral, o Regulamento de Aplicação de Sanções Administrativas da Anatel em vigor.  Este regulamento separa os serviços em grupos, para efeito de valor das multas aplicadas.  Os serviços do Grupo I, que são o STFC e o SMP (Serviço Móvel Pessoal, para os íntimos, celular) têm um teto de aplicação de multas equivalente a R$ 50.000.000,00.  Mas o SCM está no grupo II, cujo teto é de R$ 25.000.000,00, para as faltas consideradas graves.  Segundo este regulamento, uma infração será considerada grave nestas condições:

§ 4º A infração deve ser considerada grave quando a Anatel constatar presente um dos seguintes
fatores:

I - ter o infrator agido de má- fé;

II - decorrer da infração benefício direto ou indireto para o infrator;

III - ser o infrator reincidente; e

IV - ser significativo o número de usuários atingidos.

É provável que a falta acabe sendo considerada grave pela Anatel devido ao inciso IV, e talvez o III, mas certamente nem I nem II estão presentes.  O regulamento também prevê acréscimos e diminuições nas multas, segundo as circunstâncias:

Art. 15. O valor da multa pode ser acrescido de até:

I - 5% (cinco por cento), quando o dano resultante ou a vantagem auferida da infração atingir até 10% (dez por cento) dos usuários do serviço;

II - 10% (dez por cento), quando o dano resultante ou a vantagem auferida da infração atingir acima de 10% (dez por cento) dos usuários do serviço;

III - 35% (trinta e cinco por cento), no caso de reincidência específica;

IV - 5% (cinco por cento), quando houver antecedentes; e

V - 5% (cinco por cento) no caso de circunstâncias não contempladas nos incisos anteriores.

Art. 16. Caso existam circunstâncias atenuantes, a multa pode ser reduzida em até 10% (dez por cento).

Supondo que as condições previstas em II, III e IV se verifiquem, a multa pode ficar entre 37,5 e 35 milhões,  caso a Anatel aceite aplicar algum atenuante como o previsto no Art. 16.   Mas isso será apenas parte das perdas da Telefônica, pois ela terá que se ver com a defesa do consumidor, eventuais processos movidos por grandes e pequenos clientes e provavelmente um certo desgaste de seu nome no mercado.

Uma outra consequência advém disso:

Pane na Telefônica deixa milhões sem acesso à web

Resultados de exames médicos relatados manualmente, fichas de internação preenchidas a caneta e até pulseiras de bebês recém-nascidos escritas pelos funcionários. Esta era a situação no Hospital e Maternidade Santa Joana, no bairro paulistano do Paraíso, ontem.

Problemas na rede de transmissão de dados para clientes empresariais Telefônica, que começaram no fim da tarde de quarta-feira, deixaram Antonio Amaro, diretor-presidente da instituição, numa situação descrita por ele como “terrível”. Para atender as cerca de 750 pessoas que passam pelo hospital por dia, Amaro convocou 64 funcionários que estavam de folga. “Tenho uma pessoa fazendo a pulseira de bebê e outra para checar”, disse.

A pane na concessionária de telefonia deixou empresas, órgãos públicos e clientes residenciais sem acesso à internet.

A reportagem do Valor fala de apenas uma fração dos problemas causados pela falha na infraestrutura de internet em São Paulo.  O evento leva água para o moinho dos que advogam que o serviço de internet seja considerado um serviço público, o que deverá tornar bem mais rigorosa a regulação do setor.

Discussão interessante no Estadão de hoje, tirada de uma matéria da BBC:

Geração Orkut corre risco de crise de identidade, diz psiquiatra

Identidade virtual poderia deixar vida real ‘chata e pouco estimulante’.

- A geração de usuários da internet nascida depois de 1990 - década da popularização da rede - pode estar crescendo com uma visão perigosa a respeito do mundo e da sua própria identidade, sugere um psicanalista inglês.Segundo Himanshu Tyagi, a principal causa deste problema seria o fato de que os nascidos nesta época já cresceram em um mundo dominado pela navegação na internet e pelos sites de relacionamento como o Facebook, Orkut e MySpace.

“É um mundo onde tudo se move depressa e muda o tempo todo, onde as relações são rapidamente descartadas pelo clique do mouse, onde se pode deletar o perfil que você não gosta e trocá-lo por uma identidade mais aceitável no piscar dos olhos”, disse Tyagi durante o encontro anual do Royal College of Psychiatrists, uma das principais agremiações de psiquiatras do Reino Unido e da Irlanda.

