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Deu no Estadão:
“Papagaio perdido volta para casa após explicar onde vivia
O papagaio repetia incessantemente seu nome e o endereço de onde vive, incluindo o número da casa

TÓQUIO - Um papagaio doméstico que tinha se perdido no Japão foi devolvido a sua casa pela Polícia depois de conseguir comunicar o nome de seu dono e onde ele vivia, informou nesta quarta-feira, 21, a agência local Kyodo.
As autoridades da província de Chiba (centro) capturaram no dia 6 de maio um papagaio-cinza africano que foi levado posteriormente a uma clínica veterinária.
O papagaio repetia incessantemente o nome Nakamura Yosuke-kun, que recebeu de seu dono, Yoshio Nakamura, e o endereço onde vivia, incluindo o número da residência, segundo as autoridades policiais.“
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O espantoso mesmo é o bicho falar isso tudo em japonês.
Por outro lado, nunca ouvi falar de piada de papagaio japonês, um filão com óbvias economias de escala.
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Mas a coisa não admira tanto assim, porque os papagaios são reconhecidamente aves muito inteligentes, e o papagaio cinza africano mais ainda. Uma bióloga, Irene Pepperberg, estuda esses animais há muitos anos. Aqui, uma entrevista com ela em um dos ScienceBlogs, onde ela fala sobre inteligência animal e sobre Alex, um cinza africano que morreu há pouco tempo e era tido como um fenômeno. Aliás há uma fundação com seu nome, dedicada ao estudo dos cinzas africanos e suas capacidades cognitivas.
Ilustrando a diferença entre genialidade e mero esforço (já que eu li a mesma matéria, quase postei sobre ela mas não encontrei o ângulo certo para isso), Rafael Galvão, que largou o MT e amasiou-se com o WP, fala sobre o êxodo das putas brasileiras para a Europa.
Sim, sim, à semelhança de alguns célebres portais anaeróbicos, Rafael também está sofrendo com o “ass drain“.
Obs: Rafael Galvão é cronista nato, blogueiro de mão cheia e putanheiro perpétuo das cores nacionais.

A notícia já é velha, mas vá lá: uma equipe de arqueólogos desenterrou um busto de César no fundo de um rio próximo à cidade de Arles.
O busto é unusual pelo seu realismo, e retrata um Júlio César já um tanto enrugado e com pouco cabelo. Sua cabeça redonda também difere bastante do ideal aquilino de queixo quadrado que anos e anos de filmes hollywoodianos imprimiram à sua figura pública.
O mais interessante é que os arqueólogos desconfiam que o busto foi atirado ao rio logo que chegaram as notícias do assassinato de César _ já que seria pouco sábio se fazer identificar como um apoiador de César nestas condições. Vê-se portanto que pouco mudou na política nos últimos milênios.
Tio Rei produziu o seguinte post:
“Complexo de vira-lata
Nota: subjacente à fala de Minc, está o complexo do subdesenvolvido, do vira-lata, como escreveu Nelson Rodrigues. Os franceses têm Paris; os americanos, Nova York; o Brasil, a Amazônia. Certo, dirá alguém, a selva pode ser mais importante para o futuro da humanidade do que aquelas duas cidades. É, pode ser.
Mas o fato é que se opõem dois lugares em que a cultura humana está em movimento a um outro em que o melhor que pode acontecer - ao menos segundo certo conservacionismo - é nada acontecer.
Eles entram com Pascal, e a gente, com o apito.“
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Tá certo, tá certo, política é política, e ele quer atacar o Minc. Que seja _ deve mesmo ser difícil achar argumentos para atacar um ministro que assumiu o cargo há dois dias.
Mas o argumento é pedestre, certo? Em 11 de setembro de 2001 New York também foi palco da “cultura humana em movimento”. A frase não quer dizer nada, a não ser um chauvinismo antrópico dos mais rasteiros.
