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Deu no Pravda:

Critérios de sustentabilidade são incorporados às licitações do governo federal

A utilização de critérios sustentáveis na aquisição de bens e na contratação de obras e serviços pelos órgãos do governo federal foi regulamentada pelo Ministério do Planejamento. As regras abrangem os processos de extração ou fabricação, utilização e o descarte de produtos e matérias-primas. De agora em diante, as obras públicas serão elaboradas visando a economia da manutenção e operacionalização da edificação, redução do consumo de energia e água, bem como a utilização de tecnologias e materiais que reduzam o impacto ambiental.”

E depois o governo quer “facilitar” sua vida com o TCU…

No Guardian, a notícia de que finalmente uma empresa americana, Sarcasm, Inc.,  inventou um sinal de pontuação para o sarcasmo:

Depois de um pequeno histórico sobre tentativas pregressas de introduzir um sinal de ironia, finaliza a matéria:

The real breakthrough of Sarcasm, Inc is the realisation that, despite having used sarcasm and irony in the written word for hundreds of years, humans are simply too stupid to consistently recognise when someone has said the opposite of what they mean. The SarcMark solves that problem, and you can download it as a font for the reasonable price of $1.99 (£1.20). Our prayers are answered.”

É meio irônico que tenhamos que pagar para mostrar que estamos sendo irônicos. Mas alguém ainda mostrará que isso é perfeitamente válido, em termos da “economia dos sinais”.

Aguardamos agora o equivalente “open access“…

Há uns dias me mandaram isso aqui, mas só hoje eu parei pra ver.

A meu juízo, o vídeo atinge alto teor de comicidade mesmo antes do final enxertado pelo pessoal do Kibe Loco.

Pobre menina.

Na verdade, fico pensando no que aconteceria se esse vídeo for descoberto por arqueólogos daqui a dois mil anos e por coincidência fosse o único fragmento legado pela nossa civilização.

Tipo assim, a Estela de Narmer dos oughties.

Há mesmo gosto para tudo neste mundo.

Tapioca:  R$ 3,00

Panetone: R$ 10,50

Pane no cartão de crédito às vésperas do Natal – não há dinheiro que pague

Steve McQueen em seu buggy, filmagens de Thomas Crown Affair, 1967

Bom, este post começou com uma conversa com minha esposa sobre a origem do “Buggy”, motivada, claro, pelo clima de férias que nos cerca.

Problema:  incorri na temeridade de dizer a ela que a origem do nome “buggy” vinha do automóvel Bugre.  Carioca, paradoxalmente derrapei no provincianismo de acreditar que o particular era o geral: o primeiro buggy que vi na minha vida foi um Bugre, portanto nunca me importei muito em conhecer da história desse carro.  Sempre dei por barato que “buggy” havia sido uma anglicização de “Bugre”, shame on me.

Mas sabem como é, a dúvida é uma sementinha que uma vez plantada no cérebro termina por se transformar em imensa e copada árvore, e foi sob sua sombra ameaçadora que decidi empreender uma expedição semântica à internet.  Encontrei o que se segue:

Buggy

No “The Word Detective“, há a seguinte explicação:

Buckeye buggy.

Dear Word Detective: I too am an Ohio transplant, originating from New Jersey, and I find this place to be a blessing. Currently I reside in the quiet countryside of Holmes County where if you know the region you quickly associate it with the Amish community that lives here. I have long wondered where one of the most common icons of the Amish got its name, that being the “horse and buggy” which is their primary transportation. I once asked a friend who is Amish and after a moment of puzzled expression and a shrug of the shoulders his reply was, “That’s just what we call it.” — Gone Buggy, via the internet.

Ah, yes, rural Ohio is quiet, isn’t it? Except, of course, for the crickets, which are, as I write, driving me slowly nuts with their infernal cheep-cheep-cheeping. We have many Amish (a Mennonite order named after Jacob Amman, a Swiss preacher) living in my area too, and I always worry about them when I see their buggies on the country roads around here. You’d think motorists would know enough to slow down when they see a horse and buggy, but apparently not, and there have been some fairly horrible car-buggy accidents in the last few years.

As for the origin of “buggy,” your Amish friend’s answer is about as good as anyone is going to get. As a term for a small one-horse vehicle, “buggy” first appeared in English around 1773, but it does not appear to be connected in any way to “bug” meaning “insect” (which is the source of “buggy” meaning “nuts”). There is a possibility that “buggy” is derived from the Northern English dialect word “bogie,” which means a small platform mounted on wheels (what we in the U.S. would call a “dolly”), but there’s no solid evidence of a direct connection. And even if there were, it wouldn’t do us much good because no one knows where “bogie” came from, except that it does not seem to be related to “bogey” as in “bogeyman.” So I’m afraid we’re fairly certain about where “buggy” didn’t come from, but completely in the dark as to where it did originate.

Muito bom.  Provavelmente pode-se estabelecer que a palavra “buggy” vem mesmo de “bug”, que é o nome que os americanos deram ao Volkswagen sedan sob a inspiração do nome popular que os alemães deram ao VW tipo 1: “Käfer” _ “besouro” em alemão.  Há uma história de amor entre os fanáticos pelo “dune buggy” e o VW:

Many people credit Bruce Meyers with the invention of the dune buggy.

To do that you first have a clear definition of what a dune buggy is. There were many pioneers before the “Manx”. In fact in a recent interview with Public Television on a show called “California Gold” Bruce to the host of the show, “I didn’t invent the dune buggy….I invented this style of dune buggy.” Bruce did invent the Manx and clearly spurred the whole fiberglass revolution but, there were many more buggies on the dunes before the Manx. Some of the first dune buggies were just street car frames with the bodies removed and larger tires added for beach use. The late fifties and early sixties saw a sand car craze that paralleled the street hot rod craze. Some were big and ugly but, they were the inspiration for a “kinder gentler” sand car, including the inspiration for the Manx.

With all of the “water pumper” action on the beaches it wasn’t long until the first noted VW ride was built by shortening the pan. Petersen Publishing even gives someone credit for this feat. It was Pete Beirning of Oceano, CA that did it in 1958. He took a rolled Bug and made a short pan buggy out of it. From that first trip out on the dune on through today, there has been controversy over V8 power or VW nimbleness. Many people took note of his pan car and followed suit.

OK.  Mas e o Bugre?

Bugre

A Wikipedia nos ajuda:

Bugre é a denominação dada a indígenas de diversos grupos do Brasil, por serem considerados sodomitas pelos europeus. A origem da palavra vem do francês bougre, que de acordo com o dicionário Houaiss possui o primeiro registro no ano de 1172 e significa ‘herético’, que por sua vez vem do latim medieval (século VI) bulgàrus. Como membros da igreja greco-ortodoxa, os búlgaros foram considerados heréticos, e o emprego do vocábulo para denotar a pessoa indígena liga-se à ideia de ‘inculto, selvático, não cristão’ – uma noção de forte valor pejorativo.

!!!!!

Pois é, é aqui que a coisa começa a ficar curiosa.  Diante de tão saborosa associação, saí em busca das ligações entre os pobres búlgaros, a heresia e a sodomia.  E encontrei este artigo, de todos os lugares da internet, nos Science Blogs:

Traumatic anal intercourse with a pig

No post, Darren Naish, um paleontologista britânico, nos brinda com a descrição do artigo científico “Zoophilia: a rare cause of traumatic injury to the rectum“, que descreve um ferimento retal encontrado em um infeliz fazendeiro búlgaro a quem ocorreu ficar na parte passiva de uma relação sexual com um porco.  Para sua infelicidade, o pênis do porco, que mede entre 45 e 65 centímetros, tem uma anatomia assaz curiosa, o que lhe rendeu momentos de infelicidade e não de prazer.

Mas os afazeres da população rural com seus animais de criação não vêm ao caso.  Nos comentários ao post, compreensivelmente mais bem humorados do que o normal nos SB, um leitor informa que a provável associação entre os búlgaros e a sodomia na mente popular tem a ver com o fato de que uma certa heresia foi bastante forte na região dos Balcãs _ a heresia bogomila.  Mais uma vez a Wikipedia nos salva:

The now defunct Gnostic social-religious movement and doctrine originated in the time of Peter I of Bulgaria (927 – 969) as a reaction against state and clerical oppression of Byzantine church. In spite of all measures of repression, it remained strong and popular until the fall of Bulgaria in the end of the 14th century.

Bogomilism is the first significant Bulgarian heresy that came about in the first quarter of the 10th century. The term “Bogomil” means “Dear to God” in Bulgarian. Bogomilism was a natural outcome of many factors that had arisen till the beginning of 10th century. (…) Another factor was the existence of older Christian heresies in the Bulgarian lands. The most influential among those were Manichaeism and Paulicianism, which were considered very dualistic. Manichaeism’s origin is related to Zoroastrianism; that is why Bogomilism is sometimes indirectly connected to Zoroastrianism in the sense of its duality. The social discontent of the peasantry and the presence of the old Christian heresies created a new Christian heresy under the name of Bogomilism.”

