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Tem coisas neste paiz que eu não entendo.
Por exemplo, os anaeróbicos. Incompreensíveis as razões pelas quais, ao invés de continuarem se dedicando a certas práticas perversas envolvendo blogueiros depravados, afiliar-se a seitas exóticas ou gastar dinheiro em esquemas Ponzi ideológicos, não assumem de vez uma agenda mais pragmática em prol do Estado Mínimo e passam a apoiar com todas as forças o seguinte projeto:
(cliquez sur la photo pour l’agrandir)
Eu agarantchio que o governo federal terminava na hora. :)
(hat tip: Sergio Leo)
No Financial Times:
“Gaza offensive boosted Hamas, poll concludes
Palestinian support for the Islamist Hamas movement has soared in the wake of Israel’s three-week offensive against the Gaza Strip, according to a poll released on Thursday.
The survey, by the independent Jerusalem Media and Communications Center, also found that the majority of Palestinians thought the group had emerged victorious from the conflict. Almost one in two Palestinians said Hamas won the Gaza war, while less than 10 per cent said Israel had triumphed.“
Um texto interessante na Wired: uma entrevista com a autora do livro Distracted: The Erosion of Attention and the Coming Dark Age, mais um título, imagino, na linha do The Shallows do Nick Carr.
Idéia geral: nossa cibersociedade gerou uma “cultura da interrupção”, onde o contínuo fluxo de informações sob a forma de e-mails, SMS´s, videochamadas etc torna-se a norma, e a capacidade de concentração e de pensamento criativo vão ladeira abaixo.
Sem dúvida, esse tipo de pessimismo ressurge com o advento de qualquer nova tecnologia, e é preciso lembrar que houve gregos ilustres falando contra a escrita. Mas eu acho que as novas preocupações não são desprovidas de alguma motivação:
“Wired.com: Is there an actual scientific basis of attention?
Maggie Jackson: In the last 30 or 40 years, scientists have made inroads into understanding its underlying mechanisms and physiology. Attention is now considered an organ system. It has its own circuitry in the brain, and there are specialized networks carrying out its different forms. Each is very specific and can be traced through neuroimaging and even some genetic research.
The first type of attention is orientation — the flashlight of your mind. It involves the parietal lobe, a brain area related to sensory processing, which works with brain sections related to frontal eye fields. This is what develops in an infants’ brain, allowing them to focus on something new in their environment.
The second type of attention spans the spectrum of response states, from sleepiness to complete alertness. The third type is executive attention: planning, judgment, resolving conflicting information. The heart of this is the anterior cingulate — an ancient, tiny part of the brain that is now at the heart of our higher-order skills. It’s executive attention that lets us move us beyond our impulsive selves, to plan for the future and understand abstraction.
We are programmed to be interrupted. We get an adrenalin jolt when orienting to new stimuli: Our body actually rewards us for paying attention to the new. So in this very fast-paced world, it’s easy and tempting to always react to the new thing. But when we live in a reactive way, we minimize our capacity to pursue goals.“

Agora, sim, não vai sobrar pedra sobre pedra. Deu no Estadão:
“Joãosinho Trinta pode voltar à Beija-Flor em 2010
RIO – Há quatro anos sem pisar num barracão de escola de samba, por conta de problemas de saúde, Joãosinho Trinta poderá voltar à Beija-Flor, escola que o consagrou como o maior carnavalesco de todos os tempos. Ele negocia com a bicampeã do carnaval carioca um enredo sobre os 50 anos da inauguração de Brasília, em 2010. E tem como parceiro Oscar Niemeyer, que já se comprometeu com a criação de um dos carros alegóricos do desfile.
Os dois se encontraram ontem no escritório do arquiteto, em Copacabana, para conversar sobre o projeto, embora ele não tenha sido definido ainda pela escola, conforme informou o administrador do barracão, José Antônio Gonçalves. ?Nunca fiz um carro alegórico. Mas gosto de ver o Sambódromo, a festa do povo. Foi uma obra formidável?, disse Niemeyer, autor tanto do traçado de Brasília quanto do Sambódromo do Rio (que em 2009 completa 25 anos). ?Ele aceitar é uma coisa formidável. Vai ser a maior apoteose?, se animou o carnavalesco.” [grifo meu]
Qual sua opinião sobre o encontro desses dois companheiros de estrada?
“¡Diviertete con las situaciones mas graciosas en BIENVENIDOS! Con las chicas mas lindas y las mejores anecdotas de Venezuela. Este programa es un clasico del humor. Disfrutalo en alta definicion en VENEVISION INTERNARTIONAL en YOUTUBE. ¡Suscribete Hoy!“
Resta saber se isso é AC ou DC. (*)
(*) Antes ou depois de Chávez. (**)
(**) o coronel golpista, não o personagem ridículo. (***)
(***) Hãããã…….vocês entenderam.
(clique para ampliar)
Na Wired:
“Today’s Playmates Are More Like Anime Figures Than Real Humans
Oh, Playboy, why do you want your “readers” to lust after androids? That’s the only explanation we can think of for the proportions of your lovely ladybots. We culled the stats for every centerfold from December 1953 (Marilyn Monroe) to January 2009 (Dasha Astafieva), then calculated each woman’s body-mass index.
A clear trend emerged: While real American women have steadily eaten their way up the BMI slope – just like American men – Playmates have gone from a sylphlike 19.4 to an anime-ideal 17.6.”
Realmente, faz diferença.

““This might sound a bit Mystic Meg, but we’re animals, and you have to be hungry,” Flint says. “That makes you dangerous, makes you on the edge, and I think as animals you’re at your best when you’re like that.”“
Fui fazer um comentário lá no Biajoni e recebi esta mensagem de erro:
“Comment Submission Error
Your comment submission failed for the following reasons:
El texto que introdujo es erróneo. Inténtelo de nuevo.“
Inteligência artificial é fogo. Argentina então, nem se fala…
Eis aqui o melhor da safra do “meme dos segredos“, entre aqueles que aceitaram o desafio:
“Em 1971, aos 2 anos e 8 meses de idade, eu ganhei uns milhões de cruzeiros de Flávio Cavalcanti na TV, fazendo algo que algum dia conto. Deve estar nos arquivos da TV Tupi. Mais não conto e mais não me foi perguntado.”
Agora só resta saber se ele era daqueles que comia grilos ou dos que tinha pedras que se reproduziam em uma caixa. :)
“Even though I mock Mr. Smartonauta for having a government job, back in 2002 I interviewed with the FCC and was really close to accepting an offer. A bad mean private company offered me more money and I ran away from my chance of tasting the sweet public servant life.“
Eu sabia.
“Aos onze anos de idade, tendo por informação apenas propaganda eleitoral, fiz uma vizinha votar em Rubem Medina. Quatro anos depois, fiz minha madrinha votar em Modesto da Silveira. Os votos que dei, pessoal e posteriormente, foram melhores. Mas nem todos.“
Fazer alguém votar em Rubem Medina é muita maldade. Devia dar cadeia.