O psiquiatra destaca ainda que as pessoas que se acostumam com o ritmo rápido dos sites de relacionamento podem achar a vida real “chata e pouco estimulante”, o que poderia causar problemas de comportamento.

“É possível que os jovens que não conhecem o mundo sem as sociedades virtuais dêem menos valor às suas identidades reais e, por isso, podem estar em risco na sua vida real, talvez mais vulneráveis ao comportamento impulsivo ou até mesmo o suicídio”, disse.

Pesquisa

Tyagi começou seu interesse por identidades virtuais quando fundou um site que funciona como uma rede de contatos profissionais e se deu conta da distância enorme que há entre psiquiatras em atividade e pacientes mais jovens em assuntos relacionados à internet.

Ele constatou, após uma pesquisa com psiquiatras durante um congresso nos Estados Unidos, que a maioria dos profissionais não sabia da magnitude do impacto do mundo virtual na geração jovem.

Segundo o professor, além dos sites de relacionamento, as salas de bate papo virtuais também podem influenciar problemas de comportamento como a timidez.

Ele destaca que o anonimato e a falta de experiência sensorial das conversas nestes ambientes virtuais poderia mudar a percepção de interatividade e criar uma visão alterada sobre a natureza dos relacionamentos.

“A nova geração, que cresceu em paralelo ao avanço da internet, está atribuindo um valor completamente diferente para as relações e amizades, algo que estamos fracassando em observar”, afirmou Tyagi.

Benefícios

O psiquiatra afirma que são necessárias mais pesquisas sobre o impacto da internet na geração jovem e ressaltou alguns benefícios dos sites de relacionamento.

Segundo ele, essas redes oferecem um status social mais equilibrado, onde raça e gênero são menos importantes e onde as hierarquias da vida real são dispersas.

Ele destacou ainda que a quebra das barreiras geográficas permite acesso a relacionamentos e a apoio de amigos virtuais.

Experiência

As afirmações de Tyagi, entretanto, forem contestadas por especialistas da área.

Graham Jones, psiquiatra especializado no estudo do impacto da internet, reconhece que existe o risco de que uma freqüência exagerada de sites de relacionamento possa levar a problemas de comportamento. Mas ele acha que esses riscos foram exagerados por Tyagi.

“Para cada geração, a experiência com relação ao mundo é diferente. Quando a imprensa escrita surgiu, tenho certeza que muitos a consideraram como uma coisa ruim”, disse Jones.

“Pela minha experiência, pessoas que tendem a ser mais ativas nos sites como o Facebook ou Bebo são aquelas que já são mais socialmente ativas de qualquer forma - é apenas uma extensão do que eles já fazem”, concluiu o psiquiatra. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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A matéria original em inglês aqui. Outros posts interessantes sobre o assunto aqui e, para uma visão diferente do assunto, aqui.

Coisas assim me fazem ficar preocupado com as consequencias imprevistas (e imprevisíveis) de iniciativas governamentais no sentido da universalização da internet nas escolas. Por outro lado, a presença cada vez maior da Internet no dia a dia de todos nós é um daqueles dados da realidade sobre os quais, após consumados, nós não temos muito controle. Acho que a seleção natural é que vai ter que cuidar disso, no fim das contas (*).

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(*) tenho participado de muitas reuniões onde o anglicismo “no final do dia” vem se tornando cada vez mais popular, principalmente na boca de advogados, que poderiam perfeitamente estar usando o mais tradicional e agradável “no fim das contas”. Eu não sou nenhum Aldo Rebelo, mas coisas assim me desagradam, de vez em quando.

Este blog já mostrou alhures que a prática do waterboarding, usado pela CIA na “war on terror”, encontra suas raízes lá na Inquisição Espanhola.

Pois agora vem o NYT mostrar que as técnicas de interrogatório usadas tanto pela CIA quanto pelos interrogadores militares na base de Guantánamo são copiadas das técnicas chinesas de interrogatório usadas pelos chineses na Guerra da Coréia:

WASHINGTON - The military trainers who came to Guantánamo Bay in December 2002 based an entire interrogation class on a chart showing the effects of “coercive management techniques” for possible use on prisoners, including “sleep deprivation,” “prolonged constraint,” and “exposure.”

