Em uma nova tentativa de dominar o mundo livre, o Foro de São Paulo ataca a liberdade de expressão na televisão britânica. O Financial Times informa que o Ministro da Cultura inglês, Andy Burnham, resolveu banir da TV inglesa o famigerado “product placement“, aquela técnica de publicidade televisiva que consegue, aqui no babanão, transformar bancos e produtos de limpeza em atores de novela. Diz o ministro inglês:

Here and now, I do want to signal that I think there are some lines that we should not cross - one of which is that you can buy the space between the programmes on commercial channels, but not the space within them.

Que absurdo, não? Tenho a impressão de que a The Economist ficará bem triste, já que a expectativa do business de TV era justamente o de que a nova legislação européia para a TV, que é mais liberalizante, levantasse restrições ao product placement (conhecido no Brasil como merchandising televisivo) em toda a Europa.

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Não que o merchandising não possa ser bem feito, é claro. O caso clássico é o das cuecas Calvin Klein utilizadas pelo personagem principal da trama, Marthy Mac Fly, em “De Volta para o Futuro“:

Marty McFly: Calvin? Wh… Why do you keep calling me Calvin?
Lorraine Baines: Well, that is your name, isn’t it? Calvin Klein? It’s written all over your underwear.

O que é uma cena engraçada. Entretanto, as necessidades do mercado podem perverter um pouco as coisas. Uma das maiores críticas ao merchandising é o de que ele pode ser intrusivo demais e perverter a história. Bem, de fato, existe uma “hierarquia” estabelecida pelo mercado, atribuindo diferentes valores ao merchandising de acordo com o o tipo de participação do produto na trama. Segundo a Economist, a escala, em ordem crescente, é a seguinte:

a) O produto aparece na tela.

b) O ator toca o produto.

c) O ator comenta sobre as propriedades do produto.

d) O produto auxilia o ator a desempenhar um ato heróico.

Realmente, os resultados desta hierarquia são…dramáticos.