Embora o texto a seguir não se encontre mais na atual versão do verbete na Wikipedia, ele consta do comentário lá nos SB e pela internet a fora, explicando o curioso caminhar da associação entre “búlgaro” e “sodomita”:

The name of the movement was bulgarus in Latin (meaning “Bulgarian”), which included Paulicians, Cathars, Patarenes and Albigenses. It became boulgre, later bougre in Old French meaning “heretic, traitor”. It entered German as Buger meaning “peasant, blockhead” (and went on to English as bugger) and the French term also entered old Italian as buggero and Spanish as bujarron, both in the meaning of “sodomite”, since it was supposed that heretics would approach sex (just like everything else) in an “inverse” way. The word went on towards Venetian Italian as buzerar, meaning “to do sodomy” (the sexual acts performed by homosexuals). This word entered German again (see reborrowing) as Buserant and went on to Hungarian as buzerons, becoming buzi around the 1900s, a form still in use as a sexual slur for male homosexuals.

Afinal, já dizia o jurista inglês  Sir Edward Coke no seu Third Part of the Institutes of the Laws of England , de 1644:

Buggery is a detestable, and abominable sin, amongst christians not to be named, committed by carnall knowledge against the ordinance of the Creator, and order of nature, by mankind with mankind, or with brute beast, or by womankind with brute beast.”

***

Então é isso: “buggy” vem do alemão “besouro”.  “Bugre” vem do francês “bougre” para herético, mas também com o significado de “sodomita”, “invertido”.  Imagino que o Paulo Cavalcante lá de Rio Bonito, fundador da Indústria Carrocerias Bugre Ltda., jamais imaginou uma coisa dessas _ muito menos o Steve McQueen.

Se bem que eu sempre desconfiei do Pierce Brosnan, que faz o remake do “Thomas Crown Affair” e mostra as plumas em Mamma Mia…

39s…

Deu no Estadão:

Ministro da Cultura anuncia criação de fundo para a música

Fundo Setorial de Música é o principal incentivos para o setor e atende a uma antiga reivindicação de músicos

Lauro Lisboa Garcia

RECIFE – Em visita à Feira Música Brasil, no Recife, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, anunciou na noite desta sexta-feira, 11, a criação do Fundo Setorial de Música, o principal item de uma série de incentivos para o setor, em janeiro de 2010, atendendo a uma antiga reivindicação de músicos, compositores e produtores. A notícia da venda de música livre de tributação foi recebida com entusiasmo na feira.

(…)

Os investimentos na área de música deverão cobrir toda a cadeia produtiva, desde financiamentos de festivais até downloads remunerados de fonogramas. A verba sairá dos R$ 820 milhões do FNC. O ministro também anunciou a criação de memoriais em homenagem a dois grandes compositores brasileiros, o pernambucano Luiz Gonzaga e o baiano Dorival Caymmi, em seus Estados natais.

Segundo comunicado distribuído à imprensa durante a entrevista coletiva, “a iniciativa antecipa os avanços propostos na reforma da Lei Rouanet”. Bem-humorado, o ministro não resistiu a fazer o trocadilho, dizendo que essa notícia era “música para os ouvidos”.

A área da música tem de passar por várias revisões, como por exemplo, a questão dos direitos autorais, que tem uma “legislação caduca”. “A indústria da música precisa evoluir, porque ela tem potencial. Hoje representa 5% do PIB e 6% do emprego da mão de obra formal”, afirmou o ministro.

Ferreira lembrou que quando entrou no governo há sete anos, como secretário executivo do Minc, a verba da pasta era 0,2% e hoje é 0,6% do orçamento da União. “Mas não dá para comemorar. A gente quer 2 %”, disse. Depois da coletiva o ministro visitou a área de negócios da feira, posou para fotos e continuou concedendo entrevistas individuais, em meio a uma confusa mistura de sons de vários estandes, como o da Warner Music e da TV Brasil. Ferreira ainda passou rapidamente pela área VIP dos palcos do Marco Zero e viu um pedaço do show da cantora Fabiana Cozza.

No meio do trajeto comentou: “O fundo é estratégico, não dá para a música ficar dependendo do departamento de marketing de empresas. O dinheiro é público, então por que a gente não disponibiliza diretamente para os produtores, para os projetos? É isso que a gente quer” afirmou o ministro.

“A fórmula é universal. Estive agora em Portugal, e o fundo das artes de lá funciona muito bem, como principal instrumento de financiamento, e é o que a gente quer fazer aqui. O nosso Fundo Nacional de Cultura atual não tem dinheiro, é burocrático. Essa mudança vai permitir que a gente tenha um fundo que vai fazer desde parceria, financiamento com retorno para reinvestir no fundo, financiamento a fundo perdido. Ou seja, a gente está criando de fato uma estrutura moderna.” “

***

Pra quem se lembra, esse é o mesmo Ministro que há um tempo atrás tratorou as instâncias técnicas de concessão de incentivos para liberar uma grana para a turnê de Caetano Veloso, sob o pretexto de, apesar de Caetano já ser um artista consagrado, ser necessário “reduzir o custo do ingresso” para que o popular possa ir ao espetáculo.   De fato, havia como contrapartida ao incentivo o compromisso de redução do valor do ingresso…embora ninguém pareça ter explicado ao Ministro que shows ao vivo têm um número limitado de assentos, e que quem tem grana tem mais capacidade de comprar logo seu ingresso até pela internet.

[mais curioso é o fato do mesmo artista, alguns meses depois, ter mordido a mão que o alimentou, o que diz muito sobre a teórica capacidade de aliciamento do governo]

***

Agora, espantoso mesmo é que a indústria musical brasileira é tida como uma das mais bem sucedidas do planeta.  Porque diabos ela precisa de estímulos desse tipo é algo que me escapa.

Isso aqui é muito pior do que rickrolling!

Bem…

Primeiro eu vi a notícia da morte da Leila Lopes no Estadão, e postei.

Depois percebi que alguns dos meus 4,5 leitores já haviam me avisado do falecimento da atriz em comentários.

E agora acabo de constatar que até as 11:15 da manhã eu já tive mais de oito mil acessos no post “Leila Lopes e o pornô“.

Internet é um negócio esquisito.

***

UPDATE (13:15):

11.000 acessos, e subindo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

  1. Clone Patent Laws
  2. Legally Redefining “Slavery”
  3. Rewriting the Sex Laws
  4. Legally Redefining “Parents”
  5. Genetic Discrimination Laws
  6. Mandatory Life Span Limits

Daqui.

Títulos de filmes pornô em Portugal (seleção dos mais pitorescos):

Virgem de Neve e os 7 Matulões

Fogo no rabo

Línguas viperinas

Fátima, Altar do Mundo

Mete o teu Diabo no meu Inferno

O ANALista Negro

Um Burro Com Sorte

A Tua Aguenta Com 5

Papá, Eu Como a Tua Mulher

Buracos Bem Abertos Por Martelos Gigantes

Computas Em Casa

Todo o Mundo É Cornudo

Pijaminha de Cuspo

Lambe-me Toda I

Lambe-me Toda II”

Do blog Gene Expression, copiando matéria do Boston Globe:

It’s hard to say exactly how much support the theory of evolution enjoys in the world’s Muslim countries, but it’s definitely not very much. In one 2006 study by American political scientists, people in 34 industrial nations were asked whether they agreed or disagreed with the idea that human beings evolved from earlier life forms. Turkey, the only Muslim country in the survey, showed the lowest levels of support – barely a quarter of Turks said they agreed. By comparison, at least 80 percent of those surveyed in Iceland, Denmark, Sweden, and France agreed. (The United States ranked second lowest, after Turkey, at 40 percent.) Turkey is widely seen as the most culturally liberal Muslim nation, and on attitudes about evolution, other polling has borne this out: A recent study of religious attitudes found that only 16 percent of Indonesians, 14 percent of Pakistanis, and 8 percent of Egyptians believed in evolution.

Taí, deve ser por isso que os EUA preferem invadir os países islâmicos aos europeus.  E periga de depois de completarem a “Revolução Republicana”, com direito um período de Sarah Palin e Intelligent Design, acabarem ficando mais parecidos ainda…

(*) copirráite Samurai

Matéria do Estadão de hoje dá conta da ação do DEM na aprovação de uma lei que busca limitar os financiamentos do BNDES a empresas brasileiras no Exterior, em particular empreiteiras realizando obras em outros países:

Construtoras tentam barrar projeto que limita BNDES

SÃO PAULO – Rivais no canteiro de obras, fora dele as maiores construtoras do País se juntaram para derrubar o que dizem ser uma ameaça a seus negócios: um projeto de lei que proíbe o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de financiar obras fora do Brasil. (…) Estimuladas pelo governo Lula e sua política de ocupação comercial da América Latina e da África, empresas como Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa estão construindo hidrelétricas, portos e metrôs em outros países, com financiamento do BNDES.

