Devo reconhecer uma coisa: hoje em dia, visito muito menos blogs nacionais que antigamente.

Não sei bem porque isso aconteceu.  Acho que um motivo é que houve um tempo em que havia uma lista de discussão de blogueiros da qual eu fazia parte.  Essa participação, é claro, gerava um convívio permanente que me incentivava mais a visitar blogs alheios.  Ela, entretanto, morreu (e eu tenho a impressão de que fui parte ativa no seu assassinato).

De vez em quando, porém, dou uma circulada para ver como andam os blogs por aí _ além, obviamente, daqueles dos quais sou fã de carteirinha, como o Rafael Galvão, o Nelson, o Na Prática e alguns outros que prefiro manter em segredo.  :)

Em uma andança recente fui parar no blog do Gravataí Merengue, hoje localizado no Interney.

Levei um susto. O  Gravataí tá irreconhecível.  Onde antigamente existia um blog alegre, irreverente, e não tão politizado, hoje vemos a face carrancuda de mais um clone de Reinaldo Azevedo.

Que eu me lembre houve uma controvérsia pesada envolvendo o Gravataí e o Luís Nassif. A história está mais ou menos contada neste post do Idelber e nos links que ele e seus comentaristas colocam lá.  Nesse post, o Perrusi fez um comentário inadvertidamente profético:

Leio o blog de Gravataí e de Nassif. Sou de esquerda. Politicamente, simpatizo com Nassif, mas leio atentamente as polêmicas de Gravataí. Muitas de suas críticas são perfeitamente justificáveis. Se é um trânsfuga da esquerda, não importa muito, aqui, nessa discussão. O transfúgio e o ressentimento têm uma afinidade eletiva (vide Tio Rei, Olavo Carvalho…), mas o que importa é a mensagem e não o mensageiro. E não considero Gravataí propriamente um ressentido contra a esquerda, em particular os petistas — ele parece ser um polemista, e gosta de uma provocação. Exemplo: num post, definiu o petismo como uma forma de religião. Pra quem não é petista, soou engraçado, embora seja equivocado. Mas seu blog é democrático, liberando os comentários e encarando de frente as críticas às suas posições.

Tenho a impressão de que o Gravataí já ultrapassou a fronteira do ressentimento hoje em dia, mas posso estar enganado, é claro.

***

UPDATE:

Por outro lado…

Descobri um post do Com Fel e Limão, do Vinícius Duarte et alii (o Vinícius comenta por aqui de vez em quando), bem recente, referindo-se a um post do Nassif onde ele teria conclamado seus leitores a descobrirem o endereço do Gravataí, aparentemente para poder processá-lo.

Penso que processar alguém é direito de qualquer um.  No entanto, incentivar uma legião de seguidores a descobrirem o endereço de um desafeto me parece uma tática reprovável de alto a baixo.  Até porque certamente não seria nada difícil para um bom advogado encontrar o Gravataí.

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