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Posers encontráveis em qualquer cartão postal vendido em Copacabana
O Estadão nos informa que a Advocacia Geral da União abriu processo contra uma revista de turismo:
“Guia classifica mulheres do Rio de ‘máquinas do sexo’
A Advocacia Geral da União entrou com ação para tirar publicação de circulação e obrigá-la a pagar multa diária
SÃO PAULO – A Advocacia Geral da União (AGU) entrou na quinta-feira, 8, com ação, através da Procuradoria Regional Federal da 2ª Região, contra a revista de turismo “Rio for Partiers” (“Rio para Festeiros”), para tirar a publicação de circulação e obrigá-la a arcar com uma multa diária de no mínimo R$ 10 mil. Conforme alega a AGU, a revista chama as cariocas de “máquinas de fazer sexo” e define os bailes de carnaval como “festas ao ar livre com atividades de semiorgia”.
Ajuizada a pedido da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), a ação ainda alega que a publicação incentiva práticas de exploração sexual e utiliza na capa, sem autorização, o selo Brazil Sensational, do Ministério do Turismo, criado para divulgar a imagem do turismo brasileiro e atrair turistas de todo o mundo.”
O tal “Rio for Parties” tem um site na internet (em inglês e português). Sob esta foto aí, que emoldura a página sobre a Praia de Ipanema, a legenda:
“Agora você pode finalmente ir a praia. Um atendente das barracas lhe trará uma cadeira se você pedir (R$2 to R$3). Se instale e deixe a paisagem tomar conta de você. Não peça uma cerveja ainda. Ao invés, observe as bundas. Você está numa das cidades mais abençoadas do mundo, e você está de férias. Agora, compre uma cerveja. Peça um isopor de garrafa (“isopor”) pois o calor irá esquentar sua cerveja antes que você beba a metade dela.
Você pode experimentar a maior parte das comidas que os vendedores de praia têm a oferecer, com exceção do camarão, que tende a estragar sob o sol quente.” [grifo meu]
Francamente? Excesso de zelo. Qualquer um que vá ao Rio observa as bundas.
A revista tem uma versão lite (7M) disponível de graça na internet. De novo, francamente, não tem nada demais.
Muito pior é a Tours Gone Wild, agência de turismo especializada, segundo denúncias (deu até no Guardian) em promover turismo sexual no Rio de Janeiro para militares americanos em férias…
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A AGU não tem mais o que fazer não?



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