E lá vem Nariz Gelado de novo com aquela história sobre o lado político da crítica à cobertura que a imprensa vem fazendo a certos casos, como o da menina Isabella ou o da sogra do Cid Gomes:

Finalmente, ali estava aquilo que venho apontando há dias: Lula se ressente, e muito, sempre que algum fato atrai a atenção da mídia para longe de si e da pauta positiva que ele, seus assessores e militantes tentam, via de regra, nos impor: “[não é correto o Estado] aparecer cinco dias consecutivos na televisão por causa da sua sogra”. (…) “Tem coisa muito mais importante – não que a sogra não seja importante – que você faz e que nunca apareceu nacionalmente”.

Percebem? É o apogeu de uma receita discursiva tão simplória quanto eficiente, que apresenta naturaliza vícios de conduta e humaniza pecadores. Enquanto esta conversa colar – e não for combatida com igual talento – ele seguirá surfando sozinho.

Pergunto: se o eneadáctilo viesse a público jogar mais carvão no fogo que queima os Nardoni, ou na fogueira de qualquer outra notícia cujas chamas ora estejam consumindo o noticiário, não viriam imediatamente as flâmulas da anaerobicidade acusá-lo de jogar uma cortina de fumaça no caso do dossiê no Planalto?  Quando alguém está errado, não importa o que faça, é mais provável que interesses ocultos estejam na mente do acusador, pois não?