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Um blog chamado Social Media Mom tem o seguinte comentário sobre o caso Lori Drew:
“And the most important question of all is, where does that leave lawmakers in determining internet harassment laws and cyber-bullying consequences?
I’ll tell you where it leaves me, in the driver’s seat when it comes to my kid’s internet usage and social networking sites until they reach the “real” age of about 30.”
Isso me faz pensar que a discussão americana pode muito bem acabar encaminhando aquele país para soluções drásticas, como a sugerida pelo Everardo Azeredo em seu projeto de lei sobre crimes de internet _ em particular a exigência de identificação para se entrar na rede.
“The best metaphor for our DNA is literature. Like all classic literary texts, our genome is defined not by the certainty of its meaning, but by its linguistic instability, its ability to encourage a multiplicity of interpretations. What makes a novel or poem immortal is, paradoxically, its complexity, the way every reader discovers in the same words a different story. For example, many readers find the ending of Middlemarch, in which Dorothea elopes with Will, to be a traditional happy ending, in which marriage triumphs over evil. On the other hand, some readers–like Virginia Woolf–see Dorothea’s inability to live alone as a turn of plot “more melancholy than tragedy.” The same book manages to inspire two completely different conclusions. But there is no right interpretation. Everyone is free to find their own meaning in the novel. Our genome works the same way. Life imitates art.“
_ Jonah Lehrer, Proust was a Neurocientist
E de repente, comecei a receber montes de hits vindos de um post do Pedro Doria. Fui lá checar e descobri que o Dória havia perguntado aos seus leitores, entre outras coisas, quais sites eles frequentavam diariamente. E descobri que vários dos meus leitores aqui elencaram este pobre Hermenauta como um dos “sites em português sem os quais vocês [leitores do Dória] não vivem?“.
Pô, fiquei emocionado, zentem. Pô, mó legal.
Para encurtar:
_ Duas adolescentes A e B, de 13 anos, ficam amigas.
_ As duas adolescentes brigam.
_ A mãe da adolescente A toma as dores da filha, e cria um perfil falso no MySpace.
_ O perfil falso é de um garoto mais velho e super cool, que mostra interesse em ser amigo da adolescente B.
_ Mãe e outras pessoas cultivam a amizade do perfil falso com B por semanas.
_ Perfil falso começa a ser repentinamente cruel com B.
_ B se mata.
_ A mãe de A aparentemente conseguirá evitar de ter que ver o sol nascer quadrado.
***
A grande questão de nosso tempo talvez seja essa posta pela reportagem da New Yorker:
“something sick, and distinctly modern, had happened, but no one could agree about whether its source was a culture that encouraged teen-agers to act too grownup or one that permitted grownups to behave like teen-agers.”
***
O caso adquiriu tonalidades mais complicadas ainda por um motivo: não existem leis contra o cyberbulling nos EUA. Logo, Drew e seus cúmplices não podem ser acusados pelo que causaram à família de Megan, a adolescente que suicidou-se.
A pressão por estabelecer justiça nesse caso levou, porém, a acusação (a esta altura, nas mãos do “Ministério Público” lá deles) a tentar uma estratégia complexa, acusando Drew por um crime cibernético: quebrar as regras contratuais do MySpace. E isto está causando um grande quiprocó, porque transforma um caso simples em crime federal. Diante disso, um grande número de internautas seria passível de condenação, já que quebrar os contratos de adesão on line é um esporte popular _ principalmente porque ninguém os lê.
A coisa está mobilizando boa parte da comunidade jurídica dos EUA, inclusive o povo do Volokh´s Conspiracy.
(clique para ampliar)
Eu me considero um razoável conhecedor de animais (quando jovem catava todo tipo de livro e revista sobre bichos que me aparecesse pela frente, e até cheguei a namorar a idéia de ser biólogo), mas confesso que esse aí eu nunca tinha visto. Apareceu nos “antidotes du jour” em um post da Yves Smith.
Pelo jeitão eu apostaria que é um marsupial, talvez um parente distante do tamanduá. Alguém aí conhece o bicho?
Sem querer descobri essa notícia do ano passado, que requento agora:
“Ridley Scott dirigirá filme inspirado no jogo Banco Imobiliário
O cineasta americano Ridley Scott dirigirá um filme inspirado no Banco Imobiliário, tradicional jogo de tabuleiro.
Scott, que dirigiu Blade Runner e Gladiador, também deve ser o produtor da fita. Segundo o site The Hollywood Reporter, o diretor deve dar um tom futurista ao filme.
A versão para as telas terá o roteiro de Pamela Pettler, conhecida por seus trabalhos em animações como A Noiva Cadáver e A Casa Monstro.
O filme é resultado de uma parceria entre a fábrica de brinquedos Hasbro e os estúdios Universal. As duas empresas também planejam levar às telas outros filmes, e um deles seria baseado no desenho animado Comandos em Ação.“
Na boa, deve ser um filme de terror.
Quem será que faz o papel de Mr. Monopoly?
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Para 2009, aguardem:
“Ludo, o Filme”
“Missão Impossível IV – Dominó”
“Cheque Mate, a Aventura do Xadrez”





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