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“Shit, Piss, Fuck, Cunt, CockSucker, MotherFucker, Tits”
Estas são as “sete palavras que não podem ser ditas em um programa de TV” nos EUA e que, ao contrário do que muita gente parece pensar, subsidia a ação da regulação federal em cima da TV aberta norte-americana.
A coisa hoje é tão séria que veículos liberais como o Reason já começam a se insurgir contra a epidemia de decência na mídia norte-americana, que já fez surgir até mesmo um prêmio para filmecos bem-comportados, o CAMIE - Character and Morality in Entertainment, criado pelo Dr. Glen Griffin, um médico pediatra de Salt Lake City que era também um entusiasta da abstinência sexual (dá pra notar). Deve ser por isso que a imagem plasmada na pequena estátua do prêmio tem um certo ar virginal, em contraste com o priápico Oscar.
Pois George Carlin, o sujeito que foi o pivô da ação judicial que culminou na regulamentação do palavreado indecente na TV dos EUA, morreu esses dias, de infarte, aos 71 anos. Pra quem não sabe, ele foi o primeiro apresentador do “Saturday Night Live”, em 1975.
Carlin era uma estrela da contracultura e entre suas várias cruzadas estava o combate aos eufemismos na mídia norte americana. Ele notou, aliás, que a cultura do eufemismo estava tão difundida no noticiário que ninguém mais podia simplesmente “morrer”. Deve ser por isso que a msnbc noticiou seu passamento simplesmente assim: “Comedian George Carlin dies at 71“. Vai com fé, Carlin.
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Não deixa de ser um tributo ao diuturno trabalho das esquerdas gramscianas para solapar a fibra do mundo ocidental que ao buscar “CAMIE Awards” no modo imagem no Google acabamos recebendo a seguinte sugestão:
Você quis dizer: COMMIE Awards
Esse mundo tá perdido.
Em uma nova tentativa de dominar o mundo livre, o Foro de São Paulo ataca a liberdade de expressão na televisão britânica. O Financial Times informa que o Ministro da Cultura inglês, Andy Burnham, resolveu banir da TV inglesa o famigerado “product placement“, aquela técnica de publicidade televisiva que consegue, aqui no babanão, transformar bancos e produtos de limpeza em atores de novela. Diz o ministro inglês:
“Here and now, I do want to signal that I think there are some lines that we should not cross - one of which is that you can buy the space between the programmes on commercial channels, but not the space within them.“
Que absurdo, não? Tenho a impressão de que a The Economist ficará bem triste, já que a expectativa do business de TV era justamente o de que a nova legislação européia para a TV, que é mais liberalizante, levantasse restrições ao product placement (conhecido no Brasil como merchandising televisivo) em toda a Europa.
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Não que o merchandising não possa ser bem feito, é claro. O caso clássico é o das cuecas Calvin Klein utilizadas pelo personagem principal da trama, Marthy Mac Fly, em “De Volta para o Futuro“:
“Marty McFly: Calvin? Wh… Why do you keep calling me Calvin?
Lorraine Baines: Well, that is your name, isn’t it? Calvin Klein? It’s written all over your underwear. “
O que é uma cena engraçada. Entretanto, as necessidades do mercado podem perverter um pouco as coisas. Uma das maiores críticas ao merchandising é o de que ele pode ser intrusivo demais e perverter a história. Bem, de fato, existe uma “hierarquia” estabelecida pelo mercado, atribuindo diferentes valores ao merchandising de acordo com o o tipo de participação do produto na trama. Segundo a Economist, a escala, em ordem crescente, é a seguinte:
a) O produto aparece na tela.
b) O ator toca o produto.
c) O ator comenta sobre as propriedades do produto.
d) O produto auxilia o ator a desempenhar um ato heróico.
Realmente, os resultados desta hierarquia são…dramáticos.
“Cognitive surplus”
Deu no blog do Daniel Pizza:
“Novelas da Globo perdem mais jovens e mais pobres
O público das novelas da Globo encolheu, envelheceu e “enriqueceu” nos últimos anos. Dados do Ibope obtidos com exclusividade pela Folha permitem concluir que a queda de audiência das novelas da emissora está relacionada ao maior acesso de jovens a novas mídias, como a internet, e ao crescimento econômico.
