Tio Rei abusa na cretinice, hoje, ao pontificar sobre quem é e quem não é do eixo do mal:
“No último post publicado na madrugada, afirmo que Cuba é um problema irrelevante, beirando o folclórico. Sua importância está em não ter importância nenhuma. Tanto é assim, que só Lula, Chávez e alguns chefetes menos cotados da América Latina se ocupam do caso. Tanto é assim, que Obama deu uma resposta à questão que beira o humor: “Ok, suspender o embargo, não suspendo. Mas que os cubanos viajem pra lá à vontade e enviem quanto dinheiro quiserem. A dificuldade é entrar em Cuba, não sair da América”. E virou para o outro lado…
Problema real e perigoso é o Irã. Problema real e perigoso é a Coréia do Norte. E o caso é emblemático porque esse é uma herança do governo… Clinton! Isto mesmo: estudem o assunto. O programa nuclear do país avançou durante o governo democrata. Quando Bush chegou ao poder, já não se sabia até onde o país tinha ido — havia a desconfiança de que já tivesse ido longe demais.“
Isso é cretino em um sem número de maneiras, mas vamos apontar apenas duas.
Primeiro: é factualmente bullshit dizer que o programa norte-coreano de armas nucleares é herança do governo Clinton. Eis o que diz o site da FAS, Federation of Atomic Scientists:
“The North Korean nuclear weapons program dates back to the 1980s. In the 1980s, focusing on practical uses of nuclear energy and the completion of a nuclear weapon development system, North Korea began to operate facilities for uranium fabrication and conversion. It began construction of a 200 MWe nuclear reactor and nuclear reprocessing facilities in Taechon and Yongbyon, respectively, and conducted high-explosive detonation tests. In 1985 US officials announced for the first time that they had intelligence data proving that a secret nuclear reactor was being built 90 km north of Pyongyang near the small town of Yongbyon. The installation at Yongbyon had been known for eight years from official IAEA reports. In 1985, under international pressure, Pyongyang acceded to the Treaty on the Non-Proliferation of Nuclear Weapons (NPT). However, the DPRK refused to sign a safeguards agreement with the International Atomic Energy Agency (IAEA), an obligation it had as a party to the Nuclear Non-Proliferation Treaty.“
Se o programa de armas coreano é “herança” de alguém, é de Ronald Reagan. Não admira:
“Kenneth Adelman, then a presidential adviser on arms control, attended a literary soirée in the 1980s at which he heard an author expound a vision of a nuclear-free world. “I was dumb- founded,” wrote Adelman later, “and said that I had heard such notions from only one other person in my life, the President of the United States.”
That President was Ronald Reagan, widely regarded as a foreign-policy hawk when in reality he was a convinced nuclear abolitionist. President Obama’s speech on Saturday expressing his hopes for an eventual abandonment of nuclear weapons was thus grounded in recent presidential thinking, while avoiding the Utopianism that accompanied Reagan’s vision.” [grifo meu]
Segundo: vamos mandar caixas e caixas de óleo de peroba para Tio Rei por esta frase:
“Quando Bush chegou ao poder, já não se sabia até onde o país tinha ido — havia a desconfiança de que já tivesse ido longe demais.“
Incrível, né? Bush não tinha a menor idéia de onde estava o programa norte-coreano de armas nucleares (isso apesar de seu governo ter declarado que o Norte admitiu ter armas nucleares em 2002, no início do primeiro mandato), mas tinha certeza absoluta de que existia um programa de armas nucleares onde ele não existia, isto é, no Iraque.



46 comentários
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abril 14, 2009 às 8:52 pm
Roberto
Caray, falar que Irã é um problema é realmente querer vestir a camiseta do Wallmart e ter foto da Palin no papel de parede. Tão idiota quanto tentar voltar pros anos Bush e enfiar de volta com um pé-de-cabra a Coréia do Norte no EIXO DO COBRA, digo, DO MAL!!!1!1!! (que, francamente, foi apenas colocado na lista para não parecer o que é mais perto da verdade, que muçulmanos estariam na mira — depois que Jong conseguiu seu segundo pênis, foi imediatamente tirado da lista. O que uma pessoa ou país são possa compreender a partir disso isso? Já disse o prestigioso historiador militar israelense Martin van Creveld, “[depois disso e do Iraque] eles precisariam ser insanos em não tentar conseguir armamento nuclear” — incrivelmente, são insanos, apenas perseguindo programas de energia civil. O que era incentivado pelos EUA quando seu ditador, o Sha, estava no poder. Agora não pode mais).
