Charles Fernando é um jovem conservador evangélico. Não o conheço pessoalmente, mas seu blog mostra que ele compra o pacote completo, incluindo o selinho do “True Outspeak”.
“Precisamos de mais alunos como os da UniBAN!
Posted by Charles Fernando under Posts | Tags: uniban |
1 Comment
O título acima já prova que não estou tentando ser popular e principalmente ser agradável ao mainstream, não gosto do comportamento de manada nem da opinião induzida, por isso fui buscar provas com sinceridade em duvidar nas absurdas e não provadas acusações de que os alunos da UniBan vem sofrendo em nome da moral de puteiro, no qual toda moça tem o direito de usar mini-saia onde bem entende.
A dúvida nasceu da própria assertiva de que os alunos a quiseram estuprar em público pela moça estar provocando eles. Sim, ao contrário do que se entende, vários depoimentos (Que irei citar sem retoques) mostram que ela provocou diretamente o caso. Você pode imaginar em um relance esses alunos estando tão afobados que se transformaram em atores pornôs praticamente instantaneamente mesmo com tantas moças em sua volta para assistir? Acredita que uma porta trancada iria fazer frente a uma turba em busca de cometer um crime? Portas trancadas não aguentam nem os grevistas da USP, quanto mais a libido reprimida pela religião (sim, a culpa é sempre nossa, acredito piamente que esses alunos não tem uma ponta do ateísmo iluminado para barrar a sua moralidade violenta, um ateu não pode ser contra moças de mini-saias em um ambiente de estudos).
Duvidei, e busquei depoimentos de alunos nos vídeos e blogs que comentaram o assunto, são eles:
Desculpe, mas a noticia está errada => http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL1358779-5605,00-ALUNA+COM+POUCA+ROUPA+PROVOCA+TUMULTO+EM+UNIVERSIDADE+E+VIDEO+CAI+NA+WEB.html <=
uma colega minha estuda na UNIBAN, na sala ao lado da garota, e ela afirmou que não houve “tentativa de estupro”, oq houve foi um bando de marmanjos xingando a menina pela forma que ela estava vestida. E afirmou também que a menina ficava se insinuando na frente das outras salas.
Ótimo, e de acordo com outro depoimento no mesmo blog.
Aqui, é muita mentira esta onda de q os alunos iam estuprar a garota. Isto não existiu… Eu estava lá!!!! Estávamos gritando PUTA! PUTA! PUTA!, e ESTUPRA!, ESTUPRA!, ESTUPRA! só de ZOAÇÃO, só de GOZAÇÃO!! Até parece q alguém iria estuprar uma mina no meio de uma universidade com todo mundo vendo!!! Até parece!! Fazer isto seria certeza de ser preso e destruir sua vida!! Ninguém iria fazer isto só porque uma destrambelhada resolveu ir pra aula com uma roupa inadequada. Destruir sua própria vida apenas porque uma mina resolveu ir pra aula mostrando sua bunda e outras partes íntimas seria demais!!!
E esta mina já é conhecida na UNIBAN de outros carnavais… Não é nenhuma santinha q de repente resolveu vestir uma roupa mais ousada!!! Ela sempre se veste de forma a provocar os outros!!
Aquela velha lição q nossa vó nos ensinou vale aqui: se queremos ser respeitados, devemos nos respeitar primeiro. E não foi isto q aconteceu, a mina não se respeitava, então os outros não a respeitaram!!!
Um comentário do vídeo:
Eu estudo lá. A mina ia subindo a rampa e os caras mexiam, daí ela olhava pra trás, jogava o cabelo pro lado, ajeitava o vestido, e ia caminhando rebolando. Subiu, e lá de cima provocava. E não é a 1ª vez isso, só q da outra vez (1 dia antes) não chamaram a polícia, pq ela estava mais comportada.
Então, não há prova sequer que estes alunos encostaram na moça, eu duvido muito disso! E muitos os reprovaram por não permitir uma roupa inadequada ao ambiente de estudo. Mas e o Quico? Por acaso eles são obrigados a aceitar o comportamento da moça só porque os moderninhos politicamente corretos querem? Onde está a liberdade deles de reprovarem a roupa dela assim como ela tem a liberdade de usar o que bem entender desde que em lugar apropriado? Ou eles são obrigados a engolir o desrespeito com a Universidade?
Nos ataques contra os alunos ouvi absurdos do tipo:
“O título do video está errado. O certo deveria ser: Animais humilham liberdade de expressão”
Outro sequer percebe a idiotice de que se está falando:
Por fim, vao ter que emitir a assustadora opiniao de que ninguem pode usar um maio numa universidade, por ser indecente!”