(…) O projeto que tramita no Senado, de autoria do senador Raimundo Colombo (DEM-SC), fecha essa fronteira. Ele proíbe que “o BNDES financie governos de outros países e suas empresas”.

O papel do BNDES não é esse. Ele não pode dar dinheiro para um metrô na Venezuela ou um porto em Cuba, quando tem tanta coisa para fazer no Brasil”, afirma Colombo. Quando chegou ao Senado, no começo do ano, o projeto de Colombo chamou a atenção das construtoras e do BNDES. Mas a preocupação cresceu mesmo depois do parecer favorável da relatora da Comissão de Constituição e Justiça, a senadora Kátia Abreu (DEM-TO). No seu parecer, a senadora afirma que a função do BNDES foi “desvirtuada com o financiamento de governos estrangeiros”.”

(…) O governo, por sua vez, afirma que o apoio oficial é fundamental para abrir mercado para as empresas brasileiras. “Esse projeto é um tiro no pé com a melhor das intenções. Ele só prejudica as empresas brasileiras”, afirma o ministro do Desenvolvimento, Miguel Jorge, a quem o BNDES está subordinado.

***

No mais, é interessante comparar essa preocupação da Kátia Abreu com os empréstimos do BNDES a construtoras com outros empréstimos da entidade, principalmente quando dedicados à sua base eleitoral:

Kátia Abreu diz que BNDES liberou R$ 200 mi para frigorífico

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), afirmou nesta sexta-feira, 27, que o Banco Nacional de Desenvolvimento econômico (BNDES) já liberou a carta de crédito de R$ 200 milhões para que o Banco do Brasil possa realizar operações de empréstimo ao Frigorífico Independência SA.

Segundo a senadora, os recursos serão destinados exclusivamente ao pagamento dos pecuaristas que forneceram animais para a empresa. “A condição é essa. O dinheiro é carimbado”, disse ela. Indaga se esta exclusividade poderia ter algum entrave jurídico dentro do processo de recuperação judicial da empresa, Kátia Abreu disse que o que pode acontecer no caminho é inflamar os outros credores. “Mas sobre isto não posso opinar”, concluiu.”

***

Kátia Abreu defende socorro a pequenos e médios frigoríficos

A senadora Kátia Abreu (DEM-TO), presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), disse ontem, terça-feira, 17, que os recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) não podem ser aplicados para socorrer apenas os frigoríficos que “estão pela hora da morte”.

Kátia defendeu que pequenos e médios frigoríficos também sejam socorridos “de maneira justa”, segundo informa a matéria da repórter Fabíola Salvador da Agência Estado.

Na opinião da senadora muitos frigoríficos imobilizaram unidades com recursos de capital de giro, estratégia que se mostrou, segundo suas palavras, um “desastre”.”

***

países menos desenvolvidos não tem problemas com esse tipo de atuação de seus bancos de desenvolvimento…

“The Export-Import Bank supports the financing of U.S. goods and services, maintaining, and creating more U.S. jobs…

***

A verdade é que financiamento às exportações de bens e serviços por empresas nacionais sempre foi uma forte arma competitiva em determinados segmentos, principalmente construção e equipamentos pesados (como construção naval), e qualquer técnico do setor sabe disso.  O lance é que o DEM, como Reinaldo Azevedo, já resolveu mandar o país às favas, se isso for necessário para chegar ao poder em 2010.

Se alguém aí já visitou o Mercado Modelo em Salvador, sabe que no subsolo do prédio existe uma ampla galeria com um espelho d´água.  Em reforma recente, acrescentaram pisos de concreto.  O interesse histórico ali, dizem, é que antigamente aquele era o local onde se comercializavam escravos, vindos diretamente da África e aportados ali por canoas vindas dos navios negreiros ancorados na Baía de Todos os Santos (*).

Alguma boa alma, preocupada com a saúde e bem estar dos turistas, afixou sobre o espelho d´água o seguinte cartaz:

watercare

A intenção é boa, mas periga de acontecer o contrário, e algum gringo ou gringa se jogar ali buscando um benfazejo e estimulante “water care” para a pele..ou então achar que se trata de um sistema primitivo de preservação da água.

Cortesia da Prefeitura de Salvador, que, dizem, mantém o prédio…

***

Mais à frente, já no Pelô, havia uma carrocinha vendendo côco gelado, ou no dialeto do inglês falado em Salvador, “Coconut Ice”.

(*) Encontrei tanto a versão de que o prédio foi construído em 1861 para abrigar a Alfândega da cidade, quanto a de que teria sido inaugurado em 1912.  Claro que só uma das versões abrigaria a história dos escravos.  Uma história ainda mais confusa pode ser encontrada aqui. Ou aqui.  O site da Receita Federal, porém, esclarece tudo: existiu um Mercado Modelo construído em 1912 que foi destruído, passando então a abrigar-se no prédio da Alfândega, este sim construído entre 1849 e 1861.  Agora, se a história dos escravos é verdadeira, não sei.  O site da Secretaria de Turismo de Salvadordiz apenas que durante as reformas em 1983 descobriram o subsolo, que era usado para guardar vinhos, classificando como “lenda” a história dos escravos.

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Ops!

Bom, se a moda pega

Original Post | 4:07 p.m. Seven people have been killed and twelve wounded in a mass shooting at the Army base at Fort Hood, Texas, on Thursday, according to Lt. Col. Nathan Banks, an Army spokesman. Lt. Col. Nathan Banks told my colleague David Stout that the shootings started at about 1:30 p.m. Eastern Time and that the base has been locked down. He added that one person is in custody but there is believed to be at least one more gunman still at large.”

Espero que nada assim aconteça no NORAD…

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Se você pensa que a paixão irremovível pela propriedade intelectual viceja apenas no coração das grandes gravadoras e estúdios de Hollywood, está enganado.

Tom Sanford é um artista em NYC e um queridinho por .  Alguém foi dizer pra ele que um sujeito na Dinamarca havia decorado sua cozinha com reproduções de pinturas dele.  Ele foi atrás do sujeito no Facebook e…

This unexpected quasi-honor makes me think perhaps I have a future in home decor or maybe I could get on Top Design (a la Ryan Humphrey). I eagerly await IKEA’s offer to design kitchens. In the mean time, any and all contractors, interior designers, or DIYers are welcome to use my intellectual property in order to liven up that kitchen nook, just let me know first please!

Portanto, de hoje em diante, tenha cuidado com as fotos caseiras que você põe em seus perfis de redes sociais.  Você pode acabar sendo recriminado publicamente por um autor cujas obras você talvez nem reconheça que sejam dele…

Ok, já era suficientemente estranho o fenômeno dos “famosos por serem famosos”.

Mas agora, há os famosos por serem ex-famosos.  E o negócio já está virando profissão.

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“More Sid & Nancy than Ben & Jerry”

E, se havia ainda alguma dúvida de que o Punk acabou:

Sex Pistols threaten ice-cream firm over ‘God Save the Cream’ strapline

Lawyers demand that company stops using Sex Pistols-related imagery on T-shirts, deck chairs and online material

The Sex Pistols are threatening legal action against a boutique ice-cream maker for using the advertising strapline “God Save the Cream” and images of a version of the band’s famous single sleeve featuring the Queen on a union flag background.

Icecreamists, the company behind the ad campaign, describes itself as a “subversive ice-cream brand” and is running a concession within the Selfridges storefront on Oxford Street, central London, until November.”

***

OK: então vivemos em um mundo onde os punks defendem as ferramentas do establishment contra uma empresa que usa métodos subversivo-virais de marketing.  I´m done.

***

Me parece baixa a probabilidade dos Sex Pistols aderirem ao Pirate Party tão cedo.

Shorter Paulo do FYI:

Eu sou branco, e vocês?

O Senador Tom Coburn _ médico, representante republicano pelo Oklahoma _ acaba de lançar uma guerra contra a ciência política.

Em uma proposta legislativa, ele simplesmente propõe acabar com o financiamento de toda a pesquisa em ciência política pela NSF, a National Science Foundation norte-americana.  Motivo:

“”Americans who have an interest in electoral politics can turn to CNN, Fox News, MSNBC, the print media, and a seemingly endless number of political commentators on the Internet.

Brincadeirinha, não é esse o motivo não.  Bom, sim, ele disse isso, de fato.  Mas eu desconfio que o motivo real é este:

The National Science Foundation has misspent tens of millions of dollars examining political science issues which in reality have little, if anything, to do with science [such as]….

The Human Rights Data Project: which concluded that the United States has been “increasingly willing to torture enemy combatants and imprison suspected terrorists,” leading to a worldwide increase in “human rights violations” as others followed-suit;

Sua lista de “abominações”, isto é, exemplos de mal emprego do dinheiro público, também cobre:

$11,825 to study “Prime Time Politics: Television News and the Visual Framing of War;

$91,601 to conduct a survey to determine why people are for or against American military conflicts;”

Daniel Drezner, Crooked Timber e Monkey Cage cobrem o assunto.

