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Como eu dizia para a Aiaiai, ao que parece a saída encontrada pelas companhias aéreas para evitar embaraçosos episódios de não-resgate das caixas pretas é fortalecer a transmissão direta das informações entre as aeronaves e os centros de controle.  E a própria Airbus já vai tomando suas medidas:

Airbus has launched a study for reinforcing flight data recovery, including, but not limited to, extended data transmission for commercial airliners, so that in the event of accidents, critical flight information can still be recovered and released to the investigating authorities.

Tom Enders, President and CEO of Airbus commented: “Gathering information from accidents is vitally important to further improve the safety of flying. Various technical means for reinforcing flight data recovery and data transmission to ground centres are principally available. We will now study different options for viable commercial solutions, including those where our experience with real-time data transmission from our own test aircraft could support the further development of such solutions.”

The study will be conducted by Patrick Gavin, Head of Airbus Engineering, and Charles Champion, Head of Customer Services, and will need to address technological issues as well as data protection and privacy concerns. Airbus will include industrial partners, research institutions, and international airworthiness and investigation authorities in this study.”

Bom saber.  Só espero que eles não achem isso “extremamente necessário”, se é que me entendem.

Comenta o blogueiro do Unusual Attitude:

That’s a concept that has got a lot of airtime since the A330 crash but there are practical and cost arguments against it. However, satcoms are becoming cheaper and it’s no longer out of the question. Whether it’s worth it is a debatable point. These guys in Canada have been energetically promoting the idea. And my colleague David Learmount wrote about it here.Personally I suspect we might see it being used on oceanic routes because of the recovery issues thrown up by AF447 but I doubt it could be justified over land.”

E finalmente saiu o relatório da BEA em inglês, aqui.

***

Até agora, a opinião mais frequente nos fóruns é que a aeronave entrou em “flat spin”.  É mais ou menos a única possibilidade que explica o fato (segundo o relatório da BEA) de que o avião caiu intacto no mar, com alta velocidade vertical mas pouca ou nenhuma velocidade horizontal.  Para quem não consegue visualizar essa possibilidade, mostro abaixo um vídeo de um F-14 Tomcat em “flat spin”.  Lá pelo final do vídeo, o piloto se ejeta do avião, após ter tentado sair do “flat spin” _ algo raríssimo, quase impossível:

Mesmo sem ser acusada de infidelidade (motivo na moda para a demissão de governadores republicanos ultimamente), Sarah Palin pediu pra sair:

A íntegra da transcrição do discurso de renúncia está disponível aqui.

Todo o assunto vem sendo tratado como no mínimo bizarro pela mídia norte-americana.

***

UPDATE:

Nas bolsas de apostas:

a) ela renunciou porque vem aí um escândalo de grandes proporções sobre sua gestão no Alaska;

b) ela renunciou porque vai ganhar muito mais dinheiro no circuito de palestras;

c) ela reunciou porque não aguenta mais governar o Alaska;

d) ela renunciou porque não aguenta mais os ataques da mídia islamo-comuno-gayzista-fascista;

e) ela renunciou para preparar-se bem para a campanha presidencial de 2012.

De todas essas hipóteses a e) me parece a mais gozada.

achadoseperdidos

Do Blog do Servidor:

Mangabeira diz a Lula que é preciso construir o Estado

E Mangabeira Unger já é ex-ministro. Antes de deixar oficialmente a Secretaria de Assuntos Estratégicos, no entanto, o intelectual mandou uma carta de 18 páginas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta terça-feira detalhando ações da pasta encarregada de pensar o Brasil no longo prazo.

No texto, Unger diz que o Estado necessário para fazer tudo o que propõe ainda não existe. “É preciso construí-lo no meio do caminho. Nenhum país reconstrói seu Estado para só depois decidir o que fazer com o Estado reconstruído”, explica.

(…)

Mangabeira Unger relaciona as três agendas que abraçou:

1 – Agenda do profissionalismo, que trata da organização de carreiras de Estado;

2 – A agenda da eficiência, que contempla o choque de gestão, mudanças no direito e no processo administrativo, além do destravamento da lei 8.666, “que impedem o administrador de trabalhar”;

3 – A agenda do experimentalismo, que prega o fim dos serviços padronizados de baixa qualidade.” [grifo meu]

 

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