Deu no Estadão:
“Aparecido isenta Dilma e diz que envio de dados foi ‘engano’
Ex-servidor da Casa Civil diz que nunca falou com ministra e que troca de e-mails não era para constranger
BRASÍLIA - O ex-secretário de Controle Interno da Casa Civil José Aparecido Nunes disse nesta terça-feira, 20, à CPI dos Cartões Corporativos que enviou por engano a planilha de Excel com os gastos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso ao assessor do tucano Álvaro Dias André Fernandes. “Minha reação foi de espanto, não sabia da potencialidade midiática do documento, não tenho memória nem consciência de que anexei o documento e envie a André. Minha intenção era anexar e enviar apenas arquivo de word, se anexei excel, não fiz de maneira deliberada. Foi por engano, foi falha humana, não admito indução”, disse.“
***
E o pior é que eu acredito.


24 comments
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Maio 20, 2008 às 7:57 pm
Sales
além de alegar engano, ele isenta Dilma e Erenice de terem preparado o tal dossiê. Assim fica difícil pragente engolir. Falta só ele alegar que nem sabe como aquele arquivo foi parar na pasta dele.
Maio 20, 2008 às 8:28 pm
arimateia alves
José Agripino tá tão perdido que tascou um “ter fazido”
Essa coisa posa de honesto, mas quem é papa-jerimum sabe o que ele fez com o BANDERN.
Maio 21, 2008 às 3:02 am
ratapulgo negro
?
Maio 21, 2008 às 6:05 am
ohermenauta
Sales,
Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa. Que a coleta de dados existiu ninguém nega. O problema é seu uso. Mesmo supondo que a idéia fosse mesmo a de intimidar a oposição, custo a crer que um cara como o Aparecido fosse dar esse mole de enviar o documento pelo seu e-mail institucional _ não custava nada criar um hotmail e mandar o treco de alguma lanhouse, vai. É por isso que acho até crível que ele tenha se enrolado mesmo _ afinal, ele não estava tratando com a imprensa, que costuma proteger suas fontes (com a exceção do Diogo Mainardi, é claro), e sim com um senador da Oposição.
E a dúvida cabe mesmo se assumirmos uma outra hipótese: a do fogo amigo contra Dilma (sabendo que Aparecido é homem ligado a Zé Dirceu).
Por outro lado, quem vazou o documento para a Folha?
Maio 21, 2008 às 10:55 am
Clésio
Se o cara faz uma bobagem dessas com um e-mail, ainda bem que ele não estava com os códigos nucleares, né? Ele é uma espécie de Forrest Gump,o contador de histórias, entregando os homens de Nixon por engano, é isso? Essa história continua mal contada.
Maio 21, 2008 às 2:41 pm
Elton
Estão querendo inventar o crime de “intenção de intimidação”.
Maio 21, 2008 às 4:59 pm
outro leitor
Intencional ou não, creio que ele subestimou a capacidade da “grande” imprensa fazer muito barulho por nada.
Maio 21, 2008 às 7:07 pm
Rafael M
Se me permite, eu não acredito.
E além disso, mesmo aceitando a teoria de que o cara enviou o arquivo por engano, ele tem que ser demitido mesmo assim. Não se trata de dados de governo dessa forma. Se um piloto de avião tivesse o mesmo cuidado ao pilotar, cairia um avião por dia. Um agente de governo não pode ser menos responsável do que um piloto de avião.
Fica-se por apurar a responsabilidade da Dilma. Uma responsabilidade da qual ela não escapa é o sistema de segurança dos dados de governo. Quer dizer que os caras compartilhavam uma senha? Culpa da Dilma, mesmo, que ou não mudou o processo ou o implantou de maneira imbecil ou contratou um imbecil para criar ou manter o sistema.
O que ficamos a refletir é se ela teve responsabilidade direta com o dossiê em si. Pelo visto, este ponto ficará no ar para sempre, já que o cara pode muito bem ter agido por ordens superiores e agora se negar a contar para receber alguma forma de proteção. E como isso não se prova, fica sem provar.