Incrível como a história é tão facilmente esquecida (o golpe, o contínuo ataque de um gigante, o papel de Saddam como homem dos EUA na guerra contra o Irã, a quebra do tratado da ONU com constantes ameaças ilegais – inclusive de uso de armas nucleares – de líderes americanos em público, a hipócrita continuação de negócios lucrativos com iranianos pelos tão preocupados neocons, o histórico sem fim de agressão de um Golias contra um país sem histórico de agressão etc etc etc).
O pior nisso tudo é o comportamento dos “Doves” e imperialistas “humanitários”, como Hillary Clinton no debate com Obama (outro, que também, viu…). Não prestando atenção nenhuma ao que corajosíssimos ativistas democráticos iranianos estão os dizendo (para parar as ameaças que apenas fortalecem o controle e repressão do regime sobre a população, possíveis bombardeios não libertariam aqueles que foram explodidos etc).
abril 14, 2009 às 10:01 pm
Me
“isso apesar de seu governo ter declarado que o Norte admitiu ter armas nucleares em 2002, no início do primeiro mandato”
Hein? 2002 era metade do primeiro mandato… esse campo de distorcao da realidade distorce tempo tambem?
abril 14, 2009 às 10:10 pm
Marcos Nowosad
Paulo, o primeiro mandato presidencial do Bush se deu nos anos 2001, 2002, 2003 e 2004.
Portanto, o bienio 2001-2002 representa a primeira metade do Governo Bush, tambem conhecido como o “inicio” do primeiro mandato do Governo Bush…
abril 15, 2009 às 12:31 am
J Carlos
Do mesmo site da FAS:
On 22 April 1997, U.S. Defense Department spokesman Kenneth Bacon officially stated, “When the U.S.-North Korea nuclear agreement was signed in Geneva in 1994, the U.S. intelligence authorities already believed North Korea had produced plutonium enough for at least one nuclear weapon.” This was the first time the United States confirmed North Korea’s possession of plutonium.
1994 foi um dos anos do mandato de Clinton. Logo, RA não está totalmente errado ao dizer que o programa de armas coreano é “herança” de Bill Clinton.
abril 15, 2009 às 1:09 am
Carlos Batista
2002 (loop número 201):
- Alguém realmente acha que o Zé com a faca é uma preocupação pro João ensanguentado e seus trutas? Afinal, ninguém se importa muito com as espadas de Jean, a faca de açougueiro de Fábio, as machetes de Ricardinho (dadas por João) que é muito famoso por utilizar estiletes nos outros (dados por João tbm) . Ou João simplesmente tem um comportamento bastante previsível de manter o povo no escuro amedrontados enquanto retoricamente se posiciona como a muralha entre vocês e eles, se utilizando do enquadramento estabelecido para seguir seus interesses (que não será Zé com a faca)?
- Ah, Carlos Batista sempre fica com esse dogmatismo de anti-Joaonismo, falando para fazer nada! O mundo é mais complicado e existe bichos papãos piores. Claro, João cometeu erros. Ninguém nega isso, ora bolas, hohoho.
Incrível como Paquistão e a situação cada vez pior com os drones, a quebra do estado, o caos e ebulição não merece quase nunca menção, exceto quando se é possível de enquadrar a situação numa doutrina familiar (selvagens marrons árabes-persas-muçulmanos-tudo-a-mesma-coisa).
abril 15, 2009 às 1:11 am
samurainoutono
Don’t ask, don’t talk. Clinton olhou que a mão estava amarela, portanto foi ele responsável pelo cheiro de yellow cake no elevador.
Esta é a lógica “primário” de RA pelo visto.
A Coréia do Norte tem para os neocons o mesmo papel que o “exterminador” para George Constanza. Assim como, na mais recente disputa, a “posição” em relação ao Tibete.
abril 15, 2009 às 1:52 am
Duderino
Ah o Rei. O Dwight Schrute das relações internacionais, onde o homem do saco e o monstro debaixo da cama trazem eternas e super-sérias intrigas no cenário mundial. O mundo pela lógica do leitor de Tom Clancy enquanto joga War. Um thriller com música explosiva histérica e câmera-Parkinson vertiginosa, com extremos riscos e rostos super-sérios. BUH!!!
De volta para a fazenda de beterrabas, Rei.
abril 15, 2009 às 2:01 am
Andre Kenji
Se for para culpar um presidente americano que seja Truman, pô.