What the trainers did not say, and may not have known, was that their chart had been copied verbatim from a 1957 Air Force study of Chinese Communist techniques used during the Korean War to obtain confessions, many of them false, from American prisoners.

O que é verdadeiramente interessante é que muitas das técnicas são talhadas para se extrair falsas confissões:

The 1957 article from which the chart was copied was entitled “Communist Attempts to Elicit False Confessions From Air Force Prisoners of War” and written by Alfred D. Biderman, a sociologist then working for the Air Force, who died in 2003. Mr. Biderman had interviewed American prisoners returning from North Korea, some of whom had been filmed by their Chinese interrogators confessing to germ warfare and other atrocities.

Those orchestrated confessions led to allegations that the American prisoners had been “brainwashed,” and provoked the military to revamp its training to give some military personnel a taste of the enemies’ harsh methods to inoculate them against quick capitulation if captured.” (grifo meu)

Diante dessas peraltices, o Senador democrata Carl Levin afirmou:

“What makes this document doubly stunning is that these were techniques to get false confessions,” Mr. Levin said. “People say we need intelligence, and we do. But we don’t need false intelligence.”” (grifo meu)

Será que não?   O país provavelmente não, mas esse pode não ser o caso da máfia aboletada na Casa Branca.  Eu não fico propriamente surpreso com isso.  Diante de necessidades iguais, comportamentos iguais.

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Nada há de novo sob o sol.

Se você pensa que a espera no aeroporto é o único fator concorrente para sua chegada atrasado a uma reunião, pondere esta matéria do Valor de hoje:

Vôos mais lentos para poupar combustível
Roberta Campassi
02/07/2008

A pressão do custo do petróleo, que dobrou de preço em um ano, tem levado as companhias aéreas a adotar uma série de medidas para economizar combustível, como reduzir a velocidade de vôo e ajustar os componentes das asas dos aviões com mais freqüência. Essas ações complementam o repasse dos custos aos passageiros, a principal arma das companhias. A TAM, por exemplo, anunciou que aumentará em cerca de 5% o preço pago por quilômetro até o fim do ano.

(…)

Conhecida por sua política de baixos custos, a Gol também está fazendo um ajuste fino nas operações. “São as migalhas que vão ficando pelo chão e que hoje vamos recolhendo para fazer um pãozinho”, diz Fernando Rockert de Magalhães, vice-presidente técnico. Entre essas medidas está a redução na velocidade dos vôos. Uma viagem entre Rio e São Paulo, que normalmente dura 40 minutos, ganhou dois minutos a mais, com uma economia de 0,5% no consumo de combustível. Agora, o combustível também é comprado com maior freqüência nos aeroportos dos Estados onde o ICMS cobrado é menor.

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Ainda voltaremos aos dirigíveis, é o que lhes digo.

No Economist, uma matéria curiosa: um projeto de lei da autoria de um deputado de New York visa criar uma quota especial para imigrantes, tal como hoje já existe para profissionais de tecnologia da informação.  O que há de especial no projeto é que ele visa facilitar a entrada de…modelos profissionais.

Contra seus detratores, o autor do projeto, o deputado Anthony Weiner, a nova quota beneficiaria a economia da cidade de New York, onde a indústria da moda tem um peso razoável:

Steve King, an Iowa congressman, thinks the bill should be called the “Ugly American Act” because it implies there are not enough beautiful people in the United States. But Mr Weiner, a bachelor accused by the tabloids and his fellow politicians of using the visa issue to get himself a glamorous date, says he’s only thinking of New York’s economy, which is heavily involved in the fashion industry.

Tudo isso me faz pensar que neste outro post deste blog, sobre como o capitalismo criou um “mercado para a beleza” na Europa Oriental…

Seus fiéis também:

Legislação permite que empresas vigiem funcionários
Um grupo de fiéis da Igreja Universal, cuja chefia responde diretamente ao bispo Honorilton Gonçalves, é responsável pelo monitoramento de muitas ações dentro das dependências da Record.

O grupo é formado por freqüentadores da igreja, e todos são considerados cargos de confiança. O trabalho fiscalizador é chamado, entre o grupo, de “missão contra o mal”.

Ele fica instalado em uma na sede da Barra Funda. Esse grupo faz a vigilância de mensagens enviadas e recebidas, monitora origem e destino de ligações telefônicas e ainda acompanha em vídeo o dia a dia dos funcionários.