Foram retirados do blog e do vídeo, mas imagina você aluna, você tem todo o direito de ir de maiô na universidade e ninguém pode falar nada…. o indecente é ser decente! No Brasil, o moralista fariseu é o cara que fala mal do Carnaval e do funk, defende a pouca veste nas universidades… e depois chama os religiosos de hipócritas.. haja trave!
Os alunos podem ter errado? Sim… eles admitem isso, admitem também que pouco estavam se importando que esse assunto ia parar na internet e nas mãos dos politicamentes corretos sentirem-se com a consciência mais leve acusando terceiros. Mas se não ocorreu estupro como baseio-me acima para não acreditar nesse absurdo, parabéns aos alunos da UniBAN, que não permite que seu ambiente de ensino seja maculado com as vicitudes de outros ambientes, e isso não é apenas institucional que não pode controlar tudo, é na raíz da UniBAN, os alunos realmente estavam engajados em expulsar a moça de lá independente de uma autoridade universitária, nada mais libertário que não necessitar da aprovação de terceiros para se fazer o que é certo. Eles entenderam o que significa ser um watchdog, um vigia da liberdade que só pode existir com uma moral responsável e madura não imposta, e ninguém impôs moral a esses alunos, exceto o #mimimi da internet. Meu amigo católico dizia que se pode ser conservador e conservar qualquer coisa, ele estava certo. O que há no Brasil são conservadores dos maus costumes e da imoralidade.” [grifos meus]
***
É vem verdade que ele depois lamenta seu isolamento:
“Fora o apoio do Julio Bueno, meu amigo Filipe Garcia (Muito conhecedor de Chesterton) não emitiu opinião, não tive apoio nenhum do Reinaldo Azevedo, da comunidade do Olavo de Carvalho e de muitos cristãos conservadores.. eu devo ter me tornado um extremista mesmo… cabe eu e o Julio convivermos na Alcatraz moral junto com os orangos do TaliBan… a ditadura da sexualidade livre é irresistível, só uns poucos não cairam na sedução da mini-saia.
Agora mesmo estive conversando com a Lucilene Soares no twitter, e ela disse bem que nas nossas igrejas as moças se vestem pior… sim, é verdade… e infelizmente quem está do lado de fora e não compartilha de nossa fé consegue enxergar isso melhor do que quem está dentro.”
Essa questão aliás é interessante, e volto a ela.
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OK, eu admito a existência de uma clivagem entre a direita de talhe economicista e a direita mais preocupada com a questão dos valores, conservadora do ponto de vista social. Também admito que essas duas vertentes às vezes não se bicam, como mostrou o vitupério entre Olavo de Carvalho e Rodrigo Constantino.
Minha bronca com Reinaldo Azevedo no episódio da Geisy Arruda é que ele está jogando para a platéia. Porque Tio Rei, pelo menos enquanto “persona” política, é claramente muito mais um representante da direita socialmente conservadora do que propriamente um titã do livre mercado. Digo isto porque ele, em seus posts, faz muito mais o papel do campeão dos valores conservadores do que de um campeão do livre mercado _ algo que por sinal seu apoio a Serra deveria ensinar aos seus discípulos.
O menino aí pelo menos está na dele. Discordo totalmente, mas ele ao menos está sendo sincero.
Já Tio Rei, em um longo post “em defesa” da Geisy Arruda, após usa expulsão da Uniban, nos apresenta o seguinte comentário:
“Eis o problema
Disse lá no alto: há o sintoma, e há a doença. A doença está na expansão de uma universidade sem vida universitária; de uma universidade que não consegue plasmar valores que ao menos debatam e questionem o ambiente intelectualmente acanhado de onde provém a nova “clientela” — essa palavra é boa — que usa esse “serviço”. Ela chega ao terceiro grau em razão do farto financiamento público e do barateamento dos cursos — no sentido mais amplo, geral e irrestrito do “barateamento”.
Alguns bocós falam de boca cheia em “democratização” da universidade. Confunde-se “democratização” com vulgarização — que é mais ou menos como confundir “povo” com “vulgo”. Que “universidade” é essa incapaz de transmitir a seus alunos o princípio básico do respeito ao outro — ou, se quiserem, da reação proporcional àquilo que se julgou, então, “desrespeito” do outro? Ao jogar a reputação e o destino de Geisy na arena — aliás, a Uniban lembra mesmo uma arena romana —, que exemplo moral a direção da universidade dá aos alunos? O tal Machado parece não deixar muitas dúvidas de que ele está dando uma satisfação apenas à clientela. Agora já sabemos: na Uniban, ser “insinuante” e “rebolar”, se a turba se exaltar, pode resultar em expulsão. Ameaçar alguém com linchamento e estupro não dá em nada; ao contrário até: parece ser essa uma reação considerada legítima.
