Deu no Slashdot:
“”India plans to launch its first manned space mission in 2016, moving to become the fourth nation to put a man in space. Space scientists and senior officials of the state-run ISRO are preparing a pre-project report to build the infrastructure and facilities for the mission, estimated to cost a $2.76 billion. ‘We are planning a human space flight in 2016, with two astronauts who will spend seven days in the Earth’s lower orbit,’ Radhakrishnan told reporters at ISRO headquarters in Bangalore. In September, India’s Chandrayaan-1 satellite discovered water on the moon, boosting India’s credibility among established space-faring nations.“
Agora uns dados tirados do CIA Factbook:

Ah:
Brasil no “Doing Business”: 129
India no “Doing Business”: 133
***
Let the fight begin.



21 comentários
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janeiro 27, 2010 às 8:11 pm
Fernando Serboncini
acidente de alcântara?
janeiro 27, 2010 às 8:16 pm
ohermenauta
Mesmo que o acidente não tivesse acontecido, nós estaríamos muito longe destas capacidades, eu acho.
Mas meu interesse é abrir um debate, não estou tomando partido agora. Inclusive, se hoje alguém propusesse que o Brasil tivesse um programa espacial desta monta, eu seria contra, e imagino que muitos indianos também pensam assim.
A questão que queria discutir não é tanto se eles devem, mas porque podem.
janeiro 27, 2010 às 8:46 pm
Pepino, o Breve
Você esqueceu o mais importante, na minha opinião.
População da Índia: 1,176,258,000
População do Brasil: 192,392,000
janeiro 28, 2010 às 10:13 am
fscosta
A mais importante ao meu ver é a existência do Paquistão. O programa espacial é desculpa pra construir foguetes, ao meu ver (disclousure – não li muito a respeito, estou generalizando, pois é o que os outros todos fazem e fizeram). Aliás não era um dos temores dos Eua com a base de alcantara? Que o FHC quase arrendou pra eles?
Não é o caminho natural continuar investino nessa área pra não perder os investimentos “anteriores”.
janeiro 28, 2010 às 1:00 pm
ohermenauta
fscosta,
Concordo que isso gera um estímulo. Mas veja o caso da rivalidade entre estados árabes e Israel _ e nem por isso surgiu um estado árabe com este tipo de capacidade. Outros exemplos existem mundo afora, na África, por exemplo. Então acho que a existência de rivalidade é um estímulo, mas ainda não explica o “porque podem”.
janeiro 28, 2010 às 10:22 am
fscosta
Sobre a linha da pobreza, acho que não correspondem. O Factbook pega as informações diversas, e ressalva, que elas mudam de pais pra pais.
Linha da pobreza é em termos gerais, menos de US$ 1 por dia (acho que esse é o criterio q a India usa, mas não tenho certeza). Já aqui no Brasil é 1/2 do SM, que dá bem mais que isso. Indigencia aqui é 1/4 do SM, acho q é o que deveria ser comparado. No ultimo BPS do IPEA tá em 11,8%.
Mas nesses casos, é melhor não comparar. Acho que a dimensão da pobreza na India nem se compara a do Brasil (o que é terrivel, não?).
Abçs,
janeiro 28, 2010 às 12:57 pm
ohermenauta
Também achei o dado estranho.
janeiro 28, 2010 às 10:51 am
Jorge Maia
“A questão que queria discutir não é tanto se eles devem, mas porque podem.”
Já viste a infraestrutura da maior parte da Índia? Eu também não hehe… mas o pessoal que esteve por lá (e a NatGeo for instance) fala horrores. Um amigo, carioca de nascimento, disse que o arrabalde de Mumbai é de arrepiar…
Ganha-se de um lado, perde-se de outro. Agora, com a vizinhança que eles tem não é simples criticar os gastos em defesa e “power projection”…
janeiro 28, 2010 às 12:56 pm
ohermenauta
Nunca fui lá, mas os comentários de conhecidos que já foram batem com os seus.
janeiro 29, 2010 às 12:08 pm
André Kenji
Os indianos começaram um projeto de rodovias federais baseado no Interstate Highway System dos americanos, ou seja, ligando as principais cidades. Aqui no Brasil isso nunca foi pensado porque infraestrutura viária é uma preocupação estritamente local(A maioria das rodovias importantes que saem da cidade de São Paulo tem fim em locais como Espirito Santo do Turvo, Taubaté, Igarapava, Cordeiropólis e apenas três de dez, justamente as com pior capacidade de trafego, saem do Estado). Em termos ferroviários, não unificamos bitolas, nem temos transporte de longa distância de passageiros.
E o Brasil tem crescimento e industrialização um quanto já solidificados. Os indianos ainda estão se industrializando.
janeiro 29, 2010 às 12:26 pm
ohermenauta
Kenji,
“nunca foi pensado”?
Engraçado, visto que já Washington Luís dizia que “governar é construir estradas”. O infeliz, aliás, criou a Polícia Rodoviária Federal em…1928. A Interstate Highway System é de…1956…
E por acaso você está dizendo que o Brasil não tem rodovias federais? Porque se for isso, eu tenho um artigo da Wikipedia para te vender.
janeiro 29, 2010 às 11:13 pm
André Kenji
Washington Luis pode ter dito o que quiser. Mas ele começou e terminou um governo de um país com uma extensão minúscula de estradas, e o IHS é um sistema integrado. Você pode viajar de Miami a Seattle sem sair do sistema ou precisar adentrar uma cidade, viajando por estradas de pista dupla. No Brasil, nem mesmo dentro dos corredores há estabilidade, e há trechos enormes entre rotas importantes em condições lastimáveis.
