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A latinidade em festa

E não percam a cobertura completa, flexível e sem furos que Sergio Leo vem fazendo do complicado processo de negociação, no Mercosul, do REGULAMENTO TÉCNICO MERCOSUL PARA PRESERVATIVOS MASCULINOS DE LÁTEX DE BORRACHA NATURAL.

O homem está fazendo barba, cabelo e bigode, em matéria de reportagem, e o que é mais importante, ao que eu saiba ele não chupou a matéria de ninguém. :)

Quem acha que Rafael Correa do Equador é um terrorista ensandecido não perde por esperar.  Deu na Folha:

Indígenas pedem levante contra presidente Correa

O movimento indígena equatoriano de oposição convocou ontem outros setores para organizar um levante contra o presidente Rafael Correa, diante de um impasse quanto à exploração de recursos naturais.
O presidente afirmou que o Estado continuará a decidir sobre a exploração de petróleo ou de minérios em seus territórios e que não aceitará que as comunidades tenham esse poder.

Marlon Santi, chefe da Conaie (Confederação de Nacionalidades Indígenas do Equador), disse que a instituição pode se organizar para defender a soberania alimentar.

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O Equador tem um movimento indígena fortíssimo.  Inclusive, os indígenas são maioria dentro do Exército equatoriano e tem larga tradição castrense.  Vai ser de fazer Evo Morales parecer um líder sensato e prudente.

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Não deixa de ser interessante assistir a esta ressurreição indígena na América do Sul, mais de 500 anos após a descoberta do continente e conquista dos povos nativos.  Por mais que se esperneie, a coisa é previsível, depois de tanto tempo de domínio das elites criollas, as quais, apesar do nome, são formadas pelos descendentes brancos dos colonizadores.  E a coisa está acontecendo em vários quadrantes, desde a política, até a língua e mesmo a religião.

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E em um último backlash contra os pilares da civilização ocidental, revelou-se recentemente que os crânios de cristal presumidamente maias que inspiraram o mais novo e possivelmente (espera-se…) último filme da franquia “Indiana Jones” são uma elaborada fraude.  Feita por um francês. É a vingança de MontezumáLa merde!

Seremos um imenso Portugal?

“Já se encontra disponível o mais recente Flash Report publicado pelo OberCom. O presente relatório faz uma caracterização dos Bloguers portugueses e da sua actividade de blogging, nas vertentes de consumidores e produtores de conteúdos da blogosfera, e as suas percepções acerca da credibilidade desses mesmos conteúdos comparativamente com os difundidos pelos mass media.

Com base nos dados do inquérito por questionário ‘A Sociedade em Rede em Portugal 2006’, este Flash Report pretende responder às seguintes questões:

  • Em Portugal, quantos são e quem são os utilizadores e os produtores de blogues?
  • Qual a frequência de consumo e produção de blogues pelos internautas portugueses?
  • O que motiva os internautas a navegar e a interagir na blogosfera?
  • Que credibilidade atribuem aos conteúdos que habitam a blogosfera?
  • Que segmentação temática apresenta a blogosfera.pt?
  • Quais as representações que melhor caracterizam a blogosfera.pt, em termos dos seus conteúdos e autoria desses conteúdos?

De entre as principais conclusões, é de destacar que na dieta de novos media dos portugueses, os blogues são ainda um media de introdução recente e pouco difundido, embora em crescimento. Por outro lado, no que respeita à actividade de blogging (consulta, interacção e produção de conteúdos para blogues), os bloguers portugueses têm maioritariamente um perfil jovem (adolescente e jovem adulto), sendo este perfil mais acentuado entre os produtores de conteúdos de blogues, os quais são maioritariamente indivíduos do sexo masculino, estudantes do ensino secundário e superior; enquanto os bloguers-consumidores revelam um perfil mais heterogéneo, incluindo uma maior proporção de indivíduos adultos mas não idosos, um equilíbrio entre homens e mulheres, e graus de escolaridade mais elevados.

Destaca-se ainda neste estudo a existência de vários traços que diferenciam os bloguers-produtores dos bloguers-consumidores portugueses ao nível quer das práticas de blogging quer das percepções sobre a blogosfera. Enquanto que na percepção dos bloguers-consumidores a vertente da agenda noticiosa dos mass media tem uma expressão muito significativa e marca notoriamente a blogosfera, os bloguers-produtores encaram preferencialmente a blogosfera como um espaço composto por linkblogs e lifelogs.