(…)
E que se note: exceção feita às profissões que ponham a vida de terceiros em risco, pouco se me dá que essas coisas prosperem por aí. Se há quem queira comprar e quem queira vender — e se o mercado absorve esses profissionais —, virem-se. Garçom administrador de empresas é melhor do que garçom garçom? Não necessariamente — talvez faça bem à sua auto-estima, sei lá. Agora, quando dinheiro público entra na jogada — e o ProUni, por exemplo, é dinheiro público —, aí essas instituições têm de prestar contas do que fazem, sim. E a relação deixa de ser privada do comerciante com o cliente; aí passa a ser uma questão de estado. E o governo tem sido, obviamente, relapso com esse setor da economia. O país inventou uma universidade que não universaliza, mas amesquinha o espírito.”
É mesmo? Nesse caso ele deveria se perguntar o que o partido do seu candidato tem a ver com isto. Pois a IstoÉ de fevereiro de 2000 tem algo a acrescentar neste aspecto, em uma matéria pitorescamente intitulada “A Guerra do Canudo“:
“O ensino universitário privado no Brasil é um mercado de 1.015 cursos com 1,5 milhão de estudantes, faturamento anual estimado em R$ 5 bilhões e planos para dobrar de tamanho nos próximos quatro anos. Só em 1999, a Câmara de Educação Superior do Conselho Nacional de Educação (CNE) autorizou a abertura de 517 novos cursos País afora, a grande maioria particulares. Esse acelerado aumento de vagas poderia ser apenas uma boa notícia aos milhões de estudantes que pretendem uma melhor qualificação para enfrentar um estreito e cada vez mais exigente mercado de trabalho. A concorrência nesse lucrativo negócio, porém, se transformou numa verdadeira guerra com troca de denúncias entre grandes empresas educacionais que atingem também o CNE e o Ministério da Educação. A Polícia Federal está investigando desde o ano passado uma denúncia de falsificação de pareceres. O caso veio à tona quando o próprio dono da Faculdade Elite de São Paulo foi à sede do CNE para saber se um processo dele já havia sido autorizado. Quando foi informado de que o relator do caso, o conselheiro Roberto Cláudio Bezerra, nem sequer tinha lido o processo, perdeu a paciência e abriu o jogo. “Eu já paguei por isso”, protestou o empresário, que tinha nas mãos cópia de um parecer assinado pelo próprio Bezerra aprovando sua faculdade. O parecer foi comprado de um dos muitos escritórios em Brasília que montam processos para reitores de primeira viagem, alguns comandados por ex-integrantes do conselho. O MEC abriu inquérito administrativo, que concluiu que o parecer falso havia sido digitado dentro do CNE, onde também foi falsificada a assinatura do conselheiro. A investigação ainda não foi concluída.
Outra história estranha ocorreu em agosto do ano passado quando da renovação da autorização para o funcionamento do curso de Direito da Universidade de Guarulhos. Uma comissão de avaliação da Secretaria de Ensino Superior do MEC concluiu que a organização didático-pedagógica da universidade era deficiente e teria sugerido ao reitor Antonio Veronesi a contratação de um consultor para propor providências capazes de suprir as deficiências. Logo após a conversa, Veronesi foi procurado pelo consultor Edmundo Lima de Arruda Júnior que ofereceu seus serviços por R$ 100 mil. A Universidade de Guarulhos seria a 12ª instituição de ensino que, após receber consultoria de Arruda Júnior, receberia reconhecimento do MEC. Em 8 de dezembro, a Câmara de Educação Superior do CNE propôs “a instalação imediata de uma Comissão de Sindicância para averiguar as irregularidades cometidas pela Comissão de Avaliação para a renovação do reconhecimento do curso de Direito da Universidade de Guarulhos”. Os avaliadores do MEC colocados sob suspeição trabalham na Comissão de Ensino Jurídico chefiada pelo professor Silvino Lopes, que está no Ministério desde a gestão do ministro Carlos Chiarelli no governo Fernando Collor. “Tudo indica que ali tem sérios problemas que estão a merecer uma investigação aprofundada”, adverte um reitor de uma universidade privada.
Cabala
Silvino Lopes é subordinado do conselheiro Abílio Afonso Baeta Neves, homem de confiança do ministro Paulo Renato Souza e todo-poderoso comandante da Secretaria de Ensino Superior do MEC. ISTOÉ teve acesso a documentos e fitas de uma reunião do Conselho Nacional da Educação que mostram uma história no mínimo contraditória. Em 4 de outubro do ano passado, os 12 conselheiros do CNE decidiram que a Universidade Bandeirante de São Paulo (Uniban) não poderia abrir cursos em Osasco sem antes cumprir a exigência legal de receber uma autorização do Ministério. “Fazer vestibular, ela pode fazer onde quiser – nos Estados Unidos, no Japão e até no subterrâneo do metrô de Paris. Agora, matricular para cursos lá é uma irregularidade, e nós não teremos nenhuma outra atitude a não ser informar que aquele vestibular é absolutamente ilegal e nulo”, sentenciou Baeta, na ocasião. Tudo letra morta. A Uniban, que tem como dono o reitor Heitor Pinto, simplesmente ignorou a proibição e não foi punida, apesar de expressa recomendação do CNE nesse sentido.