Cabe lembrar que o monitoramento corporativo não é ilegal. Esse tipo de ação de proteção tem respaldo legal, Se um funcionário utiliza um e-mail, um equipamento (seja micro ou telefone) de uma empresa, ele está sujeito às regras da casa.

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A história acima foi veiculada em uma matéria maior do Ricardo Feltrin, do UOL, sobre as recentes acusações da Globo à Record de que esta última estaria fazendo “espionagem” na Vênus Platinada.

Panopticon evangélico é dose.

Krugman explica:

Atrios asks why the dateline on this financial story is Bangalore.

Because Reuters now covers U.S. financial markets from India.

Fun stuff.

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Wow.

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E aqui no Yglesias, comentários sobre o swap entre Rússia e Brasil e Ìndia no G8 proposto por McCain. Melhor comentário:

Plus, if you kicked Russia out of the G8 and added Brazil and India you’d have 9, not 8. No way that’d work for the G8. The man obviously cannot count!

Bônus track: tabela com o GDP em PPP das maiores economias.

1 United States 13,843,825
2 People’s Republic of China 6,991,0361
3 Japan 4,289,809
4 India 2,988,867
5 Germany 2,809,693
6 United Kingdom 2,137,421
7 Russia 2,087,815
8 France 2,046,899
9 Brazil 1,835,642
10 Italy 1,786,429
11 Spain 1,351,608
12 Mexico 1,346,009
13 Canada 1,265,838
14 South Korea 1,200,879
15 Turkey 887,964

Se você acha que o mercado de teses e trabalhos de faculdade aqui entre nós é um escândalo, considere esta notícia do Slashdot: nas faculdades de ciências da informação dos EUA e na Inglaterra, é cada vez mais comum, por parte dos alunos, o “outsourcing” de trabalhos da faculdade para “profissionais” localizados na Índia e na Romênia _ desde trabalhinhos normais até projetos de fim de curso. O Slashdot tem um comentário aguçado, mas pertinente, sobre isso:

The irony of course is that if they actually get jobs in the sector, this will be how they actually work anyway.

Hoje ao abrir minha caixa postal deparei-me com o seguinte e-mail:

Plataforma Lattes - 18/06/2008 - 08:45
Comissão do CNPq acompanhará Plataforma Lattes

Os dados inseridos na Plataforma Lattes serão revisados. O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCT) criou uma comissão de acompanhamento para verificar a consistência e confiabilidade das informações. [grifo meu]

Com o trabalho, a comissão pretende aperfeiçoar o sistema, evitar e corrigir falhas e fortalecer a credibilidade da Plataforma, que disponibiliza um banco de currículos de pesquisadores, professores, alunos e vários profissionais das mais diversas áreas do conhecimento que atuam em ciência, tecnologia e inovação.

As informações da Plataforma podem ser utilizadas no apoio a atividades de gestão e no suporte à formulação de políticas para a área de ciência e tecnologia. A abrangência da ferramenta superou o planejamento original e ultrapassou as fronteiras nacionais. Hoje, por meio de permissão de uso concedida pelo CNPq, o sistema pode ser utilizado por pesquisadores de oito países da América do Sul. A Plataforma Lattes é considerada um patrimônio público nacional, reconhecido até em países desenvolvidos.

A comissão é composta pelos pesquisadores Antonio Martins Figueiredo Neto, Roberto Passetto Falcão e Ruben George Oliven, pelo auditor-chefe do CNPq, Flávio Coutinho de Carvalho, e pelos servidores Fernando Bacaneli e Rafael Leite Pinto de Andrade.

Se chegamos ao ponto de ter que fazer peer review de currículo, é por que a coisa está mal.

Night of The Dabblers, by George Romero

Deu no Estadão:

Didi e Dedé anunciam nova parceria em entrevista no Projac

SÃO PAULO - Os humoristas Didi e Dedé deram uam entrevista coletiva no Projac, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro, nesta terça-feira, 17, durante a qual anunciaram sua nova parceria. Dedé vai integrar o elenco de A Turma do Didi, exibido aos domingos na Rede Globo.

Depois de cerca de dez anos, a direção da Globo decidiu ceder ao pedido de Renato Aragão para contratar Dedé Santana em sua equipe. Desde os anos 90, os dois trapalhões não trabalham juntos. Dedé entra na Turma do Didi já na edição deste domingo.

