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A crise é psicológica?  Talvez em Buenos Aires.

Aliás já me disseram que BAS é a cidade com o maior número de psicanalistas per capita em todo mundo.  Um filão.

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Mapa interativo do desemprego nos EUA.

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Quem precisa do Irã, quando se tem Bobby Jindal?

Lembram-se de Bobby Jindal?

Muita gente por aí andou celebrando o rapaz como o The One republicano, quando ele foi eleito para governador da Louisiana:

Yes, folks, he is a Republican that was serving as a member of the United States House of Representatives, representing Louisiana’s 1st congressional district, who will be replacing a bleeding heart Democrat in a state that just went through the biggest natural tragedy in American history.

Pois é.  Que bom que a Louisiana não tem vulcões:

[o pacote de estímulo] includes $300 million to buy new cars for the government, $8 billion for high-speed rail projects, such as a ‘magnetic levitation’ line from Las Vegas to Disneyland, and $140 million for something called ‘volcano monitoring.’ Instead of monitoring volcanoes, what Congress should be monitoring is the eruption of spending in Washington, DC.“” [grifo meu]

Isso foi, tecnicamente, uma “resposta” de Jindal ao discurso do State of the Union do Obama.  Felizmente, pessoas de mais bom senso usaram o NIMBY-reverso para amansar o louco _ como por exemplo o prefeito de uma cidadezinha que vive à sombra do Mt. Saint Helen:

Does the governor have a volcano in his backyard?” Royce Pollard, the mayor of Vancouver, Washington, said on Wednesday. “We have one that’s very active, and it still rumbles and spits and coughs very frequently.”

A boa notícia, dada pelo Serviço Geológico norte-americano, é que aproximandamente 10% de todas as erupções vulcânicas ocorridas nos últimos 10.000 anos aconteceram…nos Estados Unidos da América.

Depois disso eu só tenho a dizer o seguinte: Idelber, sai daí enquanto é tempo, rapaz!

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Matéria na Economist sobre a possibilidade de um colapso logístico no caso de uma falência das grandes montadoras americanas:

Although the suppliers are heavily exposed to the difficulties of the Detroit Three, most of them also sell parts to the Asian and European manufacturers in America (see table). Given the extreme interdependency of the supply chain and the degree of specialisation within it, the failure of even one or two small firms can lead to stoppages on vehicle-assembly lines.”

Motivo: muitos dos intermediários da cadeia de valor iriam à falência também, mas por sua vez eles também são fornecedores de outras cadeias de suprimento de outras montadoras internacionais.  É o “risco sistêmico da manufatura”, por assim dizer.   Ou “a vingança do just-in-time”…

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Na Wired.

Nesta sexta, faliu o décimo-quarto banco norte-americano em 2009.

Tombos dos grandes bancos dos EUA hoje:

Bank of America -18%

Citibank -22%

Wells Fargo -18%

A Casa Branca ainda nega a estatização pré-privatização.

***

Tenho a impressão que algo além das passistas vai sambar neste carnaval.

O Valor de hoje tem uma matéria imensa sobre “o futuro do New York Times”, com ênfase nas dificuldades porque passa o jornal.  Trecho:

O balanço da The New York Times Company de 2008 é uma leitura deprimente, escrita com letras vermelhas. A receita, de US$ 2,95 bilhões, foi 7,7% inferior à do ano anterior e próxima à de US$ 2,94 bilhões de 1998, uma indicação de que a companhia não conseguiu crescer durante uma década. Em um ano, a receita com publicidade encolheu 13,1% e em dois anos, 19,5%; no último trimestre, com a acentuada deterioração da economia, a queda foi de 17,6%. 

A conta de resultados é ainda mais dramática. Frente a um lucro de US$ 208,7 milhões em 2007, conseguido principalmente com a venda de ativos, a empresa teve no ano passado um prejuízo de US$ 57,8 milhões, devido à reavaliação negativa – isto é, sem desembolso de caixa – de negócios deficitários ou pouco rentáveis comprados nos anos de prosperidade. As atividades operacionais da empresa, em si, foram ligeiramente rentáveis, dado o esforço para reduzir os custos, mas insuficientes para compensar as perdas contábeis.