***

É pena que existam democratas nos EUA, pois penso que, deixados entregues a si mesmos, os Republicanos rapidamente levariam seu país à Idade da Pedra.

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“Print is the sharpest and the strongest weapon of our party”

Aparentemente está rolando por aí uma tentativa de…hum, aumentar o conteúdo conservador da Bíblia, entre todos os livros do mundo.

E eu que pensava que a bronca era só com a Constituição.

Eis o decálogo que orienta o projeto, segundo o Crooked Timber:

1. Framework against Liberal Bias: providing a strong framework that enables a thought-for-thought translation without corruption by liberal bias

2. Not Emasculated: avoiding unisex, “gender inclusive” language, and other modern emasculation of Christianity

3. Not Dumbed Down: not dumbing down the reading level, or diluting the intellectual force and logic of Christianity; the NIV is written at only the 7th grade level[3]

4. Utilize Powerful Conservative Terms: using powerful new conservative terms as they develop;[4] defective translations use the word “comrade” three times as often as “volunteer”; similarly, updating words which have a change in meaning, such as “word”, “peace”, and “miracle”.

5. Combat Harmful Addiction: combating addiction by using modern terms for it, such as “gamble” rather than “cast lots”;[5] using modern political terms, such as “register” rather than “enroll” for the census

6. Accept the Logic of Hell: applying logic with its full force and effect, as in not denying or downplaying the very real existence of Hell or the Devil.

7. Express Free Market Parables; explaining the numerous economic parables with their full free-market meaning

8. Exclude Later-Inserted Liberal Passages: excluding the later-inserted liberal passages that are not authentic, such as the adulteress story

9. Credit Open-Mindedness of Disciples: crediting open-mindedness, often found in youngsters like the eyewitnesses Mark and John, the authors of two of the Gospels

10. Prefer Conciseness over Liberal Wordiness: preferring conciseness to the liberal style of high word-to-substance ratio; avoid compound negatives and unnecessary ambiguities; prefer concise, consistent use of the word “Lord” rather than “Jehovah” or “Yahweh” or “Lord God.”

Em que pese o inusitado de certas diretrizes muito radicadas em nosso século (como a de número 7, por exemplo), só posso dizer o seguinte: isso aí não tem novidade alguma.

Deu no “Blog do Servidor“, no Correio Braziliense:

Subindo!?!?

Uma resolução do Conselho Superior da Advocacia-Geral da União publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial regulamenta as promoções que regem as Carreiras da Advocacia-Geral da União.

As regras para se pegar o elevador estão mais claras.

Destaque para o artigo 10:

“A apuração dos pontos para fins de elaboração da lista de classificação para a promoção por merecimento considerará, observado o disposto neste regulamento:

I – a presteza e a segurança no exercício das atribuições e no desempenho das funções do cargo;

II – a participação e o aproveitamento nos cursos de formação e aperfeiçoamento;

III – a publicação de matéria doutrinária de natureza jurídica e de gestão administrativa;

IV – o exercício das funções em local definido como de difícil provimento; e

V – o exercício de cargo em comissão e o exercício de atividades relevantes.

Parágrafo único. Somente poderá concorrer a promoção por merecimento, o membro da Advocacia-Geral da União que integre a primeira terça parte da lista de Antiguidade da respectiva categoria, salvo se não houver candidatos que se enquadrem nesse requisito. (redação alterada pela Resolução nº 4, de 18 de junho de 2009).” [grifo meu]

***

Talvez o vulgo não saiba, mas existem basicamente duas formas de promoção no serviço público: uma por antiguidade, a outra por merecimento.

Se eu bem entendi o texto do parágrafo único aí em cima, só os mais antigos merecem a promoção por merecimento…

***

Trabalhar na AGU deve ser dose.

Deveria estar exigindo a invasão do Reino Unido AGORA!

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No e-bay UK

Deu no Correio Braziliense:

militarvinculado

Com os 2% pra cultura, e os 18% da Educação, já são 25%27%…daqui a pouco não vai sobrar nem pra pamonha.

Quando você pensa que já viu tudo, você se depara com RunPee.com.

O nome é auto-explicativo, mas lá vai: o site lista filmes, e os momentos dos filmes em que é possível dar uma escapadinha ao banheiro.   Eis um exemplo para District 9:

runpee

E ainda tem um mecanismo espertinho que mistura as letras da descrição da cena, para aqueles que não gostam de spoilers.

Pena que o acervo ainda é pequeno, especialmente de filmes clássicos.  É claro que o site lida com sensações muito subjetivas.  O primeiro Star Wars, por exemplo, só tem uma oportunidade para ir ao banheiro, segundo o site.

Por outro lado, é difícil imaginar qual a utilidade do RunPee.com na idade do DVD, mas…

Morris-Albert-Feelings-235553

“Ôu, ôu, ôu, ôu, ôu, feeeee-lings!!!!!!!!!!!!!!!!!”

Deu no Valor:

Cautelosos sobre o futuro, economistas mostram pessimismo em agosto

Valor Online09/09/2009 19:08 Texto: A- A+

SÃO PAULO – A preocupação com os gastos públicos e com a inflação no médio e longo prazo resultou em uma inversão do indicador de percepção dos economistas do país, que passou de otimista a pessimista de julho para agosto.

O chamado Índice de Sentimento dos Especialistas em Economia (ISE) medido pela Fecomercio e pela Ordem dos Economistas do Brasil (OEB), caiu 6,8% no período ao passar de 105,4 pontos para 98,2 pontos. Pontuações abaixo de 100 indicam pessimismo e acima desse patamar otimismo.”

***

“Índice de Sentimento dos Especialistas em Economia”?

Esse povo da Fecomercio não tem mais o que fazer não?

***

Diz o site da OEB:

Nota metodológica

O Índice de Sentimento dos Especialistas em Economia (ISE) é computado pela Fecomercio, em parceria com a Ordem dos Economistas do Brasil – OEB – desde junho de 2008. A pesquisa detecta as perspectivas dos economistas em relação às tendências da economia nacional e mundial. Sua composição, além do índice geral, apresenta-se em: percepção presente e expectativas futuras. O ISE varia de 0 (pessimismo total) a 200 (otimismo total). Envolve pesquisa mensal com cerca de 100 economistas renomados de todo País, por meio de metodologia similar àquela utilizada para a apuração do Índice de Confiança do Consumidor (ICC), da Fecomercio.”

Hummm.  “100 economistas renomados“.  Com que representatividade?  Com que estratificação? São tantas perguntas, tão poucas respostas, que eu não sei qual é meu feeling quanto a isso…

wtcsolitude

Hein?  Hein??

Do UOL Notícias:

“(…) À medida que o aniversário dos ataques de 11 de setembro de 2001 se aproxima na sexta-feira, as peças dos escombros do World Trade Center daquele dia nunca estiveram mais acessíveis. Uma nova campanha está sendo feita para acelerar o processo e aumentar o volume de doações de peças de aço pequenas e grandes dos destroços.

A Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey, que é dona do aço, convidará os departamentos de polícia e bombeiros, prefeitos e outros líderes de cidades em todo o país a requisitarem pedaços de escombros para construir memoriais. A Autoridade Portuária contemplou cerca de 25 pedidos no ano passado, e tem cerca de mais uma dúzia pendentes. Nas últimas semanas, caminhões transportaram colunas de aço retorcidas de centenas de quilos para York, Pennsylvania, e Westerville, Ohio. Uma peça menor foi enviada para os escritórios de Defesa Aérea da Força Aérea dos EUA em Rome, Nova York.”

***

Pronto: os “souvenirs” do WTC já já vão virar uma espécie de “kriptonita cívica” a serviço do wingnutismo anaeróbico, contra os “super-homens islamofascistalinistas de esquerda“…

Paulo do FYI tem um post de nome sugestivo: “History is a bitch“.   Seu blábláblá usual sobre as bias, que devem ser primas do Biajoni, servem pretensamente como uma introdução ao que ele imagina ser o prato principal do post, um artigo de Robin Phillips intitulado, er, “Social engineering and the dark side of the American Left“.

Deixando de lado o fato de que o próprio empreendimento dos Founding Fathers (“city upon a hill etc”) e dos Framers of the Constitution nunca foi nada mais nada menos do que engenharia social em ação, e que em seguida os “native americans” tiveram conhecimento em primeira mão do que é a eugenia prática pelas mãos dos pioneiros do oeste que de left só tinham talvez a orientação geográfica que seguiam, o fato é que o texto cuja apreciação Paulo nos propõe é apenas um requentamento das teses de Jonah Golberg em seu “Liberal Fascism”.  E de má qualidade.  Exemplo:

“Although the American left no longer advocate eugenics, forced sterilization and race-directed abortion as a means to achieving racial utopia, ethnicity remains just as central in the minds of liberal social planners. This can be seen in the numerous affirmative action programs which mandate positive discrimination against whites.”