Em 2004, a novela das oito da Globo, “Senhora do Destino”, tinha média de 50,4 pontos no Ibope da Grande São Paulo. O atual título do horário, “Duas Caras”, do mesmo autor, Aguinaldo Silva, terminará nesta semana com média de 41. Em 2004, a novela das seis, “Cabocla”, marcava 34,6 pontos. Em 2008, “Ciranda de Pedra” sofre com 22 pontos.
Em comum, as duas faixas registram a mesma mudança no perfil de audiência.
De cada cem telespectadores de “Senhora do Destino”, 11 tinham de 12 a 17 anos. Em “Duas Caras”, de cada cem telespectadores, só oito estão nessa faixa etária. Por outro lado, as pessoas com mais de 50 anos representavam 24% da audiência de “Senhora”. Hoje, elas são 32% de “Duas Caras”.
Isso quer dizer que as pessoas mais “idosas” permaneceram fiéis ao gênero, diferentemente dos mais jovens.
Mais surpreendente é a mudança no perfil econômico.
De cada cem telespectadores de “Senhora do Destino”, 30 eram das classes A e B, 43 da C e 28 das D e E. Hoje, de cada cem telespectadores de “Duas Caras”, 35 são A e B, 50, C e 15, D e E. Ou seja, aumentou o peso dos telespectadores A, B e C. Já a importância dos mais pobres (D e E) caiu quase à metade, de 28% para 15%.
Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), o crescimento econômico fez parte da classe D migrar para a C, mas não em proporção tão grande quanto à registrada nas novelas. Em 2003, 28% da população da Grande SP eram D e E. Em 2008, os mais pobres são 21,4%.
Uma das explicações para o êxodo dos mais pobres na audiência da Globo pode ser a de Aguinaldo Silva. Ele acredita que parte do público trocou as novelas por DVDs piratas.”
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E a gente fica sem saber o óbvio, isto é, se a queda de audiência da Globo foi acompanhada pelo aumento da audiência de outras emissoras.
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Pode ser, por outro lado, que esse pessoal todo esteja escrevendo blogs ou colaborando para a Wikipedia. Ou pelo menos é a tese do professor Clay Shirky, que acha que durante o período pós-Segunda Guerra a televisão engolfou o “superavit cognitivo” da população, que agora estaria sendo liberado pela Web 2.0. A idéia é criticada pelo Nick Carr neste post, lembrando que antes da Internet as pessoas consumiam seu tempo livre em muitas outras coisas além de ver televisão, como hobbys, música, etc. Mas mesmo hipotecando certa compreensão à crítica do Carr, eu ainda acho que no tocante ao que vem acontecendo com a TV o Shirky está no caminho certo. Pelo menos é o que parece mostrar o fluxo da publicidade, que está indo cada vez mais para a internet.
(hat tip pelo discurso do Shirky: Marcos Messer)
Comercial espertinho da Samsung.
José Gregori, presidente da Comissão Municipal de Direitos Humanos de São Paulo, hoje na Folha:
“Tenho acompanhado o caso do assassinato da menina Isabella de forma ansiosa, mas ao mesmo tempo tenho refletido sobre a cobertura dada ao caso pela imprensa e pela mídia de nossa sociedade do espetáculo.
Sim, porque embora os veículos de comunicação devam cumprir o seu dever/ dogma de reportar a notícia, verificamos que a violência inominável contra uma criança serve como desculpa para a montagem de um show em capítulos.
A verdade objetiva manda dizer que o fato das instituições, cujo caso está afeto, terem demorado em demasia na apuração dos fatos contribuiu para isso.
Conforme as investigações prosseguem, novos indícios apontam para esta ou aquela direção -negligência, barbarismo ou fatalidade-, mas uma coisa é certa: o inquérito não está concluído.
Até quando teremos que ouvir no Brasil -”o laudo técnico estará concluído em 15 dias”? E enquanto isso, muitos foram julgados em praça pública. Infelizmente, o sigilo na investigação nunca existiu, apesar da tentativa de um juiz em fazer respeitá-lo.