Essa é a situação econômica. O panorama financeiro é ainda pior. A empresa tem uma dívida de US$ 1,1 bilhão, dos quais uma linha de crédito de US$ 400 milhões vence em maio, uma de US$ 99 milhões em novembro e outra de US$ 250 milhões em 2010. O dinheiro disponível em caixa era de apenas US$ 42 milhões e os bancos não parecem muito dispostos a abrir novas linhas de financiamento. Pela avaliação das agências avaliadoras de crédito, a dívida da empresa está classificada quase como “junk” – ou seja, como lixo.

This is frightening:

Chegou a revolução

O que está ocorrendo é uma profunda revolução provocada pela internet e acelerada pela contínua expansão da banda larga, com efeitos de longo prazo semelhantes aos da introdução da imprensa por Gutenberg, no século XV. A revolução atual está afetando todos os meios – revistas, rádio, TV -, e não apenas os jornais, e também as maneiras de comunicação entre as pessoas. Ainda é cedo para fazer qualquer afirmação categórica sobre os efeitos das mudanças que a internet e a banda larga estão provocando. Mas pode afirmar-se que todos os meios sairão desse processo muito diferentes do que eram 15 anos atrás.
Para os jornais, a internet representou inicialmente um extraordinário meio de transmissão de seu conteúdo. Suas informações e análises podiam chegar instantaneamente muito além do limitado raio permitido pela distribuição física da edição impressa. Conseguiram um grande aumento do número de leitores e de influência. Hoje, os grandes jornais têm vários milhões de usuários únicos – o nome aos leitores na internet -, igualando ou superando em penetração muitas emissoras de televisão.
Mas cometeram o grave erro – um verdadeiro pecado original – de oferecer grátis seu conteúdo. Como recentemente disse Steve Brill, um empresário que lançou nos EUA vários meios de comunicação, ele pagava algumas centenas de dólares por ano para receber em sua casa de Nova York a seção “Style” do “The Washington Post”. “Então, Donnie Graham – presidente e principal acionista do ‘Post’ – decidiu que eu precisava de um subsídio. Agora me mandam a seção ‘Style’ grátis por e-mail.” E comentou: “Isso é uma loucura.” A imprensa, em sua opinião, está se autodestruindo e tem que parar de se suicidar dando informação de graça. “Comecem a cobrar e a acreditar em seu produto”, disse, acrescentando que os editores de jornais têm que recuperar sua autoestima
.”

Mais frightening ainda:

Keller sugere que o “Times” vai encontrar uma maneira de obter receita com o conteúdo na internet. Disse não acreditar num princípio teológico segundo o qual a informação “tem que ser grátis”; a informação de alto nível tem que ser paga. Quem paga, hoje, são os anunciantes, mas afirma que o jornal está discutindo as maneiras de fazer que o leitor também pague. E aponta como exemplo a decisão de Rupert Murdoch de continuar cobrando pelo acesso ao conteúdo do “The Wall Street Journal”. Keller, porém, acha que o sítio do “Times” gera mais receita que o do “Journal”. E confirma que o “Times” estuda seriamente a possibilidade de introduzir o sistema de micropagamentos, como fazem Apple e iTunes.

Um mundo com um NYT pago será um mundo mais triste, mas um mundo sem um NYT será pior ainda.

Eu QUASE havia feito um post sobre isso aqui (ando muito lento _ eu também QUASE havia feito um post sobre um contrapé do Tio Rei que Sergio Leo captou de forma magistral), uma matéria sobre o NYT na The Atlantic, onde o autor, Michael Hirschorn, advoga o uso de um sistema de micropagamentos para salvar o jornalão.  Nick Carr faz uma discussão mostrando os dois lados da questão _ tanto a dos entusiastas dos micropagamentos (“afinal, funciona com o iTunes!“) como a dos céticos ou simplesmente contrários (“a informação quer ser livre!“).

