O governo FHC acabou há mais de 5 anos, mas há quem esteja forçando a barra para lhe atribuir a conquista do “investment grade” pelo Brasil. Parece que um “legítimo” governo Lula seria, por definição, apenas aquele que levasse o país ao abismo (apesar de que, para fazermos justiça, FHC também soube nos levar à sua borda).
Porque é que nessa hora ninguém atribui o “investment grade” à “bonança internacional”, à “conjuntura sem igual do comércio internacional” ou à “maré alta que faz subir todos os barcos”?
Dor de cotovelo é fogo. ![]()


4 comments
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Abril 30, 2008 às 8:27 pm
Allan
Leia no link, se você perdeu o artigo na Folha:
http://200.142.107.165/informativos/show_sumula.asp?codigo=51966&tema=Tend%C3%AAncias/Debates&tipo=J&data=&dt_dia=13&dt_mes=9&dt_ano=2007
Maio 1, 2008 às 12:06 am
André
Hermê, escrevi um post sobre o investment grade lá no meu blog, o link é http://avoltadosquenaoforam.wordpress.com/2008/04/30/recebemos-o-grau-de-investimento/
Quanto a esta análise da Veja, bem… levá-los a sério como? Tem mérito do FHC na parada? Sim. Mas também tem (e muito) mérito do Lula, principalmente no quesito principal levado em conta pela Standard & Poor´s para dar o IG: superávit primário, o qual vem sendo cumprido religiosamente desde o início do governo com patamares altíssimos.
Ele poderia ter simplesmente jogado tudo às favas e metido o pé no acelerador, ignorando o tal do superávit. Mas ele foi por outro caminho. “Ah, ele só seguiu a trilha do FHC…”. Bem, se você acha que o superávit é bom pro país, ainda bem que ele seguiu esta trilha (se ela realmente existia, né).
Abraços,
Maio 1, 2008 às 2:06 am
napraticaateoriaeoutra
Eu pus meu comentário lá no Torre de Marfim: pra mim os pais da criança são Armínio Fraga e Antonio Palocci, que, suspeito, os historiadores vão ver como um período só. Lembrem-se que foi o Fraga que mostrou o Agenda Perdida para o Palocci, que realmente tentou colocar aquilo em prática. Taí: dêem algum crédito para a turma do Agenda Perdida, também.
Maio 1, 2008 às 8:05 am
ohermenauta
Naprática,
Mim ser entusiasta das reformas microeconômicas. Mas a bem da verdade, embora o Lisboa tenha trabalhado um bocado nisso, muita coisa tá parada até hoje no Congresso, e outras tiveram uma implementação complicada. A portabilidade bancária, por exemplo, teve que engolir prazos enormes por pressão dos bancos e de vários governadores que queriam “vender” suas folhas de pagamento, como o Serra. Em suma, o impacto da Agenda já poderia ter sido bem maior.