Agora é só esperar que Zacarias e Mussum se integrem à dupla.

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É inevitável. Mais cedo ou mais tarde.

Hoje, vindo para o trabalho, topei com um carro que tinha um adesivo no pára-brisas traseiro, onde estava escrita a frase que dá título a este post.  Quem dirigia o automóvel era um militar fardado.

Fiquei pensando no status burocrático das forças armadas e qual a relação do funcionário público militar com a idéia de burocracia de Max Weber _ a idéia do “sine ira et studio“, segundo a qual o burocrata estatal não deve pautar sua atuação pela emoção e particularmente pelas suas predileções culturais ou políticas pessoais.

Eu já discuti este assunto aqui quando da insubordinação do General Heleno, do Comando Militar da Amazônia, na questão da Reserva Raposa do Sol.  Mas dessa vez o que me atraiu a atenção foi uma matéria que havia lido ontem no New York Times.  O jornal imitou o Valor e acionou o Freedom of Information Act para conseguir uma cópia de um ensaio apresentado pelo candidato John McCain ao National War College em 1974. No trabalho, McCain defendia que um fator preponderante para a colaboração de prisioneiros de guerra no Vietnam com as autoridades vietcongues foi a desunião que existia nos EUA acerca dos propósitos e consequencias da guerra do Vietnam:

Americans captured after 1968 had proven to be more susceptible to North Vietnamese pressure, he argued, because they “had been exposed to the divisive forces which had come into focus as a result of the antiwar movement in the United States.”

Para ele, esse problema devia ser combatido com uma maior doutrinação dos soldados sobre a política externa norte-americana para o Extremo Oriente:

To insulate against such doubts, he recommended that the military should teach its recruits not only how to fight but also the reasons for American foreign policies like the containment of Southeast Asian communism — even though, Mr. McCain acknowledged, “a program of this nature could be construed as ‘brainwashing’ or ‘thought control’ and could come in for a great deal of criticism.”

Especialistas no assunto dizem que a tese de McCain é mal construída, simplesmente porque a maior parte dos militares que colaboraram com os vietcongues foi aprisionada antes de 1968, ou seja, antes da eclosão do movimento anti-guerra.

A despeito de suas teses, o jornal informa que em determinado momento o próprio McCain “quebrou” diante da tortura vietcongue, e assinou uma confissão de crimes de guerra:

All of the prisoners acknowledged that everyone had a breaking point. Mr. McCain’s came 10 months after he arrived. With his father taking command of the Pacific Fleet, the North Vietnamese were determined to coerce the son into denouncing the war. For four days they tied him with ropes, beat him every few hours, re-broke his arm, and left him in a pool of his own blood and refuse. Finally, he signed and tape-recorded a war crimes confession.

Mas o que mais me perturba é a idéia de McCain de que funcionários públicos, ainda que militares, devem ser doutrinados segundo as teses que prevalecem no seio da coalizão política ora no poder.  Isso seria o mesmo, para deixar claro, que apoiar a idéia de que o PT deveria patrocinar cursos de marxismo para os funcionários públicos brasileiros _ e pode-se muito bem imaginar o tipo de reação que algo assim despertaria entre a blogoseira anaeróbica pátria.

Será que McCain entende os fundamentos de um regime democrático?

Fichinha

O Elio Gaspari resenha, na Folha deste domingo, um livro que acaba de sair no Brasil sobre a Blackwater, a empresa fartamente utilizada pelo governo americano para “reforçar a segurança” no Iraque, dando novo alento e dimensão ao conceito de “soldier of fortune”.  Miliícia que se preze é isso aê!

