FHC fez escola. Post no Tio Rei hoje:

VEJA 3 - Como vota o brasileiro

Por Marcelo Carneiro:
O sociólogo Alberto Carlos Almeida causou polêmica no ano passado ao lançar um livro, A Cabeça do Brasileiro, em que mostrava que a parcela mais educada da população – ou seja, a elite brasileira – é menos preconceituosa, menos estatizante e tem valores sociais mais sólidos do que a parcela formada pelos brasileiros menos escolarizados. Exatamente o contrário do que a turma costuma apregoar, afeiçoada ao mito do “povo sábio” e da “elite retrógrada”, entre outros anacronismos que a história já se encarregou de enterrar. Agora, com seu novo livro, A Cabeça do Eleitor (308 páginas, 40 reais, editora Record), que será lançado na próxima semana, o sociólogo se arrisca a provocar nova grita. Com base na análise de 150 eleições – municipais, estaduais e presidenciais –, Almeida analisa a lógica que orienta a escolha de um candidato por parte do eleitor brasileiro. E chega à conclusão de que essa lógica é bem mais simples do que se poderia supor. Constrangedoramente simples até: o brasileiro vota a favor do governo ou do candidato do governo se considera que sua vida está boa ou melhorou. E vota no candidato da oposição se considera que ela está ruim ou piorou. Questões como ética, corrupção, separação entre o público e o privado não entram nessa conta. “O eleitorado, sobretudo o de baixa renda, vota em função de suas necessidades imediatas e da satisfação dessas necessidades”, concorda o sociólogo Demétrio Magnoli.

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Um escândalo, isso, né?

Quer dizer que só porque 8 anos de tucanato não melhoraram a vida do brasileiro (como aliás espero que o livro reconheça, dado sua tese…), este povinho bunda resolveu votar na “plutocracia sindical” de Lula, deixando para trás sem remorso, ingrato como só a malta ignara sabe ser, aquele extenso período em que a vida política deste país jamais foi tão impoluta.

Sacanagem. Essa tal de democracia é mesmo uma merda.