NPTO:
“Uma vez eu estava indo de ônibus do Rio pra Campinas, e estava feliz da vida porque na cadeira do lado não tinha ninguém, ia dar para deitar para dormir. De repente entra uma dona no ônibus com um urso de pelúcia gigantesco, sem sacanagem, do tamanho de uma pessoa. Rosa, a porra do urso. Aí a dona coloca o urso na cadeira do meu lado. Eu digo, minha senhora, a senhora me desculpe, mas eu dei sorte de pegar esse lugar sem ninguém aqui, a senhora por favor leve seu urso para o bagageiro. E a filhadaputa me vira e diz, bom, eu comprei passagem pra ele. E era verdade, ela me mostrou a passagem. E lá fui eu, seis horas de viagem do lado de um urso gigante rosa. Uma hora eu dormi, de repente acordei, olhei pro lado, me assustei e gritei “que porra é essa, caralho!!!!!”, o que divertiu imensamente o resto do ônibus. Só não foi minha pior viagem de ônibus de todos os tempos porque outra vez eu fui do lado de um cara da Amway.”
Confessa: você deve ter pesadelos com ursos rosas até hoje…
Ainda no Estadão, uma briga boa:
“STF decide que condenado pode ficar solto até esgotar recursos
Ministros concluíram que é garantido que ninguém será considerado culpado até que haja uma condenação
BRASÍLIA – O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quinta-feira, 5, que condenados pela Justiça têm o direito de recorrer em liberdade até que não haja mais possibilidade de recurso. Por 7 votos a 4, os ministros concluíram que a Constituição Federal garante que ninguém será considerado culpado até que haja uma condenação definitiva da Justiça. O entendimento foi firmado durante o julgamento de um pedido de habeas-corpus de Omar Coelho Vitor, acusado de envolvimento com uma tentativa de homicídio.
A maioria dos ministros entendeu que o cumprimento de uma pena somente deve começar depois de esgotadas todas as possibilidades de recurso. Em seu voto, o presidente do STF e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Gilmar Mendes, informou que existem 440 mil presos no Brasil, sendo que 189 mil são provisórios. “Há alguns Estados com 80% de presos provisórios”, criticou. Ele contou que num mutirão carcerário realizado recentemente pelo CNJ no Piauí foram encontradas pessoas que estavam presas provisoriamente há mais de três anos, mesmo sem terem sido denunciadas.
Mas quatro ministros do STF entenderam que a pena pode começar a ser cumprida quando a condenação for confirmada pela segunda instância – o Tribunal de Justiça ou o Tribunal Regional Federal. O ministro Joaquim Barbosa foi enfático: “Estamos criando um sistema penal de faz-de-conta.“”
***
Abaixo, um levantamento (na Wikipedia) dos prazos máximos para detenção provisória em alguns países:

E aqui, um interessante estudo do International Centre for Prision Studies, do King´s College of London.
Não sei se o Brasil tem um limite formal. Mas se tem deve ser bem maior do que o desses países _ ainda que a ameaça do terrorismo tenha pressionado por uma dilação desse período em muitas jurisdições (há uma proposta para estender este prazo para 56 dias na Grã-Bretanha, por exemplo).
***
O inciso LVII do Art. 5 da Constituição Federal, no capítulo dos Direitos e Garantias Individuais, reza:
“LVII – ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória;”
O comando é claro _ a depender do que se considera como “transitado em julgado”, o que imagino não é um conceito controverso: em geral refere-se ao julgamento em última instância. O diabo é que a Constituição fala que a pessoa não será considerada culpada, não que não poderá ser presa. Aliás, os incisos seguintes parecem mesmo pressupor a possibilidade de prisão sem condenação final:
“LXI – ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão militar ou crime propriamente militar, definidos em lei;
LXII – a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada;
LXIII – o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permanecer calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado;“
A decisão do STF me parece pouco pragmática dada a lerdeza da nossa Justiça. Ela facilitará enormemente a fuga de suspeitos, dificultando até mesmo que um culpado seja de fato condenado.
Não há dúvida que existem erros no sistema prisional. É verdade que pessoas passam anos na cadeia esperando sentenciamento. Mas me parece que o Supremo resolveu consertar o ruim com o pior.
Sabe quando você compra um produto defeituoso em alguma loja e aí é a maior dor de cabeça para trocar? Pois é, deu no Estadão:
“Saúde vai liberar órgãos não ideais para transplantes
Medida, que deve ser publicada em março, agrada a médicos, mas preocupa pacientes
O Ministério da Saúde decidiu as situações em que as equipes médicas poderão utilizar órgãos “limítrofes”, aqueles que não estão em condições ideais para transplantes. Órgãos de doadores com doenças infecciosas como a hepatite C, por exemplo, poderão ser utilizados desde que haja consentimento assinado do receptor e que ele também seja portador da doença.
Atualmente grande parte dos órgãos para doação tem algum tipo de problema e as equipes adotam estratégias próprias para aproveitá-los. Não havia, porém, uma regulamentação nacional sobre o assunto.
A nova regra deverá ser publicada em março, dentro de um pacote com outras mudanças para o setor. O objetivo do ministério é diminuir o prazo de espera nas filas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes – atualmente 58.634 pessoas estão na fila de transplantes no País. O sistema será semelhante ao existente em São Paulo, onde pacientes e médicos decidem sobre o uso de órgãos não ideais antes do cadastro na fila.
Representantes dos pacientes, no entanto, manifestaram preocupação, principalmente por causa de temores sobre os resultados deste tipo de transplante para os receptores dos órgãos e a capacidade dos doentes para decidir sobre a utilização de enxertos não ideais. “São 66 entidades solicitando extensão do prazo de discussão. Hoje os pacientes não são informados de forma que entendam o risco que estão correndo. Além disso, não se sabe os níveis de qualificação das equipes médicas e não há dados sobre os resultados dos transplantes para ajudar o paciente a decidir”, afirmou Rosangela Santos, presidente da Federação das Associações dos Renais Crônicos e Transplantados do Brasil.“

Meus prezados 4,5 leitores, acabo de bloquear os comentários de dois posts recentes que tiveram uma repercussão que eu não esperava que tivessem.
Dessa história, fica a reflexão: por algum motivo, quanto mais liberais e individualistas se tornam os blogs hospedados em portais conservadores, mais o seu comportamento como grupo às vezes se mostra próximo do das alimárias, como cáfilas, varas, alcatéias e outros coletivos menos votados.
Portanto, chega de deitar pérolas a este assunto.
***
Este post permanecerá no topo da página por algum tempo. Os posts mais recentes estão debaixo deste.
(hat tip: Estratégias contra a Arquitetura)
E já que estou recebendo uma grande quantidade de page-views vindo das catacumbas do anaerobismo pátrio, gostaria de sugerir aos senhores visitantes que de lá provêm que clicassem neste link para um post do Sergio Leo e se rasgassem.
Paulo do FYI sai do armário e mostra seu lado (hum, relativamente) humano!
***
Paulo, eu te envio expressamente um convite para um meme e você desconfia que eu fiz isso “on purpose”. Vá ser conspiratório assim na casa de Dick Cheney!
