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Na esperança de que você muito em breve seja incapaz de distinguir ficção de realidade, apresentamos…o Pomegranate NSO8!!!
Se papel já aceita tudo, este então…
Deu no G1:
“Fábrica em SP produz rolos de papel higiênico com desenhos e poesia
Comumente usados e jogados diretamente no lixo, os rolos de papel higiênico podem agora ter uma função um tanto mais nobre: proporcionar cultura. É como poesia ao alcance das mãos em momentos de puro ócio necessário. Foi pensando no desperdício de tempo no banheiro que uma pequena empresa do interior de São Paulo começou a fabricar rolinhos temáticos.
Do desenrolar de 30 metros, saem poesias, mensagens de amor, textos para casamentos, batizados e até piadas. Desenhos também são impressos nos rolos, fabricados em Franca, a 400 km da capital paulista. Mais do que ser úteis nos banheiros, eles servem como presente.
A empresa Seu Cuca começou a funcionar há pouco mais de um mês. O lema é: “aproveite momentos de alívios e disposições”. E o que não falta é disposição para imprimir no papel que vai para o ralo tudo o que o cliente quiser. Valem até textos religiosos.”
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Com isso aquela história de “aprender por osmose” adquire todo um novo e colorido significado. E isto merece um questionário.
No Science Blogs, uma pesquisa curiosa:
“It’s been hypothesized that music may mitigate physical pain, a by-product of many medical procedures, but this has always been hard to test due to the wide range of music preferences. In a recent study that capitalized on mp3 player mania, researchers tested this theory by allowing subjects to listen to their own pre-made play- list while immersing their hand in icy water for as long as they could tolerate it. Unsurprisingly, the subjects who listened to music lasted longer than the ones without.“
Eles certamente nunca ouviram a música que meu vizinho está tocando agora.
Suzana Vieira, em entrevista de gosto duvidoso na Veja:
“Sempre gostarei de alguém, sempre beijarei e transarei. A gente tem o direito de amar quem quiser. Quem é que não gosta de homem bonito? Homem velho tem ex-mulher que vai encher a paciência e filho que vai chatear. Envelhecer deve ser horrível, mas, como não envelheço, estou ótima.”

UFO
Deu no Correio Braziliense:
“Niemeyer apresenta a Arruda projetos de novas praças na Esplanada
Rio de Janeiro – Tombada, mas não engessada. O arquiteto símbolo da capital, o próprio Sr. Brasília, Oscar Niemeyer, deu ontem mais um passo monumental, ao lado do governador José Roberto Arruda, para ampliar, sem deformar, o arco de obras grandiosas que faz da capital federal uma cidade preservada, mas viva. Niemeyer, que está à frente de um cardápio de novidades que tem transformado a cara da cidade – o Museu da República e a Biblioteca Nacional de Brasília, a nova Torre TV Digital, entre outros – acertou ontem com Arruda detalhes para a mais ousada intervenção no Eixo Monumental desde a criação de Brasília, mudando a cara de seu maior cartão-postal. “Pousando” sobre a Esplanada, nas palavras do próprio Niemeyer, entre o Teatro Nacional e a Praça de Eventos, de um lado, e o Complexo Cultural da República e a Catedral, de outro, cortando o gramado e abrindo um flanco novo no local, será erguida a Praça da Soberania. Ela deve ser inaugurada, segundo os planos do governador, em 21 de abril de 2010, quando Brasília fará 50 anos.”
O velho lobo da prancheta arremata:
““Isso muda Brasília”, resumiu Niemeyer. “Toda capital tem que ter uma praça aonde o povo chega e se espanta“, justificou.” [grifo meu]
Espantoso mesmo é isto:
“A nova Praça da Soberania abrigará dois prédios: o Memorial dos Ex-Presidentes, ou Memorial da República, e um museu para “exposição permanente do progresso do nosso país”, sob um anguloso triângulo de 100m de altura, parte mais visível do novo espaço.”
Temo que a “exposição permanente do progresso do nosso país” termine mais vazia que a modernosa cúpula inaugurada na Esplanada alguns anos atrás, e que abriga do Museu da República _ talvez o único museu sem acervo do país.
Já o interesse do governo do Distrito Federal no negócio, compreensivelmente, não é assim tão desinteressado:
“Três metros abaixo do terreno, haverá um estacionamento para 3 mil carros. O GDF ainda vai decidir como será a cobrança por vaga. A pedido de Arruda, será construída, no nível da garagem, uma passagem subterrânea pela Esplanada, com espaço para lojas e banheiro público. “E não alteramos nada no Plano”, insistiu Niemeyer, que destacou a “simplicidade da obra“.
A barnabezada da Esplanada agradece; já há muito tempo falta espaço para estacionamento, e a área é notoriamente deficitária em amenidades. É claro que alguns prédios de ministérios já poderiam ter sido convertidos em shopping centers há muito tempo _ por exemplo, é completamente inexplicável que após a criação do Ministério da Defesa os comandos do Exército, Aeronáutica e Marinha ainda tenham prédios na Esplanada, cada qual com seu anexo.
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OK. Eu até que não formo entre os críticos dogmáticos de Niemeyer (muito menos de Lúcio Costa). Acho inclusive Brasília um lugar muito agradável de se morar _ o que é dizer muito, para um carioca.
Por outro lado, não sou nenhum fã absoluto do modernismo, e acho o neoclacissismo de Washington D.C ou de Paris, por exemplo, muito chiques (para ficarmos na arquitetura das capitais).
No caso particular dessa obra aí, fico me perguntando se já não chegou a hora de alguém interditar o centenário arquiteto. Sem tirar o mérito keynesiano do monumento _ a construção desse treco certamente vai empregar gente à beça, algo necessário neste momento de crise _ me parece que a coisa não tem nada a ver com o resto do conjunto arquitetônico da Esplanada _ muito pelo contrário, vai implodi-la.
A única vantagem é que certamente Brasília terá muito mais chances de competir com outras cidades no concorrido mercado das locações de filmagem para blockbusters internacionais. Aquele UFO semienterrado no meio da cidade certamente economizará alguns milhões de dólares para futuros filmes de Sci-fi.




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