E na verdade, a Coréia do Norte sempre teve interesse em inchar suas realizações bélicas para assustar o Ocidente… É um problema menos problema do que parece.
abril 15, 2009 às 10:36 am
ohermenauta
“1994 foi um dos anos do mandato de Clinton. Logo, RA não está totalmente errado ao dizer que o programa de armas coreano é “herança” de Bill Clinton.”
J. Carlos, você é o famoso humorista e cartunista J. Carlos? Só assim essa sua tirada faz sentido.
abril 15, 2009 às 3:16 pm
Gaius Baltar
Isso é a mais pura e luminosa vigarice do ra. Caso alguém se lembre, o programa nuclear norte-coreano é fruto da guerra fria. Lembre-se que, de 1958 a 1991, os EUA mantiveram artefatos nucleares apontados para a Corea do Norte. Em resposta, a URSS promoveu o programa nuclear norte-coeano. O tratado foi importante para conter a atividade nuclear do norte-coreanos e submetê-la à inspeção internacional da IAEA (International Atomic Energy Agency).
Dizer que Clinton teria qualquer responsabilidade pelo desenvolvimento de armas nucleares na Coreia do Norte é tão falso quanto estúpido, mera canalhice.
abril 15, 2009 às 3:27 pm
Me
Ah Marcos… Quer dizer que 2003 ja era parte do “fim” do governo Bush? Eh cada uma…
Como sempre o Andre colocou um pouco de bom senso na discussao. Se eh para culpar 1 presidente (que eh quase sempre absurdo em problemas desse tamanho) que se culpe o pobre do Truman, que pressionado pelos grupinhos de sempre, resolveu nao terminar a guerra que rola ate hoje de certa forma.
abril 15, 2009 às 4:53 pm
NPTO
Roberto e, principalmente, Carlos: foi mal, mas não entendi nada que vocês disseram.
Não estou entendendo o que o regime norte-coreano anda querendo. Provavelmente acham que os EUA estão fracos e querem aproveitar para conseguir mais concessões. Pode fazer sentido, mas eu acho que a China não quer ninguém rocking the boat agora, não. E da China os norte-coreanos têm mais medo.
Quanto à crítica ao Clinton: façamos o contrafactual e suponhamos que Clinton, quando se deparou com os sinais de armamento na CdN, tivesse partido para a porrada. Naquela época, ainda não era claro que a CdN ia renegar os acordos (que, se não me falha a memória, os EUA também não cumpriram com aquela disposição toda, tampouco). Teria sido, corretamente, caracterizado como mad dog.
abril 15, 2009 às 5:45 pm
J Carlos
“J. Carlos, você é o famoso humorista e cartunista J. Carlos? Só assim essa sua tirada faz sentido.”
Sim, sou. Mas notei que aqui tenho fiéis seguidores…..
abril 15, 2009 às 7:51 pm
Hermenauta
Certamente, temos trolls muito engraçados. É uma competição ferrenha, sugiro que você se prepare bem.
abril 15, 2009 às 8:08 pm
Marcos Nowosad
Paulo:
1 + 1 = 2
2001-2002 => primeira metade
2003-2004 => segunda metade
Quer que eu desenhe?
abril 15, 2009 às 8:16 pm
ohermenauta
Aliás, levando em conta que Bush teve dois mandatos (inesquecíveis), dá pra dizer que 2002 foi a primeira metade da primeira metade do governo Bush. Daí, se você tivesse que escolher entre “início”, “meio” e “fim” do governo Bush, qual palavra você escolheria se não fosse um anaeróbico?
abril 15, 2009 às 9:24 pm
Andre Kenji
1-) O problema da Coréia do Norte sempre foi a China. Hoje, por motivos óbvios, isso é um risco maior.
2-) A Coréia do Norte faz fronteira basicamente com a China e a Coréia do Sul. Geograficamente uma invasão por esta última não seria favorável, uma invasão por mar seria loucura e a China não permitira uma invasão.
Um bombardeio por terra exigiria um conhecimento profundo sobre as capacidades balísticas do país(Inclusive com localização de todas as bases militares), tanto para que elas fossem neutralizadas quanto para saber o que os nortecoreanos poderiam jogar sobre Seul ou Tokyo. E isso nem de longe existe, e sempre se cai na opção um.
3-) Os americanos já tem duas guerras em andamento, não ha efetivo para tal. Mesmo se todo o efetivo da OTAN fosse usado isso seria problemático.