Jornais vivem basicamente de 3 fontes de renda: compradores a vulso nas bancas, assinantes e anunciantes.   Jornais como o NYT (principalmente os que têm na sua base um público que tem acesso a internet) sacrificam as duas primeiras fontes quando disponibilizam conteúdo grátis na rede, e se resignam a viver da receita de publicidade _ o que é um perigo nas épocas de vacas magras como agora.

A diversidade de opiniões sobre o que fazer é grande.  David Carr, citado por Nick, parece acreditar em uma solução à la Apple: uma empresa cria um gadget que repentinamente convence os usuários a pagar por conteúdo, revertendo uma situação de pirataria extremada.  O paralelo é meio capenga, em minha opinião, porque a) os usuários continuam pirateando (“Invaders Must Die” do Prodigy será lançado dia 23 deste mês mas já está na rede) e b) a “pirataria” de conteúdo jornalístico existe (aham…), mas não é significativa e nem o maior problema dos jornais que resolveram eles mesmos disponibilizar seu conteúdo online, como é o caso do NYT e vários outros.  Já Walter Isaacson enumera várias estratégias diferentes, como a do Christian Science Monitor que simplesmente acabou com sua edição em papel (a “dead trees edition“…), ou a, er, “estratégia” que parece ser a do próprio NYT que é a de esperar que os outros jornais morram primeiro para capturar seu market-share.

[Parêntesis: Nesse particular é muito interessante a experiência do Meia Hora, um jornal popular carioca pertencente ao grupo O Dia e que já é o terceiro jornal mais vendido no Rio (tiragem de 230 mil exemplares diários).  Vejam só esse trecho da matéria que saiu na Piauí:

"A sede do tablóide, que divide o andar de um prédio no bairro da Lapa com a redação de O Dia, tem paredes amarelas encobertas por um emaranhado de cartazes, cartas, capas, papéis, fotos e recortes de reportagens. Vê-se um pôster do filme Sexo no Salão 2007 - com uma loira seminua em meio a uma chuva de purpurina -, a foto-flagra de um repórter da casa beijando o derrière da ex-chacrete Rita Cadillac e outra que mostra em primeiro plano a face alegre de um ex-Big Brother. "A toda equipe do Meia Hora, com beijão carinhoso do Tinho", dizia a dedicatória em caligrafia infantil.

(...)

A equipe do Meia Hora tem vinte jornalistas, na faixa dos 25 anos, que andam em trajes esportivos e usam tênis. Eles trabalham mais como redatores do que como repórteres. As matérias são feitas pela equipe de O Dia e enviadas à redação-irmã para que sejam reescritas e resumidas a, no máximo, cinco parágrafos. No começo de dezembro, a mesma reportagem que apareceu em O Dia como "São Cristóvão: funcionário da feira suspeito de assaltos", no Meia Hora virou "Bandidos tocavam o terror em São Cristóvão". " [grifo meu]

É um nicho aproveitando economia de escopo: a equipe do jornal-mãe faz a reportagem e a equipe do Meia Hora “reempacota” o conteúdo para um outro público _ que paga pouco, mas pelo menos paga, porque não tem acesso à internet…é claro que não é uma estratégia facilmente replicável ou sustentável em longo prazo, mas é bem interessante].

Voltando ao Nick Carr, acho que ele tem um argumento bem imaginativo sobre porque motivo micropagamentos não funcionariam para notícias: porque, ao contrário de músicas, notícias são bens perecíveis.

Aqui eu tenho minhas dúvidas.  Eu acredito que a esmagadora maioria das pessoas que compra música na iTunes usa música de forma descartável.  Outro dia, por exemplo, vi um blogueiro sugerindo uma banda chamada “Weekend Vampires”.  Não há descrição da banda nem na Wikipedia nem na Last.fm.  “Vampire Weekend”.  Sua descrição no Last.fm: “Vampire Weekend é uma banda indie pop/rock com influências de afro-beat”.  Igual a centenas de outras.  Bandas hoje são descartáveis, sua música também.   

Outro argumento de Nick é o de que a música é fungível, no sentido de que eu quero ouvir a música X, não a música Y.  É meio estranho, eu acho, dizer então que a notícia Y substituiria a notícia X; é o que Nick sugere, embora de forma mais sutil (a de que o fato em si estaria reportado em outro meio qualquer de qualquer forma, o que não é exatamente verdade se os micropagamentos se espalhassem).