Numa reviravolta surpreendente, em janeiro deste ano Baeta passou a aceitar como regular o comportamento da Uniban e entrou em conflito aberto com seu parecer anterior e os colegas conselheiros. Pela legislação atual, uma universidade, para abrir campus fora da sede, precisa apresentar projeto específico ao conselho – como se estivesse criando uma nova universidade. A Uniban argumentou que não precisava dessa licença prévia porque, ao reconhecer a instituição, em 1993, o CNE aceitou Osasco como uma das áreas de influência da Uniban. O CNE não concordou e pediu ao MEC a abertura de inquérito administrativo para investigar irregularidades praticadas pela Uniban e também a suspensão de todos os processos da instituição em tramitação. O caso Uniban virou o primeiro grande impasse entre o MEC e o CNE. O Ministério considerou as propostas do conselho “extremas e desproporcionais” e rejeitou o pedido, que agora será revisto por uma comissão especial. Para complicar a situação, donos de universidades privadas contaram a ISTOÉ que Baeta Neves extrapolou suas funções de funcionário público e cabalou votos para a chapa articulada por Heitor Pinto, que no ano passado disputou e perdeu a eleição da Associação Nacional de Universidades Privadas.
Se a Uniban mostra força no Ministério da Educação, outro que também chama a atenção pelas excelentes relações no CNE, o órgão que julga, emite pareceres e aprova todas as instituições de ensino superior do País, é João Carlos Di Gênio. No final do ano passado, por exemplo, a Uniban resolveu abrir um novo campus em São Paulo. Depois de muita negociação, feita em sigilo, ofereceu em dezembro R$ 8 milhões por um prédio no bairro do Jaguaré. Ali, seria aberto o campus Marginal Pinheiros. Seria. A Uniban negociava o imóvel quando foi informada pela corretora de que a propriedade não estava mais à venda. Tinha sido negociada com uma de suas maiores concorrentes, a Universidade Paulista (Unip), de Di Gênio, que rapidamente abriu lá um campus e realizou seu vestibular, oferecendo 1.500 vagas para nove cursos. Além do vendedor e do candidato a comprador, o negócio só era conhecido dentro do Conselho Nacional de Educação. “Isso é suspeito”, atacou o reitor Heitor Pinto. “É uma desculpa de quem perdeu um negócio”, contra-ataca Di Gênio, que afirma ter pago R$ 9 milhões pelo prédio pretendido pela Uniban.” [grifos meus]
Ou seja, o Ministério da Educação, então comandado por Paulo Renato Souza, tergiversou e muito na hora de punir a Uniban, e teve um alto funcionário cabalando votos para seu reitor. Hummmm.



28 comments
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Novembro 8, 2009 às 7:44 pm
marcos
Ahhh a ironia… “não gosto do comportamento de manada“.
Ou seria apenas burrice?
Novembro 8, 2009 às 8:40 pm
marcos moraes
“vitupério entre Olavo de Carvalho e Rodrigo Constantino”.
Valeu a dica. das melhores.
MAM
Novembro 8, 2009 às 9:50 pm
Blog dos Perrusi » Blog Archive » Ainda o caso da UniBan
[...] do Hermenauta, fui parar num blog ultraconservador (ah, se existisse um fascismo cristão… Mas não existiu [...]
Novembro 9, 2009 às 1:21 am
Charles Fernando
Não há ironia, eu fui totalmente contra a visão até mesmo dos conservadores nisso, assumo a culpa sozinho, tanto que quase virei alvo deles também (risos). Mas se errei em algo pelo menos mostrei o contraditório, que não foi escutado em nenhum momento no linchamento dos alunos da Uniban via twitter, que foi até pior que chamar alguém de puta.
Eu até nem queria mais tocar no assunto, e não vou tentar me defender de ser chamado de fascista ad caterva (já que meu texto não dá margem para esse tipo de conclusão), eu sabia desde o princípio soube que discordar do consenso iria chocar os sentimentos de repulsa de muita gente, mas eu fiquei do lado de Honduras, estou bem acostumado em ser “do contra”.
