Blondes have more fun, and religious people too!

Arthur Brooks, professor na Syracuse University, está colaborando no blog Freakonomics com uma série sobre felicidade.  Em dois posts, ele levanta a tese de que conservadores são mais felizes que “liberais” (à americana, isto é, social-democratas) e que conservadores religiosos são ainda mais felizes.

No primeiro post ele encaminha a questão e pede contribuições.  No segundo, ele agrupa as contribuições em 3 grandes grupos:

1. Conservadores e liberais têm diferentes estilos de vida, particularmente no que respeita à religião e o casamento, o que explica por que conservadores são mais felizes.

2. Conservadores têm uma visão de mundo que - para o bem ou para o mal - leva a  uma maior felicidade.

3. Brooks é um tolo pouco confiável.

Embora 3) possa ser a resposta, não faremos aqui ataques ad hominem.  Mas…

…avanço algumas respostas da própria lavra:

a) Os EUA são um dos países menos permeáveis às idéias social-democratas do mundo desenvolvido.  Não admira, portanto, que social-democratas sejam mais infelizes lá.

b) A religião é uma muleta existencial.  Também não é de causar muito espanto que pessoas altamente religiosas sejam muito felizes.

c) Tentativas de transformar a felicidade subjetiva em métrica última para as políticas públicas é algo tentador, mas é algo duvidoso que seja uma boa idéia.  Em última análise pode ser igualmente uma celebração do hedonismo.  Aliás, do ponto de vista da sustentabilidade, a modulação da felicidade pode ser uma saída mais honrosa do que a busca desenfreada da felicidade.

Idéias a respeito?