Soares Silva, mostrando que fleuma é algo bom para os outros, esqueceu que trocou de portal, botou o nariz vermelho de wunderbocó e resolveu tomar as dores dos Apostos _ com bem menos nonchalance do que o Igor, que foi um dos diretamente envolvidos e escreveu por aqui com grande classe:
“O que eu acho engraçado em posts como este, e nos comentários, é que a falta de familiaridade das pessoas de esquerda com não-esquerdistas os leva a ficarem surpresos, ou pior ainda, acharem “simpático”, que não-esquerdistas se filmem conversando num bar. Eles parecem achar que isso foi algo que os não-esquerdistas fizeram deliberadamente para se mostrarem mais iguais a todo mundo, como alienígenas fariam se tentassem parecer mais humanos. Também a idéia de que todo mundo conversando em bar está, de alguma forma, imitando a Turma do Pasquim, que aparentemente criou a idéia platônica da conversa em volta de uma mesa circa 1966, na Rua Maria Quitéria, depois de um insight alcoólico do Jaguar. Não vejo malevolência nesse tipo de surpresa; é mais uma caipirice, uma falta de experiência social mesmo.”
***
Alexandre, acho estranho você, logo você, querer roubar assim a bandeira da conversa de botequim dos “seus inimigos”, quando há tempos atrás você escreveu isto:
“Eu odeio gente-como-a-gente
Às vezes sinto o impulso de confessar algo vergonhoso, como por exemplo – e é verdade – que gosto de filmes com Julia Roberts e Sandra Bullock – não, que amo esses filmes – e que gostei de As Panteras II – como não gostar de Cameron Diaz dançando e tropeçando? Sério que não sei como -, mas daí sei que corro o risco de parecer gente como a gente, ou pior ainda, de parecer que estou querendo parecer com gente como a gente – como essas pessoas que sempre repetem que estão acima de discussões políticas porque estão mais interessados nos seios da mulher da padaria, ou qualquer outra coisa vulgar assim que essa gente adora. E tenho nojo de gente como a gente. Por favor tentem dar um soquinho na minha barriga – ouviram um som estranho? É que há um rei dentro dela.
E esse rei me pede que não confesse que adoro “O Casamento de Meu Melhor Amigo”, e filmes assim. Okeydokey, não direi, my liege. Volto a pôr o monóculo e leio pessoas falando mal de mim em blogs. Gosto disso, porque é preciso ter inimigos. A sociedade é uma escada na qual se sobe apoiado nas costas sebosas dos seus inimigos.
Mas às vezes confesso que queria inimigos melhorzinhos. Meus inimigos seguem todos a estética do gente-como-a-gente: você só é perdoado enquanto não parar de falar de caracu com ovo, botecos, butecos, cerveja, uísque. Essa aristofobia se caracteriza por uma frase que raras vezes é dita, mas que está sempre atrás de cada parágrafo dos gente-como-a-gente: “Você acha que é melhor do que eu?”
E, bem, sim – acho. Melhor que eles? Any day, anytime, old duderino. Todo mundo pode ser melhor do que qualquer um, se simplesmente abandonar a estética do gente-como-a-gente, vou-de-chinelo-no-boteco, e-aí-esse-Palmeiras-hein. Jogue fora o bermudão, vá a bares ao invés de botecos. Vim ao mundo ensinar a importância de ser metido a besta. Erga o queixo, old top.
Por inimigos melhorzinhos. Polidos na discordância, e que não tenham medo de nomes de autores. Que não tenham medo do mágico mundo fora do boteco, buteco, ou sei lá para onde vocês se arrastam para beber má cerveja. Que não estejam sempre e suspeitamente gritando que odeiam o racismo e que têm sentimentos belos. Que entrem na sua sala e mostrem a cortesia normal de visitantes; que não ponham os pés na mesinha de centro de mamãe; que não arrotem e digam que você é metido a besta porque não arrotou em uníssono. Céus, por inimigos melhorzinhos, sim, sim.“
Ora, Alexandre, é raro ver um conjunto tão ilustre de blogueiros tentando ativamente ser assim, gente como a gente, inclusive falando sobre coisas como Gretchen, aos 46 segundos; ”sexta sexy” (1:14); “bom plantel” (2:08); “alexandre frota” (4:47); teste da praia (7:21); mulheres que “se pegam” (8:37) _ entre outras vulgaridades. Tá certo que isso não é bem arrotar, vá lá. Mas chega perto.
Talvez um dia você consiga me convencer de que seria fácil, fácil juntar C.S. Lewis e G.K. Chesterton em um mesa de bar (sem cerveja! shocking) para falar de Gretchen e Alexandre Frota. Mas eu acho difícil, e ficaria, verdadeiramente, chocado, assim como fiquei chocado com a coisa assim “gente como a gente” desse vídeo dos Apostos.
Não posso deixar de pensar nisso mesmo, que o vídeo foi feito para chocar. Sim, sim, prefiro a minha versão; acho que todos aqueles jovenzinhos (desculpa aí, Antonio Fernando Borges!) falando de um conservadorismo que gosta de mulheres que se pegam , foi só pra isso. A entrevista do Pedro Sette no Apostos. Só pra isso. Só pra fazer a boca desse cara aqui se abrir de espanto.
***
UPDATE:
Lá nos comentários do post, Alexandre diz o seguinte:
“Isso demonstra uma tal falta de conhecimento pessoal de gente de direita/conservadores/católicos/libertários que é, bom, engraçado. Todas as vezes que me encontrei com conservadores/católicos etc foi em bares. Ou, OK, 80% das vezes pelo menos. Até gente da Opus Dei – eles bebem e falam de mulher. Well dã.” [grifo meu]
AHAHAHAHAHAHAHAHAH
Shocking!

Você quer tc comigo?
Do site da BBC:
“Number of alien worlds quantified
Intelligent civilisations are out there and there could be thousands of them, according to an Edinburgh scientist.
The discovery of more than 330 planets outside our solar system in recent years has helped refine the number of life forms that are likely to exist.
The current research estimates that there are at least 361 intelligent civilisations in our Galaxy and possibly as many as 38,000.
The work is reported in the International Journal of Astrobiology.”
Um outro artigo da BBC fala de um trabalho que joga um balde de água fria na possibilidade de fazermos um chat com outra raça inteligente, porém:
“”We now believe that we evolved late in the Earth’s habitable period, and this suggests that our evolution is rather unlikely. In fact, the timing of events is consistent with it being very rare indeed,” he says.
“This has implications for our understanding of the likelihood of complex life and intelligence arising on any given planet.”
‘Billion years left’
Models of future global temperature suggest that, due to the increasing solar luminosity, the future life span of Earth will be “only” about another billion years – a short time compared to the four billion years since life first appeared on the planet.
Previous models are founded on the rationale that intelligent life on Earth emerged from a sequence of unlikely “critical steps”.
Prof Watson identifies four – the emergence of single-celled bacteria; complex cells; specialised cells allowing complex life forms; intelligent life with an established language.
He estimates that the probability of each of these “critical steps” occurring in relation to the lifespan of Earth is no more than 10%.“
***
Diante disso, é hora de quizz.
Do Valor de hoje. Reproduzida abaixo para calar os trouxas.

Linha branca pra quê?