Ainda em contraste, entre os bloguers-produtores sobressai de forma mais acentuada o reconhecimento da blogosfera como um mundo de vozes e autorias plurais, que se consome de forma intensa mas fluida como um contínuo entre modalidades de webjournalism, linklogs e lifelogs, e onde se entrecruzam agendas públicas e privadas. São, também, os bloguers-produtores que atribuem maior grau de credibilidade à informação veiculada nos blogues, o que seria expectável devido ao próprio investimento pessoal que lhe dedicam, e são aqueles que mais utilizam a Internet nas suas várias vertentes como meio de informação e meio de entretenimento. Por último, na relação entre os novos media e os media tradicionais, enquanto os bloguers-produtores apresentam dietas online mais diversificadas e intensivas e os bloguers-consumidores são mais intensivos nas duas dietas offline; a televisão surge para ambos como um denominador comum na estrutura dos consumos mediáticos que é um dos traços mais marcantes da própria sociedade portuguesa.”

Relatório completo aqui [PDF].

Interessante entrevista com o brasileiro que é o rei da soja no Paraguai, no Valor de hoje:

Brasileiro é o rei da soja no Paraguai

O catarinense Tranquilo Favero, 70, radicado há 40 anos para o Paraguai, onde se tornou o maior produtos de soja e um dos maiores proprietários de terra

Com uma calculadora barata, movida a energia solar, Tranquilo Favero, um catarinense odiado e admirado no Paraguai faz as contas de quanto deve faturar este ano só com soja. “De soja, esperamos negociar 480 mil toneladas, o que dá uns US$ 190 milhões. De produção nossa, esperamos ter mais umas 135 mil toneladas, o que dá cerca de US$ 50 milhões.”

Aos 70 anos de idade, Favero se apresenta e é reconhecido no Paraguai, para onde se mudou há 40 anos, como o maior produtor individual de soja do país.

Suas terras para agricultura mecanizada chegam a 45 mil hectares - o que, mesmo para padrões brasileiros, é uma imensidão. Um dos maiores produtores de soja do Brasil, o governador do Mato Grosso, Blairo Maggi planta 130 mil hectares de soja. Favero ainda tem mais terras onde mantém 45 mil cabeças de gado, mas ele não revela a extensão.

“O Paraguai tem 17 departamentos e em 13 deles eu tenho propriedades com soja, milho, trigo, canola, girassol, sorgo, com gado e com silos, 18 silos no total.” Além de vender o que planta, o Grupo Favero - do qual Tranquilo é presidente e que reúne nove empresas - comercializa soja que compra de outros produtores.

A soja é o principal item da pauta de exportações do Paraguai atualmente. Segundo Favero, este ano o país terá uma produção de 7 milhões de toneladas - o que dá quase 1.000 kg per capita. Com a tonelada a US$ 400, serão US$ 2,8 bilhões em divisas. “Isso representa entre 60% e 70% das divisas que entram no Paraguai”, diz ele.

Ao contrário de muitos outros produtores brasileiros - entre 90% a 95% da soja no país está, segundo ele, nas mãos de brasileiros - Favero fala, critica e faz prognósticos sobre a política paraguaia, sobre eleições presidenciais de abril, a corrupção e as dificuldades de produção no país.

“Fernando Lugo vai ganhar. O atual governo é um desastre. E a Blanca Ovelar não tem moral”, diz ele, criticando o governo e apostando em que muita coisa deve mudar no país. Lugo, o ex-bispo da Igreja Católica que deixou a batina para concorrer, lidera as pequisas de intenção de voto. O único candidato, na avaliação do brasileiro, que seria capaz de ameaçar sua eleição é o general da reserva Lino Oviedo.

Lugo conta com o apoio de uma aliança de partidos e movimentos sociais, muitos deles com orientação de esquerda. E, quando era bispo de San Pedro, cansou de criticar Favero acusando-o de contaminar o meio ambiente com as fumigações de pesticidas nas suas extensas plantações de grãos. Favero nega as contaminações. Ovelar é candidata do governo (Partido Colorado) e afilhada política do atual presidente Nicanor Duarte Frutos - de quem Favero é desafeto.

“O meu medo é o fato que Lugo está cercado de uma esquerda comunista que não respeita direitos estabelecidos, propriedade privada”, avalia ele. “O discurso dele [Lugo] não é tão mau. O entorno dele é o que nos assusta. Mas tem o Partido Liberal [tradicional legenda que tem o vice na chapa de Lugo]. Nossa esperança é que os liberais sirvam de freio.”

O restante da reportagem abaixo do fold, para os sem-Valor.