Não se trata de privar os cidadãos do direito à informação -repito, dogma da democracia-, mas de tratar um tema tão delicado da forma correta. Causa choque ler e ouvir nos meios eletrônicos supostos detalhes do estado do corpo da criança e de como foi a sua queda. A cada instante, uma nova especulação é noticiada por um veículo, seguida de um desmentido. Tem razão o cientista social Sergio Miceli, que afirma que o jornalismo televisivo está cada vez mais próximo das novelas, mas talvez possamos ampliar essa conceituação para os demais. A notícia é tratada como um enredo que o público ávido acompanha a cada instante, com diversos atores buscando o seu lugar ao sol: a suposta testemunha aqui, o promotor lá, a teatralidade de uma delegada acolá.(…)“
Notícia na mesma Folha, por Daniel Castro:
“Caso derruba comerciais por 3 h na Globo
O caso Isabella derrubou ontem um dos pilares da política de qualidade da Globo: o respeito aos intervalos comerciais.
Para transmitir o deslocamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, pai e madrasta da menina, até uma delegacia, a Globo jogou fora na Grande SP toda a sua programação infantil e exibiu um “SP TV” “especial” com três horas e 16 minutos de duração.
A emissora derrubou todos os intervalos comerciais das 9h30 às 12h31. Na sexta anterior, a “TV Globinho” (programação infantil) teve três intervalos.
A Globo argumenta que o corte da “TV Globinho” se justifica porque foi “um dia jornalisticamente relevante”. A emissora avaliou que o caso Isabella seria esclarecido ontem.
A Globo informa que os anúncios da “TV Globinho”, por serem segmentados, não entraram no “SP TV”. Os anunciantes serão compensados.
Não é reação
A emissora nega que a transmissão de mais de três horas ininterruptas de um caso policial seja reação às recentes derrotas para a Record, no mesmo horário. A opção por Isabella deu certo: o longo “SP TV” marcou 13 pontos, contra 9 da Record, segundo dados preliminares.
Com a suspensão da “TV Globinho”, a Globo igualou o caso Isabella a coberturas de alta relevância, como o 11 de Setembro, os ataques do PCC (2006) e a visita do papa (2007).“
A supremacia do Ocidente
O Science Blogs nos informa, hoje, de que a Chita (é, aquela do Tarzan) está fazendo 76 anos hoje.
É o mais velho primata não-humano ainda vivo conhecido atualmente.
Ela vive em uma espécie de “retiro dos artistas” para primatas, a C.H.E.E.T.A. (Creative Habitats and Enrichment for Endangered and Threatened Apes), e sua biografia, Me Cheeta, será publicada por estes dias.

Prime time
A perigosa ameaça petista aos meios de comunicação deu nisso:
“Governo recua e libera concessões de TVs
O governo federal recuou da ameaça de dificultar a renovação das concessões de TV vencidas em 5 de outubro do ano passado, entre elas as cinco da Globo e as da Band, Record, Gazeta e Cultura em São Paulo.
No final de 2007, a Casa Civil exigiu do Ministério das Comunicações relatórios detalhados sobre o cumprimento, por parte das emissoras, nos últimos 15 anos, dos artigos 220, 221 e 222 da Constituição Federal.
Assim, para que os processos de renovação seguissem ao Congresso, o ministério teria que comprovar que as redes deram “preferência a finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas”, que estimularam as produções independente e regional, que respeitaram “os valores éticos e sociais da pessoa e da família” e que respeitaram o mínimo de 5% de programação jornalística e as restrições às propagandas (cigarros, por exemplo), entre outras exigências legais.
O Ministério das Comunicações argumentou que era impossível mensurar valores éticos e princípios ainda não regulamentados. A exigência gerou uma crise entre ministérios. Membros das Comunicações dizem que a iniciativa partiu de “técnicos stalinistas”.
Para não ficar desmoralizado, o governo resolveu o impasse pedindo às redes declarações em que elas afirmam terem cumprido os princípios constitucionais. Os processos ainda têm de passar pelo Congresso.“

Uma imagem vale por mil palavras
Deu no UOL:
“MPF pede transmissão de concurso de miss em libras
Publicidade
O Ministério Público Federal em São Paulo recomendou que a Rede de Televisão Bandeirantes transmita todo o evento “Miss Brasil” com tradução simultânea em Libras, a Língua Brasileira de Sinais, usada na comunicação de e para pessoas que têm deficiência auditiva.O MPF atende representação da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos. No entendimento da ONG, como uma participante representa a comunidade surda no Brasil -que corresponde a cerca de 5,7 milhões de pessoas-, a transmissão do evento em Libras permitiria o tratamento da candidata e dos espectadores surdos de todo o Brasil na perspectiva da inclusão social.”(…)A procuradora da República Inês Virgínia Prado Soares acredita que a Rede de Televisão Bandeirantes cumprirá a recomendação porque a Constituição Federal prevê que um dos papéis das concessionárias de televisão é promover a inclusão social.”