Ainda na Slashdot:
““Rather than let their sewage go to waste, the city of Oslo recently announced that it plans to cut carbon emissions by converting 80 public buses to run on biomethane generated from raw sewage. The city plans to adapt two sewage plans with the technology this September, and the new biogas buses will be quieter and will cut 44 tones of C02 per bus per year.”
Aliás, outro dia vi um programa na TV sobre como na Suécia os esgotos estão ligados aos sistemas de produção de energia. Os caras não brincam em serviço.
Enquanto isso, um artigo interessante no NYT sobre os verdes que resolveram viver no mundo pós-geladeira:
“As drastic as the move might seem, a small segment of the green movement has come to regard the refrigerator as an unacceptable drain on energy, and is choosing to live without it. In spite of its ubiquity — 99.5 percent of American homes have one — these advocates say the refrigerator is unnecessary, as long as one is careful about shopping choices and food storage.“
Via Slashdot:
““An international team of researchers including scientists at the Carnegie Institution has discovered a new chemical compound that consists of a single element: boron. Chemical compounds are conventionally defined as substances consist of two or more elements, but the researchers found that at high pressure and temperature pure boron can assume two distinct forms that bond together to create a novel ‘compound’ called boron boride.” [grifo meu]
Via Reddit, parece que houve alguma confusão na Amazon.
Ainda no Estadão:
“Descoberto fóssil de cobra de 13 metros e uma tonelada
A titanoboa bate o recorde de maior serpente já encontrada por 3,5 metros, superando uma cobra egípcia
NOVA YORK – Esqueça a cobra que ameaçava Jennifer López no filme Anaconda, de 1997. Fósseis descobertos no nordeste da Colômbia revelam a maior serpente já encontrada: um monstro de 12,8 a 13,7 metros, pesando mais de 1,1 tonelada.
“Essa coisa pesa mais que um búfalo e é mais comprida que um ônibus urbano”, disse o especialista em cobras Jack Conrad, do Museu de História Natural de Nova York. “Ela poderia facilmente comer algo do tamanho de uma vaca. Um ser humano estaria morto num instante”.
(…)
Na verdade, a fera provavelmente comia parentes antigos dos crocodilos, em florestas tropicais de 58 milhões a 60 milhões de anos atrás, disse ele.Embora seja uma parente das jiboias modernas, ela vivia mais como uma sucuri, e passava a maior parte do tempo na água, diz Head. Era capaz de rastejar pela terra e de nadar.
(…)
A titanoboa bate o recorde de maior serpente já encontrada por 3,5 metros, superando uma criatura de 40 milhões de anos atrás, descoberta no Egito. Entre as espécies vivas, a maior contra conhecida é uma píton de nove metros, diz um dos autores do estudo, Jonathan Bloch. ” [grifo meu]
Como diria o Oliveira, o canalha da redação, uma crocodilagem, similar às que ocorrem entre as jararacas do PMDB, que prometem ser de dimensão ofídea.
Já a mesma matéria no NYT: explora mais o artigo da Nature que descreve a descoberta, informando sobre a original idéia de estimar as temperaturas da terra na época em que a cobrona vivia a partir de parâmetros metabólicos:
“The discovery and its climatic implications are described in Thursday’s edition of the journal Nature.
“An independent critique of the work by Matthew Huber, an earth and climate scientist at Purdue, also published in Nature, said the findings provided a hint that the tropics could get a lot warmer than they are now, but also “attest to the resiliency of tropical ecosystems in the face of extreme warming.”
With scant precise evidence of past temperature changes on land in the tropics, there is still substantial debate about whether these regions have gotten much warmer than typical steamy tropical conditions today – with an annual average temperature of 75 to 79 degrees Fahrenheit.
The team examined how warm it had to be for a snake species to be that large by considering conditions favoring the largest living similar tropical snake, the green anaconda, said Jason J. Head, the lead author of the paper and a paleontologist at the University of Toronto. They concluded that Titanoboa could have thrived only if temperatures ranged from 86 to 93 degrees.”
Sinal que o NYT, ainda que prestes a cair nas garras de Carlos Slim, ainda é mais que um jornaleco.
Deu no Estadão:
“Gesso despenca de teto da Igreja Universal em Campinas
Cerca de 200 fiéis participavam de culto, mas ninguém ficou ferido; templo religioso recebeu auto de interdição
CAMPINAS – Parte do acabamento do teto da Igreja Universal do Reino de Deus, localizada na avenida João Jorge, uma das principais vias de entrada de Campinas, desabou na noite desta quarta-feira, 4, no momento que ao menos 200 pessoas acompanhavam um culto. Ninguém ficou ferido. Fiéis tentaram impedir a impressa de entrar no local e mantiveram um fotógrafo do jornal Correio Popular dentro da igreja.“
***
As desgraças que se abateram sobre o mundo romano nos meados do primeiro milênio da Era Cristã levaram Santo Agostinho a escrever sua obra prima e a debater o problema do mal.
Já os bispos culparão o diabo e, por via das dúvidas, contratarão bons advogados.
Estou devendo já a há algum tempo um agradecimento ao Pedro Dória por ter colocado este humilde bloguinho entre os blogs cobertos pelo agregador que ele criou, o As Últimas, inspirado no excelente Alltop. Valeu Pedrão!
***
Também estou devendo um pedido de desculpas à Tia Sílvia, minha professora de português no Ginásio.
Lá vamos nós.
Tio Rei faz um escândalo com a retratação da ONU no caso do ataque com morteiros feito pelo Exército de Israel contra uma escola em Gaza:
“NÃO, ISRAEL NÃO ATACOU A ESCOLA DA ONU. ERA UMA FARSA DO HAMAS. A ONU FOI OBRIGADA A ADMITIR A VERDADE. QUASE UM MÊS DEPOIS! CADÊ AS MANCHETES?
A notícia não está em nenhum dos jornais brasileiros ou nos grandes sites noticiosos. Lembram-se aquele ataque das Forças de Defesa de Israel a uma escola da ONU, que matou 43 pessoas? Pois é. Não foi numa escola da ONU coisa nenhuma, o que os israelenses vinham dizendo desde o dia 6 de janeiro. Só na segunda-feira, quase um mês depois, Mawell Gaylord, coordenador de ações humanitárias da ONU em Jerusalém, admite a verdade: o morteiro foi lançado numa rua PERTO da escola, mas não contra a escola.
Ora, recuperem o noticiário dos jornais e sites do Brasil e do mundo naquele dia 6. Lembro-me de ter aqui ironizado que os israelenses, maus como pica-paus, não podiam ver uma escola da ONU que iam logo jogando morteiros. Talvez para se livrar do tédio, não é? Ah, acusaram-me de insensível facinoroso. Marcelo Coelho, da Folha, sugeriu no jornal e no seu blog que tenho certa simpatia pelo assassinato em massa de crianças… Mais: como eu alertasse aqui para o óbvio – O HAMAS É A FONTE DAS NOTÍCIAS -, fui acusado de realismo estúpido. Coelho chegou a indagar algo como: “Para que jornalismo se já existem os militares?” Ou coisa assim. Chegou a minha vez de indagar: PARA QUE COELHO SE JÁ EXISTE O HAMAS?
O jornalismo dele, não sei para que serve. O meu existe, entre outras razões, para que os freqüentadores deste blog possam ler com mais acuidade o que é noticiado na imprensa.