A Folha tem alguns esclarecimentos sobre a lei cuja publicação no Diário Oficial noticiei ontem:
“Depois de uma série de disputas que se estenderam por seis anos, o Brasil pode, finalmente, dizer: “O cupuaçu é nosso”. A lei que estabelece o produto como fruta nacional foi sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e publicada ontem no Diário Oficial.
O cupuaçu é uma fruta tipicamente nacional. Do mesmo gênero do cacau, é alimento dos povos indígenas da região amazônica. Dela se faz sucos, cremes, sorvetes, geléias, doces e, mais recentemente, chocolate.
O projeto para transformar o cupuaçu em fruta nacional, de autoria do senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), tramitava no Congresso Nacional desde setembro de 2003. À época, ONGs que atuam na Amazônia compraram uma briga pela paternidade da fruta, mobilizadas pela contestação à concessão dos direitos de comercialização da marca “cupuaçu” à empresa japonesa Asahi Foods.
A Asahi criou uma espécie de subsidiária, a Cupuacu International [sem cedilha], que pediu também o registro de patente para os métodos de produção industrial do cupulate, o chocolate obtido a partir da semente da fruta.
A campanha “O Cupuaçu é Nosso” virou, à época, um símbolo da luta de ONGs contra a biopirataria. Foi comparada com o bordão “O Petróleo é Nosso”, pregação que durou seis anos (entre 1947 e 1953) e resultou na criação da Petrobras.
Entidades como a Embrapa e a Ceplac (Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira) comemoraram a sanção da lei. O diretor da Ceplac, Gustavo Moura, defendeu que outras plantas com valor econômico e social fossem protegidas, como o cacau e a seringa.“
É bonito quando governo e oposição se unem em prol do cupuaçu, vai dizer?
A Grã-Bretanha acaba de aprovar o uso de “embriões híbridos” para a pesquisa científica:
“O uso de embriões híbridos (células animais com material genético humano) em pesquisas está liberado, pelo menos no Reino Unido. Ontem, na Câmara dos Comuns, os parlamentares derrubaram um projeto que tentava proibir o uso dessa ferramenta biológica.
Assim como ocorre no Brasil, no caso do uso das células-tronco embrionárias, os debates de antes da votação de ontem ficaram polarizados.
De um lado a ciência e de outro a religião. O primeiro grupo acabou vencendo. Foram 336 votos contra a proibição e apenas 176 a favor.
Apesar de a emenda contra o uso dos embriões híbridos ter sido apresentada por um parlamentar do Partido Conservador, todos os políticos foram liberados pelo seus partidos para votarem “de acordo com a consciência de cada um”.
O primeiro-ministro britânico Gordon Brown já havia declarado ser favorável ao uso dos embriões nas pesquisas.“
No NYT, a bióloga evolucionária Olivia Judson tem um artigo muito bom explicando que diabo são os tais “embriões híbridos”, carinhosamente chamados no jargão em inglês de “cybrids”. Vale a pena ler. Também vale a pena ver isso:

Mas hein? Nunca vi um currículo tão apropriado ao “physique du role“. ![]()
Matéria no Correio Braziliense sobre o trânsito cada vez mais caótico na capital:
“O dado mais recente do Detran o último registro, feito na segunda-feira à noite e divulgado na manhã de terça, indica que temos 999.888 veículos. Ou seja, Brasília acordará nesta quarta-feira com mais de um milhão de carros nas ruas. O Detran prepara para a primeira quinzena de junho, um amplo seminário para discutir o problema. Mas, algumas ações já foram colocadas em prática ou sairão do papel nos próximos meses.“
Ah, sim?