Chamo a atenção para o último parágrafo:

Casado há 50 anos com a brasileira Verônica Comelli, Favero tem três filhas. E seis netos paraguaios. Apesar de ter constituído família no país e de cantar loas à qualidade da terra paraguaia, Favero muitas vezes projeta uma imagem do estrangeiro que enriqueceu sem dar muita atenção para a cultura e valores locais. Uma imagem antipática para muitos paraguaios. Favero fala espanhol fluentemente, mas nem uma palavra de guarani, a segunda língua oficial do país. “Sou criticado publicamente por não falar guarani, mesmo estando aqui há 40 anos. Falo para os meus netos: aprendam língua de povo desenvolvido.

Realmente, o peixe morre pela boca.  :)

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Excelente  texto da colunista Maria Cristina Fernandes no Valor de sexta:

Os meigos precisam andar armados

O título acima é a transcrição literal de uma passagem do discurso do ministro extraordinário de assuntos estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, no lançamento do Comitê Ministerial de Formulação da Estratégia Nacional de Defesa. É a partir do documento a ser produzido por este comitê, que, além de Mangabeira, terá a participação do ministros da Defesa, da Fazenda, do Planejamento, e da Ciência e Tecnologia, além dos três comandos militares, que se conhecerão, de fato, as consequências reais do conflito andino sobre as Forças Armadas no Brasil.

Ainda não foi desta vez que a América do Sul se transformou num Oriente Médio, para tomar de empréstimo a retórica do presidente do Equador, Rafael Correa, em seu apelo pela condenação da Colômbia no ataque à soberania de seu país. Mas a ameaça de conflito armado aumentou as expectativas sobre o documento que deve nortear desde a política de recuperação do parque industrial bélico do país até os dogmas da segurança nacional. “O texto deverá refletir a concepção de que que a América do Sul é instável e o Brasil, por isso, precisa de Forças Armadas preparadas”, diz o professor da Universidade Federal de São Carlos e presidente do Centro Brasileiro de Estudos de Defesa, João Roberto Martins Filho.

O discurso de Mangabeira é, até hoje, passados seis meses dos 12 de prazo para a conclusão dos trabalhos do comitê, o único documento oficial sobre a linha de atuação deste grupo sob sua coordenação. De sua íntegra, depreende-se um velado anti-americanismo - “As Forças Armadas Brasileiras não existem para ajudar outra potência a policiar o mundo, elas existem para defender o Brasil” - além de um indisfarçável romantismo sobre a missão ali iniciada: “Às vezes é mais difícil mudar do que morrer. Disposição para mudar é o que a nação agora exige dos seus soldados. E dos civis, o que se espera é que saldem a maior dívida da nação para com as Forças Armadas: a dívida da desatenção”.

Uma parte da fatura está abrigada no projeto de lei do Orçamento que o Congresso reluta em votar. Prevê-se lá um aumento de quase 50% nos recursos destinados às três pastas militares, que devem passar de R$ 9 bilhões. Os parlamentares foram bombardeados no final do ano passado por sucessivas audiências com os comandantes militares que fizeram longos relatos da penúria de suas pastas pelos cortes de repasses iniciados no governo Fernando Henrique Cardoso.

Da Aeronáutica, reportou-se que mais de um terço de seus aviões estão no chão por falta de peças. Do Exército, que sete em cada dez blindados têm mais de três décadas de operação. E da Marinha, que está em litígio permanente por repasses de royalties de petróleo e de laudêmios aquém do que lhes é de direito, que todos os seus 21 navios operam com restrições e que, de seus cinco submarinos, apenas um não tem problemas. O Brasil, segundo esse conjunto de relatos, só estaria em condições de colocar em operação pouco mais de um terço de seu poderio bélico.

“Parece óbvio mas é difícil convencer que não há Estado sem Forças Armadas”, diz o professor do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp, Geraldo Cavagnari. A América do Sul é uma das regiões do mundo de mais baixos gastos militares. E, entre os sulamericanos, o Brasil é um dos países que, proporcionalmente, faz menos investimentos em defesa.

Se isso se justifica, de um lado, por uma tradição pacifista da política externa brasileira que tem mantido o país longe dos conflitos bélicos do continente desde a carnificina promovida, no final do século 19, pela Guerra do Paraguai, por outro, pesa em favor do lobby armado a discrepância entre a reivindicação por uma cadeira no Conselho de Segurança e a reduzida expressão militar do Brasil na região. A presença de tropas brasileiras no Haiti, justificadas, em grande parte, para fazer frente a essa pretensão, não bastaria como plataforma de campanha.