Ah, wingnutism, coerência nunca foi teu forte.

Mas vamos poupar palavras, porque acho que quase tudo sobre essa bobagem já foi dito aqui.  Depois, se quiserem, leiam isto aqui também.

Tinha passado batido, mas Tio Rei escreveu um post sobre os Apóstolos, ontem:

Apóstolos

sexta-feira, 4 de setembro de 2009 | 19:51

Sei que, para muita gente, a questão é irrelevante. Mas é relevante para outros tantos e para mim. Escrevi:

“Apóstolos, originalmente, eram 12. Missões divinas dadas a Paulo e Barnabé também permitem que os chamemos assim. Pronto! 14 ao todo! Até a chegada de Hernandes, o 15º elemento. Todos os apóstolos tiveram contato direto com Jesus (…)”.

Achei que estava claro que Paulo e Barnabé não faziam parte dos 12 originais – ou 13, se quiserem, já que Matias entrou no lugar de Judas Iscariotes. A “missão divina” é aquela inspirada pelo próprio Jesus, sem que isso tenha significado convivência pessoal.

(…)” [grifo meu]

***

Como é que é?  Sai Judas, entra Matias, e vamo que vamo?

Será que eu bebi demais no almoço, ou o jogo de hoje à noite me fez enxergar ali uma escalação de time de futebol??

presidente-collor

Um homem de palavras certeiras

Comunicado de fato relevante:

Collor é eleito integrante da Academia Alagoana de Letras

Eleição do senador foi feita com base no conjunto de artigos publicados em jornais na imprensa local e nacional

Ricardo Rodrigues – Agência Estado Tamanho do texto? A A A A

MACEIÓ – O ex-presidente, atual senador por Alagoas, Fernando Collor de Mello (PTB) foi eleito hoje o mais novo integrante da Academia Alagoana de Letras. Ele ocupará a cadeira de numero 20, que pertencia ao médico Ib Gatto Falcão, ex-presidente da Academia.

Fernando Collor de Mello obteve 22 votos dos 30 membros da Academia que compareceram à votação. Foram computados ainda 8 votos em branco e nenhum nulo. O presidente da Academia, bispo D. Fernando Iório, que está há sete meses no comando da casa, disse nunca tinha visto uma votação tão expressiva quanto essa. Segundo ele, dos 40 membros, 30 compareceram para votar.

A eleição do senador foi feita com base no conjunto de artigos publicados em jornais na imprensa local e nacional. Collor de Mello foi representado pelo presidente do Instituto Arnon de Mello, Carlos Mendonça. Collor foi comunicado por telefone. A posse ainda não foi marcada.”

***

Uma dúvida: os acadêmicos das Academias de Letras estaduais e municipais também são “imortais”?  Ou são imortais relativos, locais?  Meio como o Conde Vlad, imortal mas só na Transilvânia?

***

Collor foi eleito com base no “conjunto de artigos publicados“:

(…)o liberalismo, antes de doutrina, é sentimento. Está enraizado na natureza humana, porque encarna um valor inestimável que rege a nossa existência: a liberdade. Ela é tão importante para o nosso espírito quanta a pele para o nosso corpo – sem elas não podemos viver em plenitude. É ela, a liberdade, em sua real dimensão, a essência da proposta liberal, a sua força e a sua razão de existir.

***

Será que o “conjunto de posts publicados” neste blog um dia me credenciarão para um fardão na Academia Brasiliense de Letras?

Quem viver, verá!

pole-dancer

Se existe um Deus, ele está de sacanagem:

bellchior_oab

Apenas uns rapazes latino americanos

Será que Sarney vai pedir o arquivamento das denúncias contra ele como preço do resgate do cantor?

Ou será que eles fazem parte da Confraria do Bigode, uma sociedade secreta dos tempos da brilhantina e do rapé?

microsoftpoland

Clique para ampliar

Deu no UOL:

Microsoft pede desculpas por ter apagado imagem de negro em propaganda

WASHINGTON, EUA, 26 Ago 2009 (AFP) – A Microsoft pediu desculpas por ter modificado a fotografia de uma campanha publicitária da empresa na Polônia para apagar um homem negro da imagem.

A foto da propaganda, que pode ser vista no site da gigante norte-americana da informática, exibia uma mulher branca, um homem negro e um homem asiático sentados em torno de uma mesa de reuniões.

Mas a mesma fotografia, na versão polonesa da propaganda, apresentava um homem branco em vez de um negro.

Em uma mensagem exibida no site de microblogs Twitter, a Microsoft classificou a iniciativa de “um erro de marketing” e expressou suas “sinceras desculpas”.

“Estamos retirando essa imagem”, acrescentou a empresa de Redmond (Washington, noroeste).

***

Mais detalhes aqui.  Pelo visto a Microsoft é tão adaptável quanto a Google.

***

Em um post, aliás bem bacaninha (o Paulo é capaz de alguns posts bacaninhas quando não está ocupado demais pedindo (hereticamente, pelos seus padrões) pela volta da fair doctrine em necrológios) do Paulo do FYI, ele diz o seguinte:

- Working globallyIn 1999 I was working for a large Telecom company. We had customers all over the world and co-workers from all over the world. But now things are a much more wide spread. I have daily meetings with people that are all over the US, my co-workers are many times in different time zones, and I would say 95% of my job is done via email. When email is down I am dead in the water. Specialization is also increasing big time. Today my role is so particularly detailed that I don’t think one could easily replace me without a few months of ramp up. I don’t even know if my 1999 self would understand right away how complex my current work is. I am also working longer hours than I did before, but that might be a consequence of my career stage more than any technology change.” [grifo meu]

Fico pensando se a Microsoft tem empregados especializados em adequar seu marketing às “culturas locais“…

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Por outro lado pode ser uma má idéia se você tiver concepções inapropriadas

Deu no África 21:

África é a região do mundo que recebeu menos turistas em 2008

A Europa é a região com mais entradas internacionais, com um registo de 488 milhões de turistas recebidos em 2008.

Luanda – O continente africano recebeu 47 milhões de turistas em 2008, o que corresponde a cinco por cento de um total de 922 milhões de entradas internacionais de turistas. Trata-se da menor percentagem, comparativamente com outras regiões do mundo.

A informação foi avançada segunda-feira, em Luanda, pelo representante da Organização Mundial do Turismo (OMT), Hélder Tomás, quando falava na sessão de abertura do curso de formação de formadores para o CAN 2010, nas áreas de serviços de Guias Turísticos, de Mesa, e para Recepção.

A Europa, segundo os dados fornecidos por Hélder Tomás, é a região com mais entradas internacionais, com um registo de 488 milhões de turistas recebidos em 2008, cifra correspondente a 53 por cento do total, seguida pela Ásia/Pacífico, com 184 milhões (20 por cento).

As Américas e a região do Médio Oriente seguem-se à Ásia e Pacífico, com um registo de 147 milhões (16 por cento) e 56 milhões (seis por cento), respectivamente.

De acordo com a fonte, essa movimentação de turistas gerou 994 biliões de dólares norte-americanos, o que corresponde a um aumento de 1,8 por cento em relação ao ano 2007.

***

Levando em conta que a Humanidade surgiu na África, e saiu de lá pra colonizar o mundo, a verdade é que somos mesmo uns filhos ingratos.

01133435

Mas não me taxe

Deu no Estadão:

Nova Rouanet terá fundos para artes cênicas e literatura

Pressão de setores conduz a mudanças no texto definitivo; metade do dinheiro do FNC vai para Estados e Municípios

A nova Lei Rouanet, o texto que incorpora sugestões de mais de 2 mil produtores de todo o País, vai chegar ao Congresso este mês bastante encorpada. O Estado teve acesso exclusivo às principais modificações. Em vez de cinco novos fundos de financiamento direto à cultura, serão agora sete – foram criados também o Fundo das Artes Cênicas e o Fundo da Literatura e das Humanidades (que não existiam no projeto original).

A criação do Fundo das Artes Cênicas foi resultado direto da pressão das categorias ligadas ao teatro e dança no Ministério da Cultura. O Fundo da Literatura e das Humanidades atende a pedidos de grupos como o Movimento Literatura Urgente, que pedia a separação da produção literária do mercado editorial.

O cinema dos documentaristas, curtas-metragistas e os festivais não terá um fundo específico, como pleiteava. Mas terá cadeira cativa no conselho do Fundo do Audiovisual, que terá dois conselhos gestores, um para o cinema industrial e outro para o independente. Dois sistemas de gestão paralelos, considera o Ministério da Cultura, permitirão que o cinema “de formação do olhar, de formação de quadros” também possa ser subsidiado (atualmente, os documentaristas e curtas-metragistas se queixam que não conseguem nem ser recebidos pelos departamentos de marketing das empresas).

