
Uma imagem vale por mil palavras
Deu no UOL:
“MPF pede transmissão de concurso de miss em libras
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O Ministério Público Federal em São Paulo recomendou que a Rede de Televisão Bandeirantes transmita todo o evento “Miss Brasil” com tradução simultânea em Libras, a Língua Brasileira de Sinais, usada na comunicação de e para pessoas que têm deficiência auditiva.O MPF atende representação da Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos. No entendimento da ONG, como uma participante representa a comunidade surda no Brasil -que corresponde a cerca de 5,7 milhões de pessoas-, a transmissão do evento em Libras permitiria o tratamento da candidata e dos espectadores surdos de todo o Brasil na perspectiva da inclusão social.”(…)A procuradora da República Inês Virgínia Prado Soares acredita que a Rede de Televisão Bandeirantes cumprirá a recomendação porque a Constituição Federal prevê que um dos papéis das concessionárias de televisão é promover a inclusão social.”
Olha, acho que está mais do que na hora de pensarmos nos reais custos da regulação, no Brasil.
Por exemplo, eis algumas frases proferidas pela ex-miss Adalgisa Colombo, o Galvão Bueno das passarelas, na cobertura da Band para o concurso de Miss Universo em 2007:
“Essa beleza dela é muito bela”
“A abertura, quando é muito grande, mostra demais as pernas. E as pernas já foram mostradas no desfile de biquínis”
“Ela chega, ela causa impacto”
“Ela realmente está botando pra quebrar”
“ser Miss Universo é realmente um luxo”
“você prefere ter uma relação com um homem espontâneo, selvagem ou prefere algo mais seguro?”
Afinal, se nossa definição de “inclusão social” é elástica o suficiente para exigir o direito dos surdos de serem expostos aos diálogos travados em um concurso de Miss, este mundo está perdido. Além disso, como é que se fala “Saint-Exupéry” em linguagem de sinais??


1 comment
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Abril 4, 2008 às 12:06 am
Henrique
Não acho que os surdo-mudos perderiam muito tempo olhando para a parte da tela onde estivesse a pessoa traduzindo pra libras. É igual texto em revista de mulher pelada, você só lê depois que já viu todas as mulheres