Já o outro argumento de Nick tem mais substância: ele diz que o ethos de gratuidade se perpetua, hoje, apenas porque com a internet repentinamente a oferta tornou-se muito maior que a demanda.  Se eu morando em Brasília só poderia ter acesso aos dois jornais locais, alguns nacionais (três ou quatro) e alguns internacionais (sempre com defasagem), hoje posso ver os jornais de qualquer lugar do mundo a um toque de teclas.  O que ele acha é que o ajuste se dará pela oferta: muitos jornais, revistas e opções de informação vão sumir.

Para defender esse argumento Nick, é claro, tem que se contrapor ao pessoal que diz que pelo contrário, a internet reduziu as barreiras à entrada no setor de informação.  Eis porque eu e milhões de outros blogueiros estamos aqui informando nosso honorável público.  Nick contra-ataca dizendo que este tipo de amadorismo jamais substituirá a produção profissional de notícias.  Com isto, tendo a concordar: a maioria dos blogs interessantes tendem a ser aqueles capazes de fornecer um comentário bacaninha sobre uma matéria prima produzida por outrem _ um reempacotamento tipo Meia Hora (ok, talvez um pouco mais que isso).  Já blogs que saem inteiramente da cachola do seu autor tendem a ser chatos e confessionais; muito poucos são realmente legíveis.

Veredicto final do Nick:

What I’m laying out here isn’t a pretty scenario. It means lots of lost jobs – good ones – and lots of failed businesses. The blood will run in the streets, as the chipmakers say when production capacity gets way ahead of demand in their industry. It may not even be good news in the long run. We’ll likely end up with a handful of mega-journalistic-entities, probably spanning both text and video, and hence fewer choices. This is what happens on the commercial web: power and money consolidate. But we’ll probably also end up with a supply of good reporting and solid news, and we’ll probably pay for it.

Um mundo de Rupert Murdochs.  Será?

***
UPDATE:

O Cássio me alertou para o excelente post que o Pedro Dória escreveu hoje sobre o mesmo tema.

***

UPDATE 2

O Vinhal do Lastronomia também deu suas caneladas!

Leia o resto deste post »

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Non pode sê, né?

Deu no Valor de hoje:

Prêmio de risco dos EUA bate recorde

Os prêmios de risco de crédito dos países ricos, que antes da crise financeira internacional ficavam abaixo dos 10 pontos básicos, hoje se aproximam de 100 para o prazo de cinco anos. E a alta mais forte foi recente: seus níveis mais do que dobraram desde o início de dezembro do ano passado, para recordes históricos. No mesmo período, o risco-Brasil não subiu nem 6%. Os spreads de risco de crédito sinalizam a percepção dos mercados sobre a probabilidade de não-pagamento da dívida por um país.
A alta dos prêmios dos países ricos foi tão forte que o risco-Estados Unidos, o risco-Alemanha e o risco-Japão, para citar apenas três países, estão hoje bem acima dos níveis mínimos a que chegou o risco-Brasil, em meados de 2007. O risco-Estados Unidos, que era de 7 pontos em 1º de maio do ano passado, chegou a bater em 94 pontos básicos no dia 17, um aumento de 170% na comparação com os 34,9 pontos do dia 1 de dezembro. Ontem, se manteve elevado, mas caiu para 90 pontos básicos.

E ainda é cedo para saber quem será o destinatário do prêmio “wishful thinking” do ano de 2009, mas Armínio Fraga já é forte candidato:

“”É verdade que temos visto uma piora nos balanços dos governos dos países desenvolvidos, um aumento de grandes proporções na dívida pública e na emissão de moeda para administração da crise”, afirma Armínio Fraga, sócio do Gávea Investimentos e ex-presidente do Banco Central. Mas, segundo seus cálculos, o mercado está projetando uma probabilidade de moratória maior do que 1% ao ano para os EUA, Japão e Alemanha, “o que não parece ser razoável”.

