Tio Rei produziu hoje vários posts engraçados. Talvez o mais engraçado seja esse:

VEJA 7 – Favorável às pesquisas, mas sem chicana

VEJA, a exemplo da unanimidade da imprensa brasileira, é favorável às pesquisas com células-tronco embrionárias, o que sempre se soube. Mayana Zatz, talvez a cientista mais citada pelos ministros do Supremo, é minha colega de coluna aqui na VEJA.com e uma das principais referências nesse debate. Eu, todos sabem, não sou. E não serei. Do meu ponto de vista, não se trata de uma questão científica ou religiosa. Tal debate é falso. Trata-se de uma questão ética. E diferentes pessoas têm concepções éticas diversas. Como já deixei claro em dezenas de textos, o que me incomodou foi a demonização das pessoas contrárias às pesquisas. Só aí entrei para valer na controvérsia.

Pois bem, a matéria de VEJA desta semana, de Carlos Graieb, demonstra que se pode fazer um texto favorável às pesquisas e à decisão do Supremo — posição que eu sabia ser d revista desde que fui contratado — sem fazer chicana. Eu não dou bola é pra chicaneiro. Ou sim: chuto. O texto é equilibrado e respeitoso com a divergência. Até porque a própria VEJA a abriga. Ao longo da semana, conversei com o comando da revista. E ninguém me pediu que perfilasse em ordem-unida. Ou que silenciasse, mesmo quando o debate azedou. Há aqueles que entendem que democracia é a ditadura daquilo que consideram ser as luzes. Felizmente, nao é o caso da revista.

Vamos lá, devagarinho. Esta frase, por exemplo, é uma delícia:

Mayana Zatz, talvez a cientista mais citada pelos ministros do Supremo, é minha colega de coluna aqui na VEJA.com e uma das principais referências nesse debate. Eu, todos sabem, não sou. E não serei.

Muito bem, Reinaldão! É a pura verdade. :)

Ok, ok, eu sei que ele está dizendo que não é a favor das pesquisas com células tronco. Mas o engraçado da frase é que nem dá pra dizer que ela está “fora de contexto”. Ela só está é muito da mal escrita, mesmo. Mas vamos adiante:

Do meu ponto de vista, não se trata de uma questão científica ou religiosa. Tal debate é falso. Trata-se de uma questão ética. E diferentes pessoas têm concepções éticas diversas.

Estou delirando ou Tio Rei está flertando com o relativismo? Que história é essa de “concepções éticas diversas”, Reinaldão? O mínimo que eu esperaria de você seria a afirmação de que há pessoas éticas e pessoas náo éticas. Mas “éticas diversas”? Tá ficando pós-moderninho, é?

A coisa continua:

Como já deixei claro em dezenas de textos, o que me incomodou foi a demonização das pessoas contrárias às pesquisas.

O que é interessante, já que a história toda começou a partir da demonização (pode-se dizer que até mesmo literal, já que tratou-se de uma Adin brandida por um procurador-geral da República que é católico praticante) das pessoas que são favoráveis às pesquisas, certo?

Finalmente:

(…)a matéria de VEJA desta semana, de Carlos Graieb, demonstra que se pode fazer um texto favorável às pesquisas e à decisão do Supremo — posição que eu sabia ser da revista desde que fui contratado — sem fazer chicana. Eu não dou bola é pra chicaneiro.

Ok, ok, então está combinado: chicaneiro é quem não paga o salário do Tio Rei. :)