Não se espante, leitor, se, naquele episódio, não tiverem morrido as 43 pessoas anunciadas. Todas, rigorosamente todas as ditas “atrocidades” cometidas por Israel têm origem no, como direi?, Departamento de Propaganda do Hamas: do grande número de crianças e civis mortos ao uso de bombas de fragmentação e fósforo branco para atacar pessoas. Este segundo caso, então, pode dar pano para manga. A tal substância não é considerada arma química. É empregada para iluminar alvos noturnos e criar cortina de fumaça para ação da infantaria. Israel nega que tenha feito qualquer coisa fora das leis internacionais. Como negava que tivesse jogado morteiro numa escola da ONU – e falava a verdade. De todo modo, abriu-se uma investigação.
Como se vê, o Hamas faz direitinho o seu trabalho. O ataque mentiroso à escola foi manchete do mundo inteiro. O desmentido, até agora, está apenas no Haaretz. O mundo também não se interessou em manchetar as torturas e execuções sumárias que se seguiram à retirada de Israel de Gaza.
A imprensa ocidental se deixou seqüestrar pela lógica terrorista. Esse caso da escola merece a justa designação: ESCÂNDALO. Quer dizer que os homens da ONU em Gaza demoraram um mês para fazer o que poderiam ter sido feito em cinco minutos? Escrevi aqui, certa feita, que o principal inimigo de Israel no Oriente Médio é a organização. Foi uma gritaria. Eis aí.
Bem, esperar o quê? O principal representante das Nações Unidas em Gaza é um sujeito que acredita que os próprios EUA tramaram o 11 de Setembro…
Pois é, leitores. Como diria aquele, quando já temos o terrorismo e a ONU, pra que certo jornalismo, não é mesmo?“
Eis a matéria do Haaretz:
“The United Nations has reversed its stance on one of the most contentious and bloody incidents of the recent Israel Defense Forces operation in Gaza, saying that an IDF mortar strike that killed 43 people on January 6 did not hit one of the United Nations Relief and Works Agency schools after all.
It seems that the UN has been under pressure to put the record straight after doubts arose that the school had actually been targeted. Maxwell Gaylord, the UN humanitarian coordinator in Jerusalem, said Monday that the IDF mortar shells fell in the street near the compound, and not on the compound itself.
UNRWA, an agency whose sole purpose is to work with Palestinian refugees, said in response Tuesday that it had maintained from the day of attack that the wounded were outside of the school compound. UNRWA said that the source of the mistake in recent weeks had originated with a separate branch of the United Nations.
Senior IDF officials had previously expressed skepticism that the school had been struck, saying that two mortar shells could not kill 43 people and wound dozens more.
Questions about the veracity of the claims that the school had been hit by the IDF were also raised last week by the Canadian newspaper The Globe and Mail. The newspaper said that a teacher in the UNRWA compound at the time of the strike “was adamant” that no people had been killed inside the compound.
The newspaper quoted the teacher as saying that, “I could see some of the people had been injured… But when I got outside, it was crazy hell. There were bodies everywhere, people dead, injured, flesh everywhere.”
The newspaper said that the teacher had been told by the UN not to speak to the media. “Three of my students were killed,” he said. “But they were all outside.”“
***
Vamos traduzir o negócio.
Tio Rei ficou feliz da vida porque os morteiros israelenses caíram PERTO da escola, e não na escola. Isso significa que para Tio Rei atirar morteiros perto de escolas é algo perfeitamente normal e admissível, mesmo quando três estudantes da escola morreram no bombardeio porque estavam, er, “fora da escola” (vamos abstrair o fato de que para se conseguir ficar dentro de uma escola é preciso em algum momento estar fora dela).
Este trecho, em particular, transpira o que há de pior na anaerobicidade:
“Todas, rigorosamente todas as ditas “atrocidades” cometidas por Israel têm origem no, como direi?, Departamento de Propaganda do Hamas: do grande número de crianças e civis mortos ao uso de bombas de fragmentação e fósforo branco para atacar pessoas. Este segundo caso, então, pode dar pano para manga. A tal substância não é considerada arma química. É empregada para iluminar alvos noturnos e criar cortina de fumaça para ação da infantaria. Israel nega que tenha feito qualquer coisa fora das leis internacionais. ”
Primeiro: Tio Rei ignora o principal mandamento das armas de fósforo, que é não utilizá-las em áreas densamente povoadas, por mais que seja preciso “iluminar alvos noturnos” (uma necessidade menos premente na idade dos visores noturnos de infravermelho que existem precisamente para que não seja preciso utilizar fontes de luz visível de grande intensidade) e “criar cortinas de fumaça para a ação da infantaria” (como se esse fosse o maior problema para a infantaria do IDF em Gaza).
Segundo: armas de fósforo são proibidas pelo protocolo III da Convenção da ONU sobre armas convencionais. Armas de fósforo, independente do objetivo de sua utilização, são armas incendiárias e não podem ser usadas pelos signatários da convenção. O detalhe, é claro, é que Israel não é signatário da convenção _ o que é muito conveniente, pois assim seu exército pode usar o fósforo como arma incendiária sob a cortina de fumaça de que as utiliza como _ cortinas de fumaça.
Finalmente, o fato de Israel negar que tenha feito qualquer coisa fora das leis internacionais não quer dizer que Israel não as tenha feito. Afinal, Israel nega até hoje possuir armas atômicas, quando até os escorpiões do deserto de Negev sabem que os mísseis estão estocados debaixo de suas (muitas) patas.
O Guardian está com uma série sobre as estratégias utilizadas pelas grandes corporações britânicas para fugir dos impostos de Sua Majestade. Uma delas é transferir as suas valiosas marcas para paraísos fiscais:
“Three FTSE100 companies have quietly “offshored” legal ownership of their valuable trademarks to low-tax locations, the Guardian’s tax gap investigation has found. Two drug firms, GlaxoSmithKline, and AstraZeneca, both headquartered in London, have moved title to their drug brands to Puerto Rico in the Caribbean. The Anglo-Dutch oil giant Shell, although it is still a British plc operating under UK company law, has shifted its trademarks to Switzerland and its main tax residence to the Netherlands.
These are three of Britain’s most successful corporations, continuing to generate huge profits and returns for their shareholders despite the global downturn. AstraZeneca has been one of the best performing shares on the FTSE over the last year, seeing its share price go from around £21.50 to around £28.60. At the same time, its market capitalisation has gone up by more than £10bn from £31.3bn to £41.4bn. Glaxo has also been one of the few companies to see its share price go up as the economic storm rages – from around £11 a year ago to around £12.50 now.
Last week Shell revealed that its profits in the final three months of 2008 were down by more than a quarter on the previous year. The oil giant still made more than £25,000 a minute in profits and is forecasted to achieve record earnings this year of £21.5bn.
All three enjoy the benefits of being a UK plc – access to capital, enhanced reputation, proper regulation and political stability. Yet they have moved the rights to their intellectual property to tax havens. This means they can reduce their UK-based profits and hence their British tax bills by paying royalties to the subsidiary in the tax haven for use of the trademarks. Yesterday, at the start of its special investigation into 20 prominent companies, the Guardian identified the drinks giant Diageo as having similarly moved its brands to the Netherlands. Diageo managed to hold off capital gains tax on the sale by use of a legal concession.