“É um mito este de que o mundo está se desarmando”, diz Cavagnari, apresentando suas estatísticas: a China aumentou seu orçamento militar para US$ 100 milhões, que ainda é um oitavo do que gasta o Pentágono, e a Rússia, depois de Putin, já multiplicou por seis seus gastos que já chegam a US$ 35 bilhões.

No início do seu primeiro mandato, ao propagandear o combate à fome como commodity de sua imagem internacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ganhou aplausos no mundo inteiro ao anunciar a suspensão da compra de caças em nome da prioridade ao que então se chamava Fome Zero.

De lá pra cá, enfrentou o apagão aéreo, fruto, em grande parte, do desinvestimento nos sistemas de controle da Aeronáutica, já está no seu terceiro ministro da Defesa, e, agora, pode vir a terminar o mandato como o presidente que mais investiu nas Forças Armadas desde o final do regime militar.

Na discussão em torno do documento que deverá nortear a atuação dessas forças reaparelhadas, resta monitorar as pressões contra o que uma fatia dos militares considera excessivo pacifismo da defesa nacional.

São discussões que chegam até mesmo a ventilar uma improvável lei de abate. Os pilotos que monitoram a fronteira amazônica queixam-se de que, ao interceptarem conversas de traficantes nos rádios conseguem, no máximo, se posicionar ao lado dessas aeronaves com ordem de pouso. Não podem usar força pela ausência de aval na política de Defesa Nacional. E é improvável que algum dia possam, pelo risco de vitimarem civis. Mas não surpreenderia se o novo documento, ao contrário do atual, mencionasse o termo narcotráfico.

É um debate que deve ter posições antagônicas, entre petistas e militares, por se dar numa conjuntura de recrudescimento de movimentos de guerrilha fomentados em grande parte por governos de esquerda que pipocam no continente e, dos quais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é considerado interlocutor privilegiado.”


Deu no Valor:

Bolívia quer gás do Brasil para socorrer a Argentina

Uma delegação boliviana virá ao Brasil ainda em fevereiro para tratar de um assunto diplomaticamente complicado. A Bolívia não tem gás para cumprir seu contrato de fornecimento à Argentina e pretende abrir negociação tripartite, envolvendo o Brasil, com o objetivo de acertar uma redução da exportação de gás ao Brasil para aumentar a oferta à Argentina. A medida evitaria o agravamento da crise energética argentina.

Segundo o jornal boliviano “La Razón”, a Bolívia só tem condição de enviar 1,5 milhão de metros cúbicos de gás por dia à Argentina, embora contrato acertado para 2008 fixe o fornecimento mínimo em 4,6 milhões de metros cúbicos.

O governo boliviano tenta organizar uma reunião entre os presidentes Evo Morales, Cristina Kirchner e Luiz Inácio Lula da Silva. No encontro, Morales tentaria convencer Lula a ceder parte do gás a que tem direito em benefício da Argentina. O contrato de venda de gás da Bolívia para o Brasil estabelece a disponilibidade diária de até 30 milhões de metros cúbicos. Desde o terceiro trimestre do ano passado, o país vem usando gás quase no limite contratual.

A Bolívia produz 36 milhões de metros cúbicos por dia. O consumo interno está perto de 6 milhões.

***

Eu só tenho a dizer uma coisa:

MEU MUNDO VOCÊ É QUEM FAZ
MÚSICA, LETRA E DANÇA
TUDO EM VOCÊ É FULLGÁS
TUDO VOCÊ É QUEM LANÇA
LANÇA MAIS E MAIS
SÓ VOU TE CONTAR UM SEGREDO
NÃO NADA, NADA DE MAL NOS ALCANÇA
POIS TENDO EM VOCÊ MEU BRINQUEDO
NADA MACHUCA NEM CANSA

ENTÃO VENHA ME DIZER O QUE SERÁ
DA MINHA VIDA SEM VOCÊ
NOITES DE FRIO

DIA NÃO HÁ
E UM MUNDO ESTRANHO PRÁ ME SEGURAR
ENTÃO ONDE QUER QUE VOCÊ VÁ, É LÁ
QUE EU VOU ESTAR, AMOR ESPERTO
TÃO BOM TE AMAR

E TUDO DE LINDO QUE EU FAÇO
VEM COM VOCÊ, VEM FELIZ
VOCÊ ME ABRE SEUS BRAÇOS
E A GENTE FAZ UM PAÍS
.

bol.jpeg

Lula entregando o Acre.

 

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