BLACKWATER” EXPÕE A PRIVATARIA DA GUERRA

Está chegando às livrarias “Blackwater - A Ascensão do Exército Mercenário Mais Poderoso do Mundo”, do jornalista americano Jeremy Scahill. É um retrato da maquinação de empreiteiras que estão privatizando as Forças Armadas e um pedaço da política externa dos Estados Unidos. É uma novidade que deixa para trás o famoso “complexo militar-industrial” denunciado pelo presidente Eisenhower em 1961.
A Blackwater, a quem a Embraer vendeu um Super Tucano de US$ 4,5 milhões, é a maior empreiteira de segurança do mundo. Esse novo negócio emprega 100 mil funcionários de diversas companhias no Iraque. Praticamente um miliciano para cada soldado fardado. Exércitos terceirizados já acabaram com uma revolta em Serra Leoa e com a guerra civil de Angola.
O banco de dados da Blackwater tem um cadastro de 21 mil soldados e policiais de elite. Entre eles, os veteranos chilenos dos porões de Pinochet. Uma tropa de 2.300 homens está espalhada por nove países. Um miliciano de primeira classe da Blackwater recebe 600 dólares por dia. É uma quantia parecida com os US$ 180 mil que recebe anualmente o general David Petraeus, que comanda a ocupação americana.
Os contratos da empresa já ultrapassaram a cifra do bilhão de dólares (metade sem licitação). Em alguns países, os funcionários da Blackwater estão acima das leis locais. A empresa pertence ao bilionário Erik Prince, uma mistura de James Bond, Rambo, pastor da direita cristã e generoso financiador do Partido Republicano.

Quem atravessar o volume de “Blackwater” pode ficar com uma pergunta capciosa na cabeça: o que aconteceria na América do Sul se o governo da Colômbia decidisse contratar uma dessas empreiteiras e se metesse numa confusão com a Venezuela ou com o Equador? Ou se os separatistas de Santa Cruz de la Sierra alugassem uma milícia de Erik Prince? Fantasia? A base americana no porto equatoriano de Manta tem agentes privatizados que já andaram recrutando nativos para o Iraque. Pode-se suspeitar que pilotos brasileiros tenham sido contratados para serviços externos.

A foto continua dando panos para manga. Matéria perturbadora no Estadão; de repente a frase:

“José Carlos Meirelles, funcionário da Funai (Fundação Nacional do Índio) que estava no helicóptero de onde foram tiradas as fotos, disse que essa tribo deveria ser deixada isolada o máximo possível.

Enquanto eles estiverem nos apontando flechas, tudo estará bem”, afirmou ao jornal O Globo. “No dia em que se comportarem direitinho, estarão exterminados.”‘

Foi mais ou menos o que pensei quando vi a foto. Mais perturbadora ainda é uma declaração dada por Meirelles que curiosa e sintomaticamente só vi estampada no Guardian:

Meirelles said the tribe lived in six small communities, each with about six communal houses, in an area known as the Terra Indigena Kampa e Isolados do Envira.

He added that other uncontacted groups on the Peruvian side of the border, who have also been photographed by experts, were being pushed from their homes by illegal logging.

“What is happening in this region [of Peru] is a monumental crime against the natural world, the tribes, the fauna, and is further testimony to the complete irrationality with which we, the civilised ones, treat the world,” Meirelles said.

Loggers, often prepared to kill as they move into new areas, have forced uncontacted tribes from Peru into Brazil. The area is regularly full of smoke from the burning of recently-logged areas.

Sim, isto é claro: eles certamente conhecem o homem branco, embora talvez até nunca tenham visto um. O que implica no seguinte: não se trata de uma tribo que vive em ignorância idílica. É gente que ativamente quer continuar vivendo seu modo de vida. E está fugindo para o fundo da selva pra isso.

Recebi o seguinte e-mail:

From:Professor Alex Smith Chambers
Manchester M27 5FX,
United Kingdom.
This is to inform you that your funds of US$10 Million
has been approved for immediate delivery to you.
For the purpose of clearification,you are advised to
reconfirm your Full
Names,Direct Telephone Numbers,Physical Address with
Zip Code so that there will be no error during the delivery of the funds to you in your country of residence. Your quick response will be highly appreciated. Professor Alex Smith Chambers.

E aí, vocês acham que devo responder?

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Antigamente, bem antigamente, eu ficava imaginando quem seria o otário que se ocupava de ficar enviando e-mails assim na esperança de atrair algum otário. Hoje eu sei que todo o processo é automatizado, e que como há muitos otários no mundo a operação, seja ela qual for, deve ser rentável.

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Exemplo de “captcha”

O Nick Carr disse algo fantástico no blog dele outro dia. Ele comentava uma reportagem mostrando que há indícios de que hackers conseguiram inventar uma inteligência artificial capaz de quebrar “captchas”. Para quem não sabe, “captchas” são aqueles inúmeros tipos de confirmação pedidos por sites para alguém comentar ou baixar algum arquivo. A idéia é apenas confirmar que quem está do outro lado é um ser humano, e não um programa de computador automatizado de spam, ou seja, é uma espécie de teste de Turing automático (não à toa, “captcha” significa, precisamente, “Completely Automated Public Turing test to tell Computers and Humans Apart“). O Nick Carr coloca um problemão na mesa: a de que é muito possível que dentro em breve existam AI´s mais inteligentes e espertas para quebrar “captchas” do que pessoas…e que os “bad guys” as desenvolvam primeiro que os “good guys”.

