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Proposta de hoje: Adesivos de combate.
Hoje ia eu calmamente pela rua quando avisto um carro com os seguintes dizeres afixados ao vidro traseiro, em letras garrafais:
“Ensino ao meu filho:
Não roubar - Não ser corrupto
Não mentir - Seguir o exemplo“
Imediatamente me visualizei, na calada da noite, como um ninja sorrateiro, penetrando habilmente na garagem do sujeito e colando abaixo dessa platitude um adesivo-antídoto com a frase:
“E não faz mais que a sua obrigação, seu mané“
***
Ok, afinal de contas, o cara não está fazendo nada que um blogueiro também não faça, não é? Externando seu ponto de vista para o grande público. Só que há pelo menos duas grandes diferenças.
A primeira é que quem busca blogs está a fim disso mesmo, ler a opinião alheia. Porém o pobre diabo que está dirigindo pode não estar desesperadamente interessado em saber o que o fulano que está na frente tem a dizer sobre a vida, o mundo, a puericultura.
A segunda é que em um blog, se você tem a decência de deixar sua caixa de comentários aberta, estará sempre sujeito a ter que ouvir a opinião alheia sobre o que escreveu _ o que é, penso eu, uma troca justa. Entretanto, o infeliz que afixa no pára-brisa de seu carro uma frase edificante de meia tigela qualquer está sempre acelerando para longe da crítica.
***
Adesivos de combate, portanto, são um modo instântaneo de transformar o mundo inteiro em um blog com caixa de comentários. Pense bem, querido leitor: as possibilidades são quase infinitas. Por exemplo: placas de trânsito.

Claramente, a única resposta possível a isso é:

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Assim sendo, conclamo outros blogueiros, comentaristas e simpatizantes a aderirem à campanha “Adesivos de Combate”. Vamos transformar o mundo em um imenso blog, NÃO VAMOS DEIXAR NADA SEM RESPOSTA!
E tenho dito. ![]()
Tio Rei produziu hoje vários posts engraçados. Talvez o mais engraçado seja esse:
“VEJA 7 – Favorável às pesquisas, mas sem chicana
VEJA, a exemplo da unanimidade da imprensa brasileira, é favorável às pesquisas com células-tronco embrionárias, o que sempre se soube. Mayana Zatz, talvez a cientista mais citada pelos ministros do Supremo, é minha colega de coluna aqui na VEJA.com e uma das principais referências nesse debate. Eu, todos sabem, não sou. E não serei. Do meu ponto de vista, não se trata de uma questão científica ou religiosa. Tal debate é falso. Trata-se de uma questão ética. E diferentes pessoas têm concepções éticas diversas. Como já deixei claro em dezenas de textos, o que me incomodou foi a demonização das pessoas contrárias às pesquisas. Só aí entrei para valer na controvérsia.
Pois bem, a matéria de VEJA desta semana, de Carlos Graieb, demonstra que se pode fazer um texto favorável às pesquisas e à decisão do Supremo — posição que eu sabia ser d revista desde que fui contratado — sem fazer chicana. Eu não dou bola é pra chicaneiro. Ou sim: chuto. O texto é equilibrado e respeitoso com a divergência. Até porque a própria VEJA a abriga. Ao longo da semana, conversei com o comando da revista. E ninguém me pediu que perfilasse em ordem-unida. Ou que silenciasse, mesmo quando o debate azedou. Há aqueles que entendem que democracia é a ditadura daquilo que consideram ser as luzes. Felizmente, nao é o caso da revista.“
Vamos lá, devagarinho. Esta frase, por exemplo, é uma delícia:
“Mayana Zatz, talvez a cientista mais citada pelos ministros do Supremo, é minha colega de coluna aqui na VEJA.com e uma das principais referências nesse debate. Eu, todos sabem, não sou. E não serei.“
Muito bem, Reinaldão! É a pura verdade.
Ok, ok, eu sei que ele está dizendo que não é a favor das pesquisas com células tronco. Mas o engraçado da frase é que nem dá pra dizer que ela está “fora de contexto”. Ela só está é muito da mal escrita, mesmo. Mas vamos adiante:
“Do meu ponto de vista, não se trata de uma questão científica ou religiosa. Tal debate é falso. Trata-se de uma questão ética. E diferentes pessoas têm concepções éticas diversas.“
Estou delirando ou Tio Rei está flertando com o relativismo? Que história é essa de “concepções éticas diversas”, Reinaldão? O mínimo que eu esperaria de você seria a afirmação de que há pessoas éticas e pessoas náo éticas. Mas “éticas diversas”? Tá ficando pós-moderninho, é?
A coisa continua:
“Como já deixei claro em dezenas de textos, o que me incomodou foi a demonização das pessoas contrárias às pesquisas.“
O que é interessante, já que a história toda começou a partir da demonização (pode-se dizer que até mesmo literal, já que tratou-se de uma Adin brandida por um procurador-geral da República que é católico praticante) das pessoas que são favoráveis às pesquisas, certo?
Finalmente:
“(…)a matéria de VEJA desta semana, de Carlos Graieb, demonstra que se pode fazer um texto favorável às pesquisas e à decisão do Supremo — posição que eu sabia ser da revista desde que fui contratado — sem fazer chicana. Eu não dou bola é pra chicaneiro.“
Ok, ok, então está combinado: chicaneiro é quem não paga o salário do Tio Rei. ![]()


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