Se papel já aceita tudo, este então…
Deu no G1:
“Fábrica em SP produz rolos de papel higiênico com desenhos e poesia
Comumente usados e jogados diretamente no lixo, os rolos de papel higiênico podem agora ter uma função um tanto mais nobre: proporcionar cultura. É como poesia ao alcance das mãos em momentos de puro ócio necessário. Foi pensando no desperdício de tempo no banheiro que uma pequena empresa do interior de São Paulo começou a fabricar rolinhos temáticos.
Do desenrolar de 30 metros, saem poesias, mensagens de amor, textos para casamentos, batizados e até piadas. Desenhos também são impressos nos rolos, fabricados em Franca, a 400 km da capital paulista. Mais do que ser úteis nos banheiros, eles servem como presente.
A empresa Seu Cuca começou a funcionar há pouco mais de um mês. O lema é: “aproveite momentos de alívios e disposições”. E o que não falta é disposição para imprimir no papel que vai para o ralo tudo o que o cliente quiser. Valem até textos religiosos.”
***
Com isso aquela história de “aprender por osmose” adquire todo um novo e colorido significado. E isto merece um questionário.




11 comentários
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janeiro 12, 2009 às 1:34 am
Rafael
Deve ser lindo: limpar o rabo e ver que os versinhos de Gregório de Matos ficaram impressos na sua bunda.
É um novo significado para a palavra “culto”. Com trocadilho.
janeiro 12, 2009 às 3:41 am
Márcia W.
“Poesia numa hora dessas?”
ou uma nova forma de dizer: achei esse livro uma m*rda!
janeiro 12, 2009 às 8:57 am
George D.
seria uma crítica muito literal às obras (ou obradas?!) do tio rei e do filósofo de virginia beach.
janeiro 12, 2009 às 10:25 am
André Kenji
Creio que nossas bundas merecem coisa melhor que OC e RA.
janeiro 12, 2009 às 11:28 am
samurai
Isso já foi tema de novela nos 70 (supermanoela?).
Hermê, a poesia concreta do Haroldo de Campos é ótima.
janeiro 12, 2009 às 11:50 am
ohermenauta
Samurai,
Sério mesmo?? Supermanuela?? Quem diria.
Eu até gosto de alguma coisa dos concretos. Botei a opção porque sou um equal opportunity blogger.
janeiro 12, 2009 às 1:52 pm
samurai
Tinha um papel higiênico com história em quadrinhos que um personagem queria invnetar.
janeiro 12, 2009 às 2:08 pm
ohermenauta
A novela, pelo visto, não deixou saudades em muita gente, segundo a Wikipedia:
Curiosidades
Marília Pêra não gostou de ter feito a telenovela e só voltaria à teledramaturgia oito anos depois, na minissérie Quem Ama não Mata. Sua proxima novela seria Brega & Chique, treze anos depois.
Carmem Monegal e Carlos Alberto Riccelli, casados na época e que estreavam na emissora carioca, pediram rescisão de seus contratos durante a novela, por discordarem do texto.
Vai ver esse “tema” ajudou…
janeiro 12, 2009 às 2:11 pm
ohermenauta
update: nem tanto, segundo este site.
janeiro 12, 2009 às 6:29 pm
Leonardo Cruz
Puxa, Hermenauta, seu blog é definitivamente minha dose diária de inteligência e humor!
Sensacional a tirada: “Com isso aquela história de “aprender por osmose” adquire todo um novo e colorido significado.”
Eu voto no Reinaldão, especialmente naqueles posts em que ele fala sobre criacionismo, células tronco, Papa, etc. Juro que compraria um estoque de rolos. Era ainda capaz de me “auto-induzir” uma diarréia só para melhor aproveitar o material!
Parabéns pelo blog!
Abraço,
Lelec
setembro 19, 2009 às 9:53 am
Santo Poliglota « Navegando entre línguas
[...] acredite. Não existe fórmula mágica para aprender uma língua (nem vem com aquela história de osmose pra cima de mim! Dormir com a cabeça encima do livro só dá um baita torcicolo!!!). Simplesmente [...]