Se você notar no meu texto, eu mesclei anarquismo com o moralismo conservador, isso é bem pessoal meu, estou construindo minha visão política e estou alinhado ao libertarianismo-conservador, que acredita que em uma sociedade moralmente bem educada que se auto-regula, há a desnecessidade de Estado totalitário fascistóide-comunista.
Sou ignorante, posso ter errado, tenho cabeça aberta para reconhecer que se há provas de que um estupro foi tentado, eu errei pois as evidências que eu obtive não demonstraram isso, mas o erro dos alunos da uniban não justifica usar maiô, sunga em sala de aula sob excusa de se limitar a liberdade de expressão.
Afirmo sim, como a própria Geyce confirma, que ela teve mea culpa do ocorrido. Os alunos reagiram mal, mas para mim, que já fui aluno de ensino médio, os compreendi no humor negro. Não é justificável, havia muitas alternativas ao linchamento moral, mas eu gostei do repúdio a uma conduta provocativa (iniciado por mulheres no banheiro), aliás em falta nas universidades.
Os dois lados erraram, mas um lado saiu ganhando, pena que não foi o dos bons costumes em sala de aula. Espero sinceramente estar errado, e bem errado quanto a isso.
Abs.
Novembro 9, 2009 às 5:00 pm
aiaiai
Charles, muito interessante o seu ponto de vista. Veja esse link (espero que vc compreenda – está em inglês, mas é bem fácil). Neste mesmo site vc poderá encontrar outros bons exemplos de debate entre o certo e o errado.
http://www.jesusandmo.net/2009/07/03/talk/
vale para todos os outros debatedores desse espaço tão democrático que o hermê nos proporciona.
atenciosamente
aiaiai
Novembro 9, 2009 às 5:22 pm
marcos
Deixa eu ‘desenhar’:
Você escreve um post ‘do contra’.
->
Você escreve nele que não gosta de comportamento de manada.
->
Você assume o papel de vítima de um comportamento de manada (no caso, a unanimidade do que você chama de mainstream quanto a estupidez dos alunos da faculdade), que inclui até aqueles que deveriam estar alinhados com seus princípios éticos e morais.
->
Você escreve um post ‘do contra’ fazendo justamente a defesa de um comportamento de manada. Um bando de aluno que sequer viu a estudante, mas que saiu gritando “puta! queima! istrupa!”.
Burrice. Q.E.D.
Novembro 9, 2009 às 7:18 am
Carlos Alberto Bárbaro
Deixa eu ver se eu entendi: você prefere um discurso imbecil, bastando que seja sincero, a um discurso civilizador, que você julga insincero? É isto mesmo? Há um único problema nos textos do Reinaldo Azevedo, decorrência do uso talvez excessivo do cachimbo (o do adágio, não o real), o de sempre forçar uma relação entre o mal lá como ele o entende e o PT (também lá como ele o entende). O curioso é que isto acaba se tornando também o problema de quem o critica, e no seu caso, o critica como questão de princípio. Se a insinceridade a que você se refere está nisto, em que ele aponte como origem da turba da Uniban a política educacional do governo Lula, o que alguém bem informado como ele não deveria fazer, pode-se até discutir o assunto. Mas para começar a discuti-lo seria também necessário saber se o juízo de que políticas seguidas por este governo não necessariamente tem origem nele valeria também para o bolsa-família, que sabe-se ser criação do governo anterior tão somente aperfeiçoada pelo atual.
Se no entanto você duvida da sinceridade da indignação de fato do Reinaldo contra a situação absurda ocorrida na Uniban, então seria necessário fornecer elementos reais que comprovassem sua impressão, algo assim como um link em que o Reinaldo se posicionasse, sei lá, favorável ao linchamento do Suplicy por ter desfilado de cueca nos corredores do Senado, ou ao apedrejamento da Ideli Salvatti por ficar olhando fotos da Playboy no seu notebook ou por, exageremos, incitar os venezuelanos a pendurar o Chavez d ponta-cabeça como fizeram com o Mussolini (ops!, dirá o incauto, mas isto ele faz mesmo).
Porque no fim das contas, quem parece estar mais preocupado em identificar as origens do ovo da serpente e fornecer o selo de identificação de procedência (tucano, com certeza) sobre este caso parece ser mesmo O Hermenauta, do qual a única pista que temos sobre sua opinião a respeito do ocorrido na Uniban foi a foto que publicou da vítima, dressed to kill, sublinhada com uma legenda que perguntava: “Qual seria a recepção dela no site do Tio Rei antes do affair Uniban??”. Qualquer freudiano de boteco poderia lhe explicar que só se faz uma pergunta dessas porque antes se pensou o que se atribui ao outro.
Novembro 9, 2009 às 8:16 am
ohermenauta
“Deixa eu ver se eu entendi: você prefere um discurso imbecil, bastando que seja sincero, a um discurso civilizador, que você julga insincero?”
