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Na Economist, um pesquisa para saber em quem o mundo votaria na eleição americana.
Alguns resultados interessantes até agora. Por exemplo, causa certa espécie que os leitores americanos da Economist que se dispuseram a votar apresentem o seguinte resultado:
Obama: 77%
McCain: 23%
Mas vai ver a Economist é uma revista “de esquerda”.
Mais interessante ainda é que Obama tem apoio maior entre os leitores da Economist nos EUA que no Brasil:
Obama: 75%
McCain: 25%
Perplexidade surge mesmo é quando se vê que Obama ainda ganha…na Colômbia:
Obama: 60%
McCain: 40%
E na Venezuela?
Obama: 59%
McCain: 39%
Bom, é claro que o quadro vai mudando à medida que os votos vão sendo contados. O negócio é atualizado a cada 3 horas.
Minha proposta modesta: fazer a pesquisa valer como eleição, com direitos de cidadania aplicados a todo mundo. Afinal é o resto do mundo quem está pagando a farra de consumo americana, ué.
Tudo bem, não vou querer aqui discutir o uso consagrado de certas palavras para designar as partes pudendas das plantas, tais como “pistilo”, “estigma” e “androceu”. Mas há uma palavra que acho que deve ser resgatada dos manuais de botânica.
Gineceu.
Cá entre nós, “gineceu” não parece nome de colégio interno para moças?
_ “Carlota Regina fez seus estudos no Gineceu Maria da Penha“.
E mais. Vocês não conseguem imaginar estes títulos para livros de Adelaide Carraro (ou alternativamente, peças de Nelson Rodrigues):
_ “Gineceu das Depravadas”
_ “A Desinibida do Gineceu”
Mas posso estar delirando.
Proposta de hoje: Adesivos de combate.
Hoje ia eu calmamente pela rua quando avisto um carro com os seguintes dizeres afixados ao vidro traseiro, em letras garrafais:
“Ensino ao meu filho:
Não roubar - Não ser corrupto
Não mentir - Seguir o exemplo“
Imediatamente me visualizei, na calada da noite, como um ninja sorrateiro, penetrando habilmente na garagem do sujeito e colando abaixo dessa platitude um adesivo-antídoto com a frase:
“E não faz mais que a sua obrigação, seu mané“
***
Ok, afinal de contas, o cara não está fazendo nada que um blogueiro também não faça, não é? Externando seu ponto de vista para o grande público. Só que há pelo menos duas grandes diferenças.
A primeira é que quem busca blogs está a fim disso mesmo, ler a opinião alheia. Porém o pobre diabo que está dirigindo pode não estar desesperadamente interessado em saber o que o fulano que está na frente tem a dizer sobre a vida, o mundo, a puericultura.
A segunda é que em um blog, se você tem a decência de deixar sua caixa de comentários aberta, estará sempre sujeito a ter que ouvir a opinião alheia sobre o que escreveu _ o que é, penso eu, uma troca justa. Entretanto, o infeliz que afixa no pára-brisa de seu carro uma frase edificante de meia tigela qualquer está sempre acelerando para longe da crítica.
***
Adesivos de combate, portanto, são um modo instântaneo de transformar o mundo inteiro em um blog com caixa de comentários. Pense bem, querido leitor: as possibilidades são quase infinitas. Por exemplo: placas de trânsito.

Claramente, a única resposta possível a isso é:

***
Assim sendo, conclamo outros blogueiros, comentaristas e simpatizantes a aderirem à campanha “Adesivos de Combate”. Vamos transformar o mundo em um imenso blog, NÃO VAMOS DEIXAR NADA SEM RESPOSTA!
E tenho dito. ![]()



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