…e o Sadly, No! tem um post delicado sobre o passamento de Jesse Helms:
“My grandmother taught me that it is improper to speak ill of the dead when you can let other people do it for you.
I have never killed a man, but I have read many obituaries with great pleasure.
-Clarence Darrow
I didn’t attend the funeral, but I sent a nice letter saying I approved of it.
-Mark Twain”


6 comments
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Julho 6, 2008 às 11:33 am
João da Luz
É como eu digo:
O mundo está cada dia melhor.
Julho 6, 2008 às 9:34 pm
Marcelo
Que nada. Pode apostar que já nasceu um futuro Helms em algum subúrbio branco e rico.
Julho 7, 2008 às 12:18 pm
João Paulo Rodrigues
(referente a uma tréplica perdida em algum porão deste blog)
Hermenauta,
Mesmo para um professor, o limite da clareza não tem como ultrapassar certas dificuldades do interlocutor. Pode lhe ser bastante reconfortante imaginar que você descobriu a identidade do seu oponente. Bobagem. A cada tentativa sua de encontrar em mim um novo “orientalista” ou neocon tupiniquim não o faz mais próximo de um Edward Said, apenas do Said, com seu pendor a torturar a torto e a direito – no seu caso, o pensamento, a ética e a paciência. Nada posso fazer frente a sua recusa em entender um debate ou outras posições. Não sou Nina Rodrigues, mas vejo em você, agora, um atavismo que nem um Euclides da Cunha saberia analisar direito.
Como posso classificar um sujeito que lê o post em que está “Mas se você quiser entrar nesta lógica torta” como a afirmação de que lhe acuso de amante de Saddam? Seria desonestidade intelectual ou pura ignorância? Afinal, a frase que vem antes é: “Eu não creio, ao contrário da sua constante má fé, mal escondida em ironias para com quem pensa diferente, que você deseje a morte de crianças”. Será que você, meu nobre balseiro da hermenêutica com dificuldades em ler textos longos, está insinuando que estou mentindo ou camuflando o que penso? Ora, Hermê, não tome meus atos e minhas intenções pelo seu padrão de conduta. Resta óbvio para qualquer um com um pouco mais de, digamos, abertura intelectual, que o “mas se você quiser entrar nesta lógica torta” tem o óbvio condão de afastar sua intenção (pacifista, digna, honesta etc.) das conseqüências políticas da mesma posição, além de explicitar que, no meu ponto de vista, a sua acusação a mim tem o condão de, pelo absolutismo em que se coloca, questionar também sua própria posição. Neste sentido, mesmo não gostando de Saddam, cria-se uma situação desconfortável para quem queira manter a integridade acima de tudo ou basear sua recusa à guerra em argumentos relativos às criancinhas mortas. Parece ser um tipo de argumentação um pouco difícil para você, mais insisto, pela última vez, na assertiva.
Assim, pela última vez, vem comigo, ignaro estivador do cyber space.
O depto. de Estado, o Pentágono, a CIA, a Kaos, a NASA, o YMCA não são movidos pelas mesmas considerações morais que eu e você seguimos. E eu não afirmei o contrário. Mas faço aqui uma afirmação: ainda assim eles não são os papa-criancinhas nem os imperialistas que você pinta. Nem os neocons. Minha ojeriza a eles não me leva à atitude infantil e politicamente ignorante de equipara-los a genocidas e depravados, que é o que Saddam era. Eles já são ruins o suficiente sem o recurso a este modo de pensar digno de jornalzinho de grêmio estudantil. Além disso, há a distinção entre eu e você, irrelevantes para os que decidem estas questões, e estes mesmos agentes, o que você é incapaz de fazer, posto que isso exigiria um certo refinamento que alguém que pontua a três por quatro seus textos com expressõezinhas up to date no universo trend da internet, achando-se super moderno, bacana pra chuchu, parece incapaz de alcançar. Não o creio capaz de mais do que isso, o que seus posts com maior espaço destinado à cópia de outros do que palavras suas de resto indica, mas acho de bom tom alerta-lo para os limites desta prosa tati-bi-tati (apud L. F. Veríssimo).
Eis talvez a razão pela qual até o presente momento a “tese” de que “não era possível deixar o Saddam daquele jeito”, recebe suas mais banais ironias, o que só o recoloca na posição de que, afinal, não havia muito problema com ele. O problema seriam os EUA ajuda-lo? Mas por quê, se ele, em si, não lhe desperta uma atitude roberto-jeffersoniana, mas apenas o pálido e tardio apelo por uma branda intervenção internacional. Afinal, estando a “tese” errada, você conviviria numa boa com o regime baathista? Posicione-se, meu nobre adicto a Reinaldo Azevedo. Responda você mesmo a pergunta. A partir daí vem todo o resto para nós, que não apitamos nada nestas altas esferas.