“Discordo totalmente, mas ele ao menos está sendo sincero.”
Não, você não entendeu, ou ao menos parece ignorar o sentido do verbo “preferir”.
“Mas para começar a discuti-lo seria também necessário saber se o juízo de que políticas seguidas por este governo não necessariamente tem origem nele valeria também para o bolsa-família, que sabe-se ser criação do governo anterior tão somente aperfeiçoada pelo atual.”
Acho que não é preciso pensar muito sobre isso. Afinal, os próprios tucanos criticam o Bolsa-Família como um programa assistencialista. Você pode até discutir se ele é assistencialista ou não, ou se o assistencialismo é uma coisa ruim ou não e em que condições, mas se os próprios tucanos renegam o programa em sua presente forma, não há que ficar reivindicando prioridades, não é mesmo?
“Se no entanto você duvida da sinceridade da indignação de fato do Reinaldo contra a situação absurda ocorrida na Uniban, então seria necessário fornecer elementos reais que comprovassem sua impressão, algo assim como um link em que o Reinaldo se posicionasse, sei lá, favorável ao linchamento do Suplicy por ter desfilado de cueca nos corredores do Senado, ou ao apedrejamento da Ideli Salvatti por ficar olhando fotos da Playboy no seu notebook ou por, exageremos, incitar os venezuelanos a pendurar o Chavez d ponta-cabeça como fizeram com o Mussolini (ops!, dirá o incauto, mas isto ele faz mesmo).”
A minha impressão é que o blog de Reinaldo Azevedo é um exercício diuturno de incitação ao linchamento de várias pessoas e atitudes. No caso em tela, eu não disse que Reinaldo seria favorável ao linchamento da moça, mas não fosse a oportunidade que ele vislumbrou para atacar a política do governo para o ensino superior, duvido que ele a apoiasse como a apoiou. Veja, o mesmo Reinaldo que agora apóia a “inviolabilidade do corpo” é o Reinaldo que já falou em “formas cristãs de matar”, que devem incluir, também, pendurar alguém de ponta cabeça, como você apontou. Então, ele está sendo hipócrita. Aliás basta ir lá no blog dele agora, onde ele acaba de escrever mais alguns posts ligando a porra louquice dos Unibambis a “tudo que aí está”.
“Porque no fim das contas, quem parece estar mais preocupado em identificar as origens do ovo da serpente e fornecer o selo de identificação de procedência (tucano, com certeza) sobre este caso parece ser mesmo O Hermenauta (…)”
Acho que esta é uma caracterização pouco capaz do que está ocorrendo aqui. Primeiro, porque “estar preocupado em identificar as origens do ovo da serpente” não me parece uma atividade questionável em si _ aliás é o que você mesmo está fazendo. Segundo, porque o que atribuo aos tucanos é a expansão do ensino superior enquanto negociata, não enquanto política. E terceiro, porque com certeza inúmeros tucanos não apóiam de forma alguma o que ocorreu com a loura de roupas vermelhas, logo não posso atribuir a eles o acontecido. Ao apontar a hipocrisia de Reinaldo Azevedo, logicamente não estou estendendo este meu juízo a todos os tucanos _ tanto é que minha argumentação é circunstaciada e limitada ao Tio Rei. Eis porque esta é uma acusação que não posso estender nem mesmo ao Charles aí em cima.
“(…) do qual a única pista que temos sobre sua opinião a respeito do ocorrido na Uniban foi a foto que publicou da vítima, dressed to kill, sublinhada com uma legenda que perguntava: “Qual seria a recepção dela no site do Tio Rei antes do affair Uniban??”.”
Minha opinião real é a de que possivelmente há um subtexto particular ao que ocorreu na Uniban. É possível que a menina da saia curta tivesse cultivado algumas inimizades na Universidade, e que essas inimizades é que tenham “catalisado” a reação que terminou sem controle.
Já vi muitas meninas com roupas provocantes, tanto em universidades privadas quanto públicas. Isso em geral diz mais sobre a menina que sobre a universidade. Acho concebível que Geisy possa ter demonstrado um comportamento pouco compatível com o ambiente universitário _ fica muito difícil saber a esta altura do campeonato. Nada, porém, justifica a reação dos unibambis.
“Qualquer freudiano de boteco poderia lhe explicar que só se faz uma pergunta dessas porque antes se pensou o que se atribui ao outro.”
Vejo que você se tem em baixa conta. Deixa disso.