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E se você achou o “captcha” ali em cima muito difícil, foi por um bom motivo: leia isto.

Eu já fiz neste e em finados blogs alguns posts sobre o fim da privacidade nos dias da internet.  Sim, isto nos parece muito estranho e desconfortável, mas sempre achei que as novas gerações ficarão mais e mais acostumadas com isso.

Pois o site Beautiful Agony dá um passo além: as pessoas podem enviar pequenos filmes mostrando sua “petite mort”, a qual aliás pode ser obtida como lhe der na telha (a sós, com pepinos, com alguém), e o site a exibirá.  No entanto o acesso é pago.

Bem, o modelo de negócio do site indica que é provável que as pessoas cujos orgasmos estão sendo exibidos sejam modelos pagos, e não colaboradores espontâneos.  Mas eu também acho que algo assim mais Wiki vai acabar aparecendo de um jeito ou outro, pra quem gosta.

Entrevista com a ex-Ministra Marina Silva hoje no Estadão:

Teme a destruição da Amazônia?

A destruição da Amazônia prejudicaria o País. Boa parte das precipitações no Sul, no Sudeste ocorre em função da Amazônia. Imagine o que é isso virar um deserto. Não vai acontecer para os que pensam na sua vida agora. Mas vai acontecer para nossa vida no futuro.

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Reportagem no UOL de hoje:

De quem é a Amazônia, afinal?’, diz ‘NY Times’

Uma reportagem publicada neste domingo no jornal americano The New York Times afirma que a sugestão feita por líderes globais de que a Amazônia não é patrimônio exclusivo de nenhum país está causando preocupação no Brasil.

No texto intitulado “De quem é esta floresta amazônica, afinal?” (e vale a pena ler o original do NYT, aqui), assinado pelo correspondente do jornal no Rio de Janeiro Alexei Barrionuevo, o jornal diz que “um coro de líderes internacionais está declarando mais abertamente a Amazônia como parte de um patrimônio muito maior do que apenas das nações que dividem o seu território”.

O jornal cita o ex-vice-presidente americano Al Gore, que em 1989 disse que “ao contrário do que os brasileiros acreditam, a Amazônia não é propriedade deles, ela pertence a todos nós”.

“Esses comentários não são bem-aceitos aqui (no Brasil)”, diz o jornal. “Aliás, eles reacenderam velhas atitudes de protecionismo territorial e observação de invasores estrangeiros escondidos.” Acesso restrito O jornal afirma que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenta aprovar uma lei para restringir o acesso à floresta amazônica, impondo um regime de licenças tanto para estrangeiros como para brasileiros.

“Mas muitos especialistas em Amazônia dizem que as restrições propostas entram em conflito com os próprios esforços (do presidente Lula) de dar ao Brasil uma voz maior nas negociações sobre mudanças climáticas globais - um reconhecimento implícito de que a Amazônia é crítica para o mundo como um todo”, afirma a reportagem.

O jornal diz que “visto em um contexto global, as restrições refletem um debate maior sobre direitos de soberania contra o patrimônio da humanidade”.

“Também existe uma briga sobre quem tem o direito de dar acesso a cientistas internacionais e ambientalistas que querem proteger essas áreas, e para companhias que querem explorá-las.” “É uma briga que deve apenas se tornar mais complicada nos próximos anos, à luz de duas tendências conflituosas: uma demanda crescente por recursos energéticos e uma preocupação crescente com mudanças climáticas e poluição.

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Façam suas apostas.

Marisa Miller

Deu no Estadão:

“Modelo Marisa Miller é eleita a mais sexy do mundo

Esta é a primeira vez que Marisa, de 29 anos, aparece na pesquisa feita anualmente pela publicação. O diretor-editorial da Maxim, James Kaminsky, afirmou que a escolha de Marisa como a mais sexy “marca o retorno das modelos norte-americanas. Desde que Cindy Crawford dominou o “catwalk”, não há mulher nascida e criada nos EUA que tenha capturado tão firmemente a imaginação dos homens americanos”, afirma.