Olha, acho que está mais do que na hora de pensarmos nos reais custos da regulação, no Brasil.
Por exemplo, eis algumas frases proferidas pela ex-miss Adalgisa Colombo, o Galvão Bueno das passarelas, na cobertura da Band para o concurso de Miss Universo em 2007:
“Essa beleza dela é muito bela”
“A abertura, quando é muito grande, mostra demais as pernas. E as pernas já foram mostradas no desfile de biquínis”
“Ela chega, ela causa impacto”
“Ela realmente está botando pra quebrar”
“ser Miss Universo é realmente um luxo”
“você prefere ter uma relação com um homem espontâneo, selvagem ou prefere algo mais seguro?”
Afinal, se nossa definição de “inclusão social” é elástica o suficiente para exigir o direito dos surdos de serem expostos aos diálogos travados em um concurso de Miss, este mundo está perdido. Além disso, como é que se fala “Saint-Exupéry” em linguagem de sinais??
Meus 4,5 leitores talvez se lembrem que há alguns meses movi guerra sem quartel contra o descaramento de Reinaldo Azevedo em afirmar, peremptoriamente e sem fundamento algum, que coisas como classificação indicativa eram redondas e pretinhas como a nossa jabuticaba pátria, e que países mais, muito mais desenvolvidos que o nosso adotavam, sem exceção, a auto-regulação.
Pois nesta segunda feira a Suprema Corte norte-americana resolveu aceitar o apelo da Federal Communications Comission (algo como se fosse uma mistura de Anatel com Ancine, só que com ainda mais poderes) e revisar o caso daquela agência contra uma emissora de TV que permitiu o uso da “F-word” em sua programação. Trata-se de um acontecimento de monta, pois é a primeira vez em 30 anos que aquela Corte se dignará a analisar um caso de “indecência” viajando no éter do grande irmão ao norte.
O apelo foi feito na tentativa de reverter o julgamento de uma corte inferior, que indeferiu o pedido da FCC. Como se sabe, a Suprema Corte norte-americana tem uma certa latitude a respeito de que casos ela pode dignar-se a julgar ou não; o mero fato dela aceitar o apelo da FCC já é uma grande vitória, porque a Corte poderia simplesmente virar as costas à agência, o que automaticamente transformaria a decisão da corte inferior em decisão final.
Mais surpreendente ainda é o fato de que a emissora em questão é a Fox. É mais ou menos como se, transpondo a coisa para Pindorama, um Supremo Tribunal Federal dos sonhos de Diogo Mainardi acabasse aceitando julgar uma acusação contra a Veja.
Pior: trata-se de jogada ensaiada. Foi sob Bush que a FCC começou a ficar mais assanhada para cima das emissoras, que tentam se defender apelando para a primeira emenda; foi sob Bush, também, que a Suprema Corte foi para a direita, após sucessivas indicações de “justices” conservadores.
Se bem que como vimos recentemente talvez a distinção entre regulação judicial e auto-regulação empresarial, nos EUA, esteja ficando bem tênue.
Leiam tudo porque esta é quente:
“Renovação de concessões de TV centraliza disputa por comissão
26/02/2008, 20h55
Há uma batalha de bastidores no Congresso, sobretudo entre PT e PSDB, pela presidência da Comissão de Ciência, Tecnologia e Comunicação da Câmara. Mas o foco não é a entrada da teles no mercado de TV por assinatura, as cotas de programação regional obrigatória e a compra da Brasil Telecom pela Oi, temas que em breve devem aportar na comissão. O real motivo de impasse é bem mais simples: o poder de análise das renovações das concessões de radiodifusão das grandes TVs comerciais. Especialmente em 2008, quando a jóia da coroa nessa seara estará exposta aos deputados. Trata-se da renovação da concessão da TV Globo e outras concessões importantes da Record, SBT e Bandeirantes.
O processo de renovação das concessões já foi iniciado pelo Ministério das Comunicações e está na Casa Civil, para então ser enviado ao Congresso. O tema jamais esteve no topo da lista de prioridades dos partidos, mas agora tornou-se especialmente interessante, especialmente em um ano eleitoral, dada a envergadura dos grupos de comunicação interessados, revelam fontes ouvidas por este noticiário no Congresso.