O texto definitivo, que será agora debatido pelo Congresso, traz ainda outras novidades. Cerca de metade do dinheiro (fala-se em 47%) arrecadado pelo Fundo Nacional de Cultura vai ser obrigatoriamente repassado a Estados e municípios. Mas é um dinheiro “carimbado”, ou seja, não poderá ser utilizado em despesas de custeio dos Estados e municípios – terá de ser necessariamente transferido a artistas e produtores por meio de editais públicos.

Este trecho é interessante:

Outra novidade diz respeito ao “dirigismo cultural”. Um dos artigos da nova legislação veta explicitamente a análise subjetiva e garante a impessoalidade no sistema de avaliação. O Ministério da Cultura instituiu há pouco mais de um mês um concurso de pareceristas para dar mais agilidade ao processo de análise de projetos. Conseguiu a inscrição de 500 novos analistas, e também está criando, na nova lei, um mecanismo novo – o sistema de avaliação entre pares.” [grifo meu]

Sei.

***

O que sempre pensei sobre o assunto é o seguinte: um sério problema do nosso incentivo à cultura sempre foi o de pensar no produtor de cultura e não no consumidor.  A razão disso é mais ou menos óbvia: os produtores são grupos de interesse focado, com certa repercussão na mídia, que conseguem arrancar suas reivindicações ao governo de plantão.

O novo modelo de incentivo à cultura até que tenta olhar para o consumidor, mas a meu ver de forma meio esdrúxula, com a criação do tal Vale-Cultura, calcado no sistema do vale-alimentação.  O diabo é que provavelmente o lobby dos produtores ainda continuará lá na outra ponta, pressionando agora na hora de resolver quem pode e quem não pode se credenciar para aceitar os vales na bilheteria, ou seja, as “empresas recebedoras” assim definidas no PL que cria o Vale:

Art. 5o Para os efeitos desta Lei, entende-se por:

I – empresa operadora: pessoa jurídica cadastrada junto ao Ministério da Cultura, possuidora do Certificado de Inscrição no Programa de Cultura do Trabalhador, autorizada a produzir e comercializar o Vale-Cultura;

II – empresa beneficiária: pessoa jurídica optante pelo Programa de Cultura do Trabalhador e autorizada a distribuir o Vale-Cultura a seus trabalhadores com vínculo empregatício, fazendo jus aos incentivos previstos no art. 10;

III – usuário: trabalhador com vínculo empregatício com a empresa beneficiária; e

IV – empresa recebedora: pessoa jurídica habilitada pela empresa operadora para receber o Vale-Cultura como forma de pagamento de serviço ou produto cultural.

O Vale-Cultura terá o valor de R$50,00 e será devido a trabalhadores que ganhem até 5 salários mínimos, no caso das empresas que optarem por participar do Programa de Cultura do Trabalhador.  O interessante do negócio é o seguinte: as empresas optantes têm benefícios fiscais (até 1% do imposto devido pela empresa beneficiária), mas também podem descontar o Vale-Cultura do salário dos empregados (até 10% no caso dos trabalhadores que ganhem até 5 SM, e até 90% no caso dos trabalhadores acima dessa faixa).  Está previsto um mecanismo pelo qual o trabalhador pode optar por não receber o Vale-Cultura _ mas por si só já é interessante essa decisão do “legislador” (no caso o Poder Executivo, que é quem propôs a medida) em fazer o sistema funcionar como “opt-out” e não “opt-in” _ Richard Thaler teria muito a dizer sobre essa “arquitetura de escolha“.

Mas voltando à vaca fria, minha impressão é a seguinte: o ideal mesmo seria “formar público” que tivesse gosto pela cultura usando o sistema educacional.  Este texto da professora Deolinda Vilhena, que está no site do MinC, e que tem boas e más idéias, resume bem o que penso:

No lugar de brigarmos por Leis de Incentivos deveríamos nos empenhar em lutas que obrigassem o Estado a assumir suas responsabilidades. Formando professores, fazendo valer a obrigação dos cursos de Educação artística nas escolas, do maternal ao último do Ensino médio, permitindo a formação de platéias, que garantirão num futuro distante, talvez, mas seguro, que os teatros desse país não mais vivam à míngua e, os que dele vivem percam essa postura de mendigos.”

Essa é uma possibilidade que ficou, senão perdida, menos viável depois que algum gênio resolveu separar o Ministério da Cultura do da Educação lá pelos idos de 1985.  Aliás, o gênio chamava-se José Sarney…

muleque

O moleque aí chama-se Genadii Karatzkevitch, é ucraniano , e acaba de faturar a Olimpíada Internacional de Informática…com apenas 14 anos (a Olimpíada é aberta para jovens até 20 anos).

Trecho da entrevista com ele:

- How did you come to be a member of the Belarus team?

- I started learning informatics when I was eight. Initially my parents, who are computer programmers teaching at the University in Gomel, helped me. We don’t have specialized informatics classes, so I entered for mathematics. Nevertheless I started participating in national competitions. Those who rank in the top ten go to training camps. They are organized twice a year and the four with the highest scores go to the World Olympiad. That is how I ended up in the team.”

De se notar:

_ ambos os pais são professores de programação _ e ensinaram programação ao moleque quando ele tinha 8 anos.

_ a Ucrânia mantém “campos de treinamento” para programadores.

Onde é que esse mundo vai parar?

Deu no Globo:

Mídia destaca caso de apresentador acusado de encomendar mortes

O caso do deputado estadual amazonense Wallace Souza, acusado de ser o mandante de assassinatos para aumentar a audiência de seu programa de TV e se livrar de criminosos rivais, é destaque na imprensa mundial nesta quinta-feira.

“Apresentador de TV brasileiro é acusado de comandar gangue criminosa mortífera”, diz a manchete do jornal britânico The Guardian, que destaca que a polícia de Manaus está reabrindo dezenas de crimes não solucionados depois que uma investigação de 12 meses ter sugerido que o deputado seria o chefe de uma gangue criminosa.

Na longa reportagem, o jornal destaca a imunidade parlamentar de Souza.

“Há histórias reais que podem superar o roteiro de cinema policial mais rocambolesco”, diz o diário espanhol El País, afirmando que este é o caso de Wallace Souza.

A polícia do Amazonas começou a investigar o deputado em outubro passado, e em buscas em sua casa, encontrou grande quantidade de dinheiro, munições e cartuchos de balas retirados de locais de crimes.

Audiência

A imprensa internacional destaca que os crimes foram cometidos para aumentar a audiência do programa apresentado pelo deputado – Canal Livre – em uma TV local de Manaus e diz que sua equipe de filmagem era sempre a primeira no local do crime, o que teria feito a polícia suspeitar.

(…)

Na Coreia do Sul, o site de notícias The Chosun Ilbo afirma que, segundo as autoridades brasileiras, “as investigações mostram que Souza ou seu filho ordenavam os assassinatos e depois entravam em contato com a equipe de filmagem para avisar onde estavam as vítimas”.” [grifo meu]

***

Depois falam mal do Senado.

É porque não conhecem os “atos secretos” das Assembléias Legislativas…

Deu no Valor:

Argentina estatiza futebol pela TV

O governo argentino está prestes a fechar um pacote de ajuda aos clubes de futebol do país, por meio da compra dos direitos de transmissão das partidas pela televisão. O plano busca tirar o futebol argentino de uma profunda crise, que já causou o adiamento do início campeonato local.

Anteontem à noite, a Associação de Futebol da Argentina (Afa) anunciou o rompimento do contrato com a empresa TSC, que detinha os direitos de transmissão dos jogos do campeonato argentino. A TSC é uma sociedade entre a Torneos y Competencias (empresa de eventos esportivos) e o grupo de mídia Clarín, que edita o maior jornal do país.

Segundo a imprensa argentina, o governo de Cristina Kirchner ofereceu ontem US$ 158 milhões por ano pelos direitos de transmissão, o dobro do que a Trisa vinha pagando. O acordo final, válido por dez anos, deve ser anunciado hoje, durante um encontro entre o presidente da Afa, Julio Grondona, e a presidente Cristina.

***

Se a Argentina anda tendo que estatizar até o futebol, é porque a coisa vai mal mesmo.   Só falta botarem o Maradona como Ministro dos Esportes…

O tombamento de bens imateriais está à toda:

Candidatura do Fado a Patrimônio Cultural Imaterial da Unesco à espera do governo português

O projecto de candidatura do fado – alguns estudiosos atribuem as suas origens a cantos negros da África sub-saariana e outros às melodias do norte de África – foi iniciado em 2005.

Lisboa – A candidatura do fado, género musical português, cujas raízes remontam ao século XVIII, a Património Cultural Imaterial da Unesco, só depende de decisão do Ministério da Cultura.

De acordo com notícia publicada no jornal Diário de Notícias, uma portaria do Ministério da Cultura é o que falta para que Portugal apresente a candidatura.

