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O capitalismo é contagiante

Finalmente o pessoal que acha que “o capitalismo é uma doença” pode invocar uma confirmação científica para a sua opinião:

Option Model Calibration Using a Bacterial Foraging Optimization Algorithm
Jing Dang, Anthony Brabazon, Michael O’Neill, and David Edelman

The Bacterial Foraging Optimization (BFO) algorithm is a biologically inspired computation technique which is based on mimicking the foraging behavior of E.coli bacteria. This paper illustrates how a BFO algorithm can be constructed and applied to solve parameter estimation of a EGARCH-M model which is then used for calibration of a volatility option pricing model. The results from the algorithm are shown to be robust and extendable, suggesting the potential of applying the BFO for financial modeling.

(hat tip: Alea)

Felix Salmon do Market Movers sobre o investment grade brasileiro:

The upgrade is overdue if only because Brazil is now a net creditor nation, with reserves of more than $170 billion, and net creditors simply don’t default. But ratings are sticky things, and ratings agencies are generally reluctant to issue both upgrades to investment grade and downgrades from investment grade. Now Brazil has its triple-B credit rating, it’s extremely unlikely to lose it at any point in the foreseeable future.

Tio Rei tem um post daqueles, hoje:

S&P e o investment grade: “É um processo que começou no 2º mandato de FHC”

“É um processo que começou no fim dos anos noventa, no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, com a mudança do câmbio flutuante e controle da inflação e política fiscal. A partir de 2003, com a administração do presidente Lula, houve continuidade, e, há quase dez anos, o Brasil vem cumprindo as metas fiscais”.

O que vai acima é a resposta de Lisa Schineller, a analista da Standard & Poor’s, responsável por ter colocado o Brasil na condição de Investment Grade. Ao comentar ontem a classificação, Lula não deixou, é óbvio, de lembrar o ineditismo da condição. A implementação das medidas, que agora põem o Brasil nesse patamar, contribuiu para derrotar o governo nas eleições de 2002. No poder, o petista teve a sabedoria de não mexer no que herdou. Em 2002, superávit primário servia para engordar banqueiros, dizia o PT. A partir de 2003, passou a ser a salvação da lavoura. E foi mesmo.

A S&P não poderia ter sido mais clara: a nota do país mudou por causa da continuidade da política economia, esta que o PT e Lula insistem, contra os fatos, em dizer que é outra. A elevação vem também com um alerta: o governo gasta demais, o investimento do setor público ainda pequeno, e há rigidez orçamentária. Por isso, diz a S&P, o Brasil cresce menos do que os emergentes.

Por que dar destaque a isso? Porque é preciso deixar bem claro que a elevação da nota do país decorreu do fato de ele seguir regras - o que chamo, naquele videozinho que se vê aí do lado, de “institucionalização de procedimentos”. O Brasil não chegou a esse estágio quebrando normas. Os que não são parte da voragem da política interna, como a S&P, vêem o país, não suas divisões partidárias. E têm objetividade para atestar o começo dessa trajetória.

Isso significa que Lula vai parar de demonizar o passado sobre os palanques do PAC? É claro que não. O homem é apaixonado demais por si mesmo para admitir que ele fez escolhas condicionado por escolhas feitas antes dele.”

É uma opinião. Mas seria preciso então que Tio Rei e Lisa Schineller nos explicassem o que pensam sobre este gráfico mostrando a evolução da dívida pública brasileira:

Seria interessante que Tio Rei nos explicasse se ele acha mesmo que o Eneadáctilo deveria ter “continuado as políticas de FHC” que nos levaram a uma dívida pública equivalente a mais da metade do PIB, e que Lisa Schineller opinasse sobre em que momento da extrapolação da tendência até 2003 a S&P daria o “investment grade” ao Brasil…

Paper novo no NBER:

National Cultures and Soccer Violence
by Edward Miguel, Sebastián M. Saiegh, Shanker Satyanath - #13968 (EFG LE POL)

Abstract:

Can some acts of violence be explained by a society’s “culture”? Scholars have found it hard to empirically disentangle the effects of culture, legal institutions, and poverty in driving violence. We address this problem by exploiting a natural experiment offered by the presence of thousands of international soccer (football) players in the European professional leagues. We find a strong relationship between the history of civil conflict in a player’s home country and his propensity to behave violently on the soccer field, as measured by yellow and red cards. This link is robust to region fixed effects, country characteristics (e.g., rule of law, per capita income), player characteristics (e.g., age, field position, quality), outliers, and team fixed effects. Reinforcing our claim that we isolate cultures of violence rather than simple rule-breaking or something else entirely, there is no meaningful correlation between a player’s home country civil war history and soccer performance measures not closely related to violent conduct.

É impressão minha ou ele está dizendo que nas sociedades violentas, os indivíduos são violentos, isto é, o todo é a soma das partes?

 

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