De resto, na barafunda das suas soit disant “respostas”, só é possível identificar o recurso da seleção de trechos e a remissão a pontos secundários, sobretudo aos referentes ao estilo e ao momento de meus comentários. A tônica é: pegue uma assertiva sobre um assunto aqui e, na resposta a outro ponto ali, use-a como exemplo de “contradição”, tire tudo da ordem e do contexto, e “desconstrua” seu adversário. Eu apontei sua falácia maior: pretender-me um olavete. Apresento outra: não coro com a estatística da Lancet, até porque parece ser furada. Ainda assim, lamento profundamente o que parece ser o quadro mais real: uns três milhões de refugiados internos e externos e algumas dezenas de milhares de mortos. Mas a você só lhe resta o recurso de afirmar ser eu falacioso sem demonstrar uma falácia que seja. Como veremos, é que você se cansa fácil, ou talvez haja outra razão. Veremos. De qualquer forma, isso até parece discussão de garotos no pátio do colégio, que deve ser a formação que você guarda com mais carinho. Mas eu entendo. Não fique angustiado. É assim mesmo: quando nos falta o principal, recorremos ao acessório. Tenha apenas cuidado. Tal estratégia funciona apenas com quem acha que a polêmica nasceu na internet, ou com Reinaldo Azevedo. Quem já passou pelo Reverbero e pela Malagueta, leu Sílvio Romero e Araripe Júnior, José de Alencar e Joaquim Nabuco, José Leite de Vasconcelos e Cândido de Figueiredo, pode se permitir um olhar de candura em direção a aprendizes cibernéticos, aos que navegam sem encontrar um porto, não sem antes um conselho: é melhor desistir enquanto ainda lhe sobram anos úteis. Porque, sinceramente, você está longe de seus excelsos ancestrais. Tão longe deles quanto eu de voltar a este bleargh.
Continuar seria descer a essa pobreza intelectual que faz do google um guia e da internet a única leitura cotidiana. Prefiro, saindo, me divertir um pouco. Já retruquei demais as suas pesquisas de quinze minutos. Isso pode ser contagioso. Também tenho medo que tal frieza me atinja: “quem raios você pensa que é para achar que o mundo é um tabuleiro de war onde você tem o direito divino de riscar do mapa os “piores regimes”?” Uh-la-lá! Aprendemos que ter uma opinião sobre os regimes que existem é reviver as brincadeiras dos anos 80 (e olha que eu achava War um saco). Que querer, e apoiar, que regimes como o de Saddam, dos Aiatolás, dos Sauds, de Burma, da Coréia Setentrional e outros que tais desapareçam do mapa é um ultraje metafísico! Virou ofensa querer mal a tão altaneiros defensores da intocável soberania nacional. Poucas vezes um pretenso comentarista político rebaixou tanto sua própria atividade sem, como é mesmo?, “corar”. Isso sem falar que nos deixa com a nítida impressão que você, meu caro U-Boat brasiliense do mundo virtual, o indignado com as barbaridades norte-americanas, tem um curioso seletor humanitário, que, todavia, nega aos demais. Mas, afinal, você é o cara que é capaz de afirmar, com um nítido tom de desdém, que uma sociedade iraquiana democrática é um ideal moral. Se fosse, seria um belo ideal. Mas não é. Moralmente me sinto impelido a apoiar isso (e você a ser condescendente), que seria, na verdade, um ideal político. Porque a democracia se refere aos iraquianos, e nem todos os iraquianos abraçariam a democracia por motivos morais. Mas essa também deve ser uma distinção que sua cachola (ou seria seu HermêD?) teria dificuldade em processar. Melhor deixa-lo com sua peculiar forma de entender sua própria relação com a política e com seus valores morais.
E já que você se engalfinha com suas próprias certezas, eis que é interessante que você afirme que os neocons são capazes de acabar com a barbárie quando os negócios interessam. Legal. E como você é contra a barbárie, prefere que, quando os neocons se proponham a termina-la aqui ou ali, você é…. contra! Como você não deixa claro se e como acha que a barbárie deveria terminar, apesar de indicar, pelo sentido geral de seus comentários, que crê em meios que levem a soluções globais e definitivas, ficamos que você é contra todas as barbáries, mas condiciona ao apoio de forma tal que, ainda que sem ser a intenção maior, tem o efeito de deixá-la como está. Maravilhoso. Ou seja, você prefere que o status quo perdure. Quanto arrojo! Os iraquianos o aplaudem.
