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Presidential ticket
Os torreões deliram sobre o papel da pilantragem e da cafajestice nos negócios de Estado. Colaborei:
“Há cafajestes e cafajestes, pilantras e pilantras. Clinton é um cafajeste de um certo tipo, o tipo luminoso, que as mulheres acham irresistível, um womanizer que disfarça muito mal. Eu não duvido que ele realmente ame suas mulheres, uma de cada vez, todas em paralelo.
GW Bush é o quê? Um cristão renascido. Mas reza a lenda que ele tem um lance com a mulata Condolêza. Como bom anaeróbico, é o adúltero sórdido, aquele que dá uma rapidinha na escada de incêndio com a Secretária (nem que seja a de Estado), em ambientes sem ar, sem luz, botulínicos. Um hipócrita, que mantém a esposa apresentável e wasp na fachada e a outra em conveniente sombra. Aproveita-se das duas.
Bom, confesso que o Obama me parece meio assexuado, mas realmente a mulé dele é boazuda. E ninguém, que eu saiba, ainda explorou o potencial de um presidente americano negão, ou seja, capaz de botar o maior pau que alguém já viu na mesa, um asset importante para a maior nação imperial do planeta. E assim finalmente o blaxploitation chega à geopolítica.
“

Ela já pode cantar no Faustão
Deu no Valor:
“Lin Miaoke (foto) foi alçada rapidamente à categoria de estrela após sua performance cantando o hino chinês durante a abertura da Olimpíada de Pequim, mas o Comitê Organizador dos Jogos teve de admitir que ela apenas dublou uma outra menina, Yang Peiyi, depois de o Politburo chinês ter achado que sua voz não era boa o bastante e que a verdadeira cantora não era bonitinha o bastante. O Comitê reconheceu também que a cena de pegadas feitas com fogos de artifício havia sido gravada, usando efeitos de computador, e não ocorreu durante a cerimônia. O envolvimento de altas autoridades chinesas nesses detalhes do evento mostram quão seriamente os políticos estão levando o efeito de marketing que os Jogos podem ter sobre a imagem do país. Entretanto patrocinadores da Olimpíada têm reclamado que suas marcas não estão tendo a projeção que havia sido combinada com o Comitê Organizador. Isso pode levar a uma saia justa com as grandes empresas e o Comitê Olímpico Internacional, responsável pelas cotas dos patrocinadores.“
E isso por enquanto. Suponho que assim que a engenharia genética estiver plenamente aperfeiçoada pequenos acidentes do acaso como esse serão rapidamente superados pelo Politburo…
***
Se bem que minha tese é que Lin Miaoke deve ser filha de algum alto comissário do PCC, já que não é possível que entre um bilhão e trezentos milhões de pessoas não seja possível achar uma menina bonitinha com boa voz…
Deu no NYT (via Último Segundo):
“SANTIAGO, Chile – Quando as tropas do general Augusto Pinochet deram um golpe de Estado em setembro de 1973, eles fizeram uma descoberta surpreendente. O governo anterior socialista de Salvador Allende havia encabeçado secretamente um novo experimento para gerenciar a economia chilena, utilizando um grande computador e uma rede de máquinas de telex. O projeto, chamado de Cybersyn, foi uma invenção de A. Stafford Beer, um britânico visionário que empregou seus conceitos “cibernéticos” para ajudar Allende a encontrar uma alternativa em relação às economias planejadas de Cuba e na União Soviética. Após o golpe, o plano se tornou o assunto de uma intensa investigação militar.
Ao desenvolver o Cybersyn, Beer mudou a vida de vários brilhantes jovens chilenos que trabalharam com ele. Aproximadamente 35 anos depois, tal característica pouco conhecida dessa abortada transformação socialista de Allende foi lembrada em uma exibição no museu de La Moneda, o palácio presidencial.
Uma cadeira do tipo “Guerra nas Estrelas”, com controles nos encostos, foi uma réplica das que permaneciam nas salas de operações de protótipos. Beer planejava que a sala recebesse relatórios de computador baseados em dados de máquinas de telex conectadas a fábricas do norte ao sul deste país com 4.345 km de extensão. Os gerentes sentariam em sete dessas cadeiras e tomariam decisões críticas sobre os relatórios mostrados nas telas de projeção.“
Open Thread: com a internet, o cálculo socialista é possível?