“A bola está do lado da burocracia estatal”, disse Rui Vieira Nery, director do Programa da Educação para a Cultura da Fundação Calouste Gulbenkian e um dos membros da comissão da candidatura, citado pelo jornal.

“Só poderemos avançar quando for publicado o regulamento da candidatura. Isso cabe ao Ministério da Cultura,” disse.

O projecto de candidatura do fado – alguns estudiosos atribuem as suas origens a cantos negros da África sub-saariana e outros às melodias do norte de África – foi iniciado em 2005, após Portugal ter ratificado a convenção da Unesco para preservar formas de expressão cultural como ritos, danças, músicas, que não entram na classificação de património com corpo físico.

A candidatura é apoiada pelos maiores nomes do fado em Portugal, entre eles Carlos do Carmo, embaixador da candidatura.

Se o fado vier a ser classificado pela Unesco, Portugal assumirá o compromisso de preservar a história e fontes daquele género musical. Entre as obrigações estará a criação de um arquivo sonoro.

Segundo Rui Nery, a candidatura está preparada para iniciar a recuperação de fontes que contam a história do fado.”

***

Já em Brasília conseguimos transformar um prédio em “bem imaterial”:

O choro, ritmo que consagrou Pixinguinha como um dos mestres da música popular brasileira, tem um espaço reservado em Brasília que já é referência nacional: o Clube do Choro. Hoje (29), o local foi transformado em patrimônio imaterial do Distrito Federal. Genuinamente carioca, agora o choro também é brasiliense.

Para um dos organizadores do festival Porão do Rock e diretor da Rádio Cultura de Brasília, Marcos Pinheiro, o tombamento do Clube do Choro como bem imaterial significa a transformação de uma cidade que, por muitos anos, foi considerada capital do rock e que hoje reconhece a existência de outras culturas.

“Brasília foi considerada por muitos anos a capital do rock, mas também há muitos anos outras manifestações musicais tem tomado conta e Brasília tem sido pólo do choro, do chorinho, principalmente por causa do Clube do Choro e de artistas como Hamilton de Holanda e Gabriel Grossi, que estão exportando essa música de Brasília para o Brasil e para o mundo”, define.

A história do Clube do Choro se confunde com a história da própria capital. Brasília serviu como pólo de atração de pessoas de todo o país quando foi fundada, em 1960. Entre os que vieram, estavam os funcionários da administração pública federal – que tinha sede no Rio de Janeiro (RJ). Com eles, veio o choro.

Em 1977, o então governador do Distrito Federal, Elmo Serejo Farias, cedeu o antigo vestiário do Centro de Convenções Ulisses Guimarães aos chorões que se reuniam informalmente e se apresentavam em espaços públicos. Ali se formou o clube, hoje referência nacional em ensino da música popular brasileira.

Para o secretário adjunto de Cultura do DF, Beto Sales, o reconhecimento é uma dívida paga e uma resposta ao anseio de toda a sociedade brasiliense.

“O Clube do Choro é uma das instituições mais tradicionais de Brasília e lida com uma das formas de expressão artística mais brasileiras, que é o choro, que funciona numa fronteira entre o popular e o erudito. O reconhecimento do clube nada mais é do que uma obrigação de Brasília”, defende.

O decreto foi assinado durante cerimônia na Sala Villa Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro e contou com a presença do governador do DF, José Roberto Arruda, do ministro da Educação, Fernando Haddad, e de autoridades e artistas da cidade.”

E depois a gente diz que eles é que são portugueses…

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O sr. William Kosinic aí em cima foi a uma manifestação de protesto contra Obama em New Hampshire.  Até aí tudo bem _ se você ignorar o “detalhe” que ele carrega em sua perna direita.

O problema é que, segundo a polícia de New Hampshire, não há nada de ilegal nisso _ ilegal é um cidadão carregar uma arma escondida.  Além do mais o manifestante estava em pé sobre uma, er, propriedade privada.

Dado o seguinte clima _

Obama, according to a new book, is already receiving more death threats than any other American president, and the demonstrations as he tries to win support for his healthcare reforms are becoming daily more passionate. “One day God is going to stand before you and judge you!” one protester shouted at him earlier this week.” [grifo meu]

_ podemos apostar que isso ainda vai dar muito o que falar.  Até porque a frase no cartaz de Kostnic é uma citação de Jefferson, que, completa, diz o seguinte:

“‘The tree of liberty must be refreshed from time to time, with the blood of patriots and tyrants.'” [grifo meu]

Agora, imaginem o que acontecerá se o primeiro presidente negro dos EUA for assassinado.  Cortesia da máquina de distorção da realidade republicana, funcionando a todo vapor por décadas a fio, é lógico.

ancineaderiva

(clique para ampliar)

Na TV Estadão:

Fagundes dispensa Lei Rouanet em seu novo espetáculo

TV Estadão | 11.8.2009

Falando sobre o custo da montagem da peça “Restos”, o ator Antônio Fagundes criticou a Lei Rouanet e afirmou que não quis o benefício porque está “cansado de ser chamado de ladrão”

***

Na Folha, reportagem de Fernanda Ezabella:

“À Deriva” ressoa “Chuva de Verão”

Filme brasileiro lançado há duas semanas, após exibição em Cannes, chama atenção por semelhanças com longa neozelandês

Protagonistas são jovens e abrem ambos os filmes boiando no mar; diretor brasileiro diz que filmou baseado em suas memórias

Família passa férias de verão na praia. A filha descobre o sexo e o casamento dos pais desaba. Poderia ser a sua família, poderia ser a de qualquer um. E é justamente a família de dois filmes, um da Nova Zelândia, de 2001, e um brasileiro, que estreou há doze dias.

Mas as semelhanças entre o estrangeiro “Chuva de Verão” e o nacional “À Deriva”, do pernambucano Heitor Dhalia, vão bem além desse enredo básico, com coincidências, ou não, que vêm causando burburinho entre cinéfilos e blogueiros.

Em comum, os dois longas têm uma jovem protagonista, que se assemelha a uma Lolita. São representadas por atrizes completamente desconhecidas do público: em “À Deriva”, destaca-se Laura Neiva, descoberta no Orkut; no outro, Alicia Fulford-Wierzbicki, também estreante no cinema.

No nacional, seu pai (interpretado por Vincent Cassel) tem um caso com uma jovem estrangeira (Camilla Belle), quase que na cara da mãe (Débora Bloch). No outro, a mãe (Sarah Peirse) tem um caso com um jovem fotógrafo (Marton Csokas), quase que na cara do pai (Alistair Browning).

Os dois filmes também começam com a protagonista boiando no mar. No final, as duas perdem a virgindade. O figurino, assinado por Alexandre Herchcovitch na obra nacional, também tem certa analogia (veja fotos no quadro ao lado).

Há ainda cenas em ambos os longas em que os irmãos disputam para ver quem fica mais tempo debaixo d”água. E, ainda, cenas de alcoolismo por parte das mães, que surgem quase sempre com um copo na mão.

Os filmes têm diferenças: enquanto o primeiro é ensolarado, o segundo tem clima mais nublado. Enquanto o primeiro é cheio de gente jovem e bonita, o segundo tem a garota solitária, cercada de adultos. E, enquanto o primeiro tem final mais esperançoso, o segundo acaba em morte.”

E ainda:

Em blogs, os comentários são mais pesados. “”À Deriva” é a versão brasileira de “Rain” [nome original de "Chuva de Verão']“, escreveu uma anônima no blog da publicitária Julia Petit. “Mesmo cenário, mesma história etc. etc. Pura cópia.”
O crítico Marcelo Miranda, do jornal mineiro “O Tempo”, comentou num blog de cinema: “É quase o mesmíssimo filme, não apenas no enredo, praticamente o mesmo (no sentido estrito do termo)”.
Para o crítico da
Folha Inácio Araujo, “À Deriva” parece uma releitura latina de “Chuva de Verão” (leia texto ao lado).
Tais semelhanças, no entanto, não caracterizam plágio, de acordo com especialistas ouvidos pela reportagem
.” [grifo meu]

Ah, bom.

***

Há de chegar o dia em que vão marginalizar a Lei Rouanet.

Será que Tio Rei vai apertar a tecla SAP “perseguição religiosa” agora???

Juiz acata denúncia contra líder da Universal

Edir Macedo e mais 9 são réus em processo por formação de quadrilha e lavagem de dinheiro; defesa diz que igreja é perseguida

Dados do Coaf apontam que as transferências atípicas e os depósitos bancários em espécie da igreja somaram R$ 8 bilhões de 2001 a 2008

MARCIO AITH

DA REPORTAGEM LOCAL

A Justiça recebeu ontem denúncia do Ministério Público de São Paulo e abriu ação criminal contra Edir Macedo e outros nove integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus sob a acusação de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

A denúncia, aceita pelo juiz Glaucio Roberto Brittes, da 9ª Vara Criminal de São Paulo, resulta da mais ampla apuração sobre a movimentação financeira da igreja já feita em seus 32 anos de existência.