Para ele, o mercado está superestimando a chance de esses países não pagarem suas dívidas .”Essa probabilidade não é tão relevante como sinalizam os números”, diz. Fraga percebeu a puxada e ficou tão surpreso com ela que chegou a citá-la em palestra durante seminário.”

Pacheco, o canalha da repartição, observa que o Gávea deve andar meio chinês, comprado em títulos do Tesouro americano…

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Cai cai, balão (clique para ampliar)

Variação na capitalização de mercado de alguns dos principais bancos.  Via Ritholtz.

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Porque a estrela da morte está a caminho:

We are facing a Depression that will last 23-26 years. The response of government is going to seal our fate because they cannot learn from the past and will make the same mistakes that every politician has made before them.”

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Agora esta’ explicado

Short Krugman:

By now everyone knows the sad tale of Bernard Madoff’s duped investors. They looked at their statements and thought they were rich. But then, one day, they discovered to their horror that their supposed wealth was a figment of someone else’s imagination.

Unfortunately, that’s a pretty good metaphor for what happened to America as a whole in the first decade of the 21st century.”

Publicaram a lista completa dos clientes de Bernie Maddoff (arquivo PDF compactado no Winrar). Para minha surpresa só achei um brasileiro, mas também só fiz uma busca rápida usando o argumento “Brazil” _  é bem capaz que tenha mais gente lá.

Excelente matéria na Bloomberg falando sobre o estado de espírito em Davos _ que não foi nada bom.

Eu sabia que algo assim ainda ia acontecer:

JPMorgan Chase & Co. Chief Executive Officer Jamie Dimon was the only U.S. banking chief who showed up. He made a concession to the mood of this year’s event by accepting some blame for the collapse that has led to more than $1 trillion of writedowns. He deflected the rest at regulators.

God knows, some really stupid things were done by American banks and by American investment banks,” Dimon said. “To policy makers, I say: ‘Where were they?“” [grifo meu]

***

O interessante é que temos conservadores pondo a culpa da crise no Estado, por excesso de intervenção (a bobagem sobre a farra das hipotecas ter sido fruto de uma política deliberada de administrações democratas passadas, já demolida exaustivamente).   E agora também temos gente pondo a culpa no Estado, mas agora por falta de intervenção.  Nessas horas todos os wingnuts parecem se esquecer dos tais extraordinários poderes curativos e regenerativos do mercado…desde que a culpa não seja deles.

De qualquer forma parece que Dick Cheney já respondeu à acusação de Dimon:

Vice President Dick Cheney says that his boss, President George W. Bush, has no need to apologize to the American people for not doing more to head off the financial calamity, saying no one saw the crisis coming.

During an interview Thursday with The Associated Press in his West Wing office, Cheney defended the administration’s performance on an economy that is growing weaker daily and which recently collapsed in spectacular fashion. Cheney said that “nobody anywhere was smart enough to figure it out.

He said Bush doesn’t need to apologize because he has taken “bold, aggressive action.“” [grifo meu]

O interessante é que as pessoas que eram “smart enough” a ponto de ver a crise vindo existiam, mas eram imediatamente rotuladas como “chicken littles“, alarmistas interessados em confundir a opinião pública por inconfessáveis motivos eleitoreiros.

E o mar de plástico continua crescendo:

It is endless for an area that is maybe twice the size as continental United States,” he says.

(…)

If the waste is to be controlled people must stop using unnecessary disposable plastics, otherwise it is set to double in size during the next 10 years, Moore warns.

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E depois o Paulo acha que EU sou um alarmista:

What would happen if you awoke one morning and everyone was dead? Or if, less melodramatically, the world as we know it – and our teetering financial systems – ceased to function? What if you awoke to find your bubble-wrapped, gilded life was over, and for good? Could you survive? Could I?

I am an urban girl. I have no skills except whingeing and bingeing. I can barely open a packet of Hobnobs without an explosive device. But, unlike you, doomed and dying reader, I have decided to prepare for The End, and I am prepared to share the life-saving knowledge I will accrue. This is your cut-out-and-keep guide to the apocalypse. Put it in a drawer. One day you may need it.”

Guardian: Life after the apocalypse.