Seria tudo isso algo revelador sobre você, meu caro Herr Mein Nacht? Afinal, um sujeito que não tem a fineza de assinar o que escreve, não permite aos leitores ter a mínima noção de sua carreira e de seu “pensamento” para além dos meios internáuticos, enquanto guarda para si o e-mail de contendores e o nome dos mesmos, o que lhe permitiria, com um pouco de esforço investigativo, saber um pouco mais destes antes de afirmar rematadas besteiras sobre nostalgias do tempo em que o sol não se punha nos domínios de Sua Majestade; um sujeito assim, escrevia eu, deve ser no mínimo um pouco confuso e, digamos, tímido. A timidez deve explicar, aliás, porque é que o recurso a essa cornucópia de slogans estudantis oblitera o simples: a Europa é quem deve dar o sangue e grana para enfrentar parte do legado que deixou em África e em Ásia, não só pelo envolvimento que teve e as culpas que guarda, mas porque tem os recursos para tal. Mas se lhe faz feliz, aceito tropas indianas ou guatemaltecas, ainda que saibamos que não são esses países que vão ter a capacidade militar ou financeira para tal, por mais que eu ache que seria ainda mais legitimador de atividades deste tipo o envolvimento de forças de nações do terceiro-mundo. Isso sem falar que permanece uma ironia escondida neste tópico: eu a dar de ombros para os lorinhos europeus mortos nos trópicos, a custo do contribuinte europeu, a derrubar regimes que massacram precisamente africanos; você a pedir que países ricos com Butão e El Salvador forneçam homens e dinheiro em missões internacionais em problemas que não guardam nenhuma relação com eles e que, no geral, não fazem diferença nenhuma (o que só perpetua as barbaridades cometidas). Para quem quer ver o “imperialismo” abalado, é este, realmente, um soco no estômago dos yankees, já que ações da ONU impedirão que os povos oprimidos da terra sejam roubados por potências que só querem fazer negócios.
Tímido e bastante ousado intelectualmente. Você, meu digno Eternauta, realmente quer insistir (não insista, a pergunta é retórica) no texto de T. G. Carpenter, e pretender fazer disso a refutação de minha afirmação que ninguém (incluindo a esquerda, sobre a qual você silencia) PREVIU o Talibã e a Al-Qaeda? Desde quando a afirmação, bastante cuidadosa e cheia de dedos (veja que as dúvidas dele são em forma de pergunta, e não em afirmações certeiras e objetivas), que grupos apoiados pelo EUA por todo o mundo (vago), não eram a favor do ocidente (vago) ou democráticos (vago), em meia dúzia de linhas, configura um alerta em relação ao fundamentalismo wahabita, à família Bin-Laden, à criação de um regime como o do Talibã, ao militantismo anti-americano e ao terrorismo diretamente em solo dos EUA? Você realmente acha que isso é PREVER o que iria ocorrer dos anos 90 até hoje em dia? Você já pediu ajuda ao universitário; vai querer o que agora, mãe Dina H.?
Não, não precisa responder. Sinceramente, não me importam, a partir daqui, seus comentários ou ponderações. Por tudo o que vai acima, desde suas anteriores demonstrações de conhecimentos pedestres sobre a história americana, não lhe reconheço nenhuma credencial para julgar meus valores ou intenções. Você não me foi apresentado, torce o que escrevo, julga o que está escrito pelo que leu em outros, apresenta ilações estapafúrdias baseado em trechos selecionados fora de contexto, com a sem cerimônia que somente seu anonimato, uma desonestidade que só agüentei até certo ponto, lhe permite. Minha mulher já tinha me avisado: “vai perder tempo com um cara que nem nome tem?” É verdade, que autoridade tem um sujeito que se encobre sob um pseudônimo, em avaliar a má fé, a cara de pau, os valores, as intenções dos outros? Vê se se manca, timoneiro de barcaça hipermidiático. Quando você se tornar um bloguista adulto, dando a cara a tapa no debate, você, quem sabe, deixará o estágio do juiz-penitente da pior estirpe: o da trupe Montesinos, que arrota julgamentos com um capuz na cabeça.