(…)

Segundo a Maxim, a atriz Scarlett Johansson, que conseguiu o segundo lugar no ranking, é uma “perigosa bombshell”.”

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Mais sexy do mundo“, esse bicho de goiaba? Scarlett Johansson, reduzida uma reles “perigosa bombshell” em segundo lugar??

Queima! Rasga! Joga fora!!! Só pode ter rolado um jabá.

Príncipe Charles:

Falta incentivo para preservar Amazônia, diz príncipe Charles

Herdeiro do trono britânico defendeu pacote de incentivos para pessoas pobres

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- O príncipe Charles, herdeiro do trono britânico, disse nesta terça-feira que os habitantes da Amazônia precisam de um pacote de incentivos que os ajude a preservar a floresta. Em entrevista a um programa de rádio da BBC, Charles disse que milhares de pessoas que moram na região da floresta amazônica “vivem com uma renda muito baixa”.

Há tanta gente vivendo na Amazônia com uma renda muito baixa. Elas precisam de maneiras para garantir que o esforço de não destruir as florestas valha a pena”, disse o príncipe. “Seria preciso criar algum tipo de pacote em forma de incentivos para que essas pessoas não degradem as florestas”, afirmou o príncipe.

Para Charles, essa questão “é muito complexa” e ele não se vê numa posição de “poder sugerir o que tem de ser feito”. “Tudo o que posso fazer é levantar a questão para aqueles que, de fato, podem fazer alguma coisa”, acrescentou ele.

Na avaliação do analista da BBC Jonathan Marcus, o príncipe vê seu papel como um conciliador “que une as pessoas e estimula o debate”. “No entanto, com a recente renúncia da ministra brasileira do Meio Ambiente, Marina Silva, defensora da Amazônia, será difícil impulsionar esta agenda diante dos interesses políticos e econômicos locais, cujos horizontes só alcançam o curto prazo”, disse o analista.

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Tchans:

Roberto Mangabeira Unger, por sua vez, teve reunião nesta terça-feira com o ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, com quem discutiu uma política para estimular a produção de grãos a longo prazo. Ao sair do ministério, Mangabeira disse que está discutindo com outros ministros uma política para o desenvolvimento sustentado da Amazônia. Ele não deu mais detalhes sobre o assunto.

Supernova remnant G1.9+0.3

Requiescat in pacem

Aquele tal anúncio da NASA do qual falei há uns dias atrás saiu hoje: é a descoberta da mais recente supernova na nossa galáxia, uma explosão estelar com apenas 140 anos de idade.

Eu não estava totalmente errado, porém, já que a supernova realmente está localizada próximo ao centro galáctico, o que torna sua observação por meio da luz visível bastante difícil. Ela só pode ser realmente visualizada através do telescópio de raios-X em órbita, o Chandra. Diz a NASA:

Finding such a recent, obscured supernova is a first step in making a better estimate of how often the stellar explosions occur. This is important because supernovae heat and redistribute large amounts of gas, and pump heavy elements out into their surroundings. They can trigger the formation of new stars as part of a cycle of stellar death and rebirth. The explosion also can leave behind, in addition to the expanding remnant, a central neutron star or black hole.

Suponho que melhorar as estimativas do quão frequentes são as explosões estelares seja uma coisa boa. OK, mais uma preocupação para nosso saco de preocupações.

Slashdot nos informa que acaba de formar-se o primeiro “advogado espacial”:

“Over at space.com is an interesting article about the first space lawyer. He graduated from the University of Mississippi. ‘Any future space lawyer might have to deal with issues ranging from the fallout over satellite shoot-downs to legal disputes between astronauts onboard the International Space Station. The expanding privatization of the space sector may also pose new legal challenges [...] “We are particularly proud to be offering these space law certificates for the first time, since ours is the only program of its kind in the U.S. and only one of two in North America,” said Samuel Davis, law dean at the University of Mississippi.’

Bem, se por um lado a visão de advogados migrando para Outworld não deixa de ser estimulante, a idéia de passarmos a ter advogados mexendo com o que ocorre em nossa órbita me deixa um pouco preocupado.

E o pior de tudo é que a venda de terrenos na Lua, expressão máxima da fraude no dizer popular, pode começar a ter um fundo de verdade. Às vezes a realidade consegue piorar a imaginação.

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Update:

Como não poderia deixar de ser, a coisa já tem até blog.