É automático: você entra em qualquer lugar modernette, e os antenados e antenadas estão inevitavelmente lá, mostrando uns aos outros as telas de seus iPhones. Eu achava que era o único que me incomodava com isso. Ledo engano:
“I admit it: I’m a bigot. A hopeless bigot at that: I know my particular prejudice is absurd, but I just can’t control it. It’s Apple. I don’t like Apple products. And the better-designed and more ubiquitous they become, the more I dislike them. I blame the customers. Awful people. Awful. Stop showing me your iPhone. Stop stroking your Macbook. Stop telling me to get one.“
Embora eu não ache que empregados da Microsoft, em especial os mais entusiastas, concordarão com isto:
“I know Windows is awful. Everyone knows Windows is awful. Windows is like the faint smell of piss in a subway: it’s there, and there’s nothing you can do about it. It’s grim, it’s slow, everything’s badly designed and nothing works properly: using Windows is like living in a communist bloc nation circa 1981. And I wouldn’t change it for the world, because I’m an abject bloody idiot and I hate myself, and this is what I deserve: to be sentenced to Windows for life.”



17 comments
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Novembro 8, 2009 às 9:57 pm
Bruno Santos
Eu nunca entendi a implicância com produtos da maçã.
São pensados para a internet em todos os sentidos. O “i” não está ali à toa.
Novembro 8, 2009 às 10:09 pm
marcos
Não é exatamente com os produtos, e sim com os donos de iMaçãs.
Novembro 8, 2009 às 10:49 pm
andre lopes
Isso é só um texto idiota: recuso quem se acha melhor, ainda que seja melhor mesmo.
E o Windows parece estar no caminho certo. Este tipo de briguinha deve se tornar irrelevante em um futuro próximo.
Novembro 9, 2009 às 8:21 am
ohermenauta
Andre,
Não sei quais as reais intenções do autor do texto, que me parece um slippery slope (antes que falem em estrangeirismos, isso tem tradução?). No meu caso, apenas me aborrece o exibicionismo, nada mais.
Novembro 8, 2009 às 11:19 pm
wag
Creio que é a questão do “status”, similar àquelas pessoas que falam que gostam de jazz (mas não gostam) apenas para demarcarem que fazem parte de um seleto grupo de refinado gosto.
Coisa parecida aconteceu quando lançaram os primeiros modelos de celulares, a primeira coisa que o sujeito fazia era despejar aquele tijolo na mesa, só faltava gritar “eu tenho….”
Novembro 9, 2009 às 1:31 pm
Radical Livre
e o pessoal que levava seu rádio-cd para a mesa do bar?
Novembro 8, 2009 às 11:48 pm
hugo
me irritam aquelas crianças no pier 21 desfilando cada uma com seu iphone.
e a padronização de macbooks na faculdade(inveja)
Novembro 9, 2009 às 12:10 am
Antonio Santos
Acho que chegou a hora de comprar um iPhone.
Novembro 9, 2009 às 7:28 am
Letícia
“Windows is like the faint smell of piss in a subway: it’s there, and there’s nothing you can do about it. It’s grim, it’s slow, everything’s badly designed and nothing works properly: using Windows is like living in a communist bloc nation circa 1981.”
Mr. Gates, open these Windows. Mr. Gates, tear down these Windows.
Novembro 9, 2009 às 11:41 am
tiagón
odeio apple. e adoro windows xp. shoot me.
Novembro 9, 2009 às 1:35 pm
Radical Livre
Meu problema com a Apple é que, apesar da empresa com certeza fazer os gadgets e computadores mais legais da atualidade, ela tem uma tendência a tentar te forçar a usar aqueles negócios do jeito que ela quer, não da forma mais conveniente para você.
Assim, só dá para usar o iPod com o iTunes, que é capaz de ser o pior programa para organização de mídia no mercado. Você só coloca softwares no iPhone a partir da Apple Store – a não ser que vocẽ desbloqueie o aparelho (aliás, você só compra iPhone num plano acoplado a sua operadora – venda casada?).