Uma vez que um ministro de estado do governo Lula não vai sair por uma coisa dessas (considero o Rubens Ricúpero um cara honrado por ter saído por menos), a Dilma fica e podemos parar de falar do assunto. Para mim, sai com a imagem meio arranhada. Petistas acharão o contrário.
Maio 21, 2008 às 8:46 pm
Gilvan Teixeira
Isto é apenas mais uma lambança de dois barnabés do Serviço Público aqui em Brasília.
Maio 21, 2008 às 11:21 pm
João da Luz
Esses caras eram amigos e trocavam e-mails. Por que não dar uma olhada nos outros mails e ver como se falavam?
Acho que daí se pode tirar alguma conclusão sobre intenções…
O Ricúpero saiu por dizer em público que era hipócrita e isto não pegou bem. Mesmo para um cara honrado. Apesar de achar que pessoas honradas não devem ser hipócritas.
É de se estranhar que a casa civil não tivesse um banco de dados anteriormente ( nos outros governos). Até para dar uma bronca no ministro, antes que o TCU desse.
Estavam escondendo essas mesquinharias do conhecimento de quem fiscalizar possa. Ou dando + trabalho para uma possível fiscalização.
Por que uma relação de despesas de governos passados podem ser considerados um dossiê? Não foram realizadas? Eram legais? Estavam de acordo com a prática comum?
Se fosse para fazer um dossiê mais apimentado deveriam ter lido a Veja que candidamente deu informações mais constrangedoras que aquela planilha.
A Dilma mesmo falou que o banco de dados era 1000 x maior que aquela planilha. Devem ter informações mais quentes.
Maio 22, 2008 às 7:35 am
Clésio
“O Ricúpero saiu por dizer em público que era hipócrita e isto não pegou bem. Mesmo para um cara honrado. Apesar de achar que pessoas honradas não devem ser hipócritas.”
O presidente Lula também disse em público que é hipócrita (fazia bravata sem se preocupar com o país quando era da oposição segundo ele) e não renunciou. Talvez, o presidente Lula não seja honrado.
Maio 22, 2008 às 9:03 am
ohermenauta
Rafael M,
Pensemos no seguinte exemplo hipotético. Suponha a existência de 3 forças políticas em um Estado, A, B e C. Suponha que A tenha exercido mandato, seguido por B, e este finalmente seguido por C. Suponha ainda que A tenha cometido ações de improbidade.
Seria legítimo C acusar B de acobertar ações de A, por não tê-las denunciado ao chegar ao governo? Principalmente diante do fato de que elas prescrevem após 5 anos?
Agora, imagine que A tenha passado, ao final do seu governo, uma legislação blindando seus integrantes de serem denunciados ao judiciário. Pois é, foi exatamente isso que aconteceu quando FHC passou, ao apagar das luzes do seu segundo mandato, a Lei nº. 10.628, datada de 24.12.2002, dando nova redação ao art. 84 do Código de Processo Penal, e instituindo foro privilegiado aos ex-exercentes de cargos administrativos bem como excluindo da competência do juízo de instância inferior o julgamento da ação de improbidade contra ato do gestor e ex-gestor público sujeito a competência especial pela prerrogativa da função.
A meu ver o governo Lula não é culpado de estar fazendo um dossiê sobre esses gastos. Ele talvez até seja culpado é de não tê-los denunciado antes. Provavelmente não o fez por acordo político diante do conturbado período 2002-2003.
Clésio,
Aqui todo mundo já está bem grandinho para saber que na realpolitiks não é assim que a banda toca. FHC se enrolou todo quando falou sobre a privatização das teles, e nem por isso pediu demissão. Na política só existe “administração por resultados”.