The practice of depositing rights to “intellectual property” in tax havens is one of the factors behind a continuing war between big business and the Treasury. Industry chiefs are refusing to accept a planned clampdown on this by Alistair Darling, the chancellor, and some have been threatening to quit Britain.”
Algo me diz que o Guardian devia ouvir mais um de seus próprios colunistas, o Monbiot, que tem um artigo fantástico sobre os paraísos fiscais _ britânicos:
“If you want to know why Britain has never completed the process of decolonisation, look at two lists side by side. One is the official register of tax havens, compiled by the OECD(1). The other is the list of British overseas territories and crown dependencies(2). Over a quarter of the world’s tax havens are British property. More than half of Britain’s colonial territories and dependencies are tax havens. Strip out Antarctica, the military bases and the scarcely-habited rocks and atolls, and of the 11 remaining properties, only the Falkland Islands is not a recognised haven. The obvious conclusion is that Britain retains these colonies for one purpose: to help banks, corporations and the ultra-rich to avoid tax.
(…)
Last month the British government announced that it will introduce new laws to prevent piracy: the armed forces will be allowed to detain ships and arrest suspected robbers on the high seas(4). Yet the same government offers an attractive portfolio of tropical and temperate islands in which pinstriped pirates can bury their treasure.
That comparison is unfair – to pirates.”
Em seguida Monbiot faz picadinho de um relatório produzido pelo governo britânico. Na Inglaterra, é comum que o governo encomende “green papers” sobre políticas públicas a pessoas que por algum motivo são reconhecidas como proficientes na área. O governo britânico comissionou um relatório sobre paraísos fiscais a Michael Foot _ que foi inspetor de bancos e trustes para o Banco Central das Bahamas, que é, é claro, um paraíso fiscal de Sua Majestade. Opinião do Monbiot sobre essa escolha:
“There is a standard British procedure for dealing with problems like this: by which I mean problems that generate bad publicity but which you don’t want to address. You commission a review and you choose the right man to conduct it. (…) The identity of the person the government appoints is an index to the outcome it desires. Foot sounds like just the man for the job.“
E conclui:
“Even as it was commissioning this review, Brown’s government tried to undermine international efforts to address the problem. Teaming up with that revolting little monarchy Liechtenstein, the UK sought to strike out a paragraph from the Doha trade agreement which aimed to eradicate tax evasion(20). Thanks in part to British lobbying, the draft commitment was substantially weakened(21).
Were Britain to release its remaining colonies, they would quickly succumb to pressure from the Obama government and the European countries trying to stamp out international evasion and organised crime. We hold onto the Falkland Islands for their oil and fish. We hold onto the other territories for something far more valuable: secrecy.”
Ah, a velha Albion, berço e paraíso do livre-mercado…
O Monbiot, além do seu próprio site, agora também tem blog no Guardian.
De brinde, uma excelente amostra de um debate agnotológico.

Eu sempre achei que a moça tinha lá seu potencial.
No Valor:
“Apesar da crise, aumenta a popularidade de Lula
Em meio aos efeitos da crise mundial no país, as avaliações do governo e do desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva bateram níveis recordes em janeiro, com 72,5% e 84%, respectivamente, segundo pesquisa do Instituto Sensus, patrocinada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT). O temor das consequências da crise funcionou como estímulo para a população ver, em Lula, “uma âncora da esperança de que a crise é passageira”, na avaliação do presidente da CNT, Clésio Andrade.”
A “rapture para nerds” já tem até escola própria. Deu no Valor:
“Google e Nasa abrem escola para ‘futuristas’
O Google e a Nasa estão por trás de uma nova escola para futuristas no Vale do Silício, que vai preparar cientistas para uma era em que as máquinas se tornarão mais inteligentes que o Homem.
A nova instituição, conhecida como Singularity University (Universidade da Singularidade), será comandada por Ray Kurzweil, cujas previsões sobre o ritmo exponencial das mudanças tecnológicas fizeram dele uma figura controvertida nos círculos tecnológicos.
O apoio do Google e da Nasa demonstra a crescente aceitação dos pontos de vista de Kurzweil entre as correntes científicas predominantes. Kurzweil afirma que antes da metade deste século, a inteligência artificial vai superar os seres humanos, lançando a civilização em uma nova era. A Singularity University vai funcionar no Ames Research Center da Nasa, que fica bem perto da Googleplex, a sede da Google. Ela vai oferecer cursos de biotecnologia, nanotecnologia e inteligência artificial.
A chamada “singularidade” é um período teórico de rápido progresso tecnológico num futuro próximo. Kurzweil, um inventor americano, popularizou o termo em seu livro “The Singularity is Near” (A Singularidade Se Aproxima), lançado em 2005.
Os defensores afirmam que durante a singularidade, as máquinas serão capazes de se aperfeiçoar usando a inteligência artificial e que computadores mais inteligentes que o Homem resolverão problemas como a escassez de energia, as mudanças climáticas e a fome.
Mesmo assim, muitos críticos afirmam que a singularidade é perigosa. Alguns temem que uma inteligência artificial maligna possa aniquilar a raça humana.
Kurzweil diz que a universidade foi lançada agora porque muitas tecnologias estão se aproximando de um momento de avanço radical. “Estamos chegando na parte mais íngreme da curva”, afirma. “A questão não envolve apenas produtos eletrônicos e computadores. É qualquer tecnologia em que possamos medir o conteúdo da informação, como a genética.”“.” [grifo meu]
***
Quem poderia imaginar? Sempre se acreditou que Skynet dominaria o mundo a partir do momento em que ganhasse controle sobre as armas nucleares. Mas na verdade sua estratégia será muito mais sutil e insidiosa; Skynet dominará o mundo a partir da máquina de busca do Google.
Sim, sim, imagine uma vasta e maligna inteligência dissimuladamente nos observando da própria interwebs, anotando cuidadosamente cada busca que você já fez na sua vida. Imagine que essa vasta inteligência de repente comece a usar os padrões detectados nas suas buscas para te convencer a fazer coisas que você não pensaria em fazer se estivesse em seu estado normal _ como comprar aquela batedeira com vinte velocidades e freio ABS, por exemplo.
Skynet nos dominará dominando nossos cartões de crédito.
***
Se for assim não há a menor dúvida de que se este texto chegar aos sobreviventes humanos do futuro, será objeto de muita raiva e frustração.
***
Então vocês já sabem: se algum dia a tal escola _ ou o próprio Googleplex _ for pelos ares, a culpada é Sarah Connor.
O Sergio Leo me passou um meme. E diz:
“Quero ver isso nos blogues do Bicarato, Biajoni, do da Lucia Malla, do Rafael Galvão, do Hermenauta e da Leila.”
OK, se é isso que ele quer…segurem-se:
“Jornal não tem meme
02 de fevereiro, 2009 • 10:38 PM | 1 comentário
Como que para complementar meus argumentos aí embaixo sobre blogues e jornais (voltarei em breve ao assunto, isso é uma ameaça), o Jorge me manda algo tipicamente blogosófico, algo que traduz a faceta rede de relacionamentos carcaterística dos blogs.