Eles fazem o melhor SO da atualidade (é o que dizem, eu particularmente discordo), mas você é obrigado a usá-lo nas máquinas mais caras do segmento correspondente.
e por aí vai. Consumo dirigido não é para mim, thanks.
Novembro 9, 2009 às 5:06 pm
marcos
Sabe o que é o pior do iTunes? A qualidade do som.
Novembro 9, 2009 às 6:00 pm
carcamano
Esse é o ponto: a tentativa do Jobs de controlar as pessoas.
Novembro 10, 2009 às 11:56 pm
André Kenji
Cara, na boa, você deveria experimentar o Ipod Touch. Ele é uma boa maquininha para news junkies. Quase todo tipo de telejornal está disponível em versão videocast(Eu checo os telejornais noturnos, em especial da CNN, MSNBC, NBC e CBS do dia anterior todo dia de manhã) e a navegação online funciona melhor para sites de jornais.
Novembro 11, 2009 às 9:34 am
NPTO
Acabei de aderir ao Mac, pela primeira vez, desktop, mesmo. Por enquanto, estou amarradão, mas ainda estou reaprendendo tudo.
Quanto ao IPod, eu acho os primeiros dois modelos alguns dos objetos mais bonitos já concebidos pelo design moderno (ou antigo), agora, podia ter mais facilidades (rádio, ligação direta na USB, etc.)
Já o I Phone não me seduz muito, não.
Novembro 11, 2009 às 12:52 pm
He will be Bach
Coincidentemente, olha só o que levaram para a Dear Prudence do Slate:
http://www.slate.com/id/2221231/?obref=obinsite
Aliás, fantástica a punchline da dita-cuja.
Novembro 11, 2009 às 7:41 pm
Carlos
Lê as outras colunas do autor no Guardian ou veja até os programas Screenwipe e Newswipe dele na bbc q tem alguns insights engraçados sobre tv e a cultura geral britânica (suas ficções Dead Set e Nathan Barley são excelentes tbm).
Em outras palavras, Brooker mildly ftw (bem estranho, apenas li os parágrafos e reconheci o estilo – o mal humor não é genérico do estilo “everyone wants to be Dr House”, se percebe as comparações, descrições e invocações de texturas imediatamente. Não pq é algo único, mas justamente por cutucar em lugares comuns, compreensões comuns do ambiente e geração atual, que é raramente verbalizado, mas está sempre na ponta da língua. Afinal, a propaganda Mac X PCs estabelece um personagem a partir de uma compreensão não-dita do PC-windows como algo bege-que-suja, cúbiculos, dos anos 70-80 de óculos enormes, na forma como o ocidente nunca foi muito diferente do irmão caçula pobre quando se olha de longe. O pesadelo e vergonha alheia ao olhar para o que era o sucesso no passado).
Só faltava dizer que o mais irritante na Apple é sua versão ADD de falsa alternativa, de competição de estética e a dualidade falsa em geral (algo já batido e óbvio, mas em termos de texturas e palhetas da imaginação nunca foi tão menos contrastante. Até coca e pepsi almejavam cores e “atitudes” diferentes para evitar o fato de que são dois líquidos açucarados pretos). É o que mais chama a atenção, a falta de tentativa real de falsear contraste (nerd de escritório dos anos 70-90 vs nerd hipster! Formas de sentar vegetativamente na frente de uma televisão-com-shopping 2.0 totalmente diferentes!). Os sonhos de elegância simples, de bolhas avoadas e leves de esterelidade luminosa do setor de marketing da Apple apenas poderia existir no mundo da Microsoft (assim como a ecologia no capitalismo e idéias para salvar uma ordem horrível, um mundo, que criou a destruição pra começo de conversa). Ela é o nicho tratando de sintomas para que a cafonice geral continue (Serginho Groisman VS Marcelo Tas de TERNO PRETO. Depois será “fique antenado nas últimas do mundo jovem com o cadáver de boca-mole muito louco de J Paulo II, vestindo a armadura mais quente e desconfortável!!!”).