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(via Ritholtz)

O fscosta comentou aqui sobre a “orkutização” do Twitter.  Corri atrás da notícias, mas parece que há controvérsias.

Primeiro, a pesquisa do Ibope/Nielsen:

Usuários brasileiros já são maioria no Twitter, revela pesquisa

Assim como acontece no Orkut, os brasileiros já são maioria no Twitter, de acordo com um levantamento divulgado nesta terça-feira pelo Ibope/ Nielsen Online. Pelo levantamento, no mês de junho 15% dos internautas do Brasil acessaram o serviço de microblog em casa ou no trabalho.

Na segunda posição, estão os norte-americanos, com uma audiência de 10,69%. Em seguida, aparecerem os britânicos (9,38%), os australianos (5,36%) e os alemães (4%).

Os dados revelados pelo estudo surpreendem já que o Twitter é popular a mais tempo nos EUA do que no Brasil. Lançado em 2007, o serviço de microblog foi utilizado constantemente pelos candidatos à presidência dos Estados Unidos já no ano passado.”

Porém, a Raquel Camargo escreve o seguinte no TwitterBrasil…

Pesquisa internacional revela importantes números sobre Twitter

Neste mês uma delicada e bem elaborada pesquisa sobre o comportamento dos usuários do Twitter foi divulgada. Elaborado pela Sysomos Inc, empresa já experiente na análise de mídias sociais, o estudo apontou várias informações estatísticas com base em 11,5 milhões de usuários existentes no Twitter.

A pesquisa apontou que:

    • 72,5% de todos os utilizadores aderiram durante os primeiros cinco meses de 2009,
    • 85,3% de todos os usuários do Twitter postam menos que um update/dia,
    • 21% dos usuários nunca sequer fizeram uma publicação,
    • 93,6% dos twitteiros têm menos de 100 seguidores,
    • 5% dos usuários representam 75% de toda a atividade do sistema
    • Nova Iorque é o local que tem o maior número de twitteiros, seguido por Los Angeles, Toronto, São Francisco e Boston. Detroit foi o local que mais teve adesões durante os primeiros cinco meses de 2009,
    • Mais de 50% de todas as atualizações são feitas a partir de ferramentas/programas. O TweetDeck é a alternativa mais popular, alcançando 19,7% das pessoas,
    • 53% do universo Twitter é representado por mulheres e 47% por homens,
    • O Brasil é o quinto país no ranking de usuários.

No post que divulgou os dados, os responsáveis pela pesquisa sugerem que o material seja discutido no próprio Twitter acompanhado da hastag #sysomossurvey e/ou com cópia para @sysomos.

E agora, somos maioria, ou somos o quinto país no ranking de usuários?

Eu acho que a confusão se originou de uma leitura incorreta da pesquisa do Ibope.

O que a pesquisa diz é que 15% dos internautas brasileiros acessaram o Twitter.  Ou seja, a pesquisa não diz que a maioria dos usuários do Twitter são brasileiros, mas sim que o Brasil é o país com o maior número de internautas acessando o Twitter.  Como os países desenvolvidos têm muito mais internautas que o Brasil, faz sentido que embora menos internautas deles (proporcionalmente ao número total) acessem o Twitter eles ainda assim constituam maioria no Twitter.  Portanto, no ranking do Twitter temos os EUA como primeirões, seguidos por Reino Unido, Canadá, Austrália e…Brasil.  O primeiro país do ranking não anglófono…

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(clique para ampliar)

Porém, dado o exemplo do Orkut e a aparente febre que o Twitter vem causando na brazucada, acho que já já chegaremos lá.

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Rodízio solidário

Essa matéria no Valor me levou às lágrimas:

Milionários empobrecidos dividem iates

Ao preço de  15 milhões (US$ 21 milhões), o iate de luxo de 41 metros Ocean Emerald é um autoagrado a que poucos diretores de bancos e empresários podem se dar o luxo. Por  2 milhões, a posse compartilhada por cinco semanas já é outra história.