Após mais uma reunião frustrada para tentar conciliar o PT e o PSDB, protagonistas nessa disputa, os deputados já não faziam mais tanto segredo sobre a verdadeira motivação para arrematar a cadeira. “Neste ano tem a renovação das concessões, tem a implantação da TV digital… Essas coisas despertaram um certo interesse dos partidos”, admitiu discretamente o líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), a este noticiário.
Com a garantia de permanecerem anônimos, deputados de outros partidos são mais objetivos do Alves e garantem que o foco é a Globo. A leitura dos deputados é simples. À frente da comissão, o partido vencedor teria, na interpretação dos parlamentares, uma vantagem para negociar com a maior rede de televisão aberta do País, uma moeda que acreditam ser valiosa em ano de eleições. O mesmo valeria para as outras emissoras cujas renovações passam pelo escrutínio da Câmara, na visão dos deputados ouvidos. Vale lembrar que esta é a visão que a alguns membros da comissão têm sobre o processo, não significiando contudo, que a barganha seja exeqüível.Impasse
A briga tomou tal volume que toda a negociação de líderes para a definição das presidências das comissões temáticas está em um impasse. A idéia original da Presidência da Câmara era manter as comissões com os mesmos partidos que exerceram as presidências no ano anterior. Seguindo esta regra, aparentemente a comissão de comunicação ficaria com o PSDB - o deputado Júlio Semeghini (PSDB/SP) foi o último presidente. Mas a negociação feita no ano passado atrapalha essa transição pacífica.
Em princípio, a Comissão de Ciência e Tecnologia e Comunicação era da cota do PT em 2007 e foi negociada por fora com o PSDB. A cadeirafoi uma das barganhas usadas pelo governo no acordo para a eleição do atual presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT/SP). Então, paira agora a dúvida de quem seria o “proprietário” da presidência. O PSDB entende que o acordo lhe dava a comissão também em 2008. O PT alega que a troca era válida apenas em 2007.Bases
O jogo político envolve também grandes partidos aliados de ambas às partes. Do lado da oposição está o DEM, que teria entrado na disputa pela vaga com a intenção de repassá-la ao PSDB em caso de vitória ou colocar um nome de consenso entre os dois partidos. O nome que circulou nos últimos dias seria o de Paulo Bornhausen (DEM/SC).
Do lado do PT está o PMDB, que fez a solicitação da reunião realizada nesta terça-feira, 26. A negociação com o PMDB envolveu outras comissão, como a de Minas e Energia, em troca de o partido tomar a dianteira na briga com o PSDB. A idéia seria o PMDB pegar a Comissão de Ciência e Tecnologia e repassá-la para um indicado do PT. Nesta terça-feira, o nome mais cotado seria o do deputado Walter Pinheiro (PT/BA).Nova rodada
O presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia, anunciou durante a Ordem do Dia no Plenário, nesta terça, 26, que irá retomar a reunião dos líderes nessa quarta-feira, 27, às 10h. “Se houver acordo, resolvemos em cinco minutos. Se não houver, a gente fica uma meia hora e define as presidências”, afirmou Chinaglia. Ao concordar com a agenda proposta pelo presidente, o líder do DEM na Câmara, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), não deixou dúvidas sobre quais os partidos que estão realmente em conflito. “Faço um apelo para que os líderes do PT e do PSDB trabalhem para chegar a um acordo sobre as comissões.” Mariana Mazza - TELA VIVA News“
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Vamos combinar assim: PT e PMDB estão doidos para pôr a mão na comissão apenas para poder chantagear as emissoras e fazê-las apoiar seus candidatos na eleição de 2008.
Já o PSDB e o DEM estão doidos para pôr a mão na comissão apenas para poder livrar as emissoras desse enorme perigo.
O coelhinho da Páscoa também já está chegando.
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Enquanto isso Tio Rei defende a Rede Globo, mas acha que distribuir camisinhas nas escolas e’ UM ESCANDALO!
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Enquanto isso Tio Rei defende a Globo, mas acha que distribuir camisinha nas escolas e’ UM ESCANDALO.
Jamais pensei que leria esta frase no blog do Tio Rei:
“Estamos falando aqui de uma concessão pública usada, sem disfarces, para defender interesses privados.”