Um meme.
É uma espécie de corrente do bem, em que amigos ou conhecidos pela blogolândia repassam uma sugestão de post a outros amigos, que os repassam e assim por diante. Brincadeira pura. E por que não? Mas o Jorge me ameaça, diz que contará podres da minha vida caso eu não dê seguimento ao post. Minha vida é um e-book ligado, Jorge, com apenas alguns arquivos deletados para evitar o acesso.
Mas, como na Internet, nunca se sabe se o que você apagou não ficou reproduzido em algum cache cagueta, obedeço. O meme manda contar seis coisas secretas ou nem tanto sobre a própria vida.
Isso é outra característica dos blogues. Só alguns cronistas expoem tanto sua vida em jornal como os blogueiro acabam fazendo na blogopolis. Sabemos das doenças, das perdas, das mudanças de emprego dos nossos blogueiros favoritos. É mais próximo isso da aldeia globsal do McLuhan do que nenhuma publicação impressa jamais chegou.
Mas vamos ao meme:
1) Como sabem só os amigos mais próximos, comecei a carreira de jornalista escrevendo, editando, montando (com textos datilografados em Composer, colados com cola Pritt), e imprimindo em xerox o bolteim O Vegetariano, da combativa Cooperativa dos Vegetarianos da Guanabara, a mais antiga do país. (e o único lugar onde encontrei estágio quando o currículo da UFRJ exigia isso). O que a maioria não sabe é que, nessa época, também ensaiei uma colaboração para a Ele e Ela como copydesk, reescrevendo cartas dos leitores para a seção Forum, de relatos/fantasias eróticos. Reescrevi dois, publicaram e nunca mais me pediram outros. Errei nos adejtivos, acho. Fui mais bem sucedido como free-lancer do jornal da arquidiocese, O Cristo em Copacabana. Pagava bem textos curtos, trabalho fácil.
2) Tenho enorme dificuldade em reler o que escrevo. Suspeito que os leitores também.
3) Em meus primeiros anos em Brasília, costumava fazer acompanhar refeições com Keep Cooler. E adorava. Sei, não deveria estar contando isso, é vergonhoso demais.
4) Não consigo assistir peças de teatro. Fico nervoso, temso com a possibilidade de que algo imprevisto interrompa a peça e a faça terminar em vexame. Isso quando a péssima qualidade dos atores me deixa tenso, nervoso, com o vexame que se desenrola no palco.
5) Na infância, roubava bolinhas nas cartelas de jogos de futebol de botão, no supermercado. Não me pergunte para quê. Juro que se as encontrasse, devolvia.Era um delito perfeito, até hoje. Mas o remorso é algo pesado, na mente do criminoso.
6) Eu cobri o primeiro Rock in Rio para O Globo, entrevistei o Whitesnake (com meu inglês de então, não entendi 70% do que falaram), o Ozzy Osbourne e outros que já me esqueci. E não fui a um show sequer. Não tive tempo, nem paciência. Chega. O que a gente não faz pelos amigos ganhos por um blogue.“
Mas quem é que precisa de lítio, afinal? _ clique para ampliar
OK, acho que em breve teremos uma chance de observar uma “experiência natural” em termos de teorias da conspiração.
Talvez alguns dos 4,5 leitores aí já tenham ouvido falar de coltan. Bem, o coltan é o apelido para um minério denominado colombo-tantalita. A graça do coltan é que é dele que se extrai o tântalo, um metal fartamente usado na fabricação de elementos eletrônicos essenciais para o funcionamento de vários equipamentos eletrônicos, inclusive telefones celulares. A despeito do fato que o tântalo é produzido em uma porrada de lugares, inclusive o Brasil, o fato de que 25% das reservas conhecidas estão no Congo causa um grande mal estar nas partes mais civilizadas do mundo, justamente pelo fato de que a guerra civil que volta e meia estoura naquelas paragens é motivada, entre outras coisas, pelo controle das minas de coltan. Isso evidentemente já criou uma indústria de ONG´s que denunciam o envolvimento estrangeiro no Congo porque as multinacionais estão, bem, de olho no tântalo dos negões.
A beleza da coisa é aqui do outro lado do Atlântico desenrola-se o embrião de uma situação análoga. A nossa amiga Bolívia calhou de ser presenteada pelo Altíssimo com as maiores reservas de lítio do mundo, e ocorre que o lítio é um elemento importantíssimo não só para dar um jeito nos companheiros maníaco-depressivos como também para produzir baterias de alta performance, que são o coração do funcionamento de uma verdadeira panóplia de gadgets _ e também, espera-se, do carro elétrico, ou seja uma parte importante da nascente indústria das energias alternativas.
OK, problemas resolvidos e alegrias para todos _ não fosse o fato de que a Bolívia pretende se tornar “a Arábia Saudita do lítio”, segundo matéria no NYT de hoje:
““We know that Bolivia can become the Saudi Arabia of lithium,” said Francisco Quisbert, 64, the leader of Frutcas, a group of salt gatherers and quinoa farmers on the edge of Salar de Uyuni, the world’s largest salt flat. “We are poor, but we are not stupid peasants. The lithium may be Bolivia’s, but it is also our property.”
Seria ruim se apenas o mundo livre, consumista e sassaricante sobre rodas estivesse a ponto de trocar a cruz pela caldeirinha, isto é, o monopólio árabe pelo monopólio quétchua. Mas nada é tão simples, e como se diz, tudo sempre pode piorar:
““Of course, lithium is the mineral that will lead us to the post-petroleum era,” Mr. Castro said. “But in order to go down that road, we must raise the revolutionary consciousness of our people, starting on the floor of this very factory.“
Os nossos anaeróbicos de plantão podem parar de segurar a respiração, já que o “Mr. Castro” aí não é o barbudo da amaldiçoada ilha caribenha, mas sim Marcelo Castro, gerente da fábrica de beneficiamento dos sais de lítio que o governo boliviano, através da Comibol, construiu. Porém, enquanto os bolivianos pensam em como usar o lítio para despertar a consciência revolucionária do seu povo, a reportagem mostra que outros países que também possuem lítio estão passando à frente do país das cholas: a China já se tornou o maior fornecedor de lítio do planeta, explorando os sais de lítio existentes no…Tibete. Alguém deveria se perguntar porque diabos o Criador resolveu botar o lítio em lugares tão desprovidos de problemas.
E na verdade existem bolivianos preocupados com isso:
“Juan Carlos Zuleta, an economist in La Paz, said: “We have the most magnificent lithium reserves on the planet, but if we don’t step into the race now, we will lose this chance. The market will find other solutions for the world’s battery needs.”
Não que não haja quem ficasse feliz da vida se os salares bolivianos continuassem exatamente do jeito que são hoje.
E na boa, eu acharia ótimo.
***
UPDATE:
O Sêo Pedro Dória escreve mais a respeito disso, aqui.