A posse parcial de megaiates está aumentando com a queda na riqueza dos milionários. O estaleiro italiano do Ocean Emerald, Rodriquez Cantieri Navali SpA, tem planos de produzir 10 embarcações para um programa de posse compartilhada, dos quais os primeiros três foram vendidos para 20 proprietários, disse Alberto Castagna, diretor da divisão de luxo da empresa.

“A propriedade fracionada faz muito mais sentido no mundo de hoje, uma vez que os bônus são mais baixos e o mundo, de forma geral, se tornou um ambiente muito mais duro”, disse Peter Mallinson, um dos proprietários parciais do Ocean Emerald. (…)

A posse compartilhada poderá conter a desaceleração da indústria de iates de luxo, de 8 bilhões, depois que os diretores de empresas como o Citigroup e o Morgan Stanley perderam seus bônus no ano passado. As vendas de iates com comprimento superior a 24 metros deverão cair 38% nos 12 meses até o fim de agosto ante crescimento médio de 11% nos oito períodos de 12 meses anteriores, segundo preveem analistas do Observatório Náutico da Universidade Tor Vergata de Roma.

Cada um dos proprietários do Ocean Emerald pode reservar até cinco semanas não-consecutivas por ano para cruzeiros no Mediterrâneo ou Caribe. O iate, projetado por Norman Foster, vem com sete tripulantes e interiores da fabricante de móveis italiana Cassina.

“Qualquer pessoa que tem um barco sabe que o problema é que você paga o ano todo e usa o barco muito pouco”, disse, a bordo do iate, o empresário Niccolo Arnaldi, em Londres, que também é um dos proprietários do Ocean Emerald.”

Graças à indispensável colaboração de Pedro 7 Câmara, posso ler um dos textos mais imbecis que já circularam na Internet:

A ORIGEM (CRISTÃ) DO ATEÍSMO CONTEMPORÂNEO

(…)A despeito da importância antropológica da Bíblia, houve, nos dois últimos séculos, um claro processo de “abandono” da leitura dos textos bíblicos. Como o senhor vê esse processo e quais as razões para que ele ocorra?

Hoje se publicam mais livros sobre a Bíblia do que nunca, mas o que assinalam é verdade: a Bíblia nunca esteve tão pouco presente em nossa história. É preciso ver tal situação de uma perspectiva nietzscheana-heideggeriana: “o retraimento de Deus”. Acho que a expressão heideggeriana “o retraimento de Deus” é na verdade antinietzscheana, já que a “morte de Deus” é ainda muito cristã para ele. Afinal, o Deus que morre é Cristo. E uma vez que Deus morre, a idéia de ressurreição tem de vir logo em seguida: como vimos, é o que acontece no aforismo 125 de A gaia ciência, um dos textos mais impressionantes de Nietzsche, no qual ele consegue dizer coisas que vão além de sua própria indagação. A morte de Deus e a pergunta acerca de como podemos oferecer reparação por essa morte levaram Nietzsche à idéia do assassinato fundador. A noção heideggeriana de retraimento dos deuses constitui um esforço para negar a primazia do Deus bíblico ainda presente na fórmula nietzscheana. A fórmula proposta por Heidegger significa que a religião em geral está perdendo espaço, não só o Deus cristão; o que é verdade. A antiga ordem sacrificial pagã está desaparecendo por causa do Cristianismo! Este parece estar morrendo com as religiões que faz perecer, visto ser considerado apenas mais uma religião mítica em termos sacrificiais. O Cristianismo não é apenas uma das religiões destruídas, é o agente dessa destruição. A morte de Deus é, em todos os sentidos, um fenômeno cristão. O ateísmo moderno corresponde a uma invenção cristã. Inexiste ateísmo no mundo antigo, excetuando-se o epicurismo, que era limitado e cuja negação dos deuses não era particularmente incisiva, beligerante. Não negava Deus contra alguma coisa ou alguém, não exibindo o forte caráter negativo do ateísmo moderno.