***

Mas a coisa tem seu lado bom:

It’s not all bad: Fun things you could do after the apocalypse

• Pop into the National Gallery and take Jan Van Eyck’s Portrait of a Man off the wall. (If you have no taste, take a Renoir.) The Van Eyck is hanging in the Sainsbury Wing. If you want to preserve it properly, Thomas Almeroth-Williams of the National Gallery suggests you store it in a slate mine, where the temperature and humidity levels are perfect for its conservation.

• Go to the British Library and help yourself to one of its two copies of Shakespeare’s First Folio. One is in a box in a strong room under the library floor; the other is in a glass case in the Treasure Room. If you want to preserve it properly, Helen Shenton of the British Library suggests you store it in a cool, dark place, and watch it carefully for infestations by animals or fungi. Dust regularly.

• Steal the crown jewels. If you can. “There are contingency plans in place in event of a power failure,” says a Royal Palaces spokesperson, “so the crown jewels should remain safe.” Really? To preserve them properly, do nothing. A diamond is for ever.

• Invade the News of the World – it’s in Wapping – and read all its secret files. Then break into M15. It’s on Millbank. Read all its secret files too. Oh, no! She was murdered! I knew it!

• Go and stand on the stage at the Theatre Royal, Drury Lane. Skip over the bodies of the dead actors. Re-enact the whole of Oliver!

***

O que me traz essa idéia: o que você faria depois do apocalipse?

 

(*) você vai ter que ler o artigo inteiro para, talvez, entender.

Where have all the Libertarians gone?
– by Horatio Algeranon
(with some help from Pete Seeger,
undoubtedly smiling from above)

Where have all the Libertarians gone?
Long time passing.
Where have all the Free-Marketeers gone?
Long time ago.
Where have all the Ayn Randers gone?
Gone with Greenspan every one.
When will they ever learn?
When will they ever learn? (that 2 + 2 = 4)

Daqui.

Sim, a Microsoft pode estar demitindo funcionários devido às “condições de mercado” derivadas da crise (embora ela tenha crescido no último balancete, na verdade, ainda que menos do que o esperado) _ em especial devido à queda da venda de novos computadores no mercado corporativo. Mas sem dúvida, como nos informa o Slashdot, uma parte dos problemas advém de sua política comercial:

Microsoft yesterday unveiled its MSN Mobile Music service — and a surprise return to digital rights management (DRM). While companies such as Apple and Amazon have finally moved to music download services free of copy protection, MSN Mobile locks tracks to the mobile handset they are downloaded to. It also charges more than the other services per track, and offers no way to transfer your tracks to your new phone when you upgrade. The company’s Head of Mobile UK spoke to PC Pro about the launch, but his answers are almost as baffling as the service itself. Best quote: Q: “If I buy these songs on your service — and they’re locked to my phone — what happens when I upgrade my phone in six months’ time?” A: “Well, I think you know the answer to that.”

“Half is the new Alpha”

_ Clusterstock

A banana republic with nukes

_ Paul Krugman

***
Megan McArdle, incompreensível:

A journalist friend who spends way more time on politics than I do suggests that if the Democrats cave and include a capital gains tax, it will probably pass–but puts the odds of the Democrats caving at slim to none, since they can now blame any resulting crash on the Republicans.

I didn’t think it was possible to be more disgusted with politicians than I usually am, but I find it impossible to express the seething contempt that I feel at this kind of opportunism.  I don’t mind when they screw with the normal operation of the economy for venal personal gain.  But risking a recession in order to get a cut in the capital gains tax?  Letting it tank because you can always blame it on the Republicans?

Acuma? “you can always blame it on the Republicans“???????

Quadro dos votos na House of Representatives:

Democratas: 141 sim,  94 nâo
Republicanos:  66 sim, 132 não

WTF???

But you get it.  Os democratas são culpados por não terem incluído no pacote o que os republicanos queriam, isto é, mais cortes de impostos para os bem de vida.  Por algum motivo os republicanos não são culpados por não aceitarem o pacote sem o corte dos impostos.  Funny.

***

E com este post inauguro uma nova categoria, coisa que não fazia há tempos:  F.U.B.A.R.

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