4-) Sim, o país foi palco de uma das duas derrotas militares dos EUA, e lutar com maoístas tende a ser complicado pela disponibilidade em obter vitória mesmo com perdas humanas que seriam proibitivas em qualquer exercito depende.
Na prática, não há muita coisa que nenhum presidente americano pode fazer.
abril 15, 2009 às 9:53 pm
Daniel Christino
O RA não é desse mundo. Aliás, alguém leu o texto dele para o Ordem Livre? Como alguém convidado para falar sobre o capitalismo termina discutindo o socialismo? Análise superficial e proselitista. Um dos piores textos dele.
abril 15, 2009 às 11:56 pm
Me
Vcs tao de sacanagem. “Primeira metade” nao eh igual a inicio oras…
Incrivel como quando a palavra Bush aparece da um pane em vcs.
abril 16, 2009 às 2:40 am
Japajato
Hermenauta, só uma dúvida. Porque vc produz mais posts sobre os textos do RA do que sobre os textos do Mainard?
abril 16, 2009 às 2:53 am
Ivan
Me, simplesmente lamentável essa sua APELAÇÃO pra semântica. “Início” é uma palavra razoavelmente abrangente e qualquer ser minimamente letrado entendeu o que o Hermenauta disse. Gastar mais e mais mensagens com uma picuinha dessa, sinceramente…
abril 16, 2009 às 11:07 am
aiaiai
Ivan,
Desde que o ME perdeu emprego e esperança no mercado, ele tem tempo de sobre para picuinhas…mas, tenho que concordar com vc, dessa vez ele está exagerando…mas é legal, né? pelo menos a gente dá risada do desespero de causa do fulano.
abril 16, 2009 às 11:42 pm
JH
Para o Japajato:
http://ohermenauta.wordpress.com/?s=diogo+mainardi
Todas as referências ao DM são acessórias a algum comentário ao RA. Curioso, não?
abril 17, 2009 às 10:16 am
ohermenauta
Me desculpe, mas qual é a curiosidade? Eu já falei do Mainardi em outro blog, até. Mas ele não me interessa tanto quanto RA, porque é menos importante como formador de opinião (hits no Google como proxy: RA = 337.000, DM = 248.000). Algum problema?
abril 17, 2009 às 1:07 pm
Japajato
Nada não, é que como as contribuições do Mainard para o Programa de Produção de Biogás por Indução Direta Neural são mais frequentes do que as do RA, sei lá…mas realmente o Mainard tem um impacto menor.
Olhando de novo a pergunta ficou mesmo com cara de cobrança
abril 17, 2009 às 5:13 pm
ohermenauta
Kenji,
O modus operandi da ação militar norte-americana, desde o século XX, baseia-se na sua indisputável superioridade aérea. Invariavelmente, a estratégia seguida é a de neutralizar as barreiras antiaéreas do inimigo (previamente identificadas por satélite, drones e/ou comandos especiais) usando mísseis de cruzeiro e bombardeiros stealth. Em seguida, instalações militares e outras instalações estratégicas de comunicações, energia e armazenamento de combustível e munições.
Depois disso, o resto é um passeio, se a força não tiver que ficar lá e mostrar “staying power”. Foi esse o problema no Iraque.
O problema real ali, segundo gente que entende do assunto bem mais do que eu já me disse, é que a Coréia do Norte usa Seul como refém. Aparentemente, há uma gigantesca bateria de artilharia encravada nas montanhas ao sul da Coréia do Norte capaz de varrer Seul do mapa com rapidez (a cidade está a menos de 40 km da fronteira).
abril 18, 2009 às 1:05 am
Romério Rômulo
hermenauta:
acho que esse reinaldo azevedo só veio ao mundo pra você curtir com a cara dele.
um abraço.
romério
abril 18, 2009 às 2:04 am
Andre Kenji
Hermenauta
Se na Sérvia não conseguiram identificar a embaixada chinesa e se confundiram no Sudão uma fábrica de aspirinas com fábrica de armas químicas você acha que eles achariam instalações militares nas montanhas da Coréia do Norte?
E lembre-se da China, que pode vender títulos da dívida pública americana em retaliação…
abril 18, 2009 às 10:27 pm
ohermenauta
Bom,
Em primeiro lugar: identificar um alvo é bem diferente de acertá-lo “cirurgicamente”.
Em segundo lugar: shit happens.