O desaparecimento da religião é um fenômeno cristão por excelência, pois. Quando falo de desaparecimento, refiro-me à religião como algo que associamos à ordem sacrificial. E a religião assim entendida continuará a desaparecer em todo o mundo. Conversei com um estudioso de sânscrito a esse respeito: tal processo também está ocorrendo na Índia e, embora bem mais lento por lá, vem acelerando-se. O retraimento de todos os deuses é o primeiro fenômeno transreligioso. Outro fenômeno dessa magnitude que estamos presenciando sem nos darmos conta é o fundamentalismo. E é interessante observar que os fundamentalistas não tomam conhecimento dos fundamentalistas de outras religiões. São inteiramente autocentrados, interessando-se apenas pelo seu próprio fundamentalismo e lutando pela extinção de outras formas de religião. Por exemplo, parece-nos inconcebível uma Internacional fundamentalista, embora possamos imaginar uma ateísta. Mas, a meu ver, ambos são aspectos da mesma destruição da religião, destruição essa que é essencialmente uma decorrência do Cristianismo, pelo fato de desacreditar o sacrifício. Sem acreditarmos em sua eficácia, este não pode existir. Graças ao Cristianismo, não mais acreditamos.

Em sua opinião, portanto, apesar das aparências, o mundo tem-se tornado cada vez mais cristão, ainda que a Bíblia não seja mais lida?

Sim. E, de certa forma, esse fato torna o fenômeno bem mais paradoxal, pois é mais fácil resgatarmos princípios bíblicos quando não sabenis que o são. O niilismo moderno é uma mentira. Após a Segunda Guerra e a dissolução da URSS, ou seja, com a queda do regime comunista, quando nossos intelectuais julgaram liquidado todo e qualquer princípio absoluto, estavam errados: a vitimologia ou a defesa das vítimas se tornou sagrada: é o princípio absoluto. Ninguém jamais atacará tal princípio. Então, podemos dizer que todos temos essa crença cristão. Alguma vez já viram um desconstrucionista ou um foucaultiano fazendo o tipo de genealogia que Nietzsche tinha em mente? Ele visava a uma desconstrução do Cristianismo, por ele entendido – de forma acertada – como a defesa das vítimas. Nossos niilistas modernos querem desconstruir tudo, exceto a defesa das vítimas, causa por eles abraçada. Silenciosamente, rejeitam o Nietzsche pró-nazismo. Constituem, na verdade, um tipo muito peculiar de niilistas; negam tudo, exceto a defesa da vítima. Noutras palavras, não poderiam ser mais cristãos, embora, é claro, neguem o Cristianismo, numa autocontradição cada vez mais óbvia.

Os princípios cristãos de fato prevaleceram e continuam a prevalecer?

Continuam a prevalecer muitas vezes de forma distorcida, caricatural, quando a defesa da vítima, por exemplo, gera novas perseguições. Só podemos perseguir indivíduos ou grupos quando temos a justificativa de ser contra qualquer prática persecutória, de perseguir apenas para combater perseguições! Em suma, só podemos perseguir perseguidores. Daí a popularidade da propaganda, hoje maior do que nunca. Mas se trata de um uso dessa difusão em nada relacionado ao uso feito pelo Cristianismo: a princípio, a propaganda concernia às verdades cristãs a serem propagadas. Hoje em dia, ocorre um fenômeno muito pouco cristão em seu verdadeiro propósito, pois precisamos provar que nosso oponente é um perseguidor, para justificar nosso desejo de persegui-lo. Ora, a propaganda cristã visa a abolir a possibilidade de perseguições! Daí a verdade cristã, sem a autocrítica capaz de mostrar nossas tendências violentas, ser tão inquisitorial quanto a própria Inquisição.”

***

Quase consigo ouvir Palpatine celebrando a vitória iminente do Lado Negro: “isto, tenha raiva de mim, me mate!

***

Ainda bem que o Pedro himself nos explica, caetânicamente, o que este texto está fazendo lá no blog dele:

Não custa recordar que as origens de um movimento cultural podem não ter nada a ver com os objetos que interessam a esse movimento, isto é, o fato de o ateísmo contemporâneo ter (ou não) uma origem cristã nada diz a respeito da existência ou da inexistência de Deus. Mas pode dizer muito sobre a motivação de quem entra na guerra cultural.”

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Se com o Simonal já foi aquele trelêlê, imaginem como os (presuntivos) herdeiros de Paulo Francis ficarão excitados agora

É capaz de ressuscitarem o Francis para depor na CPI da Petrobrás!

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