Maio 22, 2008 às 1:14 pm
Clésio
Pois é, o que faz do Ricúpero um caso à parte. Não é comum um ministro cair por ter sido hipócrita. Agora, não me lembro de nenhum presidente ter confessado não se importar com o Brasil antes de se tornar presidente. Posso acreditar que, agora, ele se importa? Só que, realpolitiks por realpolitiks (também conhecida por “o governo anterior também fazia”), o Collor não deveria ter sido derrubado porque os governos posteriores (FHC inclusive) -para não falar nos anteriores- também roubaram um bocado. O Governo Lula e o Governo FHC envolveram-se em maracutaias no setor telefônico. São todos “administradores por resultados”? Prefiro, quando pelo menos se fingia honestidade na administração pública?
Maio 22, 2008 às 7:15 pm
João da Luz
“Por outro lado, quem vazou o documento para a Folha?”
Concordo com vc Hermê. O Alvaro Dias vaza pelo outro lado.
Maio 23, 2008 às 1:09 am
Rafael M
Hermenauta,
Pensei que você acreditava que o cara tinha enviado a coisa sem querer. Agora você acha que o governo Lula demorou muito para denunciar coisas por debaixo do pano?
Quanto ao foro privilegiado, admito que não conheço o tema, nem sei direito o alcance de algo assim. Mas lembro que concordei com um argumento contra a lei de improbidade que tornava muito fácil qualquer um mover uma ação contra um agente público. Lembro daquele promotor — qual era o nome dele? — de óculos fundo de garrafa que iniciava uma ação de improbidade por semana.
Agora você é um administrador público. Como você trabalha quando qualquer imbecil que não entenda nada de nada pode criar um inferno para sua vida? Not a good thing for governance. Talvez o foro privilegiado seja uma boa idéia, mas admito que não entendo do assunto.
Maio 23, 2008 às 3:32 am
ratapulgo negro
Que confecção de dossiê, nem meio dossiê!
Ao meu ver há dois (e apenas dois) crimes a serem investigados.
1 - vazamento de informações sigilosas. Pelas informações que temos até o momento devem ser punidos o José Aparecido e o Senador Álvaro Dias. A punição será relativa a quão sigilosoas realmente são essas porcarias de informações.
a) Se são informações terrivelmente sigilosas caberia cadeia ao Aparecido e perda de mandato do Senador por falta de decoro parlamentar.
b) Se não são informações importantes, este caso não tem importância nenhuma. Pra que a gritaria? Próxima página.
2 - Tentativa de chantagem. É crime, certo? É muito grave.
a) Algum paralamentar foi realmente chantageado? Parece que não. Que eu saiba, ninguém da oposição reclamou especificamente que foi ameaçado por alguém do governo de ter o Dossiê-Manicure-de-Dona-Ruth não-divulgado em troca de alguma não-ação da oposição, ou coisa que o valha.
b) Ou seria o vazamento de Aparecido a Álvaro Dias a própria chantagem? Pode ser. Uma tentativa idiota e bisonha certamente, mas por que não? A investigar. Se confirmada esta hipótese, cadeia no Aparecido e em quem mandou-o vazar.
O resto é fumaça.
Maio 23, 2008 às 11:18 pm
João da Luz
“O presidente Lula também disse em público que é hipócrita (fazia bravata sem se preocupar com o país quando era da oposição segundo ele) e não renunciou. Talvez, o presidente Lula não seja honrado.”
Me dê o nome um político honrado, Clésio.
Não há.
O que vemos é um concurso de canalhice.
Votamos no menos pior. No que *ode menos a vida do povo. No que tira menos da nação. Este é o critério de escolha.
Maio 24, 2008 às 2:29 am
Clésio
Há políticos honestos, sim, senhor. Um deles morreu ontem, aliás. Também eram honestos vários que fizeram o possível, na noite da Ditadura Militar, para conservar-tanto quanto possível nas circunstâncias- a honra do Parlamento. É justamente a idéia de que roubar é parte do jogo e que é realismo acreditar que eles podem roubar que impede que esse tipo de político seja eleito. Os políticos não são impostos por tropas de ocupação, são eleitos (e reeleitos e rereeleitos) por nós. Se o Brasil é um concurso de canalhice, os maiores canlhas somos os eleitores.