Em terceiro lugar: você não entendeu meu comentário. Eu disse que APESAR da estratégia norte-americana usual, essa capacidade de retaliação da Coréia do Norte (a ser verdadeira) é de fato um problema. Mas não pelo motivo que você está pensando, e sim porque penetrar em rochas profundas com armamento convencional é muito complicado (desentocar a Al Qaeda das cavernas do Afeganistão foi um problema, por exemplo).
abril 19, 2009 às 12:06 am
Andre Kenji
“Em primeiro lugar: identificar um alvo é bem diferente de acertá-lo ‘cirurgicamente’.”
Sério? No caso do Sudão havia uma fábrica de armas químicas ao lado da fábrica de aspirinas que foi destruída?
“Mas não pelo motivo que você está pensando, e sim porque penetrar em rochas profundas com armamento convencional é muito complicado”
Na verdade, há ambos os problemas.
abril 19, 2009 às 8:17 am
ohermenauta
“No caso do Sudão havia uma fábrica de armas químicas ao lado da fábrica de aspirinas que foi destruída?”
#2: shit happens.
“Na verdade, há ambos os problemas.”
Na verdade, o passeio que foi invadir o Iraque 2 vezes mostra que as FFAA norte-americanas são extremamente eficientes em identificar e destruir instalações defensivas. Deixa de ser murrinha.
abril 19, 2009 às 1:21 pm
Andre Kenji
A geografia do Iraque era favorável, militarmente o histórico do país é nulo(Nem com armas químicas saindo pelo ladrão venceu de forma convincente o Irã, numa guerra em que ambos os lados eram amadores) e o país ainda passava por uns treze anos de sanções.
abril 19, 2009 às 1:57 pm
ohermenauta
1) “geografia” não é problema para bombardeiros stealth com assinatura de radar próxima de zero, capazes de vôos intercontinentais, atacando à noite, ou mísseis de cruzeiro disparados de centenas de quilômetros de distância, no mar.
2) A Coréia do Norte lutou pela última vez há 50 anos. O Iraque havia lutado pela última vez há dois anos (considerando a distância cronológica entre a Primeira Guerra do Golfo e a guerra Irã-Iraque) ou há 12 anos (considerando a distância cronológica entre a Primeira Guerra do Golfo e a Segunda).
3) A Coréia do Norte é um país economicamente falido, como bem mostra essa foto noturna de satélite.
4) Portanto, Kenji, deixa de ser murrinha (2).
abril 19, 2009 às 9:32 pm
Andre Kenji
1-) Não se invade um país apenas com isso e bem, Nixon que o diga.
2-) Certo, e teve um desempenho sofrível nessas duas guerras. E a Coréia do Norte não entrou em guerra porque não precisou.
3-) Certo, mas é um país falido com tecnologia militar relativamente avançada.
4-) Ora, quem está sendo murrinha é tu.
abril 20, 2009 às 1:46 am
ohermenauta
1) Não? O que você sugere, um desembarque anfíbio em alguma praia, pra começar? Não seja bobo. Depois, ninguém aqui falou em invasão, mas sim em destruição de capacidades militares.
2) Sofrível porque teve que lutar contra os EUA, coisa de que bem poucos países podem se gabar _ e nenhum saiu vencedor. Já contra o Irã o Iraque foi relativamente bem, para um agressor com uma população bem menor. Foi ele quem começou a guerra, afinal, e quem pediu trégua foi o Irã. Lamentavelmente, há uma realidade inescapável nas questões militares: um país que luta guerras forçosamente estará mais preparado para elas do que um país que não as luta.
3) Relativamente a quem? Aos EUA _ bullshit.
4) Não, cara, é você mesmo.
abril 20, 2009 às 2:35 am
Andre Kenji
1-) Mas bombardeios não bastariam, e poderiam colocar o país no caos. Ainda mais na escala para neutralizar todo possível arsenal dos nortecoreanos.
2-) No caso do Irã foi necessário o uso de armas químicas, e ambos os lados foram amadores. Chegaram a desmontar tanques para usar como artilharia. E no caso dos iraquianos eles demonstraram menos resistência que haveria no caso de uma invasão em larga escala na Sérvia, por exemplo.
3-) Eles tem misseis de longa distância, o que muitos países não tem.
4-) Não, ainda é tu.
abril 20, 2009 às 3:33 am
ohermenauta
1) Porque “colocar o país no caos” (admitindo que esse NÃO seja o objetivo)? Basta bombardear as defesas antiaéreas e as restantes instalações militares.
