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A empresa Maplecroft, que é inglesa, é uma consultoria que entre outras coisas faz análise de dados. E uma das formas de disponibilizar estes dados é através de mapas bacaninhas. Este aí é um mapa chamado “Brazil Integration”, que mostra a integração da economia brasileira com o mundo (veja a legenda). O interessante é que podemos ver não só os países dos quais o Brasil depende, como também os que dependem do Brasil, como é o caso de alguns países da África com um grau de integração com a economia brasileira que é surpreendente, pelo menos para mim. O índice é formado a partir de uma combinação de dados de comércio internacional e investimento, e eu não sabia que éramos tão importantes assim na África do Norte, por exemplo.
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(clique para ampliar)
Um outro mapa igualmente bacaninha é este ai em cima, que mostra os países rem relação ao seu CCVI, isto é, seu “climate change vulnerability index“, um índice desenvolvido, é claro, pela Maplecroft. Saiu matéria sobre isso no UOL. O índice é definido como:
“O Climate Change Vulnerability Index (CCVI) - Índice de Vulnerabilidade à Mudança Climática, em tradução livre - analisou a capacidade de 168 países de suportar e se adaptar aos efeitos das mudança climáticas.
(…)
O CCVI não tenta prever mudanças na ocorrência de desastres naturais - como secas, enchentes e tempestades - ou em ecossistemas em consequência da mudança climática.
Em vez disso, a análise se concentra na “capacidade de indivíduos, comunidades e sociedades de mitigar os riscos” que resultam dessas mudanças na ocorrência de desastres naturais.
Ao analisar a vulnerabilidade de cada país, os autores levaram em conta fatores diversos divididos em seis grupos: economia, recursos naturais e ecossistemas, pobreza, desenvolvimento e saúde, agricultura, população e infra-estrutura e instituições e governo.“
O Brasil ficou na 42a posição em termos de vulnerabilidade, o que, como vemos no mapa, corresponde a um índice médio. É interessante notar também que a América do Norte, junto com a Europa, é o lugar menos vulnerável às mudanças do meio ambiente, uma coisa que o Paulo do FYI acha muito legal já que ele mora lá.




6 comments
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Julho 22, 2008 às 12:24 pm
sleo
Africa do Norte? Compramos muito petróleo, e exportamos alimentos, químicos e uma crescente quantidade de manufaturas, muitas manufaturas. E serviços, muitos serviços. A Odebrecht anda em lombo de gazela lá pela Nigéria. Coisa desas política tão criticada do seu presidente metalúrgico… Com a China nos calcanhares.
Belos mapinhas v. descolou, Hermê.
Julho 22, 2008 às 1:03 pm
ohermenauta
S. Leo,
Tem razão, OK quanto a Argélia e a Líbia, por exemplo. Mas alguns países que aparecem como “extreme”, como o Congo, acho estranho. Pra não falar no Marrocos, onde a dependência deve estar associada ao pessoal que vai pra lá fazer “turismo médico”…
Julho 22, 2008 às 1:24 pm
Rafael Figueira
“alguns países que aparecem como “extreme”, como o Congo”
Essa dependencia se refere apenas ao volume proporcional de importacoes e/ou exportacoes. Segundo a CIA :–), 12% das exportacoes do Reino do Congo vao para o Brasil. Deve ser minerio.
Julho 22, 2008 às 6:12 pm
Me
Bom, isso so mostra que estava certo (e nao feliz necessariamente)
Alias, tem um artigo no freakonomics blog que tambem fala sobre como global warming is really about the impact on poor countries.
Assim que o pessoal da sua banda deixar as fantasia de world revolution passar, os ‘ricos’ vao tentar ajudar esse pessoal, assim como ja acontece em varias outras ‘crises’ que tem menos publicidade.
Julho 22, 2008 às 7:02 pm
Revolução em marcha «
[...] Paulo acaba de fazer um comentário. Diz [...]
Agosto 7, 2008 às 8:44 pm
Sophismata
[...] 7, 2008 in it’s a green world, show me the money Much has been said about all the different ways developed countries can help their poor counterparts deal with climate [...]