Pena que ele não se lembrou deste detalhe na época em que vituperava contra a classificação indicativa, quando, em determinado momento, disse o seguinte:
“É claro que as emissoras deveriam estar protestando de forma mais ativa — ao menos as que não dependem das prebendas de Lula e do PT para existir. Por que não o fazem? Isso é problema delas, não meu. O meu problema é outro: a liberdade de expressão também não é propriedade privada dessas emissoras. Se elas não comparecem para o jogo, comparecemos nós.”
Curiosa assimetria: Tio Rei suspeita das TV’s que precisam das “prebendas de Lula” para existir cumulam o Eneadáctilo com discursos laudatórios, mas parece pouco interessado em saber o que fazem da vida (e do seu noticiário, suas novelas, sua programação…) as TV’s que não dependem de Lula, mas sim de interesses empresariais privados _ um bicho que parece ter nascido com a Record, para Tio Rei.
Tolinho. Se conhecesse a história da Globo, por exemplo, saberia perfeitamente que a mais exitosa das TV’s., justamente a que aufere fortunas com anúncios privados dependeu claramente do governo (militar) para existir, e fez a festa na Nova República, graças à compreensão de José Sarney e seu Ministro das Comunicações.
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On second thoughts: vai ver ele não se preocuparia tanto com uma TV que defendesse interesses privados, com disfarces.
E o pior é que o João Pereira Coutinho nem precisava ir tão longe.
Se os brasileiros não aguentam um negro na TV, que dirá na Presidência…
Soylent Green passou hoje, no TCM, um canal na Sky. O nome em português é “No Mundo de 2020“. É o mesmo título com que o filme passou no cinema, no Brasil; na época _ o filme é de 73, deve ter estreado no Brasil em 73 ou74 _ eu ainda não tinha idade para ver (a Censura Federal não deixava) e portanto, embora eu conhecesse a história, realmente jamais havia visto o filme.
Eis a sinopse oferecida pela Sky:
“No ano de 2022, a população da Terra vive em desespero. Alimentos naturais como frutas, vegetais e carne estão agora extintas. O planeta está superlotado e a cidade de Nova York está tomada por 40 milhões de pessoas famintas e miseráveis. A única forma de sobrevivência é a água, racionada, e uma comida misteriosa chamada Soylent.
Um detetive investiga o assassinato do presidente da companhia que fornece o Soylent. A verdade que ele descobre é perturbadora, e o caos na Terra aumenta quando vem à tona o ingrediente secreto do tal alimento.“
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Interessante como o filme, apesar de sua mensagem distópica, parece menos moderno em sua execução do que outras produções anteriores a ele, como por exemplo “Planeta dos Macacos”, que é de 1968 _ tanto em termos dos efeitos especiais como da própria condução da direção, os planos e tomadas, etc.
Em todo caso vale a pena ver. É uma relíquia da década de 70. Cacem-no no TCM, deve passar de novo.
No blog da Marina Forte no Estadão, post sobre a coletiva de imprensa para o lançamento do filme “Sexo com Amor?”, versão brasileira de uma produção chilena em que trabalham atores globais como Reynaldo Gianecchini, Carolina Dieckmann, Malu Mader, José Wilker, etc. Este trecho me chamou a atenção:
“Wilker estava engasgado com a empresa em que trabalha. Sim, a Rede Globo! E aproveitou a ocasião para fazer um tremendo desabafo: “Estou extremamente insatisfeito com a TV brasileira. Acho um desrespeito com a classe artística permitirem que pessoas sem o menor preparo deixem o ‘Big Brother’ e participem de novelas e outros programas. Por isso, prefiro me dedicar ao cinema, que leva a arte dramática mais a sério”, alfinetou o ator.“
Muito cuidado nessa hora. O Financial Times traz uma notícia sobre o que anda acontecendo na rede americana NBC, cuja audiência aumentou a despeito da greve dos roteiristas. Como? Bem, a rede encheu sua grade de programação com…“reality shows“. Mas a coisa não pára aí:
“Jeff Zucker, chief executive of NBC Universal, is planning to seize on the writers’ strike to eliminate what he sees as extravagances in the way Hollywood makes and promotes television.
