You are currently browsing the daily archive for janeiro 3, 2009.
Tio Rei saiu de férias e, muito macho, deixou como suas famous last words uma vituperação mucho macha contra esse negócio de adversário:
“Este é o último post de 2008. Agradeço, comovido, o muito que vocês me deram neste ano: seu tempo, sua generosidade, suas pautas, suas dicas, seus comentários. O que é um blog sem leitores? Os blogueiros petralhas devem saber. Nós não sabemos.
Petralhas? Não! Não direi aqui: “Ah, até eles colaboraram para…” Não! Como bem disse um crítico de O País dos Petralhas, o livro, “para Reinaldo Azevedo, existem o certo e o errado”. Sim, este sou eu. Ou ainda: “O autor nunca se põe no lugar do seu adversário para…” Não! Nunca!
No lugar do meu adversário fica o meu adversário. Defendo o direito de ter o meu lugar pensando o que penso. Necessário é que haja um estado democrático e de direito que garanta a condição de existência de… adversários! Precisamente o que eles querem eliminar, enrijecendo as conquistas da democracia com sua eterna ladainha em nome de um suposto “bem coletivo”.” [grifo meu]
Não vou entrar em detalhes sobre o tipo de estupidez que mistura garantias democráticas com exercício da política. Me interessa a última frase em que Reinaldão despreza o conceito de “bem coletivo”. Em 2010 ele terá que se explicar com seu candidato José Serra que, em 2005, tendo-se colocado do lado do “sim” no plebiscito sobre as armas de fogo, disse o seguinte:
“Em 2004, caiu 8,2% o número de pessoas mortas por arma de fogo no Brasil. Desde o dia 15 de julho de 2004, mais de 440 mil foram destruídas. Como negar que esse bom augúrio, o primeiro em 13 anos, coincide com a campanha em favor do desarmamento? Levantamentos do Centro de Estudos Brasileiros de Oxford e da Unesco, em parceria com os ministérios da Justiça e da Saúde, indicam que a diminuição de homicídios por essa modalidade se deve, em boa parte, à redução do número de armas em circulação. Se lhes digo apenas “votem sim”, faço-me conselheiro atrevido, ainda que bem intencionado. Se opto pelas evidências, faço-me parceiro de uma escolha que, acredito, realiza um bem coletivo.“
Vai ser legal ver Tio Rei defendendo em 2010 que Serra seja um candidato a Presidente que NÃO vise o bem coletivo…



Comentários