Iniciada em 2007 pelo Ministério Público de São Paulo, a investigação quebrou os sigilos bancário e fiscal da Universal e levantou o patrimônio acumulado por seus membros com dinheiro dos fiéis, entre 1999 e 2009 -embora não paguem tributos, igrejas são obrigadas a declarar doações que recebem.

Segundo dados da Receita Federal, a Universal arrecada cerca de R$ 1,4 bilhão por ano em dízimos. As receitas da igreja superam as de companhias listadas em Bolsa -e que pagam impostos-, como a construtora MRV (R$ 1,1 bilhão), a Inepar (R$ 1,02 bilhão) e a Saraiva (R$ 1,09 bilhão).

Somando-se as transferências atípicas e os depósitos bancários em espécie feitos por pessoas ligadas à Universal, o volume financeiro da igreja no período de março de 2001 a março de 2008 foi de cerca de R$ 8 bilhões, segundo informações do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), órgão do Ministério da Fazenda que combate a lavagem de dinheiro.

A movimentação suspeita da Universal somou R$ 4 bilhões de 2003 a 2008.

***

Resposta: a culpa é do Lula!

Vocês querem apostar quanto que os mesmos ex-jornalistas que estão na Internet defendendo Sarney farão agora a defesa da Igreja Universal? Essa gente não tem limites. Quando se trata da “causa”, juntam-se a Renan, Sarney, Collor e, por que não?, Edir Macedo. Alguns dos mais entusiasmados críticos do que chamam “mídia golpista”, não custa lembrar, são nada menos do que funcionários de Macedo. Até parece que o império construído por este empresário da religião não é, ele também, midiático.

Acreditem ou não, deu no Correio Braziliense:

Ministério da Educação vai aderir ao Twitter

O Ministério da Educação (MEC) vai usar, a partir desta sexta-feira (7/8), o microblog Twitter para divulgar as suas principais informações. As publicações e as transmissões ao vivo da TV MEC, veiculadas na página eletrônica do ministério, também poderão ser acessadas por meio da nova ferramenta.

Segundo o MEC, essa é primeira iniciativa do órgão para levar ao público as principais novidades da pasta por meio de redes sociais da internet. Além da página eletrônica, o Twitter é mais uma opção em tempo real para garantir a divulgação de ações da educação brasileira.

O Twitter é uma rede social que permite o envio de notas curtas entre as pessoas que tem perfis e se associam para acompanhar as informações.”

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Laicité é isso aí!

Trecho deste texto:

A French Revelation, or The Burning Bush

JAMES A. HAUGHT

Incredibly, President George W. Bush told French President Jacques Chirac in early 2003 that Iraq must be invaded to thwart Gog and Magog, the Bible’s satanic agents of the Apocalypse.

Honest. This isn’t a joke. The president of the United States, in a top-secret phone call to a major European ally, asked for French troops to join American soldiers in attacking Iraq as a mission from God.

Now out of office, Chirac recounts that the American leader appealed to their “common faith” (Christianity) and told him: “Gog and Magog are at work in the Middle East…. The biblical prophecies are being fulfilled…. This confrontation is willed by God, who wants to use this conflict to erase his people’s enemies before a New Age begins.”

This bizarre episode occurred while the White House was assembling its “coalition of the willing” to unleash the Iraq invasion. Chirac says he was boggled by Bush’s call and “wondered how someone could be so superficial and fanatical in their beliefs.”

Mais sobre a consulta a Thomas Romer aqui.   O texto da Allez Savoir ici.

O resto da matéria acima transcrito abaixo do fold.  Se metade for verdade…

Leia o resto deste post »

Deu no Estadão:

Mantega se reúne nos EUA com possível sucessor na Receita

Ministro encontrará Paulo Nogueira Batista Jr, representante do Brasil no FMI e indicado pelo Fisco

SÃO PAULO – Em seu primeiro dia em Washington, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, vai se reunir nesta terça-feira, 4, com o diretor-executivo do Brasil no Banco Mundial, Rogério Studart. Mantega se reunirá também com o representante do Brasil no Fundo Monetário Internacional, Paulo Nogueira Batista que, segundo superintendentes da Receita, seria um dos nomes cotados para substituir Lina Vieira, demitida no último dia 15 e que focava a fiscalização em grandes grupos econômicos.

O outro candidato apontado para a vaga é o presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Márcio Porchmann. Os dois nomes foram apresentados ao ministro Mantega pelos superintendentes da Receita de São Paulo, Luiz Sérgio Fonseca Soares, de Minas Gerais, Eugênio Celso Gonçalves, e do Rio Grande do Sul, Dão Pereira dos Santos, em reuniões na semana passada.

***

Ou rola um jogo de despiste, ou alguém na equipe econômica pirou na batatinha.  Por outro lado, há uma certa justiça poética em botar para cuidar da arrecadação um sujeito que advoga a jornada de trabalho de 12 horas semanais

Pra quem gosta dessas coisas, a madrugada de amanhã oferecerá uma boa oportunidade para o avistamento da ISS (a estação espacial internacional).  Essa é a tabela dos avistamentos possíveis neste mês, para a cidade de Brasília:

isssightings

(clique para ampliar)

Como vêem, o mês oferece várias chances, mas a melhor é amanhã às 5:48 da matina, com uma permanência da ISS no céu por 4 minutos.  Aqui tem uma chave que facilita o entendimento dos dados nas colunas.

Embora os dados sejam para Brasília, creio que boa parte do Brasil terá boa chance de avistamento, principalmente no Sudeste.  Se quiser ver a tabela customizada para a sua cidade no Brasil, clique aqui, para outro país, aqui.

Estarei a postos de binóculo amanhã de madrugada.  Infelizmente não vai dar pra tirar foto!

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Rá rá!  Sacaneei!

O blog do servidor tirou daqui, ó:

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, disse nesta sexta-feira em São Paulo – pelo menos é o que está nas agências de notícias na internet – que a divulgação dos gastos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) na web não inclui os salários dos servidores.

Mendes assinará na próxima semana uma portaria específica, na condição de presidente do CNJ, determinando que seja dada publicidade às despesas correntes do órgão, segundo ele para garantir transparência a qualquer cidadão. Os salários e os nomes das pessoas, no entanto, ficam de fora. Mendes espera que o projeto seja “abraçado” por todo o Judiciário.

O curioso é que quando estourou a polêmica por causa da divulgação nua e crua das remunerações dos servidores municipais de São Paulo, no site da prefeitura, sindicatos e servidores recorreram ao STF para derrubar a medida. O abacaxi caiu justamente no colo de Gilmar Mendes, que não teve dúvidas: derrubou todas as liminares que impediam a apresentação integral dos salários dos servidores paulistanos.”

Eu bem que tinha antecipado:

Mas ainda assim, eu toparia botar o meu salário na rua, nominalmente identificado.  SE o Gilmar topar em fazer o mesmo com todo o Poder Judiciário.  Afinal, se o remédio é bom, deve ser para todo mundo, ou não?

spacewear

Deu no G1:

Astronauta volta à Terra depois de usar a mesma cueca por um mês

Wakata afirmou que experimento com cueca foi bem sucedido

O astronauta japonês Koichi Wakata, um dos sete tripulantes do ônibus espacial Endeavour, que pousou na Flórida na manhã desta sexta-feira, voltou à Terra vestindo uma cueca que utilizou por um mês seguido.

Wakata, que passou 138 dias hospedado na Estação Espacial Internacional (EEI), passou todo o tempo utilizando a mesma roupa íntima como parte de um experimento. A cueca, desenvolvida no Japão, foi criada para não exalar odores, mesmo depois de ser usada por tanto tempo.

Em uma entrevista pouco antes do retorno da Endeavour, na quinta-feira, o astronauta afirmou que o experimento com a roupa de baixo foi bem sucedido.

“Eu usei (a cueca) por cerca de um mês, e os meus colegas da estação espacial nunca reclamaram, então acho que o experimento deu certo”, afirmou.

***

Não tem nada na Convenção de Genebra contra este tipo de coisa?

Acho que o velho Adolf se reviraria na tumba, embora possivelmente Goering encontrasse um bom uso para o movimento.

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Digno dos Jetsons

Matéria do Correio Braziliense de hoje traz uma concepção artística da nova torre de TV de Brasília, projetada especialmente para abrigar os transmissores da TV digital aberta.  O projeto, como não poderia deixar de ser, é de Oscar Nyemeier.

A torre custará R$ 65 milhões, e o mais curioso é que esse valor será pago pelo dinheiro público _ até onde entendi, as empresas de radiodifusão não vão entrar com nada.  A justificativa é de que a torre _ que terá mirantes e restaurantes _ será por si só um atrativo turístico para a cidade.

***

Vocês aí que se dispõem a vir a Brasília só para subir na torre, por favor se apresentem.  Eu tenho uma ponte para lhes vender.

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