Barak Obama
Matéria na Folha de hoje (transcrevo a íntegra abaixo do folder), traduzida do NYT, fala dos sete meio irmãos africanos de Obama _ filhos do pai dele com outras mulheres. Uma frase proferida por sua irmã me chamou a atenção: “Pode-se confiar em Obama para se manter em diálogo com o mundo“. Chamou a atenção porque me fez lembrar de uma descrição que li sobre ele: “o provável primeiro presidente pós-americano dos EUA“. Cito de memória, já não me lembro onde li isso; de qualquer modo resolvi fazer uma busca, e descobri este texto de Mark Krikorian sobre o que é um pós-americano, onde ele explica o que seja isso:
“Let me be clear what I mean by a post-American. He’s not an enemy of America — not Alger Hiss or Jane Fonda or Louis Farrakhan. He’s not necessarily even a Michael Moore or Ted Kennedy. A post-American may actually still like America, but the emotion resembles the attachment one might feel to, say, suburban New Jersey — it can be a pleasant place to live, but you’re always open to a better offer. The post-American has a casual relationship with his native country, unlike the patriot, “who more than self his country loves,” as Katharine Lee Bates wrote. Put differently, the patriot is married to America; the post-American is just shacking up.
Now, there are two kinds of post-American. David Frum, in his “Unpatriotic Conservatives” article for NR last year, highlighted what I think is the less important kind: Those who focus on something less than America, whether white nationalists or neo-Confederates, etc. The second, more consequential and problematic kind are those who have moved beyond America, “citizens of the world,” as the cliché goes — in other words citizens (at least in the emotional sense) of nowhere in particular.” (grifo meu)
Scott McConnel, escrevendo no American Conservative, faz a ligação entre Obama e o “pós-americanismo” de Krikorian:
“He would not only be the United States’ first black president, but, to borrow immigration activist Mark Krikorian’s useful term, its first post-American one as well.
In his foreign-policy address before the Chicago Council on Global Affairs last April, Obama asserted that America’s security is “inextricably linked to the security of all people,” a recipe for global interventionism so promiscuous as to make neoconservatives almost prudent by comparison. He is a proponent of global free trade and high levels of immigration. Much of his memoir is devoted to his quest to connect with an extended family in Africa. This world-man aura is not without appeal, especially after eight years of a president deaf to what foreigners think and feel. But taken as far as Obama does, it would be an electoral liability.“
E finalmente, John O´Sullivan, no National Review, dá a última martelada em seu artigo “The Obama Appeal“:
“A glimpse at his speeches and programs demonstrates that he is committed, like all the Democratic candidates, to such policies as racial preferences, multiculturalism, liberal immigration laws, and the transfer of power from America’s constitutional republic to non-accountable global bodies and international law. For Obama is not merely a post-racist; he is a post-nationalist and a post-American too. But will the eventual Republican nominee be able to explain the difference?“
Não deixa de ser interessante observar como certos analistas políticos lêem esse tipo de acusação:
“(…)And that’s precisely the opposite of what the smear practitioners intend. Ignorance is their fuel. By depicting Obama in ceremonial Somali garb (a 2006 photo posted on the “Drudge Report”); by running anonymous quotes, supposedly from a “senior Pentagon official,” about how Obama’s ascension would be “the final victory” for “the Arab street” (news story in the Washington Times); and by writing, more politely, about how Obama’s priorities are really “post-nationalist” and “post-American” (the National Review), the goal is to insinuate that a Trojan Horse has breached the castle walls, with plans to lead us to ruin.‘
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É um modo de ver as coisas, mas eu prefiro outro.
O que me leva a Marcus Ulpius Trajanus, o primeiro imperador de Roma não-romano, pois nascido na Ibéria. Como tal pode-se dizer que tenha sido o primeiro imperador romano “pós-romano”. Trajano levou o Império à sua máxima extensão territorial e é tido por muito historiadores como o protótipo do “bom governante” romano, com incentivos às obras públicas e outras políticas que fizeram seu reinado ser conhecido como uma época dourada _ a ponto de depois dele os senadores usarem por muito tempo a expressão “felicior Augusto, melior Traiano“, desejando a cada novo imperador que fosse alguém com mais sorte que Augusto e melhor do que Trajano _ os recordistas em cada quesito.
Em um mundo cada vez mais globalizado _ e onde os problemas, por isso mesmo, também o são _ não há muita dúvida de que um dia teremos alguma forma de organização como um governo mundial. Acho que Obama pode dar os primeiros passos para isso usando a influência da nação mais poderosa do mundo _ se apenas ela souber como sair da jaula sem arrebentar as louças do armário.
Deu no Correio Braziliense:
“CLDF cria lei que permite enterro gratuito para doadores de órgãos
Érica Montenegro e Elisa Tecles
Do Correio Braziliense04/03/2008
08h31-Com o objetivo de incentivar a doação de órgãos e tecidos no Distrito Federal, a Câmara Legislativa criou uma lei, no mínimo, polêmica. A partir de agora, os doadores terão o enterro custeado pelo governo, via Fundo de Assistência Social do DF. Os cofres públicos se responsabilizarão por pagar o caixão, o velório, a cova e o sepultamento daqueles que autorizaram ainda em vida o transplante ou cujas famílias concordaram com ele depois da morte do doador.Para o deputado Cristiano Araújo (PTB), autor de um dos projetos que serviu de base para a nova lei (confira quadro abaixo), a proposta vai facilitar a vida dos que estão na fila de transplantes e também dos moradores mais pobres do DF. “O preço dos enterros é uma queixa constante das classes D e E. Assim, estamos resolvendo o problema das famílias também”, afirma o deputado. De acordo com o texto final da nova lei, os doadores terão um enterro simples e, se as famílias quiserem algo mais luxuoso, pagarão apenas a diferença de preço dos serviços funerários. Pelas estimativas do deputado, cada enterro do tipo padrão deve sair por R$ 750. “
It´s a win-win proposition! Até porque dependendo da quantidade de órgãos que o doador doou, o caixão pode até ser bem pequeno, economizando recursos do GDF…
Eu só não sabia que a agenda histórica do trabalhismo estendia-se até debaixo da terra.

Não que ele não faça um lobbyzinho
Deu no UOL:
“Deus ajudou país a virar credor, afirma Lula
“(…)Para o Brasil deixar de ser devedor e passar a ser credor internacional, para quem chegou no governo como nós chegamos, que a gente não tinha crédito nem para pagar as nossas importações, eu acredito que nós tenhamos competência, mas precisou de uma ajudazinha de Deus para as coisas darem certo”, disse. “Eu espero que o governo continue com muita sorte”, completou.“
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Como já dizia o Florentino, nem só de virtú vive o Príncipe.



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