2) “E no caso dos iraquianos eles demonstraram menos resistência que haveria no caso de uma invasão em larga escala na Sérvia”. Ué, só por que você quer. Na Sérvia o passeio seria maior ainda, dada a proximidade das grandes bases norte-americanas na Europa _ o problema ali era o uso das populações não-sérvias como reféns.
3) Veja o alcance dos mísseis norte-coreanos. A maioria não consegue nem atingir alvos no Japão _ supondo que tenham a acurácia necessária. Não há nenhuma possibilidade de ameaça a alvos significativos dos EUA, exceto as bases americanas na Coréia do Sul.
4) Ô murrinhice!
abril 20, 2009 às 6:10 pm
Lelec
Puxa, que pena que vocês terminaram a discussão. Estava bem interessante assisti-la aqui da arquibancada.
Eu não sabia que, além de reinaldices, você também entende de assuntos militares, Hermenauta. Podia escrever mais sobre o assunto, é sério mesmo.
Abraço
Lelec
abril 21, 2009 às 1:59 am
Andre Kenji
1-) Certo, e isso é fácil de se descobrir para jogar as bombas em cima.
2-) Tanto que três soldados americanos foram capturados num tanque sem que uma linha da Sérvia fosse invadida.
3-) Mas isso é mais que a maioria dos países de Terceiro Mundo e desconfio que exatamente por isso que os americanos acham que a Coréia do Norte não vale a canseira.
4-) Uai, se você acha que seria fácil neutralizar a Coréia do Norte militarmente, quem sou eu para dizer que não?
E você sabe, o médico disse para não contrariar….
abril 21, 2009 às 8:33 am
ohermenauta
1) Duas guerras do Iraque depois, isso deveria estar claro.
2) Ué, você quer guerra sem baixas ou capturas? Isso é normal. Afinal os caras são soldados, pombas. Aliás, no caso da Sérvia é bom lembrar que foi um conflito em solo europeu, que os europeus se mostraram bastante reticentes em resolver, e onde a intervenção norte-americana foi decisiva. Depois, as fronteiras da Sérvia não foram tocadas porque não era esse o objetivo da OTAN na brincadeira, se é que você conhece a história daquela guerra.
3) Não, os EUA não fazem nada porque não querem patrocinar uma guerra na fronteira da China, e também porque suas FFAA já estão muito tensionadas (eles estão lutando em dois outros lugares, lembra?)
4) Pois é. Desde o início o que eu disse é que NÃO é fácil neutralizar a CN militarmente, apenas por outros motivos daqueles que você imagina.
5) Procure manter a classe ou sofrerá as consequencias habituais. Tá querendo ser promovido a troll, Kenji?
abril 21, 2009 às 3:09 pm
Andre Kenji
1-) Estamos falando do Iraque ou da Coréia do Norte?
2-) Espero baixas e capturas depois da guerra ter começado.
3-) Isso eu já disse.
4-) Na verdade, cai todos esses motivos.
5-) Não tenho culpa que você caiu na pilha.
abril 21, 2009 às 10:08 pm
ohermenauta
1) Estamos falando de lições de estratégia militar moderna.
2) Olhe, nem sei de que episódio você está falando, mas entre todas as coisas que acontecem em uma guerra, inclusive fogo amigo, fazer prisioneiros é algo esperado. Enfim, isso não altera absolutamente em nada aquilo do que estamos falando.
3) Então, porque continua insistindo em uma asneira?
4) Na verdade, não.
5) Pilha ou não, mantenha-se na linha na minha caixa de comentários, ok?
abril 21, 2009 às 11:48 pm
Andre Kenji
1-) Sei.
2-) http://news.bbc.co.uk/2/hi/americas/310030.stm
3-) Que asneira?
4-) Sei.
5-) Prancha ou paredão?
abril 22, 2009 às 12:08 am
ohermenauta
1) Bom.
2) Bah.
3) A sua.
4) Bom.
5) Nem um nem outro, como você bem sabe.
abril 22, 2009 às 5:16 am
Marcos Nowosad
Ue’, voces adotaram o estilo “Bia Berna” de bate-boca?
outubro 6, 2009 às 2:46 pm
pedro rima
O que é perigo para os EUA
Será ´perigo para nós?
A quem interessa o dominío
Dessa potência algoz?
Disseminar a ignorância
É de extrema relevância
Da mídia sempre atroz.
Mas ninguém pode encarcerar
A consciencia assim sofrida
Como espírito se desenvolve
Não pode ser impedida
Sobre qualquer ideologia
O homem reavalia
A sua própria vida