Enquanto isso Tyler Cowen mostra o lado bom da crise:
“Recessions and depressions, of course, are not good for mental health. But it is less widely known that in the United States and other affluent countries, physical health seems to improve, on average, during a downturn. Sure, it’s stressful to miss a paycheck, but eliminating the stresses of a job may have some beneficial effects. Perhaps more important, people may take fewer car trips, thus lowering the risk of accidents, and spend less on alcohol and tobacco. They also have more time for exercise and sleep, and tend to choose home cooking over fast food.“
Dia de ficar em casa vendo o trabalho das formigas.
E não é que tem um “hermenauta” no MySpace? Só que é uma banda chilena:
“HERMENAUTA toma su nombre de una idea particular de Jaime Daire inspirada en un clásico del cómic argentino (El Eternauta) y el concepto de “hermenéutica” asociado al arte/ciencia de interpretar. La idea se concibe como un personaje que “se desplaza a través de las formas de interpretación”, el cuál sería llevado al papel de manera escrita o gráfica, pero que fue sin embargo llevado a la música. La banda nace en abril del año 2002 cuando se reúnen por primera vez cuatro jóvenes estudiantes en una sala de ensayos del Barrio Brasil de Santiago, con la inquietud y el interés común de aprender a tocar juntos, recrear algunas canciones de gusto común y, en lo posible salir a tocar en pubs de la ciudad. El objetivo se logra en septiembre de aquél año, comenzando a presentarse en bares del Barrio Bellavista y Ñuñoa, tocando un repertorio de no más de 15 canciones que manifestaban claramente el estilo que guiaba a la banda: Pink Floyd, U2, Soda Stereo, Radiohead… incluyendo además algunas rarezas para la época como Porcupine Tree y A Perfect Circle. Una vez cerrada esta primera etapa de actuaciones en público y recibiendo acogidas motivantes, la banda comienza el año 2003 planteándose como única opción el desafío de crear música original y propia. Comienza así un largo e interrumpido proceso de ensayos, cambios de formación y evolución del proyecto, perfilándose como un trío de rock y experimentación rock – ambient, llevado principalmente por Matías Phillips en batería y Jaime Daire en guitarras y voz, sucediéndose varios bajistas y períodos de inactividad, principalmente entre los años 2004 y 2006, período en que Daire es convocado para formar y hacerse cargo de las guitarras y coros en la banda tributo a U2 Vertigo, la cual no tardó en posicionarse con creciente éxito entre los fanáticos de la banda original. HERMENAUTA siguió en paralelo y consolidando sus primeros hitos en vivo recién en el 2007, año en que se presenta en un par de locales mostrando repertorio propio, incorporando a Patricia Rojas en voces (alternando con Daire), levantando bastante interés entre los asistentes y generando así algo de material de registro para difusión. Este año nuevamente la banda sufriría un nuevo quiebre en su formación, casi definitivo, rompiéndose la alianza entre sus integrantes fundadores quedando todo el trabajo en ciernes. Al poco tiempo, HERMENAUTA se perfilaría de manera definitiva como el trabajo de Jaime Daire (compositor, guitarras y voz), quien recluta a nuevos músicos para continuar con el proyecto, logrando rescatar las canciones más queridas y creando material nuevo, renovando así la proyección con la que esta banda surgiera ya hace años. El material que se muestra en este espacio, corresponde a distintas etapas del proyecto; lo último grabado por la banda durante agosto de 2008 (Anima), un demo del año 2004 (Un Lugar En La Memoria), y un par de demos de Daire grabados entre el 2003 (Cristaline) y el 2007 (Cristaline – Ab Intra), éste último realizado en colaboración con Alvaro Troncoso en Bajo y Secuencias.”
***
Eles dizem que criaram a banda em 2002, mas o MySpace deles é de abril de 2008. Portanto ainda peço o direito de precedência, pois suspeito que querem apenas usurpar o brand “Hermenauta”, a esta altura, aliás, internacionalmente reconhecido.
Ademais, eles se reuniram pela primeira vez no Bairro Brasil em Santiago. Quer mais??
(clique para ampliar)
Deu no Estadão:
“Grife italiana mostra modelos sendo agredidas por PMs cariocas
Secretário Turismo repudiou a propaganda e informou que enviará um pedido de retirada da propaganda
RIO – Uma campanha publicitária da Relish, uma rede de roupas femininas da Itália, revoltou as autoridades municipais e estaduais do Rio. Espalhadas em outdoors pelas cidades de Milão, Bolonha e Nápoles, as imagens mostram modelos aparentemente estrangeiras sendo abordadas e revistadas de forma abusiva e agressiva por policiais militares fardados. Em uma das fotos, na Praia de Ipanema, um PM com a farda do 22º Batalhão de Polícia Militar (BPM) do complexo da Maré (zona norte) coloca a mão por baixo da saia da modelo.
Em nota, o secretário Turismo e presidente da Riotur, Antonio Pedro Figueira de Mello, repudiou a propaganda e informou que enviará à embaixada italiana um pedido de retirada imediata da propaganda das ruas. “Esse tipo de publicidade desrespeita não só a corporacão da Polícia Militar como compromete a imagem do Rio de Janeiro e a dos próprios cariocas. É lamentável que fatos desrespeitosos e preconceituosos como esses ainda ocorram em pleno século XXI”, afirma o secretário na nota. Apesar da semelhança, a PM informou que a farda não é oficial, mas garantiu que investigará o caso.
As fotos também ilustram o site da Relish. Apesar de na vida real o patrulhamento da orla de Ipanema ficar a cargo do 23º BPM do Leblon, na propaganda da loja PMs do 22º BPM abordam e prendem as duas italianas após o carro em que elas viajam enguiçar na orla. Em uma das fotos, um PM imobiliza a mulher no chão enquanto ao fundo outro policial segura a outra pelo pescoço.
“A campanha é de mau gosto sob vários aspectos. É machista e reforça a associação perversa entre sexo e violência. Mas não é nem a primeira nem a última campanha publicitária a se valer desses elementos.”, afirmou a socióloga da Fundação Getúlio Varas, Bianca Freire-Medeiros, autora do livro “O Rio de Janeiro que Hollywood inventou”. No entanto, ela ressalta que a imagem do Rio que circula no mercado turístico global combina elementos sintetizados na propaganda italiana.
“Somos um paraíso tropical, mas também somos o lugar do risco e da violência. Gostemos ou não, precisamos admitir nosso quinhão de responsabilidade na produção e circulação dessa imagem de um Rio corrupto e violento”. “
***
Se quiserem checar, o site é este aqui. Lá também tem um filminho com o “making off“. Até onde vi, não há no site nenhum comentário sobre a campanha publicitária em si, mas no site Trends Updates achei a seguinte frase, que não sei se é do autor da notícia ou se provém da própria empresa:
“The posters are meant to convey a sense of irresistibility for others if the user wore clothes launched by Relish.“
Já vi justificativas melhores.
***
Acho que é natural (ainda que estúpido) que algumas empresas italianas se sintam tentadas a explorar o sentimento antibrasileiro que deve estar aflorando na Itália devido ao caso Battisti. De toda forma, acho que os brasileiros que estão morando na Itália devem começar a se cuidar, já que a crise, por si só, já começou a gerar efeitos xenófobos na Europa.
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Quem quiser protestar, fique à vontade: customer@relish.it










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