Chegando já ao fim, haveria um único ponto a discutir. Os efeitos secundários ou “colaterais” da política bushista. Mas você chegou muito tarde a algum ponto relevante, após a sensação inebriante que só os espíritos afeitos à constante ofensa e injúria sabem apreciar. A respeito dele, se poderia discutir a diferença entre o efeito da ação e o efeito da reação, e, mais, o quanto tudo isso também, na minha opinião, advém do resto do mundo lavar as mãos em 2003 e dizer: “embala que o filho é teu”, uma forma sempre digna de mostrar piedade e envolvimento com os iraquianos e afegãos. Mas, como escrevi, você demorou demais para ressaltar algo digno de nota. O ânimo professoral já me fugiu. Deixo-lhe as lições sobre história americana, que você bem precisava há umas semanas atrás. Espero que tenha usufruído bastante. Se não gostou, pago-lhe com um piparote.
Julho 7, 2008 às 12:23 pm
João Paulo Rodrigues
PS: apenas para não desgosta-lo, meu caro H., comento no seu estilo preferido algumas bobajadas suas.
“A analogia é tremendamente inepta, por razões que nem vou me dar ao trabalho de explicar.” Você desconhece o sentido e o uso da analogia. Aqui, você naufragou outra vez. Eis por que é incapaz de retrucar (essa de não se dar ao trabalho… bem, é verdade, lhe daria trabalho complicar algo que é singelo e sem controvérsias). O ônus da prova cabe a você. A saída do “nem vou explicar” é atitude de aluno de segunda série fazendo beicinho quando quer ser muito esperto.
“Pense antes de falar.” Dââââââ… Estamos ESCREVENDO. Pense antes de escrever.
“Dizer que os EUA ajudaram TODOS os grupos anti-soviéticos (o que demanda um grau de onisciência quase divina) não livra a cara de ninguém. Eles ajudaram os fanáticos muçulmanos [sem razão, é claro] que agora satanizam [sem razão, é claro], e esse é um ônus unicamente de sua própria ação, pois poderiam ter escolhido auxiliar outras facções do conflito [nomeie-as, please]. Os EUA poderiam também ter escolhido não fazer nada quanto à invasão soviética do Afeganistão [o que faria do Afeganistão uma nação portentosa, se eles apenas tivessem entendido que os soviéticos estavam lá para lhes mostrar as delícias do socialismo], aliás _ só fizeram porque queriam dar o troco da espinha engasgada que era o Vietnã.” [ohhh, é mesmo, num sabia. So What?] Sim, os EUA ajudavam os que necessitavam de armas contra os soviéticos. Que coisa horrível, não? Os pobres soviéticos que nunca se meteram na vida de ninguém… Este “livra a cara” (ah, a simplicidade, a simplicidade) é por sua conta, já que não parto deste tipo de pressuposto que busca simples relações de causalidade e agentes puros e agentes impuros. Não faço do que escrevo um dazibao de slogans de qualquer espécie. No contexto da época, os EUA fizeram o certo. Assim como a URSS ao armar o Vietnã do norte. Não vai disso que a URSS seja responsável de maneira direta pelos “boat people” (é uma analogia, é uma analogia!). O errado, no caso afegão, foi não ter continuado a se envolver após a retirada dos soviéticos em 88. Não foram os EUA que devastaram o país, destruíram o pouco de infra-estrutura estatal e massacraram a população afegã. Se isso alerta sobre algo, é que sair agora do Iraque ou do Afeganistão tende a piorar as coisas.
“O recurso à situação de vítima é sempre o último recurso do incompetente [aforismo invertido: a ofensa é o mais recorrente recurso do incompetente], mas gostaria de lembrá-lo de que sua segunda intervenção começou com uma frase que, se era uma tentativa de humor fino e de bom gosto, não pareceu.” Não, ô abestado, era uma simples pergunta, e sua resposta demonstrou a razão sonora de minha confusão. Mas entendo que você seja incapaz de, numa discussão acalorada, não reconhecer a pergunta honesta e desarmada, uma vez que assim é seu procedimento - a ordem é atirar primeiro e perguntar depois. Vai um anexim meu: se quiseres passar do grau de blogueiro de quinta, jamais siga um adágio do Hergé do Planalto Central, o verdadeiro fardo do homem de qualquer cor.