Novembro 9, 2009 às 11:26 am
Carlos Alberto Bárbaro
Na mosca, realmente me tenho em baixa conta. Talvez porque me esforce muito em não querer ver subtexto onde há puro e simples texto. Você, me parece pelos posts que leio, é originário do Rio de Janeiro. Então sabe que em cada esquina do Rio de Janeiro, mesmo naquelas bem distantes da praia, é comum a visão de homens das mais diversas idades a caminhar tranquilamente ostentando panças das mais diversas circunferências e sungas dos mais diversos calibres. Fosse eu aplicar o seu raciocínio e seria o caso de perguntar: “Mas qual é o subtexto particular desse cara exibindo-se dessa maneira no passeio público?”. Talvez, se eu estivesse em turma, alguém respondesse que o “subtexto” dele era “pouco compatível com o ambiente”. Talvez algum outro passante já conhecesse o cara, com quem tivesse uma inimizade antiga, e botasse mais lenha na fogueira. E pronto, talvez começassem a correr atrás do descamisado.
O ponto fundamental e inicial dessa discussão é justamente este: não há a mínima hipótese de começar a discutir o comportamento daquela malta se a argumentação der a mais mínima brecha para justificá-lo. Se o discurso sobre o assunto começa a buscar os subtextos fornecidos pela vítima, seja ela a Geisy ou o Zelaya, então sempre poderemos justificar tudo, inclusive um golpe de estado (viajei, né?, mas é disso que se trata).
Aos alunos da Uniban realmente incomodados com o comportamento de quem quer que fosse dentro daquela universidade caberia tão só levar o problema à administração, afinal, uma instituição daquelas deve ter, quero crer, normas e ouvidorias para os alunos.
Agora um esclarecimento, já que de fato confundi um “mas pelo menos ele está sendo sincero” com um “prefiro este àquele”. (Zás, como diria a Mafalda, estas conjunções!) Também não vejo nenhum problema em “estar preocupado em identificar as origens do ovo da serpente”. Ao contrário, creio que este é um exercício salutar ao extremo, apenas chamei atenção para a dubiedade de uma crítica que para apontar o, digamos, rídiculo da ligação feita pelo Reinaldo entre Turba da Uniban e Expansão Petista do Ciclo Universitário, acaba concordando com ele ao dizer algo do tipo, sim, é isso mesmo, mas o negócio começou lá atrás.
O raciocínio do Reinaldo tem sim um grande perigo, e este é tão somente julgar que o comportamento de turba seria privilégio, apanágio ou seja lá o que for de exclusivo de falta de leitura, de falta de educação formal e de falta de cultura. Mas volto a dizer, não dá para encontrar nele o mais leve traço de hipocrisia.
Finalizando, dei uma busca no site dele com as palavras “formas cristãs de matar” e não encontrei nada. Será que você poderia fornecer um link?
Novembro 9, 2009 às 10:00 am
Perrusi
Cruzes, Hermenauta, o troll anaeróbico apareceu no meu blog. Tua culpa, cacete
. Linquei teu post e apareceu o link de meu blog por aqui. E pumba! o bicho apareceu lá em casa (um blog de família e que respeita a moral e os bons costumes). Não tenho mais idade para discutir com troll, mesmo os sinceros e autênticos. Essa missão absolutamente necessária fica contigo, meu chapa. Deletei o cara, e não se discute mais.
Novembro 9, 2009 às 12:04 pm
Stephen Dedalus
Caro Hermê,
Sua discussão tá devidamente lincada: http://dedalus-atlas.blogspot.com/2009/11/fogueira-das-vaidades.html.
Um abraço!
Novembro 9, 2009 às 12:45 pm
Yashá Gallazzi
O sujeito é só um estúpido desocupado. Imagine, tentar fundamentar uma opinião pedestre daquela em Chesterton! Uma piada…
Novembro 9, 2009 às 3:34 pm
Mona
A respeito desse assunto, onde se quer ver subtextos, motivações inconscientes ou explícitas, fragilização da capacidade de crítica, frente ao maior acesso da população ao ensino superior e de quem é a culpa (PT ou PSDB), li uma colocação que, para mim (deficitária do teco, retirado por aquele dentista tratador de canais sanguinário), esclarece a questão:
“Uma multidão não precisa ser numerosa para que fique destruída a sua capacidade de ver corretamente e para que os fatos reais sejam substituídos por alucinações sem ligação entre eles. (…) A faculdade de observação e o espírito crítico, que cada qual possui, inteiramente se dissipam.”
Gustavo Le Bon
in “Psicologia das Multidões”
Novembro 9, 2009 às 4:43 pm
Andreia Freitas
O importante entao é ser do contra “Vamos causar”, estudar ninguem quer, mas causar é legal.
Me poupe
Novembro 9, 2009 às 5:09 pm
marcos
Taí o ENADE para provar isso.
