Do Slashdot:
“Editors on Wikipedia are engaged in an epic battle over a few piece of paper smeared with ink. The 10 inkblot images that form the classic Rorschach test have fallen into the public domain, and so including them on Wikipedia would seem to be a simple choice. However, some editors have cited the American Psychological Association’s statement that exposure of the images to the public is an unethical act, since prior exposure to the images could render them ineffective as a psychological test. Is the censorship of material appropriate, when the public exposure to that material may render it useless?“
***
Dureza, essa. Qual princípio privilegiar, o sagrado direito à informação ou a efetividade de um teste psicológico?
Mas eu pergunto, o quão efetivo é o teste de Rorschach? Evidentemente, o direito à informação só deveria ser colocado em segundo lugar se o teste for altamente útil. Algum psicólogo aí à mão?




9 comentários
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julho 14, 2009 às 8:08 pm
Ricardo Cabral
Ué, elas já estão em todo canto. Aqui, por exemplo: http://ar.geocities.com/test_de_rorschach/
Em meu tempo de estudante tive algumas aulas com esse teste, mas ele é tão complexo e exige tanta experiência no seu uso que há 25 anos atrás eu sabia de cursos de especialização específicos só para ele.
Conheci um psicólogo mexicano que era fera no uso desse teste, o cara fazia uns diagnósticos tão ricos que dava até medo!
julho 14, 2009 às 8:18 pm
Marcos Nowosad
Foi depois de me mostrarem essa imagem que eu parei de gostar de mulher…
julho 15, 2009 às 4:47 pm
Doug
Ahahahahhahahahahahahahha! Boa!
julho 14, 2009 às 10:05 pm
Flávio
Essa mancha acima é o Sarney, não é? Ou isso só quer dizer que eu continuo escandalizado pelo que acontece no Congresso?
julho 14, 2009 às 10:46 pm
He will be Bach
Não só o Rorschach, mas testes análogos como o de Zulliger sofrem a mesma crítica: muito complicado você dar imagens pré-fabricadas para uma pessoa para ela interpretar, ainda mais se a base das interpretações tiver sido construída nas respostas dada por um grupo muito particular (e. g., crianças inglesas de classe média do século XIX). No Rorschach, ver vísceras é o clássico “sintoma” de nervosismo, mas e se um açougueiro responder que são vísceras? E se o objeto do teste (ops, digo, ser humano avaliando) resolver dar uma de engraçadinho e tapear o examinador (como já fiz)?
Que eu saiba, que dá para usar como ferramenta, dá; mas com cautela, e, de preferência, com um mínimo de atenção para o histórico da pessoa – ver se, por exemplo, se ela tiver mestrado em psicanálise, meio “dã” aplicar o teste mesmo assim. Aplicar isso em testes admissionais e exames psicotécnicos (como já vi diversas vezes) é sobremaneira absurdo.
julho 15, 2009 às 2:02 am
Ricardo B.
O Rorschach não é para ser aplicado em teste admissional.
É uma das muitas ferramentas comprovadamente eficazes utilizadas para elaboração de diagnósticos e avaliação de estrutura da personalidade.
Sim, Leva-se anos só para aprender a usá-lo corretamente; não, não é de bom grado aplicar o teste em psicólogos e demais profissionais que já o tenham estudado ou que conheçam o tipo de características avaliadas nesses testes.
Quanto a “tapear o examinador”, meus caros, não se enganem! O nível de riqueza de detalhes que o teste levanta também passa pela tentativa de indução do examinador ao erro. Tudo depende da experiência de quem está aplicando o Rorschach, do conhecimento que ele tem de suas qualidades e limitações.
Att.
julho 15, 2009 às 9:26 am
He will be Bach
Ricardo,
Obrigado pelas informações adicionais!
Só que, bem, como me aplicaram o troço num teste admissional, você pode ver que seja lá quem for que tenha sido o examinador, não era alguém lá muito sério – daí a “tapeabilidade”. Aliás, foi pelo fato de eu ter visto que o negócio não era sério que vi que dava para brincar um pouco, não sei se conseguiria fazer isso em CNTP.
julho 15, 2009 às 2:09 am
Ricardo B.
Só para terminar:
Não é tão complicado assim fazer as análises em grupos específicos. É para isso que diversos pesquisadores têm trabalhado na validação do teste para a população brasileira. A elaboração de qualquer teste psicológico não acontece “do nada”, é realizada uma série de medidas para certificar que certo teste está de fato avaliando um determinado aspecto psicológico/cognitivo/emocional… incluindo aí aspectos culturais presentes em determinada população.
E o Rorschach é sim um excelente instrumento de avaliação.
julho 15, 2009 às 3:22 am
Antonio Santos
Definitivamente é o Sarney.
Na verdade uma radiografia do Sarney.
E foi ampliada em HC (alto contraste).
Merece ser “posterizada” no final de 2010.