“Bom, ao que eu saiba também não havia manifestações com milhões de pessoas pedindo a invasão do Iraque em 2003, ou de Granada, ou do Irã atualmente. Por isso é muita má fé de sua parte vir com uma bobagem dessas. Se o que você está discutindo, ainda que um tanto esquizofrenicamente, é a rápida ação americana para fazer vigir a decência no mundo, pouco importa de há milhares, centenas de milhares ou milhões de pessoas na rua pedindo sua pet-invasion, principalmente se elas forem de esquerda, claro…” Arre! “Pet invasion”. Dica: parcimônia no palavreado estrangeiro tornará as inserções de termos deste quilate um “plus” que fará seus comentários mais fluidos e, ao mesmo tempo, mais marcantes. Não escreva como quem descobriu a língua inglesa ontem.
Você usa o fato de que os EUA não intervêm (“braços cruzados”) na África militarmente como o fazem onde há interesses econômicos, para deslegitimar o caso em que eles agem. Eu então lembro que no caso da inação, quem era contra a invasão de 2003 tampouco havia se mobilizado quanto à África, o que retira o peso desta crítica, já que ela cheira a oportunismo. Aí você salta a questão da coerência e das intenções de quem critica (para não falar da invasão em si), e trata do secundário: o fato de que a mobilização hoje é mais fácil! Ora, não só isso não é verdade, pois se antes havia maiores empecilhos de organização, havia muito mais militância política, como é, repito, absolutamente irrelevante para o ponto. Quando as pessoas se mobilizam, quando há um interesse que encontra eco, a internet é elemento secundário. Sei que você vive das suas hermenautisses, mas não me tome pelo idiota em termos de mobilização que você devia ser em seus tempos estudantis. Assim sendo, se estou mostrando que o interesse humanitário é também seletivo, a minha intenção só pode ser criticar as manifestações de 2003 justamente por estarem do lado errado, ora bolas! Você vir lembrar que ninguém marchou a favor da guerra é justamente meu ponto, não seu, meu nobre punguista internético. Não só “as massas” não se moveram quanto a Biafra, Sudão, Somália, Congo-Zaire, Ruanda, como foram contra os EUA derrubarem Saddam. Quem diz que tanto faz se a “esquerda” (havia mais do que a esquerda em 2003 nas ruas das cidades européias) viesse a apoiar Bush é você. Eu creio que não. Uma leitura mais fina de sua parte teria lhe permitido perceber que alhures escrevi que queria, e quero, ver a Europa mais envolvida militarmente neste tipo de conflito, o que, em face da inação dos governantes alemães e franceses, sobretudo, em 2003, só poderia ser mudado se o eleitorado estivesse de outro lado. Sei que não estava, não precisa lembrar o óbvio, Nostradamus de retrovisor, mas eu desejaria (posso?) o contrário.
PS2: proíbo-lhe de responder fazendo de minhas linhas mais do que dez por cento de seus textos. Você mal argumenta, e o melhor que vai em suas respostas é de minha lavra? Ora, assim não dá, assim não é possível. Sugiro que você faça algum curso de redação criativa ou similar, de forma a sanar sua notória dificuldade em escrever algo que vá além de três parágrafos sem o recurso ao corta-cola. Em qualquer curso meu você não teria notas muito boas com este expediente. Se você não alterar sua postura, meus advogados entrarão em contato.
Julho 7, 2008 às 1:04 pm
ohermenauta
JPR,
“Pode lhe ser bastante reconfortante imaginar que você descobriu a identidade do seu oponente.”
Descobri sim, e já há algum tempo, caríssimo. Você é um chato, e de galochas, como indica sua retórica fácil, prolífica e recheada de vento.
“Sinceramente, não me importam, a partir daqui, seus comentários ou ponderações.”
Diante disso, acho que você já deu o tom da minha réplica: ótimo. Como sabe, ando ocupado em fazer uma faxina neste blog, onde criptotrolls são alvo preferencial.
“Minha mulher já tinha me avisado: “vai perder tempo com um cara que nem nome tem?””
Acho fantástico que este humílimo blog tenha interferido em sua economia doméstica a ponto de você botar sua mulher no meio do assunto. Mas ela está certa: não perca mais seu tempo, por favor. E sobretudo, não perca o meu tempo. Portanto, ouça a sua mulher, faz favoire.
E desde já vou prevenindo-o: li estes seus pomposos, retóricos, pretensiosos e indigentes comentários na diagonal, e despacharei eventuais insistências para o Celeste Campo de Caça dos comentários, no caso de você não querer ouvir os sábios conselhos de sua consorte.
abraços!
Julho 7, 2008 às 2:12 pm
Monica.se
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Adoro isso aqui.