Novembro 9, 2009 às 7:15 pm
André
Para zoar de verdade numa sala de aula, fazer algo que ninguém tem coragem de fazer, a única coisa que falta para esse pessoal seria estudar.
Novembro 9, 2009 às 5:50 pm
André
A atitude é típica, tentam ralar uma moça que não observa a moral e os bons costumes, depois tentam jogar a culpa do ocorrido na moça, depois tentam dizer que não fizeram o que fizeram. São covardes até a medula.
Novembro 9, 2009 às 5:57 pm
Andreia Freitas
Diria covarte até o intestino grosso entao…
Nem me falem em Enade… os proprios monitores de sala zoaram o exame.
Novembro 9, 2009 às 6:09 pm
carcamano
O Ivo Noal ainda tem alguma relação com a Uniban?
Novembro 9, 2009 às 7:33 pm
joêzer
hermenauta,
se ainda aguentar ler mais uma a respeito da fogueira uniban, veja uma outra leitura, oposta à que vc publicou aí arriba: a intolerância e o vestidinho indefectível: http://notanapauta.blogspot.com/2009/11/intolerancia-e-o-vestidinho.html
Novembro 9, 2009 às 7:54 pm
André
Sugiro que a Uniban estabeleça um uniforme padrão (tipo burca) para todas as estudantes, marque logo o apedrejamento da moça e encerre essa questão.
Novembro 9, 2009 às 8:54 pm
mona
Tchurma,
o reitor da Uniban revogou a expulsão da mocinha-de vestido-vermelhinho-tão-pequenininho…
Caraca, meu! Se é para trazer o componente político para esse caso, ou pelo menos, a moral vigente trazida por alguns de nossos mais atuais robustos políticos, diria que baixou o espírito do Mercadante na sua (vossa?) magnificência, o reitor!
Novembro 9, 2009 às 9:45 pm
André
Isso me leva a crer que as justificativas jurídicas para a expulsão eram tão sólidas quanto as justificativas morais para o linchamento.
Novembro 10, 2009 às 4:45 pm
Arthur Golgo Lucas
Meu espanto não é que ainda haja quem pense que o ocorrido foi motivado pelo vestido, mas que estes ainda sejam a maioria. Desanimador para o futuro da civilizaçãoo nível médio de análise deste caso. Pelo menos a elevação do nível do mar em seis metros vai servir para alguma coisa boa: intensificar a seleção natural.
Votem no sucessor do Lula. Aplaudam a exploração do pré-sal. Andem de automóvel à gasolina. Comprem queijo com filmes plásticos separando uma fatia da outra. Confiem nos políticos democraticamente eleitos para tomar decisões sábias sobre eventos que acontecerão depois do fim de seus mandatos. Acelerem a seleção natural!
Tem dias que eu queria ter nascido na Idade Média. Se não fosse pelos óculos, pelos antibióticos e pelos dentistas hoje disporem de anestesias de boa qualidade, eu entraria numa máquina do tempo e me bandearia para lá em definitivo.
Novembro 11, 2009 às 10:54 pm
hugo
ah, a elevação do nível do mar vai acelerar a seleção natural?
assim como a guerra?
Po, e eu nem ligo pra antibiótico e essas coisas. Onde eu pego o busão pra Roma Antiga?
Novembro 10, 2009 às 6:06 pm
Rodrigo
Hermeneuta, a de hoje do Reinaldo foi mais fácil de desmascarar do que as outras. Olha só:
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/ate-agora-marqueteiros-nao-conseguiram-por-a-verdadeira-dilma-na-clandestinidade/
“Não cabe, pois, proselitismo em cerimônias desse tipo. Quando digo “não cabe”, não me refiro apenas a uma questão de gosto ou decoro, mas de lei mesmo. Do contrário, o que se tem é uso da máquina pública para fazer campanha.”
Aí eu fiz uma breve pesquisa no google e olha o q achei:
http://jornal.valeparaibano.com.br/1998/06/30/nac/presid.html
A chamada é: “FHC inaugura obra e classifica crítica da oposicão de “tosca”"
(Mesma notícia em outro local e com mais informações: http://www2.uol.com.br/JC/_1998/3006/po3006i.htm)
Veja que a notícia é de 30 de junho de 98, ou seja, em plena disputa eleitoral.
Mais um 2 pesos e 33 medidas do Tio Rei.
Novembro 11, 2009 às 2:20 pm
Andreia Freitas
Engraçado…!!!
A motivação é mesmo irrelevante, já que podemos presumir que eles nao estavam estudando, ou seja sem nada o que fazer.
Na idade média tinha PC?
Ignorancia, resumir tudo a uma questao do tempo, com estes xauvinismos, pró ambiente, pró politico correto.
Novembro 11, 2009 às 7:02 pm
Olavete
Deve transar de olhinhos fechados…