Maio 24, 2008 às 7:32 pm
andre lopes
Friends, Romans, countrymen, lend me your ears;
I come to bury Caesar, not to praise him.
The evil that men do lives after them;
The good is oft interred with their bones;
So let it be with Caesar. The noble Brutus
Hath told you Caesar was ambitious:
If it were so, it was a grievous fault,
And grievously hath Caesar answer’d it.
Here, under leave of Brutus and the rest–
For Brutus is an honourable man;
So are they all, all honourable men–
Come I to speak in Caesar’s funeral.
He was my friend, faithful and just to me:
But Brutus says he was ambitious;
And Brutus is an honourable man.
He hath brought many captives home to Rome
Whose ransoms did the general coffers fill:
Did this in Caesar seem ambitious?
When that the poor have cried, Caesar hath wept:
Ambition should be made of sterner stuff:
Yet Brutus says he was ambitious;
And Brutus is an honourable man.
You all did see that on the Lupercal
I thrice presented him a kingly crown,
Which he did thrice refuse: was this ambition?
Yet Brutus says he was ambitious;
And, sure, he is an honourable man.
I speak not to disprove what Brutus spoke,
But here I am to speak what I do know.
You all did love him once, not without cause:
What cause withholds you then, to mourn for him?
O judgment! thou art fled to brutish beasts,
And men have lost their reason. Bear with me;
My heart is in the coffin there with Caesar,
And I must pause till it come back to me.
Maio 24, 2008 às 11:53 pm
João da Luz
Clésio
Os políticos que lutaram contra a ditadura só eram menos hipócritas que os outros. E sempre estive ao lado deles.
Mas é só ver no que se tranformaram uma porrada deles para vc saber que a massa de que eram feitos não era boa.
O próprio falecido que vc disse foi acusado de ter uma mocinha como funcionária no seu gabinete que não fazia exatamente o serviço burocrático.
Ele votou pela saída do Renan???
Vc poderia dizer o nome de outro político, para eu queimar tb????
Não precisa ser canalha para votar em um. Anulando seu voto vc estará contribuindo para a eleição de um muito canalha. E isto é uma puta canalhice.
Como disse devemos votar no menos canalha. Assim as coisas vão melhorando.
Eu, por exemplo, já votei no Quércia para senador em 1974. Foi uma maneira de enfraquecer a ditadura. Era a alternativa que dispunhamos então, veja só. O Carvalho Pinto era o candidato da Arena e não tinha sido um mau governador.
Depois votei no FHC para o senado em 1978. Imagina só. Sendo que havia o Franco Montoro tb do PMDB, que era uma alternativa muito superior.
Vivendo e aprendendo.
Maio 25, 2008 às 8:02 am
Clésio
Como assim acusado? As vítimas dos Processos de Moscou foram acusadas de matar Kirov, os poloneses foram acusados de atacar os nazistas e os militares acusaram quem não concordava com eles de estar sob as ordens de Moscou e Havana. Se a moça não fazia trabalho burocrático, fazia o quê? Tricô? Quanto à saída do Renan, ele foi o relator de um dos processos e recomendou a cassação. Foram as verbas do Planalto que impediram a cassação. Há muitos políticos honestos e idealistas. A própria ex-ministra Marina preferiu até o último minuto ficar no caminho do progresso a permanecer como ministra. Como diria Nelson Rodrigues, quem paga? O mico-leão dourado? Pois é, até prova em contrário, ela fez isso de graça.O mesmo vale para os dissidentes do PT-especialmente Heloísa Helena- que teriam vida bem mais fácil s e echassem os olhos para as maracutaias do PT. Idealistas eram líderes como Sobral Pinto e Barbosa Lima Sobrinho que lutaram pela redemocratização. Idealistas eram aqueles que combateram a ditadura quando teria sido muito mais lucrativo apoiá-la. Mas é próprio do canalha fingir que não há virtude para melhor se justificar perante si mesmo.