“Um delas é a mudança na forma como os agentes do Detran atuam. Segundo o diretor-geral do órgão, Jair Tedeschi, fiscais “estavam assistindo as coisas acontecerem”. E agora, vão atuar diretamente no foco do problema. “O semáforo deu defeito, o agente vai para lá e faz o controle de tráfego. O veículo enguiçou no meio da pista, ele empurra e tira da rua. Em caso de acidente, tem de agilizar perícia para remover logo os veículos”, exemplificou. A mesma atitude é esperada da Polícia Militar, por meio do batalhão de trânsito e da companhia de size=2polícia rodoviária.“
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Beleza! Quer dizer que a providência a ser tomada é o Detran começar a fazer o que se pensava que ele fazia. Parabéns, já é um avanço.
Tio Rei critica o mandatário eneadáctilo por falar mal da imprensa:
“(…)Lula foi recebido com pedidos de terceiro mandato. Ele rejeitou a hipótese, mas afirmou que vai fazer seu sucessor, sim. E a platéia não teve dúvida: “Olê, olê, olé, olá, Dilmá, Dilmá…” Ironizou as oposições, atribuindo-lhes a afirmação de que ele, Lula, tem é sorte: “Aqueles que achavam que nós íamos levar o Brasil para o buraco, aqueles agora inventaram o seguinte: ‘Ah, o Brasil está dando certo porque o Lula tem sorte. Esse Lula tem uma sorte danada’. Agora, eu pergunto aqui: ‘Quem é a mulher que casa com o homem que não tenha sorte? Quem é o homem que vai casar com uma mulher azarada? Olha, Deus queira que, daqui para frente, o Brasil só eleja um presidente com muita sorte. O cara que tem azar é o cara que perde as eleições.’”
E mandou bala na imprensa: “Nem sempre a imprensa diz tudo o que está acontecendo no Brasil. Às vezes, se a gente quiser saber mais a gente lê a imprensa internacional, que fala bem. Nunca vi como a imprensa espanhola, alemã, americana, inglesa gosta tanto do Brasil. A nossa demora mais para enxergar.”
Eis Lula. Na presença das oposições, afago; na ausência, porrada. No conjunto da obra, em um só dia, ataque às leis ambientais, ao Ministério Público, à Justiça e a imprensa.“
Mas o próprio Tio Rei também fala mal da imprensa:
“O porre seco jornalístico na cobertura de um incêndio
Chegou a hora de os profissionais que fazem jornalismo na TV, em tempo real, debaterem o seu ofício. Escrevo como assinante da Globo News, se me permitem.
A emissora interrompeu a transmissão do depoimento de José Aparecido para noticiar a suposta queda de um avião da Pantanal em São Paulo. Bom, não era queda coisa nenhuma, mas um incêndio numa fábrica de colchões. A emissora passou a transmitir imagens áreas do local, sem uma miserável informação a respeito. E toca aos pobres apresentadores a tarefa de fazer ilações, especulações e tal. Para vocês terem uma idéia da maluquice, diziam-se coisas como: “A Infraero nega que tenha caído um avião da Pantanal”. Bem, a própria Pantanal já havia negado a queda de uma avião da Pantanal, entendem?
Mudei de canal para ver se a TV Câmara e/ou a TV Senado transmitiam a sessão da CPI. Que nada! Só discursos irrelevantes. Volto para a Globo News. E tome coluna de fumaça. Nem mesmo imagens do local. No desespero, a emissora encontrou a Dona Maria — sim, Dona Maria mesmo —, para dar uma entrevista por celular. Seguem trechos da conversa com os dois apresentadores. Surrealismo puro.
[segue-se diálogo sem pé nem cabeça, n. Hermê]
Você, eventualmente assinante da Globo News, está mais interessado na transmissão do depoimento de José Aparecido ou na de um incêndio sobre o qual os jornalistas não têm nada a dizer e apelam ao testemunho da Dona Maria?
Para piorar, a noite já havia caído, negra, em São Paulo, e a Globo News exibia com a marca “ao vivo” imagens das labaredas, com o sol iluminando o alto dos prédios, num céu raramente azul por essas paragens. Eram imagens de arquivo.“
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Será que vai cair a ficha de que a cobertura do caso Nardoni também era uma “coluna de fumaça”?


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