Rodovia no Brasil sempre foi pensada de forma míope, nunca como integração nacional. E antes do IHS os americanos tinham um sistema de rodovias intercontinentais, como US 66 e a US 101.
janeiro 30, 2010 às 9:58 am
ohermenauta
Kenji,
Bem, não estávamos falando de pista dupla ou de sistemas integrados. Apenas estou contestando essas suas frases:
“Aqui no Brasil isso nunca foi pensado“
“Rodovia no Brasil sempre foi pensada de forma míope, nunca como integração nacional“
Porque ela expressa profunda ignorância sobre a história do planejamento de transportes brasileiro. Então, antes de falar bobagem, procure saber alguma coisa sobre:
_ o Plano Catrambi, de 1926, que já previa 17 Troncos de Penetração federais,
_ o Plano Schnoor, de 1927, que já previa rodovias federais irradiando-se da futura capital federal no planalto central, ou
_ o Plano Geral de Viação Nacional, de 1934, o primeiro com aprovação oficial no país, que já previa a ligação entre a capital federal e todas as capitais federais, com qualquer ponto da fronteira e a ligação entre troncos principais.
Porque sua ignorância desonra a memória de bons engenheiros como André Rebouças e Paulo de Frontin.
janeiro 30, 2010 às 10:20 pm
André Kenji
Mas algum desses planos foi efetivamente realizado? Quando a malha rodoviária existente do país foi construída isso foi pensado? O quanto disso é concreto e asfalto?
janeiro 28, 2010 às 12:34 pm
Horacio
Programa Espacial não é para qualquer um. É só para quem quer liderar algo no planeta de fato, em escala de história da humanidade. Há uns 500 anos atrás Copérnico era dos poucos que olhava para o céu e descobriu que a Terra não era o centro do universo. Com isso provocou uma das maiores revoluções intelectuais da história da humanidade. Hoje, alguns paisecos mequetrefes mandam sondas para luas de Saturno, pesquisam existência de água em Marte, na Lua, em busca de evidência de ambiente propício à vida ou à evidência da própria vida fora da Terra. Um deles vai escrever seu nominho no prontuário da história da humanidade. Nós aqui no Brasil vamos ficar reféns eternos de falta de visão, de valores e de inteligência que caracterizem qualquer grande civilização. Somos uns bundões por opção. Nulos, com uma ampla visão focada no retrovisor. O único dos BRICs a realmente estar fora do Espaço. Espertos somos nós né não? Eles povoam o espaço com satélites espiões, armam-se, e condicionam nosso futuro, enquanto nós achamos que estamos condicionando o futuro fazendo populismo barato de 50-100 anos atrás…Isso é que é visão…quequéisso…
janeiro 29, 2010 às 9:01 am
Ro
Begins.
janeiro 29, 2010 às 9:14 am
Thuin
Pô, eu sempre sigo achando que o Brasil devia investir em programa espacial em parte justamente por isso. E em troca cortar pra um quase-nada os gastos de defesa. Vejamos:
O Brasil não tem, num futuro previsível, ameaça próxima. Qualquer país vizinho que resolvesse ameaçá-lo teria ele mesmo que se armar – e o Brasil poderia fazê-lo mais e mais rápido, se acontecesse.
Qualquer não-vizinho que ameaçasse o país deveria ser uma superpotência. E algumas vintenas de rafales, ou mesmo algumas vintenas de fragatas, não seriam capazes nem de atrasar muito uma superpotência.
Investindo-se em foguetes espaciais e em energia nuclear, teríamos o domínio de tecnologias que poderiam, num curto espaço de tempo (uns 3-6 anos), ser convertidas para fins de dissuasão anti-superpotências, caso necessário.
Corta-se pela metade a verba da Defesa e entrega pro programa espacial, e pronto. Com a metade que sobrou, organiza uma boa guarda costeira e uma boa defesa civil.
janeiro 29, 2010 às 11:57 am
André Kenji
Você está subestimando a ameaça de governos relativamente instáveis ao leste e norte do país, além de outros pontos(No caso de Honduras, deveríamos ter um encouraçado para mandar para lá, apenas para fazer pressão, no momento em que a embaixada foi cercada). O ideal de um exército é ter para não usar. E isso seria proteção melhor para a Amazonia que ocupação desordenada.
Claro que isso significaria grandes números de tropas e unidades de cavalaria no Oeste de Paraná, Mato Grosso e na Amazonia Legal, além de navios de guerra mais modernos entre Belém e Natal e na costa do Rio Grande do Sul, não jatos Rafale.
janeiro 29, 2010 às 12:01 pm
ohermenauta
Kenji,
Até onde sei a única zona de instabilidade ao Leste do Brasil é a intertropical do Oceano Atlântico…
janeiro 29, 2010 às 1:45 pm
Thuin
Nem porta-aviões, nem tanques Leopard pesados, nem…
Note que eu disse pra cortar só pela metade. Ainda teríamos o maior orçamento de defesa da América Latina.
janeiro 29, 2010 às 12:18 pm
André Kenji
Ora bolas, você entendeu.