Maio 26, 2008 às 2:37 pm
ohermenauta
Rafael M,
“Pensei que você acreditava que o cara tinha enviado a coisa sem querer. Agora você acha que o governo Lula demorou muito para denunciar coisas por debaixo do pano?”
E em que uma coisa impede a outra?
Clésio,
Por acaso você sabia que os países desenvolvidos se desenvolveram com políticos desonestos e pouco idealistas? Você já deu uma olhada na história da política dos EUA? Lá o jogo sempre foi sujo, sujíssimo.
Eu até acho que políticos honestos e idealistas ajudem uma nação, mas esta não pode depender deles para viver. Sistemas políticos devem funcionar de modo efetivo sem que se espere que seus integrantes sejam vestais. Dificilmente o político profissional terá esse perfil. O que importa é que o sistema politico crie os incentivos corretos para que os políticos, quaisquer que sejam eles, trabalhem no interesse público.
Maio 26, 2008 às 8:31 pm
Clésio
“Sistemas políticos devem funcionar de modo efetivo sem que se espere que seus integrantes sejam vestais. Dificilmente o político profissional terá esse perfil. O que importa é que o sistema politico crie os incentivos corretos para que os políticos, quaisquer que sejam eles, trabalhem no interesse público.”
Devagar com o andor. Eu não falei em vestais. Não é preciso ser vestal para não se meter em maracutais com telefônicas, não privatizar o patrimônio público a preço de banana, não ficar sabotando o país por puro interesse político. Também não precisa ser vestal para cassar um Renan ou para não comprar a absolvição dele com verbas públicas. Ou para comprar segundos mandatos, como uns, ou terceiros mandatos como outros. Um pouco da boa e velha vergonha na cara ajuda. Na falta dela, um eleitorado decente também serve. Agora, como o sistema que mantém essas pessoas no Poder ou na proximidade dele pode fazê-los trabalhar no interesse público—nas horas vagas deixadas pela ocupação principal de saquear a Pátria, imagino—é coisa que me escapa.
Maio 26, 2008 às 10:55 pm
João da Luz
Clésio, só quis ser educado, mas vamos lá.
No discurso do Renan justificando a amante ele fala do caso do senador Jeferson Perez que contratou a amante p/ trabalhar no gabinete do senado e do Pedro Simon que contratou a namorada para produzir um filme, por conta do dinheiro do RS. O Pedro Simon acusou o golpe e o Jeferson Perez ficou caladinho. O Jeferson poderia pedir que o Renan fosse mais claro e então entrar com um processo caso fosse mentira.
O PT sempre recebeu grana não contabilizada. Eu sempre soube disto e sempre votei no PT. Todos os partidos fazem isto, quem pensa o contrário não é deste planeta ou é muito imbecil.
Não precisou de grana para salvar o mandato do Renan. Alí são todos cobras criadas e votaram a favor dele pois todos fazem ou fizeram o mesmo. Até entre os canalhas existe um pouco de honestidade consigo mesmo. O que o Renan fez só assombra a nossa classe mérdia. Eles, lá no senado, se acham superiores a isto tudo.
O PSOL só não terá grana não contabilizada, se já não tem, se continuar com sua representação insignificante. A partir do momento em que se criar uma segunda tendência dentro do PSOL haverá grana no paralelo. Já militei em partidinho e sei disto.
Há vários políticos cheios de boa vontade e com profundos ideais políticos, mas fecham os olhos para um caixa dois, por ex, pois sabem ou acham que, sem aquela grana, não se elegem. A Marina é uma delas. Preferem participar de um processo corrompido para melhorá-lo, que jogar pedras e depois ter que engolir sapos.
O que temos é que melhorar o sistema, sempre. Votar no menos pior é a melhor saída que nós eleitores dispomos. Se vc não acredita nisto procure um anjo ou um duende.