NBC and other companies have already used the strike to terminate millions of dollars of long-term production contracts. Mr Zucker is planning to go further by cutting back enduring features of the television business, including the pilot season, in which networks develop programmes, and the splashy “upfront” presentations in which they tout them to advertisers.“
Sim senhor:
“Network executives say the economic model that has sustained television is no longer tenable as production costs soar while audiences fragment among cable channels, websites and video games. One chief complaint concerns the pilot season, in which they fund dozens of samples of new programmes – typically at several million dollars apiece – hoping to unearth a hit.
Mr Zucker appears emboldened to make changes as NBC’s audience ratings have improved in the strike’s wake, mostly thanks to inexpensive reality shows.
“I think there were a tremendous number of inefficiencies in Hollywood and it often takes a seismic event to change them, and I think that’s what’s happened here,” he said of the strike, predicting that “the development process will change forever.”” (grifos meus)
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Será interessante acompanhar as novidades nesse mercado. Eu tenho a impressão de que o formato do “reality show” chegará à exaustão em algum momento (os resultados da atual versão do Big Brother Brasil na Globo parecem confirmar isso, pelo menos até agora), portanto resta saber que tipo de entrenimento _ e que tipo de desenvolvimento do produto _ as grandes redes inventarão para reduzir o poder dos roteiristas.
No Guardian, uma matéria sobre frases ou diálogos inesquecíveis dos filmes:
“You can refer to the AFI’s 100 Greatest Movie Quotes of All Time if you want all the big lines, but, in honour of Day-Lewis and his ill-gotten shake, which, in your opinion, are the most memorably weird movie catchphrases in circulation? From the creepy banality of “All work and no play makes Jack a dull boy” (OK, I realise it’s not actual dialogue or even original to The Shining) to the splendidly OTT “That thing in the cellar is not my mother!”, what are the sick little puppies and the uncanny lines that crawl under your skin for some reason you can’t quite identify?“
Por algum motivo, o articulista se encantou com isto aqui…
Recebo com uma tristeza já nostálgica a notícia de que a Gloria Maria vai sair do Fantástico.
Não sei bem como ela é conhecida pela turba ensandecida hoje…
Mas no meu tempo ela se destacava pelas gafes e ratas que ela dava nas suas inúmeras reportagens, principalmente nas entrevistas e nas várias reportagens “de aventura”…
Mesmo aquelas onde ela reamente não tinha culpa, como no caso dessa entrevista.
Bom, eu não vejo mais o Fantástico, mas fico triste assim mesmo. Entre outros motivos, porque imagino que ela está saindo porque está ficando velha. Ela será substituída pela Patrícia Poeta, que é muito mais novinha. Não que a Gloria seja um ser de pura inocência, é claro, pois isso não existe na Globo _ afinal ninguém fica 10 anos apresentando o Fantástico se não tiver padrinhos muito bons na casa, e reza a lenda que ela foi “namorada” de um dos irmãos Marinho. Afinal, idade por idade, tenho certeza de que o Cid Moreira bate a Gloria:

O meu problema é que eu me lembro muito bem de quando ela era uma cara nova na telinha _ não do Fantástico, não, mas da Globo…e olhe que a notícia diz que ela tinha 10 anos só de Fantástico. E a moça algum prestígio tem na Globo, já que tem até site próprio, contando sua história (lá ela confessa que tem mais de 25 anos de Globo). Aliás, lá dá pra constatar que a mulher fez mesmo o diabo:

Aliás, um dos sinais de hipocrisia na saída dela é a declaração “face saving” de que ela está saindo, entre outros motivos, porque quer fazer viagens de lazer. Pô, essa mulher tem mais milhagem do que Santos Dumont.
A Globo, que não consegue deixar de ser escrota, tem um vídeo dos últimos momentos de Gloria Maria apresentando a atração, mas o vídeo fica atrás do paywal _ tornando-se assim, talvez, a primeira empresa na história a ganhar dinheiro mostrando a demissão de um funcionário.
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UPDATE:
A coluna do Ricardo Feltrin no UOL atribui a saída de Glória ao fato dela estar sendo apontada, por colegas da Globo e telespectadores, como uma das principais responsáveis pela queda de audiência do Fantástico _ que no dia 9 deste mês alcançou um IBOPE de 21,8 pontos, um dos piores de sua história, já que a média histórica do programa era de 30 pontos de audiência. Ou seja, tudo na vida passa, menos o cobrador e o motorneiro.





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